quinta-feira, 20 de agosto de 2009

30 canções do Jamie que você devia escutar antes de morrer

Jamie Cullum é um cantor completo. Ele canta de um tudo. Desde covers de clássicos da música, até composições próprias, JC sempre dá um jeito de deixar sua marca nas canções. E já que seu Jamie está completando 30 anos, a listinha de hoje terá 30 itens.

30 canções de JC que você devia escutar antes de morrer
Não precisa ouvir se não quiser. Eu só vou escrever tudo isso, porque eu não tenho mais o que fazer rs Mas se interessar, eu já adianto que as melhores são as que estão mais pro final.

Do Pointless Nostalgic

Em seu 1º álbum Pointless Nostalgic (que por acaso inspirou o nome desse blog), a maioria das músicas são covers de músicas antigas, mas ainda assim tem um par de ótimas canções originais.

1. Pointless Nostalgic – Mais nostálgica impossível.
2. I want to be a popstar – Nessa ele descarrega todo o seu sarcasmo contando que queria mesmo era ser um cantor pop que vende milhões de discos e dá milhares de autógrafos e que ele vai fazer de tudo para conseguir a fama, nem que tenha que fingir que é gay rs (Foi só brincadeira, ele não chegou a colocar o plano em prática).

Do TwentySomething

Já no 2º disco, Jamie faz uma reflexão sobre os pensamentos e dúvidas que passam pela cabeça de um jovem de 20 e poucos anos. Praticamente todas as canções, mesmo as regravações, fazem alusão aos problemas relacionados à juventude.

3. Next year, baby – Quem nunca fez aquelas listinhas de resolução de ano novo? Comprar menos sapatos, prestar atenção às notícias, pagar as contas em dia... No final, a gente nunca cumpre nada dessas listas, mas tem uma coisa que JC diz que vai fazer de qualquer jeito. A canção é simples e cheia de energia, e na minha opinião, a que melhor resume a personalidade de Cullum.
4. TwentySomething – Você passa a vida toda estudando e quando acaba a faculdade não sabe mais o que fazer. Ajudar os pobres? Viajar pelo mundo? Encontrar a alma gêmea? Essa é TwentySomething. Eu nem terminei a minha e já me identifiquei com a letra irônica e sincera dele. Ele cantando essa no show é um capítulo à parte. Corre pelo palco, se equilibra no piano, salta de lá de cima... Um dia ainda vai se quebrar todo. Tenho pena da mãe dele. Deve ter sofrido com ele quando criança.
5. It’s About Time – O tempo passa, a idade vai chegando e JC percebe que ainda não encontrou “aquela” pessoa especial. Mas ele não desiste e resolve que vai encontrá-la não importa como. Simplesmente linda essa canção.
6. All that Sea – Já teve aqueles momentos em que você não queria falar com ninguém, jogar o telefone fora e só ficar sozinho reorganizando os pensamentos? JC fez isso em All that Sea.
7. These are the days – Depois de um término de relacionamento, JC percebe o quanto ele sentia falta da solteirice e reflete sobre o rompimento. Muito gostosa e relaxante, a música é batata para ouvir quando se está estressado.
8. But For Now – Essa é um cover de mil novecentos e bolinha, mas a letra é muito atual. No início do namoro, a menina quer saber tudo da vida do cara de uma vez. JC despista e diz que tudo tem seu tempo, e o importante é ele a ama. Hoje eu vejo porque a Sandy gosta tanto dessa música. É absolutamente singela e muito romântica. A canção é puro mel e da melhor qualidade.
9. Cant’t we be friends – Cover do Sinatra. “I thought I'd found the girl of my dreams, now it seems, this is how the story ends, She's gonna turn me down and say: ’Can't we be friends?’”. A letra diz tudo.
10. Wind Cries Mary – Cover do Jimi Hendrix. O melhor dessa não é nem a música, é a performance. Jamie incorpora o Hendrix e só falta pôr fogo no piano. De uns tempos pra cá, deu pra pedir pra platéia trocar o nome que aparece na música pelo dele. "And the wind whispers Jamie" Rs

Do Catching Tales

Em Catching Tales, Cullum está mais livre para misturar estilos e arriscar nos sons. Seu 3º álbum mescla covers antigos e canções originais e está mais pop do que nunca.
Esse é o meu CD preferido. É o que tem mais ritmo e músicas cujos temas variam da simples declaração de amor até a crítica social, sem esquecer dos temas relacionados à juventude.

11. Get Your Way – Composta toda em cima de um sample da antiga Get Out of My Life Woman, a música tem pegada e seu clipe é muito legal.
12. London Skies - “Nada é certo, exceto de que tudo que você sabe pode mudar, Você venera o sol, mas agora você pode se apaixonar pela chuva?” Londres é uma cidade molhada. Quase todo dia chove. Não é à toa que a Isabella, brasileiríssima, não gosta do clima de lá. Então, o Jamie fez London Skies pra ver se ela mudava de idéia. Lindo, né? O mais legal é que ele continua cantando essa música no show, mesmo estando noivo de outra.
13. Photograph – Nada como pegar um álbum de fotografias antigo e relembrar boas histórias do passado. Em Photograph, JC pega essas fotos e revive o dia do seu 1º beijo em que tudo parecia que tinha dado errado. “Quando eu olho pra trás e vejo minha vidinha comum, Eu percebo quão mágico foi, apesar de não ter percebido na época”. Como boa nostálgica que sou, eu também adoro olhar fotos e relembrar do dia em foram tiradas, e por isso eu adoro essa canção. Agora, seu Jamie deu pra mudar a cor do cabelo da menina da música pra homenagear a atual namorada que deve ser tão alta quanto à garota da canção. Se bem que ser mais alta que o Jamie não é das tarefas mais difíceis. Rs
14. Nothing I Do – “Nós estávamos tão bêbados na noite passada, Tivemos aquela briga idiota, Você me chamou de safado inútil e egoísta”. A mulher bateu a porta, saiu chorando e agora Jamie faz de tudo para descobrir o que de fato aconteceu (isso que dá abusar do álcool) e tentar uma reconciliação. “Será que nada do que eu faça pode te fazer feliz de novo? Será que nada que eu digo põe um sorriso no seu rosto?”. A história é divertida e o jazz aqui ganha ares de séculos XXI com uma letra pouco correta.
15. Mind Trick – Cheia de swingue, podia tocar numa danceteria fácil, fácil. A mais pop do disco e que me apresentou ao talento de Mr. Cullum.
16. 21st Century Kid e Oh God – À primeira “ouvida”, duas músicas chatas. Depois de ver a letra e saber que 21st Century Kid é sobre a guerra do Iraque e Oh God sobre o tsunami no SriLanka, duas críticas sociais disfarçadas de belas canções.
18. 7 Days to Change your Life – Essa é muito lenta, mas tem uma parte que é incrivelmente rápida. Muito louca, mas a letra é ótima. É basicamente uma propaganda de um livro de auto-ajuda que promete mudar sua vida em 7 dias. A parte rápida é o depoimento de alguém que leu o livro no maior estilo: “Tomei Magrins, olha como eu era”.
19. Back to the Ground – Ela demora pra engrenar, mas o solo de piano faz a gente balançar a cabeça igual heavy metal (eu gosto de fazer air piano nessa rs) A letra também é punk. Quer dizer, é sobre um cara que aprontou à beça, mas, agora com a ajuda dos amigos, está de volta ao chão.
20. My Yard – “Então chame um táxi e venha para cá, E eu te esperarei bem do lado de fora, Eu tenho alguns DVD´s e umas cervejas, Se você quiser poderemos ficar acordados a noite inteira”. Jamie faz um convite para dar um pulo no jardim dele, afinal a “a grama é sempre mais verde do outro lado”. A música é simples e gostosa. O que mais essa menina tá esperando? Vai logo, mulher! Rs

De outros lugares mil

21. Why Do Today What You Can Do Tomorrow – Tanto a letra quanto a melodia são uma ode à preguiça. Dá vontade até de soltar aquele bocejo. “Por que fazer hoje o que se pode fazer amanhã?”.
22. Everlasting Love – A música já tinha sido regravada milhares de vezes. Nenhuma delas ficou tão boa quanto a versão de JC. Tema de O Diário de Bridget Jones 2.
23. Bittersweet – Uma participação com um grupo desconhecido. Ficou bem bacana.
24. I’d probably do it again – A música é gigante, e conta uma historinha bem incorreta. O melhor é ele imitando a voz da mulher.
25. Jump for Joy – Depois de semanas separados, Cullum pula de alegria quando vê sua cara-metade. Desconfio eu que essa era pra Isabella também.
26. Grand Torino – Clint Eastwood fez a melodia e pediu pro Jamie fazer a letra do tema do filme homônimo. A parceria deu certo e a canção caiu com uma luva no final do emocionante longa-metragem.
27. I love this – Essa é nova! Inspirada nos dias em que jogava futebol de meia com o vô quando era criança. Quando se trata de futebol, inglês é igual brasileiro, né? Adoro essas músicas que falam sobre a insignificância do dia-a-dia.
28. So They Say – Nova também! Cheia de ritmo, Jamie manda um recado para George Bush.
29. I’m all over it – Num show recente, antes de cantar essa, Cullum foi explicar a origem da música. Jamie: Nessa música eu quis fazer uma coisa mais pop, meio Elton John... Essa canção é sobre um cara que acabou de ser rejeitado pela namorada... Platéia: Ooooouch! Jamie: Calma, não se preocupem! A história tem um final feliz! Aí no início ele fica muito triste e tal, mas depois ele fica tipo: “Uhu! Ser solteiro é o máximo!”. Ficou ótima. É primeiro single do próximo disco. Hoje eu vi um vídeo dele explodindo alguma coisa pro clipe. Ai Cristo! Esse menino não pára nunca!
30. Dindi – JC cantando Jobim em português! O sotaque deu um charme todo especial à canção.

Ufa! Cansei!
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Jamie Cullum, o eterno twentysomething

Como você já deve ter percebido, eu sou fã desse cara. Nosso caso de amor começou quando Mind Trick tocava em Belíssima, mas não foi um caso de paixão arrebatadora. Lembro-me de ter achado a música boa e ainda era tema do lindo do Vladmir Brichta. E baixei a canção. Só essa.

Passou-se um tempo e ouvindo um podcast com a participação de Sandy e Junior, indicando algumas de suas músicas preferidas, ambos tocaram JC em suas listas (a Sandy escolheu But for Now, e o Junior Get Your Way). Antes disso, ela também já tinha dito uma vez que JC era o cantor preferido dela. E na página do UOL, só dava ele como sugestão de download. Na época, apesar de gostar de Mind Trick, não ligava o nome à pessoa. No tal podcast, achei But for Now chata e Get Your Way legal.

Bom, como o nome Jamie Culum já estava começando a se repetir muito na minha vida, resolvi ouvir o último CD dele na Rádio UOL, Cachting Tales. De 1ª, achei o CD um pouco parado e não deu vontade de ouvir de novo.

Eu não queria dar outra chance ao cara. “Ele canta jazz. Música de velho.”, eu pensava comigo mesma. Mas minha irmã insistiu nele (ela gosta das músicas lentas) e baixou o CD mesmo assim. Ela correu atrás das letras e tentou e convencer de que JC era legal.

De fato, Jamie Cullum é um cara que se precisa ter paciência para escutar. Suas músicas, assim como sua aparência física, não conquistam logo de cara. Aliás, se dependesse de beleza, Seu Jamie estaria perdido. Baixinho, descabelado e com cara de maluco, ele não é do tipo que chama atenção nas baladas. Eu o acho até meio parecido com o nosso Felipe Massa. Mas isso não faz a menor diferença. Jamie Cullum tem carisma e conteúdo e se você parar um pouco e prestar atenção ao que ele diz, logo percebe sua genialidade.

Gênios, sempre incompreendidos...

No início, comecei a simpatizar somente com as canções mais agitadas (ou menos lentas) do álbum (Get Your Way, London Skies, Photograph, Mind Trick...), mas adorei quando minha irmã me contou que ele tinha feito London Skies para a então namorada brasileira dele, que odiava o céu cinzento de Londres. Opa! Agora o JC estava começando a ficar interessante. Música pra namorada BRASILEIRA... Que fofo!!

A partir daí, comecei a procurar biografias, entrevistas e vídeos no YouTube, e descobri que, além de romântico, ele era ainda mais louco do que deixava implícito em 7 Days to Change Your Life.

É a maior injustiça a mídia querer vendê-lo como Sinatra de tênis, ou Norah Jones de calças. Não que eles não sejam bons, mas é que ambos carregam o estigma de fazer canções que vão agradar principalmente a sua mãe, como Roberto Carlos. Jamie Cullum está longe disso. É impossível rotular o garoto. Eu não sei nem dizer se ele faz jazz misturado com pop ou pop misturado com jazz. JC transpira jovialidade e irreverência. Sua performance no palco está muito mais para Ivete Sangalo do que para Frank Sinatra. O cara não consegue ficar parado. É um show man nato!

JC é engraçado, não penteia o cabelo, sempre canta sucessos da música pop nos shows (teve um que ele até trocou a letra de Don't cha para Don't you wish your boyfriend was SHORT like me), corre pro meio da platéia, faz dancinhas ridículas e arrebenta com o piano. Eu não queria ser o piano dele, sinceramente. O bichinho sofre viu! Jamie toca o instrumento com a cabeça, com o banquinho, batuca o coitado e quase sempre sobe em cima dele e o usa como trampolim para saltos acrobáticos.

Não bastasse toda a simpatia (e loucura), JC esbanja talento. Canta muito e toca tudo que é instrumento. Suas canções falam de tudo e quase sempre com um toque de ironia que lhe é peculiar. Recentemente, ele cantou uma nova canção Love Ain't Gonna Let You Down e comentou que se orgulhava muito dela porque tinha conseguido manter a letra livre de piadas do início ao fim. Seu repertório contém as românticas, as de fim de relacionamento, as críticas sociais, e aquelas que saem de coisas simples como resoluções de ano novo, um jogo de futebol de meia com o avô, as lembranças do primeiro beijo e até livros de auto-ajuda (as minhas preferidas). Jamie é um sopro de originalidade no meio de toda a mesmice que anda por aí.

Conforme eu ia ouvindo o Catching Tales com atenção, olhando as letras, e as histórias por trás delas, cada vez mais eu ia me convencendo de que o cara era bom mesmo. Mais do que músico, Jamie é mágico (ainda vou fazer uma camiseta dessas). Ele pegou Everlasting Love, que era assim, e transformou no belo tema de O Diário de Bridget Jones 2.

E depois de escutar atentamente seu outro álbum mais antigo TwentySomething, eu tive que dar o braço a torcer de uma vez. JC era gênio e tinha ganhado uma fã. Hoje eu sou completamente apaixonada por ele e todas as suas canções, inclusive aquelas que eu não gostava antes.

Uma pena eu ter percebido isso só depois de ele vir ao Brasil (foi uma questão de meses!!!) . Mais um pouquinho eu não fui lá assisti-lo ao vivo. “Never thought I’d regret the excuses that I’ve made”.

Mas não tem nada não. Esse ano, finalmente ele vai lançar outro CD (já era hora, né, Seu Jamie?) e com ele outra turnê e se Deus quiser ele volta ao Brasil, mesmo tendo terminado com a Isabella. (porque ele tinha que terminar com ela? Por quê? Por quê? rs). E quando ele vier, pode crer, eu vou estar lá pra ver.

Só me bate um aperto no coração porque ele não vai cantar mais TwentySomething ao vivo. Afinal, hoje está entrando para o time dos ThirtySomething. Eu acho a maior bobeira, porque palhaço do jeito que é, Jamie pode ter a idade que tiver, que sempre será um twentysomething de coração.

Parabéns, Jamie!
Ó a cara de criança feliz dele! Parece até o Cebolinha com esse cabelo! Não é possível essa criatura ter 30 anos. Deve ter falsificado o documento, só pode!
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quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Ooops, she did it again

Crítica de Princesa para Sempre. Contém Spoilers!

Terminar uma obra de sucesso é uma grande responsabilidade. Quando ela se prolonga por quase 10 anos na vida dos leitores e os dois últimos volumes deixam várias perguntas em aberto, a responsabilidade é maior ainda. E quando acrescenta-se o fato de que os finais de cada volume já lançados são literalmente um capítulo à parte na história contada, você imagina o tamanho do problema que Meg Cabot tinha criado para si mesma.

Além de fazer um final que não desapontasse, ela ainda tinha que honrar toda a trajetória de seus personagens, mostrá-los mais maduros - sem perder a personalidade única de cada um, nem o senso de humor que caracterizou a série - e se superar no quesito clímax. Não podia ser só mais um bom final. Tinha que ser O final.

Depois de ler 20 ou mais livros seus, eu aprendi a confiar em Meg Cabot. Quando eu pensava que ela não tinha mais nada pra inventar, e que não dava pra ficar melhor, ela ia lá e fazia uma coisa ainda mais inteligente! Então, quando eu fui ler o 10º livro em inglês mesmo (esse era um livro muito importante pra ficar dependendo da tradução da Ana Banana. E olha que bonito, ele chegou aqui em casa no dia do meu aniversário!), eu sabia que tia Meg não ia me decepcionar. Afinal, se Mia Thermopolis é a princesa de Genovia (para sempre, aliás), é porque Cabot é a rainha dos finais felizes.

E como não podia deixar de ser, assim como sua ídola Britney Spears, Meg Cabot conseguiu de novo (did it again)! Meg simplesmente arrebentou. Ela tinha prometido o melhor final de série de todos os tempos e cumpriu! Por isso, quando eu li aquele “final feliz” (literalmente) eu quis voar até os EUA e dar um abraço nessa mulher.

E depois eu quis bater nela por me fazer ficar lendo até as 4 da manhã e depois não conseguir mais dormir de tanta adrenalina na veia. Dia 10 de março – quando eu terminei de ler e aniversário da Jami – eu parecia um zumbi. Meu corpo clamava por cama. Mas eu deitava e não conseguia dormir! Foi ridículo. Eu achei que nunca mais ia conseguir pregar os olhos, então comecei a gritar pela casa: “Eu quero dormir!”, como se isso fosse resolver alguma coisa. Definitivamente, Meg foi a culpada. Já desisti dos tabefes, mas o abraço está guardado para a Bienal. Voltando ao livro...

Toda a parte inicial funciona quase como um índice de todos os eventos importantes que estão para ocorrer pra já ir criando expectativa para os mesmos. A vida social da Mia nunca esteve tão movimentada. Confesso a você que no começo eu achava que alguns dos temas pareciam meio bobos e ficava pensando: “Mas qual o grande problema disso?”. Só que aí, depois o livro foi se desenrolando e as coisas que eu achava bestas foram se entrelaçando de uma maneira tal que provaram que não eram nada bobas.

Princesa para Sempre começa com uma entrevista pra lá de esperta e engraçada da Mia para a teenScene, – que nos faz um pequeno resumo do que se passou nos últimos dois anos e o que ainda estava por vir – segue com as cartas de aceitação para a faculdade, quebra o clima com as cartas de rejeição do Liberte meu Coração, e depois de uma breve troca de mensagens de texto e convites para festas e bailes de formaturas, finalmente adentramos o diário de Mia pela última vez.

E ali na primeira frase do diário, eu consegui ficar mais arrebatada do que já estava (eu já estava mega-feliz desde os agradecimentos aos leitores. Não tinha o meu nome lá, óbvio, mas foi quase como se tivesse). E esse sentimento se repetiu muitas vezes ao longo das quase 400 páginas do livro.

A 1ª frase do último diário fazia alusão à primeira frase do 1º volume da série! É pra matar do coração isso, né não? Faltou pouco pra eu precisar dos equipamentos da Pavlov Surgical. rs

Antes de tudo, Princesa para Sempre é uma grande homenagem aos livros anteriores. Os leitores mais atentos (ou os mais viciados) vão perceber referências a antigos volumes em praticamente todos os capítulos. Desde as mais descaradas até as mais escondidas (tipo essa da 1ª frase). Revisitamos antigos lugares que foram importantes em algum ponto da história (NY está mais presente do que nunca, com direito a muitos lugares novos para eu acrescentar a minha listinha de pontos turísticos quando eu for lá), somos revisitados por personagens que fizeram parte da vida da Mia em algum momento (só não apareceu no 10 quem não tinha desculpa para aparecer, ou ia atrapalhar o enredo. De resto, tá todo mundo lá), frases e situações antológicas são revividas e objetos do passado são reencontrados. Ler DP10 é um grande teste de memória. (Eu que tinha relido os 9 anteriores em preparação encontrei a maioria dos detalhes, mas ainda deixei passar alguns deles.) Foi tudo extremamente amarradinho – dando aquela sensação de que nada do que passou foi em vão, exatamente como todo fim de série deve ser.

E também como todo final que se preze, tem que ter aquela big festa em que todos os personagens aparecem e confraternizam. E como todo livro do Diário que se preze, essa festa tinha que ser surreal e bombástica. O aniversário da Mia tem show de ninguém menos do que Madonna cantando os hits das antigas (É Meg, não precisa nem dizer que você é que sempre quis um aniversário desses! Rsrs). Sem contar as 3 centenas de celebridades que rendem uma piadinha ótima sobre a Angelina Jolie e sua prole. A chegada dos convidados parecia até o tapete vermelho do Oscar. E o melhor de tudo: esse povo todo fez total a diferença para a trama! Se eles não estivessem lá, milhões de coisas seriam diferentes. Sem dúvida, uma das melhores partes do livro. Só senti falta da Anne na festa. Sério. Ia ser hilário se ela fosse. Meg vacilou aí. Hehe!

A cada capítulo que passava, eu queria chegar logo na outra página e quando o Michael estava em cena então, o coração batia até diferente: Mi-chael, Mi-chael! As passagens com ele são definitivamente as melhores. Nesse livro, o cara está simplesmente irresistível!!!! Nunca ele esteve tão presente, engraçado, irônico, confiante, bonito... e rico! Se ele pedisse, eu casava! Hahaha! Cheguei a reler várias vezes a parte da cafeteria (a melhor!) e a do Boathouse (acho que a 2ª melhor).

A dose de emoção aqui também foi além do comum. Pela 1ª vez, o Diário levou lágrimas aos meus olhos. Todas as cenas de despedida foram matadoras. A parte da Mia limpando o armário e depois andando pelo corredor da escola pela última vez (poucos meses antes eu tinha feito algo semelhante. Só a parte do corredor. Minha escola não tem armários. Apesar de que aquele negócio dos bilhetinhos deu mó saudade dos tempos de colégio), o discurso sobre amizade quase no final, a parte em que ela faz um balanço desde quando ela descobriu que era princesa até ali (ela tinha que lembrar que estava acabando, né!)... E umas outras partes idiotas, mas que eu também me identifiquei. Eu super subutilizava o computador da escola procurando besteira no Google com os amigos, igual ela ficou lembrando uma hora (é incrível o que a gente não descobre sobre os nossos professores na Internet! Há há! Saudades desse tempo bom!) e mesmo que não tenha nada a ver, meu pai também super fica justificando qualquer ação do meu comportamento como sendo fruto da faculdade (quando a mãe da Mia falou algo do tipo, eu pensei: “Não acredito que ela tá falando isso pra garota, coitada!”).

Como a série é auto-biográfica, não podia ficar de fora a dificuldade da Mia em publicar o seu livro (coisa que realmente aconteceu com ‘O Diário’ antes de virar sucesso). Os pedaços do livro da Mia colocados dentro do DP10 ficaram em pontos absolutamente estratégicos, fazendo assim um diálogo bem legal entre as duas obras.

Resumindo, eu achei perfeito. Foi um final muito digno e absolutamente bem feito, fechando o ciclo de maneira brilhante. Dona Meg teve um cuidado extra-especial na hora da escolha das palavras nesse livro. É até difícil de acreditar que a autora escreveu enquanto estava doente, de tão bom que ficou.

Alguns podem dizer que o final foi um pouco previsível, mas é porque para bom leitor, meia palavra basta e as dicas estavam lá pra todo mundo ver (só a Mia cega que é que não viu! Rs). Entretanto, os eventos até o fim não são tão previsíveis assim, tanto é que não me impediram de roer todas as unhas e depois atacar o pacote de sucrilhos (eu tive que mudar de estratégia uma hora, senão ia acabar sem dedo), nem de dar soquinhos no ar à lá Pelé quando as minhas previsões se confirmaram. Talvez o JP chamar os paps tenha sido um pouquinho demais, mas eu já desconfiava disso desde o 9 (eu sou uma boa leitora) e não é como se ele não tivesse feito coisas piores antes, nem como se eu torcesse por ele algum dia (Ele só me enganou no final do 7, mesmo assim no 7 ½ , eu já saquei ele). E talvez o livro também pudesse ter umas 30 páginas a menos no início... Mas nada que comprometesse e tirasse o brilho da série. Tia Meg ganhou pontos extras por se preocupar com cada detalhe (se você não estiver muito atento, vão passar até desapercebidos), então continua com nota máxima e estrelinhas de bônus.

No mais, é a boa e velha Mia de sempre - mais madura e um pouco mais esperta sim, mas que a gente ainda tem vontade de dar uns cascudos de vez em quando – somada aos ótimos diálogos, às referências a cultura pop e mais umas meta-referências da vida real que a gente adora. (O que foi aquela parte do final que ela falou algo do tipo: “Eu não vou escrever aqui porque é muito íntimo, até mesmo para esse diário. VAI QUE ELE CAI EM MÃOS ERRADAS”? Ha! Demaaaaais! Rolei os olhos, olhei pra minha mão e me senti A espiã nessa hora. Só essa frase já valeu a ausência de descrição da aguardada cena final. E vamos combinar que seria algo absolutamente desnecessário. O fragmento do Liberte meu Coração ali já dava conta do recado.)

Com toda certeza, Mia vai deixar saudades, mas não é como se ela dissesse “adeus pra sempre”. É só um “até logo”. De vez em quando, quero dizer, de vez em nunca, ela ainda posta no seu recém-criado blog (o post da posse do Obama é o melhor!) e apesar do ponto final (final mesmo!) da história, a autora deixou totalmente o circo armado com a turma ainda morando em NY para eventualmente a gente fazer uma visita. Afinal de contas, como o título já deixa bem claro, o carinho pela nossa princesa favorita é para sempre.

Diz que eu não tô maluca e que tem dois símbolos do infinito na capa.
Mia ia ODIAR isso! Fatão!
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Michael, 7th Heaven e Renee Olstead

Um dia, nessa de Googlar tudo pra ver o que a gente descobre, acabei por fazer não um círculo perfeito como acontece nas revistas quando inventam de fazer aquelas matérias de ligar coisas nada a ver, mas um negócio muito doido que toda hora fazia referência ao início e continuava indo para frente.

ObS. A Renee Olstead é aquela menininha que fica no elevador com a Jennifer Garner em De repente 30. É claro que agora ela já não é mais uma menininha, uma vez que completou 20 primaveras esse ano. ;)

No final do DP10 - Princesa para Sempre, o Michael faz uma referência ao episódio de 7th Heaven, Breaking Up Is Hard To Do, que também é nome de uma música que eu pensei que tinha sido regravada pelo Michael, o Bublé, mas acontece que ela foi regravada pela Renee Olstead, cantora "descoberta" por David Foster(que por sinal, também é o mentor do Buble) e que teve sua música A love that will last na trilha de O diário da Princesa 2, que não tem nada a ver com os livros aliás, porque nele o Michael nem aparece, mas isso não vem ao caso.

Renee andou um tempo sumida (tipo o Michael mesmo. O Moscovitz) mas agora está de volta (também igual ao Moscovitz) e atuando numa série chamada The Secret Life of the American Teenager, que tem como produtores os mesmos caras de 7th Heaven (que o Michael citou no DP10) e no elenco ninguém menos que Molly Ringwald, ícone da década de 80, cujo o papel mais famoso foi em A garota de rosa choque, filme esse que foi altamente citado em DP5 - A princesa de rosa choque, por conta da temática do Baile de Formatura, que para o Michael, aliás, é maior babaquice, mas que também é onde o Michael faz a citação a 7th Heaven em DP10 - Princesa para sempre.

PS. E pra não ser chata eu nem falei que no mesmo baile também há uma citação(que até agora eu não entendi) a Josh Groban, cantor que mistura lírico e pop, que também é uma das pupilas de David Foster também produz a Renne e o Buble, que já namorou Emily Blunt do Diabo Veste Prada, que agora está com um carinha de The Office, que trabalha com o Steve Carrel, que já trabalhou com a Anne, que já fez O diário da Princesa, mas que também já fez um filme com o Hugh Dancy, que também fez um filme com a Emily Blunt sobre mulheres que comparam suas vidas a livros de Jane Austen, que já foi interpretada por Anne Hathaway em Amor e Inocênia, que ficou amiga da Emily por conta de O Diabo Veste Prada. Talvez a citação fosse porque o Josh Groban contou com a participação do Joshua Bell - violinista famoso que já ganhou alguns Grammys e é idolo do Boris, também do Diário - em uma de suas músicas. Mesmo assim não tem nada a ver porque nem foi o Boris, que adora o Joshua Bell e fazia parte de uma banda com o Michael, que odeia bailes, que falou rs

PS2. Depois de baixar o tal episódio, descobri na série Jessica Biel no alto da sua adolescência e Ashley Tisdale fazendo uma ponta criancinha com os cabelos morenos e cacheados. Aliás, a Ashley é que a a responsável pelo tal comentário do Michael no fim do livro.
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sexta-feira, 31 de julho de 2009

10 razões porque Meg é Mara

Hoje, 31 de julho, é feriado em Bloomington. Dia da Meg. Quem pode, pode, né! Por isso, aproveitando já o clima do mês, Meg também vai ganhar uma listinha.

10 razões porque Meg é Mara

Havaianas, todo mundo usa.

1. Porque ela escreve os próprios livros
Pode parecer trivial, mas acredite: tem autores renomados que não escrevem os próprios livros! Sério. A autora de Gossip Girl só escreveu os primeiros livros da série. O resto foram autores-fantasmas que o fizeram! Dizem também que a best-seller Nora Roberts utiliza da mesma tática. Ela só dá a idéia e orienta mais ou menos como ele deve ser escrito. O trabalho pesado mesmo quem faz são outras pessoas! È igual quando eu usava aparelho, aí o dentista tinha um consultório, mas quando você entrava lá e sentava na cadeira, quem atendia mesmo eram as assistentes! Um absurdo, né?

2. Porque ela é uma escritora completa
Meg Cabot é tão talentosa que se aventura por vários gêneros da literatura. Ela tem mais 50 livros publicados (média de 3 ou 4 por ano) que vão de romances históricos a chick lit, passando por romances adolescentes e livros com temas sobrenaturais e de mistério. Recentemente, também se arriscou a escrever livros infantis (eu li um pedacinho do Allie Finkles uma vez, e deu pra perceber que é tão legal quanto os livros para leitores mais velhos). E por mais surreais ou sobrenaturais que sejam suas obras, elas não deixam de ser realistas e completamente possíveis de fazer o leitor se identificar com as situações. Em um de seus livros que eu considero mais geniais, O Garoto da Casa ao Lado, além de combinar romance e um pouquinho de suspense, a narrativa se dá TODA em forma de e-mails! E as continuações de seu romance paranormal Avalon High são em história em quadrinhos (não foi ela que desenhou, mas é que antes de virar escritora, Meg sonhava em ser desenhista. E ela desenhava direitinho, viu?).

Por que será que eu tenho a impressão que conheço essa cena? rs

3. Porque ela é sincera e tem noção do que escreve
Os críticos mais ortodoxos podem alegar que os livros de Cabot são pouco profundos e não adentram questões de grande relevância para a humanidade, mas isso não quer dizer que eles não tenham o seu valor. A intenção de Cabot nunca foi mudar a vida de ninguém e em DP6 e DP10, Meg usa seu alter-ego, Mia Thermopolis, como porta-voz para dar o recado para esse tipo de gente. Em resumo, é como se ela dissesse: “meus livros são para relaxar, para distrair mesmo e daí? Vai dizer que você não gosta de uma boa comédia para esfriar a cabeça depois de um dia estressante no trabalho?”. E ela tem razão. Seus livros são ótimas comédias. Agora, isso também não quer dizer que seus livros são fúteis, nem que não dê para tirar nada de bom deles. Em Quase Pronta, por exemplo, se você prestar bem atenção, tem uma crítica embutida à política de abstinência do governo Bush. (aquelas aulinhas da tia Tatá sobre o negócio de ser um leitor atento realmente fizeram efeito)

4. Porque ela escreve muito bem
E eu não estou falando só dos seus livros bem feitinhos, estruturados, envolventes, deliciosos, espertos e apaixonantes. Meg tem o dom das palavras e tudo que essa mulher escreve é legal. Por isso que eu acompanho o blog dela há alguns anos. Me estrago de rir lá também. Acho que se um dia ela escrevesse uma bula de remédio, teria grandes possibilidades de ficar engraçada, e eu com certeza ia ler. Se você acha que eu estou exagerando, dá só uma olhada no que ela aprontou quando, às vésperas do lançamento de HP7, o New York Times pediu para ela e mais alguns escritores famosos dizerem como seria o final ideal para a série do menino-bruxo. O final da Meg levou Harry ao programa do David Letterman (o Jô dos EUA) pra dar uma entrevista. Saca só. (aproveita que eu tava com paciência e traduzi)

5. Porque ela prova que dá pra ser divertido, mesmo sendo careta
Em seus livros para adolescentes, Meg usa e abusa dos problemas relacionados a namoros, escola, popularidade e afins. Mas não se engane. Eles passam longe da futilidade. Em nenhum deles você vai ver aquele ideal do ‘pega geral’, nem de parar de comer (ou vomitar) para ficar magra, nem personagens usando drogas, etc. Os nerds (aqueles que não vão a festas todo fim de semana e ficam em casa vendo filme) são os protagonistas e mostram que são os mais legais. Mas eles também têm suas inseguranças e partilham de dilemas comuns a qualquer jovem, afinal nerd também é gente (boa!). E mesmo em seus livros para adultos, em que a autora tem liberdade para tratar de temas mais polêmicos, a linguagem ainda é doce e sem deixar cair para o brega, diferente de muito livro de chick lit por aí.

6. Porque suas heroínas são independentes como as mulheres do século XXI
Elas podem ser até inseguras e fazer muita besteira, mas sempre fazem a coisa certa no final e não precisam de homem para serem felizes. É claro que elas sempre acabam com o cara dos sonhos, mas não são eles que regem cada passo que as mocinhas dão e se eles fizerem bobagem, pode crer, vão levar um pé na bunda. Importante lembrar também que por mais legais e devotados que sejam os mocinhos, eles também têm sua própria vida e gostos e comportamentos tipicamente masculinos: têm certa dificuldade para entender o que se passa na cabeça das mulheres e se fossem brasileiros, com certeza perderiam o domingo assistindo ao futebol (hehe).

7. Porque ela é louca igual a Lorelai
Depois de ler seus livros, entrevistas, chats e blog há anos e assistir a alguns de seus vídeos do YouTube, posso dizer que meio que a “conheço” um pouco. E mesmo não a encontrando pessoalmente, deu para perceber que ela ainda tem uma adolescente dentro de si e tira sarro de tudo (inclusive de si mesma), igualzinho a Lorelai Gilmore. Ela é tão Lorelai, que até o marido dela sabe cozinhar, igual ao Luke de Gilmore Girls. A mulher, além de ter o dom da escrita, tem o dom da oratória e cativa a platéia muito fácil. Ela vai falando e falando (com a tiarinha na cabeça) sem medo do ridículo e faz todo mundo se envolver com o que ela diz (geralmente muito rápido e por isso tão engraçado). Tá duvidando? Olha só esse videozinho bizarro que ela fez para encenar A Garota de Rosa Choque com bonecas Barbie:


Esse outro também é ótimo. Meg encena o encontro do trio-parada-dura Lilo/Britney Spears/Paris Hilton mais uma vez com bonecas Barbie:


8. Porque ela se preocupa com os leitores
Geralmente, escritores são seres solitários e por mais sucesso que seus livros façam, seus leitores tem que se virar se quiserem conversar com alguém ou tirar uma dúvida sobre a obra. Meg Cabot não se encaixa nesse perfil de escritor. Além do blog sempre atualizado, Cabot ainda mantém um fórum de discussão para os leitores em que eles podem conversar entre si ou mandar suas dúvidas sobre algum detalhe que tenha ficado obscuro no livro e sempre faz chats um tempinho depois do lançamento de alguma obra. Umas duas vezes eu achei um vídeo bizarro no YouTube, achei a cara dela e mandei o link por e-mail. Tem gente que também manda e-mail pedindo conselho sobre vida pessoal. E ela responde TUDO! Sério (Eu sei porque ela respondeu os meus dois e-mails!). E pensa que ela se incomoda? Nada. Ela diz que dá inspiração pros livros dela. (no meu caso, ela ficou particularmente grata, porque ela adora Star Wars e não é todo dia que você vê um exército de R2D2s dançando coreografadamente, nem Darth Vader balançando o esqueleto em Thriller. Ela gostou tanto do último vídeo que recomendou no blog e citou meu nome *-*). Para essa parte dos conselhos, recentemente, ela até lançou um vlog no YouTube, Read Our Lips, para responder às cartinhas! E ela é tão fofa que segue os leitores brasileiros no Twitter, mesmo não sacando nada de português, só pra deixar eles felizes. Não é à toa que as meninas do Brasil ficaram super-preocupadas quando a ‘tia Meg’ disse que estava no hospital uma vez.

9. Porque ela é antenada e usa a Internet e outras mídias para divulgar e complementar seus livros
Seus livros são recheados de referências ao mundo pop e Meg tem site, blog e fórum como eu já falei. Ela também tem MySpace, Facebook, Twitter e canal no YouTube. Para o lançamento do 10º Diário da Princesa, Cabot fechou um acordo com uma banda de rock ‘literário’ para fazer um CD em homenagem à série e a alguns outros livros seus (Brown Eyed Boy é a mais legal!) e ainda lançou um concurso de book trailers (esses estão muito em moda ultimamente). Em outras palavras, ela praticamente ‘lançou’ trilha sonora oficial e trailers para LIVROS! E como eu já disse também em outro post, algumas peculiaridades dos livros vão para a rede e de vez em quando você vê alguns personagens dando entrevista para revistas, sites (muito boba essa. Meg entrevista Mia!) e instituições de verdade. Adoro quando a literatura utiliza de artifícios pop!

10. Porque ela brinca com a própria obra
Já comentei aqui sobre as meta-referências de DP, né? E os comentários metalingüísticos de Meg Cabot não param por aí! Em Quase Pronta, lá no final do livro, a Lucy diz que está lendo She went all the way (Ela foi até o fim). Adivinha só quem escreveu esse livro? Acertou quem disse a própria Meg Cabot! Simplesmente demais! Eu terminei de ler esse livro no trem, indo pra faculdade, e juro para você que demorou uns minutos até cair a ficha da pegadinha, mas depois que caiu, eu fiquei de boca aberta e fui rindo da estação da Mangueira até a sala de aula de tão embasbacada que eu estava com a coragem e a genialidade da mulher. O que mais Dona Meg é capaz de aprontar, hein?

Acho que as 10 razões explicam o porquê do contador ali do lado, né?

Sobre o outro contador:
É HOJE! DP10 nas lojas! \o/
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sábado, 25 de julho de 2009

10 razões porque O Diário da Princesa é perfo

Ok, agora que você já sabe a minha saga com a série e a origem da mesma, decidi fazer uma lista (igual as que Mia faz) pelos quais eu adoro O Diário. E já que são 10 livros,

10 razões porque O Diário da Princesa é perfo

1. Porque os livros são diversão pura
Em DP, você nunca vai ver ninguém morrendo, grávida, com AIDS, com bulimia, tendo que deixar de estudar para sustentar a família... Nada disso. A leitura é despretensiosa, fácil e faz você rir em todas as páginas. Até nas situações dramáticas, você vai ter motivo para abrir um sorriso. As piadinhas vão das mais descaradas às mais sutis e a autora se aproveita de todo tipo de humor (todos mesmo! Quer dizer, com exceção daqueles de baixo nível) para fazer graça.

2. Porque os personagens são cativantes e críveis
Todos os personagens têm sua própria história, sua própria personalidade, seu jeito de ver o mundo e você vai se apaixonar até por aqueles que não têm muitas falas. A sensação que se tem ao ler é a de bater um papo com os melhores amigos. É impossível não gostar até daqueles personagens que atrapalham a vida da mocinha às vezes.

3. Porque o Michael é tudo de bom
Também é impossível não se apaixonar pelo herói da história. Eu podia ficar linhas e linhas aqui relacionando os porquês. Mas o mais legal é que, ao contrário de muitas obras, o mocinho não é perfeito. Num dado momento da história a autora desmistifica o herói e eu juro que fiquei com raiva dele e apoiei total a decisão da protagonista. Mas a raiva só durou umas 50 páginas e eu continuei gostando dele depois, mesmo ele tendo feito besteira.

4. Porque os finais são perfeitos
Eles dão aquela sensação de bem estar que poucos livros conseguem dar. São lindos. Perfeitos demais! Você se sente nas nuvens depois de ler. E mesmo o objetivo principal sendo o entretenimento puro e genuíno, ainda assim você consegue tirar umas lições bacanas de amizade e auto-estima.

5. Porque a série que não se leva a sério
São livros assumidamente cômicos. Não espere grande profundidade deles. A autora se aproveita do universo da realeza da Mia e adiciona umas coisas muito surreais, mas que ao mesmo tempo são possíveis de acontecer, tirando uma onda com a própria série (são umas das minhas partes prediletas, diga-se de passagem). Nos outros livros de Cabot, dá pra perceber que ela ainda tenta manter um tom mais ou menos sério. No Diário é liberdade total. Pode surtar à vontade. São 10 livros! Conforme o tempo vai passando, a gente se sente cada vez mais confortável em ler sobre aqueles personagens já conhecidos de longa data, e também sente através das páginas o prazer da autora em escrever para a série com a qual tem mais intimidade. As melhores tiradas e os maiores devaneios definitivamente estão aqui. E se às vezes a personagem principal surta e reclama de coisas ridículas, a gente sabe muito bem que ela está exagerando e ri da cara dela, porque essa é a intenção mesmo! A própria heroína tira sarro da própria desgraça, então não vou ser eu que vou questionar o seu comportamento, que pode até ser imaturo, mas me faz dar risada, então está tudo certo, porque redondo é rir da vida!

6. Porque a série é atual, sem apelar para futilidade
Comentários sobre celebridades e elementos da cultura pop (filmes, músicas, seriados, etc) são freqüentes. Os personagens trocam e-mails, SMS e mensagens instantâneas (é legal ver o avanço da tecnologia através dos livros através dos livros. No início a Internet era DISCADA!). Mas tudo isso tem razão de ser e não são meras desculpas para introduzir o miguxês na literatura (os personagens nem usam miguxês na Internet \o/). Essas referências ajudam o leitor a entender melhor os personagens, muitas vezes servem de metáforas para os enredos, além de deixar tudo bem atual, dinâmico, e divertido do jeito que a vida é. Ou pelo menos, deveria ser.

7. Porque a série é esperta
A história é de uma princesa adolescente, quase não tem nada polêmico, os finais são super fofos, a linguagem é fácil, mas isso não quer dizer que a série não seja esperta e que você não precise estar atento para sacar tudo o que está escrito. Tem que estar muito ligado no livro e no mundo ao nosso redor para não comer mosca e não perder as sutilezas de cada parágrafo. A autora é genial e não deixa passar um comentário sarcástico, jogo de palavras, trocadilho, NADA!!! Às vezes eu estou pensando em uma coisa por causa de uma frase que eu acabei de ler e essa coisa já virou uma piadinha na próxima sentença. Isso sem contar as referências sempre pertinentes ao mundo pop e as listinhas que as personagens fazem, que dão um tempero todo especial à narrativa, e alguns bônus extra-diário para a gente se deliciar ainda mais. E de quebra a gente ainda aprende umas coisas sobre psicologia, alguns cientistas e filósofos famosos (tudo altamente justificável e que não está ali de graça, mas também não está lá para te ensinar propriamente ou tirar onda de intelectual) e pasme: em um dos livros tinha uma lição de microeconomia que eu só fui aprender no período passado da faculdade! É, minha gente, Diário da Princesa também é cultura!
* Segundo esse site, DP ensina até geopolítica! Pô, minha professora de geografia do ginásio perdeu uma ótima oportunidade de usar o livro. Ela se amarrava em DP!


8. Porque a série faz meta-referências!!!
Não bastassem as citações da atualidade, a série ainda faz alusão a si mesma em alguns momentos! Essas são as citações mais espertas e que exigem mais da sagacidade do leitor. Ao invés de ignorar os filmes da Disney, que são pouco fiéis a obra literária, a autora os incorporou aos livros e freqüentemente a diferença entre eles é citada e, como sempre, rende altas gargalhadas. Até os próprios livros do Diário da Princesa já foram citados de forma velada na série e outros personagens famosos de Meg Cabot também foram lembrados por Mia. No último volume, ainda há uma referência disfarçada ao caso de uma mulher que plagiou o Diário da Princesa e foi processada (isso foi verídico!) e outra ao leitor que está com o livro não mão (é, você mesmo que está lendo o livro)!!!! Genial, Dona Meg! Genial!
Edit: O negócio da referência ao plágio foi viagem minha. Perguntei pra Meg e ela falou que não tem nada a ver. Mas é que com o histórico que a Meg tem, era bem capaz de ela fazer algo do tipo mesmo.


9. Porque a história não tem ponto sem nó
A história é muito bem feita e bem amarradinha. Tudo o que acontece ou é comentado tem um motivo. Os personagens constroem sua própria mitologia e até o passado histórico de Genovia é destrinchado. Durante a série é possível notar elementos nos últimos volumes que relembram coisas aparentemente sem importância lá de trás. Tem aqueles personagens que você achou que nunca mais ia ouvir falar, e voltam como peça fundamental de uma situação nova. E aqueles personagens que eram meros figurantes, e de repente você descobre que, bem, não são tão figurantes assim. Quer ver um exemplo disso sem dar detalhes do enredo?
Tem um "livro meio" que é todo em forma de flashback, tipo Os Normais – o Filme, só que ao invés do flashback ser de um dia antes, é de 2 anos antes. Até aí tudo bem. Isso se esse livro-flashback não tivesse sido escrito e lançado às vésperas do lançamento do 8º volume! Achou absurdo? Não é! Para situar o leitor no tempo passado, as referências aos casais famosos são fundamentais e nesse livro você encontra pistas para o que aconteceria nos livros posteriores já lançados, para o que ia acontecer no 8º volume (que se passa 2 anos depois), além de retomar uma coisinha láááá do primeiro volume!

10. Porque o Diário da Princesa ultrapassa os limites das páginas de papel e não acaba quando termina
Quando você acaba o livro, você corre pra Internet pra discuti-lo com outras pessoas e ler o extras! Sim, extras! Você já viu livro com cenas deletadas? E personagem de livro com perfil OFICIAL no MySpace? E personagem de livro que tem blog? E personagem de livro que lança livro? Pois é. DP tem! E eu ainda nem falei que o site inventado no 9º volume está na rede de verdade. E que Genovia, o país fictício da série, também tem website. Demais, né?

Quem leu, tenho certeza que vai ter que concordar com os meus argumentos. E quem não leu, agora tem 10 bons motivos para começar a ler.
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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Chovendo no molhado

Há mais ou menos um mês eu venho tentando escrever um post decente pro dia do amigo. Mas aqui no blog já tem uns 4 ou 5 posts que esbarram no tema, então tenho achado bastante difícil fazer mais um post desses sem ficar chato, meloso ou repetitivo.

Para falar a verdade, acho que discorrer sobre amizade é meio chover no molhado. Lembra muito aqueles PowerPoints chatos que a gente recebe. E eu sempre odiei esses ppts. Na minha época de Internet discada então, esses e-mails eram o maior pesadelo. Eu baixava as mensagens no Outlook Express e como a velocidade de conexão era de 50 Kbps, esses arquivos de mais de 1 MB demoravam séculos para serem transferidos. E eles falavam sempre a mesma coisa.

“Amizade é muito importante, os amigos são aqueles que estão com você nos momentos bons e ruins, que riem e choram contigo, que te ajudam quando você está mal... É impossível viver sem amigos, a amizade é o maior tesouro que se pode ter, etc.”

Acontece que esses ppts, apesar de muito chatos, falam a maior verdade. E não dá pra fugir da verdade.

A vida é difícil pra caramba e tem muita gente má e cruel nesse mundo que só quer se dar bem. Mas a vida pode se tornar muito mais suportável se você tiver amigos para te apoiar.

Quando eu estou me sentindo meio pra baixo, às vezes só de conversar com eles e falar um monte de besteiras, isso já me faz feliz. Porque é pra isso que servem os amigos. Pra darem apoio uns aos outros. E falar e fazer aquelas bobagens que só a gente entende. Sem ter de se preocupar se ele vai ficar chateado ou não. Ele é seu amigo. Ele te conhece e sabe que se você às vezes falou uma coisa não tão legal, não foi de propósito e não leva a mal. Sabe que é tudo brincadeira. Ou só o seu jeito.

Por isso, hoje, Dia Internacional do Amigo, eu queria render uma homenagem aos meus amigos, porque eles me fazem acreditar que ainda tem gente com bom caráter nesse mundo. Pessoas em que a gente pode confiar, e pode contar nos momentos difíceis. Porque nesse mundo cada vez mais efêmero, e mais maluco, é bom acreditar nesse tipo de coisa. É bom saber que a gente não está sozinho. É bom saber que quando você estiver no buraco escuro, vai ter alguém que vai estar lá pra te ajudar a sair. E é bom ter alguém com quem você pode simplesmente... ser você!

Meus amigos são os amigos mais lindos do mundo (tá legal, essa frase ficou muito emo!). Não necessariamente belos fisicamente, mas são as pessoas mais legais do mundo e por isso, pra mim, são até bonitos por fora também.

Eles são espertos, engraçados, compreensivos, bobos, amáveis, generosos, companheiros e ...diferentes! Cada um com o seu jeitinho, mas que faz toda a diferença e faz a gente se completar. Tem os altos, os baixinhos, os que usam óculos, os gordinhos, os magros, os muito, muito, muito, muito, muito magros (rs), os cabeçudos que tiram 10 em Química, os que sabem imitar os outros, os inocentes, os que demoram um século pra copiar, os que sabem jogar todos os esportes (nerds de rua rs), os que sentam de um jeito esquisito, os que matam galinhas, os que ficam bêbados com água, os que trocam a cor do olho, os que são “doidos, doidos, doidos”... Ufa! Vocês são muitos!

E não importa se a gente não se veja há muito tempo. Quando a gente se encontra, é sempre muito bom. Parece até que nunca ficou separado. Colocamos as fofocas em dia (okay, okay), relembramos coisas pré-históricas (nossas ou da tv), inventamos outras bobeiras, rimos um monte... E mesmo quando a gente a gente só se fale pela internet, morando em estados diferentes até, é bom demais ter amigos, gente! Se Seu Ladir estivesse aqui pra dar um depoimento, falaria: “Amizade é Mara!”. Rsrs

Uma homenagem especial à minha melhor amiga. Minha irmãzinha querida. Ela merece porque eu a conheço desde que ela nasceu e porque está comigo o dia todo. Tadinha, ela sofre comigo. Ela que me atura quando eu estou rabugenta – geralmente os motivos são fome e sono. Quando eu começo a ficar séria, ela já até sabe. Está na hora de comer ou de dormir. Porque falar comigo quando eu estou alimentada é fácil, mas quando eu estou faminta, eu sei que eu fico insuportável. Só a Estherzinha mesmo! A gente se bate, se briga, mas se ama (apesar da Esther odiar tudo, ela me ama! Rs). Beijo mana!

Acho que é isso. Não ficou muito meloso não, né? Sintam-se todos devidamente homenageados. Para terminar, vou parafrasear os versos de Wave do mestre Tom Jobim: “Fundamental é mesmo o amigo e é impossível ser feliz sozinho”.

Abraços!

Opa, opa, opa, opa! Não acabou não! Hoje é uma data especial. Merece trilha sonora. Lá vai:
1. Amigo, estou aqui – do ToyStory letra
2. Just wanna be with you – HSM3 (deixa de preconceito, a letra é fofinha.)
3. Amigas – Chiquititas (tá legal, agora eu desenterrei. Nossa! Como eu cantava isso na Kombi da tia Sandra!) letra
4. I’ll be there for you – abertura de Friends (quer música mais apropriada? Pode levantar da cadeira e dançar com o clipezinho aí embaixo. É impossível ficar parado)


Eu adoro a internet! O vídeo é de um pessoal de Cingapura! Ficou muito legal. Melhor que o clipe oficial.

A letra tá ali do lado. Olha só a tradução
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