sábado, 30 de maio de 2009

Silêncio...Calados...

Nesse mês de maio eu fiquei doente. Por um tempo razoável até. Umas duas ou três semanas. Chegou uma hora que eu já estava de saco cheio de estar doente. Ainda bem, agora estou melhor.

Mas teve uma semana que eu fiquei muito rouca. Completamente sem voz. Era uma situação ridícula. Eu abria a boca e só saía sussurros. Se alguém quisesse falar comigo na cozinha e eu estivesse na sala, tinha que vir até mim para ouvir a resposta. Eu acho que eu não falo muito, mas naqueles dias eu sentia uma necessidade imensa de falar. Entretanto, deixei de dizer muitas coisas naquela semana para poupar a minha garganta e pensei duas vezes se valia a pena abrir a boca mesmo.

Isso e outras situações desse mês me fizeram chegar a uma conclusão: as pessoas ultimamente têm falado pelos cotovelos. Falam coisas inúteis. Falam coisas maldosas. Falam palavras que sinceramente não precisavam atravessar o ar e chegar aos nossos ouvidos. Elas não querem nem saber se vai machucar alguém ou se aquilo vai ter alguma conseqüência. O importante é falar.

Em contrapartida, as pessoas têm escutado muito pouco. Não prestam atenção ao que os outros dizem, e não conseguem captar a mensagem, mesmo que a gente tenha dito ou gritado infinitas vezes a mesma coisa durante meses.

Essas pessoas que mais falam são as que menos escutam. E por mais que não tenham entendido uma palavra do que foi dito, mesmo assim, insistem em emitir uma opinião sobre o assunto. Elas nem tentam interpretar o que você disse. Só se preocupam em ficar repetindo e repetindo e repetindo a mesma bobagem que ela sustenta em afirmar. Dá vontade de gritar: “Escuta! Você ouviu o que eu disse?”. O que, se você parar para pensar, é até meio irônico, porque, geralmente as pessoas surdas também são mudas. Mas os “deficientes auditivos funcionais” só têm problema na parte auricular mesmo.

Tem vezes também em que a opinião dos outros não foi consultada e nem conhecem os alvos da discussão, mas as “lingüinhas nervosas” conseguem guardar o que pensam para si, não conseguem filtrar o conteúdo entre o cérebro e a boca e despejam toda a sua “sabedoria” pelos ares. Nesse caso, a vontade é de fazer igual a Laura do Zorra Total: “Vem cá, eu te conheço? Eu hein!”.

Essas pessoas deveriam ficar muito tempo roucas para aprenderem a não poluir o ambiente com tanta besteira e a escutar mais os outros também. É por isso que Deus nos deu dois ouvidos e só uma boca.

Imagine só quantas guerras não seriam evitadas se escutassem mais e falassem menos? Imagine só como o rendimento escolar em todas as salas de aula aumentaria? O professor não ia precisar ficar mandando todo mundo calar a boca e os alunos não iam fazer tantas perguntas estúpidas. Imagine só quantos casamentos não terminariam? A lista de benefícios é infinita.

Está na hora de as pessoas fecharem mais a boca e abrirem mais os ouvidos. Parece que todo mundo pegou o mp3, colocou aquele fone no volume máximo, e aí começaram a cantar bem alto em língua estrangeira, mesmo sem saber cantar, a letra da música ou se os outros ao redor estão gostando. Está na hora de se medir a necessidade das palavras mesmo e pensar mais antes de dizê-las porque a gente vive em sociedade e para evitar conflitos às vezes ficar calado é a melhor solução. Porque quase sempre é prefirível o silêncio a ter escutar gente desafinada cantando.
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sábado, 16 de maio de 2009

Liberdade Pop & Junior

Em 2007, Junior Lima se despediu de 17 anos de carreira da maior dupla pop do país formada por ele e por sua irmã. Desde então, o rapaz vem assustando aqueles que o viram migrar do sertanejo infantil com um corte de cabelo duvidoso até se tornar um instrumentista respeitado.

A força está na peruca!

No último ano, Junior deixou a barba crescer, fez um moicano, montou uma superbanda de rock(o super ali se deve ao talento atribuído aos integrantes da banda e não à qualidade da mesma. Eita banda ruim! ) e, segundo ele mesmo, adotou uma postura “mais áspera”, porque agora ele é rock’n’roll. Tudo para dar a entender de que finalmente agora ele é livre, apesar de ele já fazer essa afirmação veementemente desde os 15 anos, quando todas as revistas começaram a colocá-lo como matéria de capa e muito criativamente nomear a reportagem de “Junior CRESCEU”(o “cresceu” era em caixa alta mesmo pra dar a impressão de que ele realmente GRANDE agora).

Pai, Mãe, agora eu sou rockeiro! Uhuuu!

Mas que liberdade é essa que ele tanto vê no universo hardcore? Que eu me lembre, ele, assim como eu, era apaixonado por música, acima de tudo, independente do gênero. E a gente até partilhava alguns artistas favoritos.

Então, pra que é que ele foi inventar esse negócio de rock? O pop é tão mais legal!!!! Ainda mais esse rock puro e insípido que ele quer fazer. Porque eu só vejo algemas ao invés da tal liberdade que ele tanto exalta.

Com a minha banda, agora eu posso ser livre...

A começar pela própria questão musical. Numa banda onde só há uma guitarra, um baixo e uma bateria, e sem o apoio de outros instrumentos como um teclado(que por si só já vale por uma orquestra inteira), as possibilidades harmônicas ficam bastante reduzidas. Não estou dizendo que não haja bandas boas nesse estilo econômico(U2 está aí mais vivo que nunca), mas eu penso que elas são mais raras do que aquelas que são mais abertas a outros instrumentos. Quer dizer, eu acho que numa banda de rock assim do jeito que está a do Ju, é muito mais difícil de acrescentar umas sonoridades mais inventivas, tipo uns recursos eletrônicos, uns samples, uns sons de instumentos de metais... Por fim, numa banda de rock puro, a possibilidade de flerte com outros estilos mais diferentes é praticamente inexistente.

Isso tudo sem falar da tal ‘atitude áspera’ exigida no mundo rock.

E fazer poses variadas bem hardcore também...

Agora perceba como o pop é muito mais abrangente.

No pop, você pode ir do jazz ao samba, do hip-hop ao blues, da dance music ao soul, do rock à musica regional.

No pop você pode abusar dos instrumentos, podendo inclusive brincar com as modernidades do mundo musical e acrescentar coreografias a sua performance, mas isso nem é regra. Se você quiser fazer a sua música de um jeito simplista, tipo voz e violão, há espaço pra você também!

E não preciso mais sorrir nas fotos. Rockeiro tem que ter cara de mau.

E o melhor de tudo: não há perfil de atitude pré-definida para o artista pop! Você pode ser uma louca de pedra como a Amy Winehouse ou a típica boa moça como a Sandy, só pra ilustrar.

Viu só, Juninho? Por mais que você ache o máximo esse novo caminho que você quer trilhar, será muito mais penoso obter reconhecimento no meio do rock, visto o seu histórico nada Rock’n’Roll, e ainda vai ficar devendo no que diz respeito a sua musicalidade.

Então, faz um favor pra mim, larga mão desses malucos, bota um sorriso nessa cara e aproveita a liberdade que o pop tem pra dar.

*Medo*

PS. Ele podia aproveitar e fazer a barba, e tirar esse moicano, porque já deu, né? Mas, sabe como é, o corte de cabelo nunca foi o forte dele. rs
PS2. Cara, acabei de ver isso na Globo.com. Muito engraçado. O pior é que eles são bons! Num tempo em que o rock tá virando sertanejo e o sertanejo tá ficando pop, esses caras são autênticos. Pelo menos são mais descarados e colocam logo as letras iguais. Dica pro Junior: Tô sentindo, hein! Esse vai ser o nova moda. Se você souber aproveitar, vai fazer sucesso. Vai nessa, Ju! rsrsrsrs
PS3. Gente, sério, eu gosto do Junior, mas do jeito que está, não dá!
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domingo, 10 de maio de 2009

Branca de Neve e os Três Porquinhos

Imagine você que num belo dia, alguns dos anões da Branca de Neve resolvam fazer uma visitinha à casa nova dos três porquinhos (aquela mesma de tijolo que o lobo não conseguiu derrubar). Chegando lá, Soneca, Atchim e Dengoso encontram os três porquinhos doentes. Assim como a Branca de Neve fez com eles, os anões fazem de tudo para ajudar os porquinhos e passam uma tarde toda fazendo sopinha essas coisas que a mãe da gente faz quando a gente está de cama. No fim do dia, os anões voltam para casa cantarolando alegremente sua feliz canção: “Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou. Pararatinbum pararatinbum, Eu vou, eu vou, eu vou, eu vou”.

Uma semana depois, Atchim deu um espirro daqueles bem típicos. Normal. Ele sempre espirra mesmo. Não demorou muito, todos os anões também ficaram doentes. Branca de Neve foi lá ver o que estava acontecendo e dias depois, também caiu de cama.

Basicamente é isso que está acontecendo no mundo nas últimas semanas com a gripe suína. Tinha um porco que estava doente e passou para uma pessoa, que espirrou perto de outras, que também ficaram doentes e transmitiram o vírus para mais gente e assim por diante.

Só que na vida real as dimensões estão um pouco MUITO mais alarmantes. A OMS está a ponto de elevar o grau da doença para 6, o nível mais alto de gravidade, que indica pandemia (quando a doença se alastra pelo mundo todo rapidamente).

Mas como é que pode um porco que estava lá no México contaminar tanta gente no mundo todo, sendo que a carne de porco não está nem sendo proibida? A resposta é simples e leva direto a uma questão da qual não dá para fugir em qualquer discussão: Globalização.

Se os anões não tivessem saído de casa para visitar os três porquinhos, não teriam ficado doentes e nem passado o vírus para a Branca de Neve. O lance é que nos dias de hoje todos os personagens de conto de fadas se conhecem e vivem se encontrando por aí desde de que Shrek fez o maior sucesso.

Em outras palavras: de uns tempos para cá, ninguém mais fica preso em casa para sempre. Tem gente de todo lugar do mundo em outros todos os lugares do mundo. Tem coisas de todo o lugar do mundo em todos os outros lugares do mundo. É muito fácil chegar em lugares cada vez mais distantes. Você pega um avião e zapt, atravessou o oceano! Não estou dizendo nem que seja uma questão de escolha. Às vezes não é. Ou você também não tem que sair de casa e pegar um ônibus, um trem, caminhar pela rua para chegar ao trabalho, à escola, à faculdade, quando vai pagar uma conta, enfim? Nem que é uma coisa ruim. Gastar menos tempo para chegar aos lugares que a gente quer é bom pra caramba. E comer aquele sushi que só teria lá no Japão na esquina da sua casa é um negócio fantástico. (foi só um exemplo, eu nem gosto de sushi).

O lance é que, num caso de doença desses, o vírus também chega a lugares cada vez mais distantes com a mesma facilidade com que as pessoas chegam. E no caso da gripe suína é ainda pior porque é uma doença transmitida pelo AR! Não há nada que se possa fazer a respeito.

Tipo, quando se trata da dengue, eles sempre dizem para a gente combater o mosquito transmissor. Quando ocorre um surto da síndrome da vaca louca, o governo suspende a importação das carnes suspeitas, e se mesmo assim você estiver com o pé atrás, é só parar de comer carne por um tempo.

Agora, o que fazer contra uma doença ainda pouco conhecida que se propaga pelo ar? Parar de respirar? Isso não é nem uma opção, uma vez que, mesmo que você tente fazer isso, será em vão, e o seu bulbo não vai deixar você se matar por asfixia. O máximo que você pode tentar fazer é evitar o contato com pessoas que tenham a doença, que por acaso pode ser qualquer um! Essa semana um cara tossiu do meu lado no trem e eu juro que me correu um arrepio na espinha.

E se na semana passada tinha gente na torcida do Flamengo com máscara tirando um sarro da situação porque a gripe não tinha desembarcado no Brasil, não se pode brincar mais tanto assim, porque, como se sabe, alguns casos já foram confirmados no país.

Só nos resta pedir a Deus que nos livre de todo mal e todo vírus quando nós sairmos de casa agora. Porque a menos que o governo mande todo mundo ficar em casa, a vida continua e a gente também tem que continuar a fazer as coisas que a gente tem que fazer. Os mais precavidos podem fazer igual aos flamenguistas e colocar máscara. Mas, o mais importante é que, como já diria Chapolin, ‘não priemos cânico’, ok? Sem pânico e tudo vai ficar bem. Eu disse: SEM PÂNICO. SEM PÂNICO!!!!! SEM PÂNICO!!!!!!!!!! AAHHHHH!!!!! rs

A foto é da gripe aviária asiática, mas serve.

PS. Quer saber o que aconteceu com a Branca de Neve, os sete anões e os três porquinhos? Bom, isso fica por sua conta. Não sou eu que vou acabar com todo o reino dos contos de fadas por causa de uma gripe suína. Outro dia eu fiz a Julieta assassinar o Romeu já. Não posso ficar mexendo assim nos grandes clássicos da literatura sempre...

Mas falando nisso, o povo anda comparando a gripe suína, ou melhor, a influenza A (até parece que mudar o nome da doença vai mudar alguma coisa) à gripe espanhola e por um momento me passou pela cabeça que o Carslile, o vampirão-patriarca dos Cullen, fosse dar uma passada por lá pelas bandas da floresta mágica. Sabe como é... Ele quer dar uma segunda chance às pessoas... Espero que não passe. Já imaginou que coisa mais bizarra: uma anão-vampiro? Melhor não. Deixa isso pra lá.
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domingo, 3 de maio de 2009

Aos heróis

Contam nossa história
de tristezas e glórias...
O poema mais bonito que eu já li.
Tudo pra você - Sandy e Junior

*Último texto da Sessão Nostalgia. Escrito na data marcada. Muito do discurso da formatura saiu dele. Dica: prepara o lencinho.

26 de novembro de 2008, lá pras 19h

Acabei de sair do banho. Passei o dia todo me sentindo estranha, querendo botar pra fora tudo o que eu sentia, mas que ainda não tinha conseguido falar. Queria ter começado a escrever antes, mas simplesmente não tinha forças pra isso, até que uma hora atrás, quando a casa ficou vazia e eu fui ao banheiro e lá eu comecei a chorar. E eu comecei a chorar de um jeito que eu nunca tinha chorado antes. E o choro não passava, então entrei no banho numa tentativa de misturar as lágrimas com água e eu não me desse conta de quanto meus olhos estavam derramando. Eu sentia uma dor muito forte, então fiquei ali embaixo do chuveiro até que Deus me deu forças para sair de lá e começar a escrever. Eu tinha que fazer isso. A minha vontade era voltar pra manhã de hoje, ficar abraçando e dizendo que amo você o dia todo. Mas só o que eu posso fazer agora é utilizar das palavras escritas, uma vez que a minha emoção não me permitiu fazer um discurso que expressasse o tamanho do meu sentimento naquela hora.

Além disso, eu já queria escrever algo assim faz tempo, mas sempre faltou o momento adequado para parar tudo s ó deixar o coração falar (parece clichê, mas é verdade).


O curso de Informática é visto como uma ciência exata baseada em códigos binários, onde só há espaço para ‘True or False’ e seus estudantes aprendem como controlar uma máquina. Mas não é bem assim que as coisas funcionam...

Esse curso de Informática do CEFET bem que podia se chamar Informágica, porque não há circuito que explique como tudo isso foi acontecer.

Como é que pode uma Classe toda, que muitas vezes foi tratada como Objeto, ser unida desse jeito, superando as dificuldades, combatendo o mal, ajudando uns aos outros, partilhando de um Relacionamento tão bonito e ainda por cima ser capaz de se comunicar por Bluetooth, só que sem celular?

União + Superação + Amizade + Combate ao mal + Bluetooth? Eu já ouvi isso em algum lugar... Já sei. A Liga da Justiça! Para tudo isso acontecer junto (principalmente a parte do Bluetooth, essa turma só pode ter super-poderes! Não é à toa que é símbolo da nossa camisa.

Falando sério agora. A ciência não consegue explicar esse tipo de coisa. Como o Bira falou, as coisas acontecem por algum motivo e Deus, com certeza, quando estava vigiando o CEFET-NI fez a bondade de fazer um Select nos alunos do Rio de Janeiro que retornou uma Lista com a melhor turma que já existiu. E nessa lista, todos os escolhidos eram Chaves-Primárias do Sistema. E eu só tenho a agradecer a ele por ter permitido que eu fizesse parte desse grupo. Porque realmente, apesar de tudo, esses 4 últimos anos foram sobrenaturais e eu só posso dizer que foram os 4 melhores anos da minha vida.

Quer ver só? Quando eu fiz provas para escolas técnicas, eu queria mesmo era ir para o CEFET-Maracanã. Fiz provas para outras escolas também, mas era nesse que eu queria estudar. Nem sonhava em estudar em NI. Principalmente por ser uma parte bem pra lá de NI, praticamente o fim do mundo. E você vê só como são as coisas: por míseros 3 pontos eu não passei pro CEFET-Maracanã. Uma das últimas meninas que entram na reclassificação de lá não conseguir sequer entrar para a turma do médio daqui(os 30 melhores colocados. Era Ana o nome dela.

Vieram os outros resultados e felizmente além de passar pro CEFET-NI, tinha passado também para o CEFETEQ-Nilópolis(eu moro em Nilópolis). Fiz o improvável e fui pra NI. IF a Ana não estivesse no meu caminho, certamente eu teria ido para o Maracanã, que tinha o curso que eu mais me identificava na época, Info.

Na época eu fiquei chateada e com raiva da Ana, mas depois eu percebi o plano que Deus tinha preparado para mim. Bendita Ana e benditos 3 pontos que não me impediram de ter conhecido vocês e passar os momentos mais inesquecíveis e improváveis que eu já vivi. Parace até aqueles casos de uma pessoa que ia embarcar num avião que depois sofreu um acidente, mas por algum motivo não viajou ou pegou outro vôo. E o pior é que depois de ouvir todo mundo hoje, parece que nossa turma estava repleta de casos assim!

Não estou dizendo que o vôo da gente foi perfeito. Longe disso. Houve muitas turbulências e todos os anos foi uma luta para não entrar numa Estrutura de Repetição. Mas foi muito bom voar com vocês.

Principalmente depois que Deus deu um outro Select, dessa vez nos anjos, para nos dar esperança e aterrizar o avião com a tripulação feliz da vida. Esse anjo era carequinha, barbudo e se chamava Ubirajara(Bira, pros íntimos, rs). E o Bira, como bom anjo que é, acalmou aqueles alunos/passageiros e deu esperança e novo sentido para uma viagem em que as dificuldades deixaram de ser Variáveis e se tornaram Constantes. Obrigada, Bira!

Outro mito em Informática é de que as tecnologias estão sempre em mutação e a gente logo, logo se desfaz delas. Mero engano. Vou guardar esse curso comigo pra sempre no Banco de Dados do meu HD. E creio que esse sentimento seja recíproco em todos os ‘tripulantes’. E é essa a pior parte da despedida. Porque tudo que eu vejo me lembra vocês. Todas as músicas, todos os filmes, tudo que eu leio, tudo que eu vejo eu logo associo a vocês. Numa tentativa de distrair os pensamentos, liguei a Tv hoje à tarde. Estava passando uma reprise do Ídolos do dia anterior e a mulher cantava a música Flores: “Olhei até ficar cansado/ De ver os meus olhos do espelho (...) Chorei até ficar cansado/ De ver os meus olhos vermelhos”. Pareceu até perseguição, mas a verdade é que isso acontece porque vocês já impregnaram em mim.

E depois que vocês já fazem parte de mim, é difícil dizer adeus. È como se eu estivesse me desfazendo de uma parte de mim mesma. Por isso dói tanto. Por isso o choro desesperado no banho e doidinho pra sair de novo.

E como explicar o Looping Infinito nessa efemeridade da Informática? Porque exatamente o que passa na minha cabeça agora é que isso tudo não pode acabar. A gente tinha que colocar esse curso num looping infinito para não se separar nunca. Ao invés disso, temos que encarar o END desse programa. Porque uma vez que ele teve um Begin, ele só iria compilar até aqui devido à existência desse fim.

Para terminar, gostaria de agradecer a Deus por ter feito um Insert de pessoas tão maravilhosas na minha vida, a cada um de vocês por terem alegrado os meus dias, me proporcionando essa experiência fantástica (eu digo ‘fantástica’, porque é quase um conto de fadas mesmo, com todos os seus elementos, Ou vocês não acham aquela mesa cheia jogando UNO fabulosa?), me ensinando à beça não só sobre a matéria (principalmente no início desse ano, um obrigado especial ao Felipe e ao Jonas, que me explicaram coisa pra caramba), mas lições valiosas de lealdade, amizade, determinação, superação, união e muitas outras coisas, e aos professores, que foram muito compreensivos comigo esse ano. (Sem vocês eu não teria conseguido. É sério) e mais uma vez dizer obrigada por terem feito (e fazerem) parte da minha vida e por terem me deixado fazer parte da vida de vocês também.

Amo vocês do fundo do coração,
Elisa
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domingo, 26 de abril de 2009

Semaninha de cão - parte final

Sexta-feira, 17 de abril de 2009.

Sexta foi bem mais tranqüilo. Acordei às 5:45 de novo, quase esqueci o celular em casa de novo, mas peguei o 266 no ponto da esquina do prédio da vovó. Fui sentadinha. Fiquei de olho no caminho, como a mulher do meu tio mandou. Dessa vez eu tinha que soltar perto do Hospital Pedro Ernesto. Quando o bus entrou na Teodoro da Silva, olhei para cima. Percebi que não tinha a cordinha da sineta do lado onde eu estava sentada. Só do outro. Ainda bem que eu observei isso bem antes de descer. Quando a Uerj entrou no meu campo de visão, toquei a sineta do outro lado e soltei. Atravessei o canal normalmente, e cheguei à faculdade sem problemas. A menina que tinha me levado no ponto no dia anterior me disse que por sorte eu não peguei o 267 errado. Diz que tem um que vem escrito VIA SERRA e esse já não ia me deixar nem perto de onde eu queria chegar. Mas ela disse que ficou olhando o caminho do bus e percebeu que eu tinha pegado o ônibus certo.

Para variar o professor ainda não estava lá. Quer dizer, a gente achou que não estava. Sem querer, descobrimos que ele estava lá há um tempão já, só que numa sala diferente da que apontava o horário. Ele tinha cara de mau. Parecia aquele inspetor que tem um gato do Harry Potter, só que mais limpinho. Mas depois mostrou que era legal. Como sempre, a primeira aula foi só conversa-fiada. Ele comentou como seriam os métodos de avaliação, essas coisas. Depois ele fez todo mundo se apresentar e até que foi divertido.

Acabando a aula, dei uma passada no Maracanãzinho para tentar pegar ingressos para as finais da Superliga de vôlei, como meu pai havia me pedido. Quando cheguei lá, estava a maior fila e os ingressos já tinham acabado todos. Dei meia volta, peguei o 266 para casa de vovó. Cheguei na boa também. Ah, na quinta eles tinham anunciado que a greve tinha chegado ao fim! Uhuuu! Mas fui almoçar na casa de vovó, porque quase nunca eu vou lá, e sabe como é avó, né? Mima muito a gente! E eu, mais do que ninguém, merecia um mimo naquela semana. Voltaria para casa depois do almoço.

Almocei ao 12h e fui tirar a sesta. Só que eu só fui acordar de novo eram quase 17h. Dormi tudo que não tinha dormido no resto da semana. Foi bom demais. Acordei revigorada. Só que aí, depois do lanche, eu fiquei fazendo hora até passar o horário do rush. Nesse meio tempo foi a minha vez de uma de psicóloga e eu e Felipe ficamos discutindo as vantagens e desvantagens da mentira. Quando deu umas 19h30, fui embora. O Nova Iguaçu passou rapidinho, o que é bem raro de acontecer. Pensei que finalmente o universo estava começando a conspirar a meu favor. Fui em pé no ônibus, mas nem liguei. A greve dos trens tinha acabado, os ônibus estavam passando rápido, parando nos pontos certos... Parando dos pontos certos? Eu disse isso mesmo? Esquece. Quando chegou ali na rua das Sendas, levantei para tocar a sineta. Ela já estava acesa. Beleza, o ônibus já ia parar e eu ia chegar logo em casa. Só que ele não parou no ponto das Sendas. Ah, não de novo não!!! As pessoas do bus começaram a gritar: “Ô seu psicopata, não vai parar o ônibus, não?”. Ele parou o ônibus umas duas quadras a frente do que teria que ter me deixado. Affee! Só faltava essa para coroar a semana mesmo! Não tive outra alternativa, senão andar até minha casa. Dos males o menor, pelo menos agora eu estava em território conhecido e sabia o caminho na palma da mão. Graças a Deus a outra semana que viria seria toda de folga e eu não ia precisar utilizar de nenhum transporte público.

Segunda-feira e terça-feira, 20 e 21 de abril de 2009.

Quando eu achei que aquele pessoal da central de estágios já tinha se esquecido de mim, eles ligaram de novo um pouco antes do almoço.

Pela primeira vez eu pude antender o telefone sem problemas. Finalmente me disseram onde fica a empresa, me deram o endereço, tudo direitinho. Marcaram uma dinâmica de grupo para quarta-feira, 8:30 da manhã na empresa que fica no Jacaré. Olhei no Google. A empresa fica do lado da favela do Jacarezinho. Quando desci minha mãe mais uma vez ela MANDOU EU FAZER A ESCOVA! Cristo Jesus, será que essa mulher não percebe que primeiro eu tenho que saber COMO chegar nesse negócio antes de sair por aí arrumando o cabelo???? Eu sei que eu tenho que fazer a droga da escova, mas ela me ajudaria mais se me dissesse qual ônibus que pego!!! E eu com a sorte que eu estava, ainda era capaz de eu pegar o ônibus certo e ele me deixar na boca-de-fumo!!!

Me estressei de novo, pra variar. Subi e tentei me acalmar. Depois chamaram para almoçar. Quando desci, a TV estava anunciando alguma notícia da favela do Jacarezinho. Não deu pra ouvir a notícia toda. A única coisa que eu consegui captar foi: "Agora estamos aqui na Rua Dom Helder Camara, principal via de acesso a favela do Jacarezinho, e tudo está funcionando normalmente". Para bom entendedor meia palavra basta. Deduzi que devia ter ocorrido algum problema por lá. Perguntei pra minha mãe o que estava acontecendo. Ela me deu tratamento de silêncio. Affe! Na hora que é para ajudar, ela não ajuda! Enfim... Almocei, subi e procurei no Google News se tinha alguma notícia do que tinha acontecido no Jacarezinho. Em outras circunstâncias, eu não ia nem ligar pra notícia, mas hoje ela era importante. Olha só o nível da notícia:

Três suspeitos morrem em ação da PM em busca de assassinos de grávida
Enfermeira de 32 anos foi assassinada durante assalto no Jacarezinho.
Ela estava na 28ª semana de gravidez; sua filha nasceu e está na UTI.
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL1091502-5606,00-
TRES+SUSPEITOS+MORREM+EM+ACAO+DA+PM+EM+BUSCA+DE+
ASSASSINOS+DE+GRAVIDA.html

Comecei a rir. Sem brincadeira. Eu tive que rir. Minha irmã ficou achando que eu estava ficando maluca. Mas eu não tinha como ter outra reação. Eu prestes a me enfiar num lugar em que acabaram de MATAR 3 homens e houve TIROTEIO, porque estavam atrás dos bandidos que MATARAM UMA MULHER GRÁVIDA e minha mãe lá preocupada com a aparência do meu cabelo! É rir pra não chorar, sinceramente. Minha vida correndo perigo e ela lá querendo marcar hora no salão! Vê se eu posso com isso???

Por incrível que pareça, fiquei mais calma depois de saber exatamente a localização da empresa. Porque antes eu tinha dúvidas se ela ficava num lugar perigoso. Agora eu tinha certeza de que ficava sim!

Quando meu pai chegou, contei para ele que tinham ligado, onde ficava, mostrei a ele o local no Google Maps e que eu não sabia mais se ia e que estava tendo tiroteio lá esses dias. Ele achou que eu estava exagerando, que isso era conversa da imprensa, mas falou que ia comigo no dia. Falou também que ia ser legal eu ir para ganhar experiência com essas dinâmicas de grupo, mesmo que eu não fosse trabalhar lá.

No dia seguinte, do trabalho, ele ligou dizendo que tinha olhado no Google Maps e que o lugar ficava rodeado de favelas (eu já tinha falado isso para ele!) e que a gente ia lá só para ganhar experiência mesmo. Enquanto a gente falava ao telefone, a televisão mostrava o tráfico de crack ali perto da favela do Jacarezinho também. Era brabeira, eu tinha dito!

À noite, ele chegou em casa horrorizado com a má localização da empresa do meu futuro-possível-estágio. Foi nessa hora que a ficha da minha mãe finalmente caiu e ela chegou a conclusão que a gente já tinha tirado há muito tempo: sem chances de eu ir trabalhar lá!

Quarta-feira, 22 de abril de 2009.

Acordei às 5:30 tendo ido dormir 0:30, depois do Aprendiz. Pegamos 2 ônibus: um Cascadura e depois o 284. Quando chegou ali perto de onde estava mostrando a cracolândia em todas as notícias, eu e meu pai descemos. Sem brincadeira, a gente soltou uns 50 metros depois de onde o prefeito esteve no dia anterior e tinha uma plaquinha escrito CRACOLÂNDIA, com um X vermelho em cima. Perguntamos a um mecânico onde ficava a rua Viúva Cláudio (olha só isso: até o nome da rua lembrava morte!). E era uma logo em frente.

Enveredamos pela rua. Avistamos a maior favela. Tinha uma rua que descia e estava inundada. Era por onde os carros tentavam passar. Felizmente também tinha uma pontezinha doida em cima da inundação. Atravessamos a pontezinha. Mais à frente, havia um caminhão de lixo que pegava a sujeira com uma grua e soltava dentro do caminhão. O caminhão trancava toda a passagem. O jeito era passar por debaixo da grua. Pensei: “Pronto, era só o que me faltava. Vou chegar na parada cheirando a lixo!”. Passamos rapidamente e por sorte não caiu nada em cima de nós. Depois foi só andar um pouquinho e avistamos a tal empresa Farmoquímica.

Nessa altura, o lugar parecia mais civilizado. Perguntamo-nos porque uma empresa escolheria situar-se ali. Mas chegamos cedo demais, uma hora adiantados. Resolvemos dar uma volta, compramos o jornal e fizemos hora até dar 8:00 e a gente voltar para a empresa. Nos identificamos na entrada e encontrei um cara da Uerj, do 5º período chegando também. Enquanto aguardava que chamassem-nos na recepção, toda hora passava alguém e dava bom-dia e todo mundo dava bom-dia de volta. Já estava ficando de saco cheio de dar bom-dia toda hora. Mas estava supercalma. Os outros candidatos estavam conversando entre si ou em silêncio, e eu lá lendo o meu jornal.

Mais um tempo e finalmente a Ana Paula chamou a gente. Ela levou-nos até a sala onde iam fazer a dinâmica e depois começou a falar da empresa. Que era muito boa, que valorizava o ser humano, blábláblá. Aquela conversa de sempre. Falou também que ela já trabalhava lá há dois anos e que nada nunca tinha acontecido com ela, que era só tomar cuidado, blábláblá. Mais conversa. Ela era muito simpática e fez todo mundo ficar bem à vontade.

A primeira atividade foi completar uma história que ela começava de acordo com as palavras escritas num papelzinho que ela tinha entregado a cada um e que a gente só podia ver na hora. Meu papelzinho era MEDO e eu terminei a história. Foi bem legal para quebrar o gelo.

Depois ela pediu para cada um fazer um cartaz com recortes de revista que ajudassem a contar a sua própria história, porque tinham escolhido o curso, o que tinham a oferecer de melhor para a empresa e tal. Depois a gente ia ter que apresentar o cartaz e falar sobre si mesmo. Foi muito bom ela ter pedido para fazer o cartaz antes porque deu tempo de planejar o que a gente ia falar e não ficar perdido na hora procurando as palavras.

Conforme as pessoas iam se apresentando, ia percebia que era a mais nova e a menos experiente. Mas isso não me deixou nervosa. Quando chegou a minha vez, eu falei na boa, ressaltei minhas qualidades, fui sincera, contei minha história, enfim, gostei da minha apresentação. Não ficou devendo para ninguém ali. Se a mulher não gostou, azar o dela! Eu percebi que as pessoas que ela ficava mais interessada, perguntava para mudar o horário da faculdade par noite. Para mim, ela não perguntou. Há, ela pensou que só ela estava “lendo” as pessoas, eu também sou muito observadora, tá! Mas foi bom também quando ela começou a pedir às outras pessoas para mudar o turno da faculdade e não pediu para mim depois porque me deixou ainda mais relaxada. Era uma coisa fora de cogitação. Imagina só ir para Cracolândia de dia e sair sabe-se lá que horas da Uerj à noite? No way! Se antes eu já não estava muito a fim de ir pra lá, agora é que eu não ia mesmo!

A última atividade era em trio. Ela deu um papel com uma situação hipotética de um balanço errado a uma hora de entregá-lo e a tarefa era elaborar estratégias para contornar a situação. Me senti no Aprendiz. Meu grupo era composto por mim e mais dois caras altos e mais velhos. O que ficou no meio já saiu pegando o papel e rabiscando um tracinho. O outro tentou analisar a coisa com mais calma, como eu. Um pouco depois, quando a gente já tinha resolvido quase tudo, o apressadinho do meio pensou que a gente não estava entendendo a proposta e rabiscou uma empresa com uma hierarquia com 3 quadrinhos. Reparei que ele colocou a si mesmo no ponto mais alto, o outro cara no quadrinho do meio e eu no último. Que metido! Enfim...

Apresentamos a nossa proposta. O apressadinho quase que contradiz tudo no meio da apresentação, quando a mulher questiona nossa postura. Eu tento salvar com a minha idéia que todo mundo já tinha esquecido. A mulher diz que o trabalho estava muito bom. Mas isso não quer dizer muita coisa, porque ela falou isso pro outro grupo também.
Depois, a mulher avisou que ainda haveria uma prova de conhecimentos gerais num outro dia e que depois, de acordo com os resultados, ia chamar para entrevista com o gestor.

A última coisa que ela pediu para fazer foi uma avaliação sobre a dinâmica. Todo mundo disse que foi legal, que foi uma experiência boa, que deu para todo mundo se soltar bem e tal. O que de fato era verdade. Têm umas dinâmicas muito loucas por aí que mandam as pessoas correrem, imitarem macaco, resolverem uns problemas da lógica obscura... Essa foi bem prática e objetiva. Deu pra levar na boa, sem neura.

E como deu para perceber, consegui o mais importante de tudo: saí viva de lá!

Resumo da Ópera – Lições aprendidas durante a semana

- A cada dia que passa eu admiro mais o trabalhador brasileiro. Acordar cedo, pegar engarragamento, chegar atrasado e depois levar bronca do chefe não é para qualquer um. E na hora de voltar para casa é outra luta. Mais engarrafamento, as pessoas com fome, o motorista larga as pessoas no ponto errado... Ou então pega o trem lotado, aquela coisa apertada, leva porrada dos assistentes ferroviários... Acho que, sinceramente, o povo precisa de um pouco mais de respeito.
- Depender do transporte público é horrível! Eles ficam dizendo para a gente não usar carro, porque polui e causa engarrafamento, mas querer chegar ao trabalho de ônibus é suicídio.
- As autoridade precisam URGENTEMENTE dar um jeito no trânsito do Rio. Esse mês de abril foi caótico. Teve quebra-quebra de barcas, várias greves de ônibus, greve de trem... E mesmo quando está tudo funcionando normalmente, os engarrafamentos são de matar! Assim não tá dando mais para levar! A cidade vai parar, sr. Sérgio Cabral. Enquanto isso, ele está lá viajando e dançando funk! Muito engraçado, seu Sérgio! Muito engraçado!
- Não conte para sua mãe que você tem uma possível-talvez-quem-sabe-entrevista enigmática. Só para o seu pai. rs
- Os amigos são o maior tesouro que temos na vida. É ótimo ter alguém para conversar quando se está prestes a surtar. Valorize DEMAIS seus amigos.
- Assista ao jornal. Nessas crises de transporte/segurança, eles são muito úteis.
- Observe se o ônibus que você está tem sineta.
- Toque-a com antecedência. E se o motorista não parar, grite!
- O transporte ferroviário/metroviário é a melhor coisa que existe! Mesmo que os agentes ferroviários batam nos passageiros, é muito mais rápido, não tem como você se perder, e se você soltar errado, é só pegar um trem de volta, sem ter que pagar mais por isso.
- Pegar ônibus desconhecidos é um saco!
- Avós fazem tudo o que a gente quer. Só toma cuidado para a avó não estragar você. rs Sério. Aproveite bastante a sua avó, se você ainda a tiver.

E finalmente, uma das frases da semana de uma revista Quem jogada na casa da minha avó. É tão boa que eu tive que anotar:
Aprendi que os problemas encontram você, você não precisa procurá-los. Pode ter certeza de que a vida vai achar um jeito de bagunçar - By Anne Hathaway ao falar dos momentos difíceis que viveu no ano passado por causa da prisão de seu ex-namorado por envolvimento com a Máfia
Sábia Anne... Essa sabe das coisas. rs

Canta e dança, minha gente, que a vida vai melhorar

Gente, pode ficar despreocupado. As coisas já estão melhorando. Estou recebendo sinais divinos disso. Quer dizer, eu gosto de pensar que quando toca uma música que eu gosto na rua, é um sinal de que as coisas vão ficar boas. E levando em consideração o meu gosto musical na maioria das vezes desconhecido da atual geração, as possibilidades de tocar uma música que eu goste mesmo quando eu estou pela rua são bem pequenas. Então, eu tendo a achar que escolheram a música pensando em mim. Rs

Na quinta-feira, quando eu fui ao supermercado, tocou Won’t Go Home Without You (Maroon 5) no rádio do mercado. Adoro Won’t Go Home... No show foi muito legal, com aqueles celulares ligados e tal. Sinal número 1.

Depois de ir ao mercado, eu finalmente me cadastrei numa outra locadora. Um sonho minha nova locadora. Vários filmes que eu queria ver há muito tempo. Sinal número 2. E quando eu voltei lá no mesmo dia para alugar meu primeiro filme (foram tantos desencontros que acabou que eu, que até poucos minutos antes não tinha locadora, aluguei o filme na quinta), estava passando o DVD do Acústico Sandy e Junior. A música: Abri Os Olhos. Também adoro. Aliás, esse DVD é todo muito bom. Adoro todo ele. Sinal número 4. Eu conseguir alugar o filme que ninguém tinha conseguido alugar foi o Sinal número 3.

Na mesma quinta, ligo o rádio: I’m Yours (essa nem conta muito porque está tocando em tudo quanto é lugar! Teve um dia que eu estava zapeando os canais de clipes na casa do meu avô no carnaval e ele estava tocando em TODOS ELES!). Mesmo assim, Sinal número 5.

Ontem eu fui ao BarraShopping e na Fnac estava passando um DVD com os clipes do Michael Jackson. Tocando músicas mais ou menos desconhecidas para a maioria, mas que eu sabia todas. E eu nem sou muito fã dele. Sinal número 6. O mais legal foi que eu tinha me afastado da tela por um tempo e quando eu passei de volta, estava tocando Thriller (aquele clipe em que os monstros fazem a coreografia mais antológica da história dos clipes). Aí eu fui dar uma olhada no clipe e vi que um MONTE de gente tinha parado para assistir! Sinal número 7. Por um segundo eu pensei que o pessoal ia começar a fazer a coreografia ali mesmo, igual no De repente 30. Infelizmente, não fizeram. Uma pena, ia ser muito legal se fizessem. Era capaz até de eu que não sei dançar me arriscar nuns passinhos. Rs.

Ah, e na quarta, depois da entrevista, eu dei uma passada no Centro. E acho que eu vi o Tiago Iorc na rua. Sinal número 8.*

O universo está conspirando a meu favor agora, eu estou sentindo.

*Quer dizer, esse era para ser o Sinal número 1, mas aí eu ia ter que mudar toda a numeração. Você entendeu, vai!

Extras

Eu sei que vocês não vão ouvir mesmo, mas fiz uma pequena trilha sonora para a quadrilogia que foi a Semaninha de cão.

1. Sempre Assim - Jota Quest
2. Onibusfobia - Jota Quest
3. When You Need Somebody - Sandy e Junior
4. No Creo en El Jamas - Juanes
5. Espacio Sideral - Jesse y Joy
6. Lost - Michael Bublé
7. Oh God - Jamie Cullum
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terça-feira, 21 de abril de 2009

Semaninha de cão - parte 3

Quinta-feira, 16 de abril de 2009.

Nessa horas, eu me lembro
Com saudades de você
Dos amigos que eu ainda não fiz
E de tudo que ainda há
Tô fazendo a minha história
E sei que posso contar
Com essa fé que ainda me faz
Otimista até demais

5:45 – 6:15 - Toca o despertador. Faço a rotina matinal para sair de casa. Minha avó resolve me levar num ponto mais longe para eu pegar o 260 que me deixaria na porta da Uerj. Ela fica com medo de me botar no 267 e eu não saber soltar, porque esse não me deixa na porta da faculdade. Quando vamos sair do apartamento, eu percebo que esqueci o celular e volto para pegar.

6:30 – Chegamos no ponto de ônibus. O dia está frio. Demora um pouquinho, mas ele logo passa. Dou sinal e o pego. O bus é daqueles micrões sem trocador e está muito cheio! Tão cheio que eu não consigo nem passar pela roleta.

6:30 – 7:30 - Passo a viagem toda, que demora à beça por sinal, ali na frente e não pára de entrar gente! POR QUE É QUE A POPULAÇÃO SÓ AUMENTA E O TAMANHO DOS ÔNIBUS DIMINUI???? POR QUE É QUE OS DONOS DAS EMPRESAS CONTINUAM DESEMPREGANDO OS TROCADORES E SOBRECARREGANDO OS MOTORISTAS??? SERÁ QUE ELES NÃO PERCEBEM QUE O TRÂNSITO JÁ ESTÁ BEM COMPLICADO E NÃO PRECISA QUE OS ÔNIBUS DEMOREM AINDA MAIS NO SEU CAMINHO??? Está abafado e me faz lembrar dos tempos de São José lotado. Mas nessa época era mais legal porque, pelo menos, eu sabia que não estava sozinha. Bate a maior depressão.

7:30 – Finalmente avisto a Uerj. Aproveito que o ônibus está parado no sinal e pago a minha passagem (só consegui pagar naquela hora), aperto a sineta e rodo a roleta (ainda tive que rodar a roleta!!!). Penso: “Ufa, cheguei!”. O ônibus arranca do sinal, mas não entra na rua que eu estava esperando que ele entrasse. Será que eu entendi a minha avó errado? Será que eu devia ter tocado a sineta mais cedo? Ele se encaminha para a rua paralela a linha do trem. Ok, ele vai me deixar em frente a outra entrada da Uerj. ELE PASSA PELA UERJ! Ai Cristo! Eu toquei a sineta certo. E o motorista ouviu, tenho certeza porque alguém no ônibus chegou até a brincar com o barulho dela. Tudo bem, daqui a pouco ele pára ali em frente ao Maracanã. ELE PASSA PELO MARACANÃ!!!! QUE SAFADO!!! Não é possível que eu vou ter que andar isso tudo! Ok, ali em frente ao Cefet eu sei que tem um ponto. Ele vai ter que parar ali. ELE PASSA PELO CEFET TAMBÉM! AAAAAHHHH!!! Ele continua andando! Será que ele não vai parar nunca?

7:40 - Solto no primeiro ponto que ônibus pára. DROGA! Por sorte, sei mais ou menos me localizar, ele só tinha seguido em linha reta, desde então. Tenho que atravessar para o outro lado da avenida para pegar um ônibus no sentido contrário, mesmo que não saiba qual ônibus ainda. DROGA, DROGA, DROGA, DROGA! Por que isso tudo está acontecendo comigo, hein? Definitivamente os meios de transporte decidiram me sacanear nessa semana. Avisto um negócio do Metrô do outro lado da avenida e perto uma passarela para ir para lá (descubro que o sinal que eu estava procurando para evitar essas passarelas geralmente perigosas não existe). Ufa, tem metrô! É melhor que ônibus numa hora dessas. Chego perto da passarela e vejo que tem um outro negócio de Metrô, só que escrito Praça Onze e do lado da avenida que eu estou. Já ia passar para o outro lado, mas achei melhor perguntar para um cara que estava passando onde era a verdadeira estação. È a do lado onde eu estou mesmo. Melhor ainda! Compro a passagem e entro na estação. Quase me confundo com as plataformas, mas me corrijo antes e pego o metrô certo. Faço baldeação e logo solto na estação Maracanã. Para não me perder de novo, sigo uma menina que está com uns livros na mão. Ela deve estudar na Uerj. Graças a Deus, ela estudava mesmo.

8:00 – Chego na Uerj alucinada. O SAFADO DO PROFESSOR NÃO ESTAVA LÁ AINDA!!! Fico com muita raiva. Não estou me agüentando mais. Tanto trabalho pro cara nem estar lá??? Preciso de alguém para conversar. Mando uma mensagem azucrinando o Felipe na aula dele. Faço ele pensar que estou prestes a me matar. Ele fica desesperado, coitadinho. Queria invadir a aula, mas não tenho a cara de pau necessária. Acalmo ele e digo que estou exagerando. Fico conversando com um pessoal da minha turma.

8:30 – 9:00 - Percebemos que o resto da turma sumiu e deduzimos que o professor chegou. Mas que abusado!!! Assim que entramos para a sala, Felipe me liga dizendo que foi liberado. Há! O homem enrola meia hora para dizer que só vai dar 3 aulas no semestre e que o debate nessas aulas valerão metade da nota. A outra metade será uma prova em dupla para fazer EM CASA! Oba! Todo mundo dizia que a aula dele era chata e inútil mesmo. Pelo menos vai ser fácil de passar e pouco trabalhosa a matéria. Quando ele libera, o Felipe já entrou em sala. Os professores dele são bem mais pontuais que os meus.

9:00 – 10:20 – Fico à toa no laboratório. Entro na Internet. Minha avó liga. Eu explico para ela o que aconteceu. Ela fica embasbacada e diz que já soltou várias vezes naquele ponto para ir à casa de uma amiga. Aproveito para olhar o itinerário do ônibus que eu tinha pegado e o que eu ainda ia pegar. Pelo que parece, o itinerário aponta que ele deveria me deixar onde eu achei que ele iria me deixar mesmo e se nada desse errado, o ônibus que ia pegar também ia me deixar em frente ao prédio da vovó. Passo pelos sites de sempre. O blog da Meg está atualizado. Oba! Ela manda um recadinho pros fãs do Brasil do tipo: “Gente, pára de me mandar e-mail perguntando por onde eu vou passar no Brasil. Eu ainda não sei!”. Adoro quando ela fala do Brasil do blog. Me sinto no mapa! Isso faz o meu dia mais feliz. Meg, obrigada por existir!

10:20 – 10:40 – Espera inútil pela professora louca de Direito. Consigo finalmente encontrar com o Felipe. Conheço o amigo nerd do relógio binário, mas não dá para ver o relógio dele. Penso em invadir a aula de algoritmo, mas fico com vergonha. Volto para o meu andar. A profa ainda não chegou. Depois de 40 minutos, todos decidimos ir embora. Chego à conclusão de que deveria ter ficado em casa. Ou ter assistido a aula de algoritmo.

10:50 - Uma amiga me leva ao ponto do 267. Graças a Deus por ela existir também. Ia ficar esperando ele no ponto do 254 e não ia conseguir nunca. No fim, foi bom não ter ficado para a aula de algoritmo. Ela me confirma que o 260, que tinha me sacaneado mais cedo, passa ali na porta da Uerj sim e reforça a teoria conspiratória dos meios de transporte contra a minha pessoa. E de fato a gente até vê um passando no caminho para o outro ponto. Ela também me avisa que o 267 dá a maior volta.

12:15 – De fato, o 267 dá muita volta, mas chego na casa de vovó tranqüilamente. Meu tio me diz que o ônibus que eu peguei para ir era um do tipo Expresso, por isso não fez o caminho convencional. Há, agora que eles vêm me avisar!

18:30 – Vou visitar minha priminha, Manuela. Superfofa ela! Tem só 3 anos e já está aprendendo as letrinhas! No início ela fica com medo de mim, porque tem um ano que a gente não se vê, mas depois a gente até pintou um desenho do coelhinho da páscoa juntas.

21:30 - Minha mãe liga. Peço para falar com a minha irmã e ficamos conversando um tempão, estou morrendo de saudades já. Conto para ela que a Blair de Gossip Girl falou do Boathouse e apareceu "restaurante" na legenda. Faz sentido. Só minha irmã para entender esse tipo de comentário mesmo (por enquanto, pelo menos). rs Um dia ainda vou lá no Boathouse. (sonhooo!)

23:00 – Episódio inédito de House. Deito na cama ruim para assistir. Durmo no meio do episódio. Acordo no final e deito na outra cama. ZZZ
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Semaninha de cão - parte 2

Quarta-feira, 15 de abril de 2009.

8:45 – 9:45 - Acordo, tomo café e me arrumo para ir ao Cefet. Já que estou com a manhã livre, decido aproveitá-la para renovar a carteirinha. Reclamo com a minha mãe que o cara do estágio me fez de palhaça no dia anterior e que estou ficando de saco cheio dele. Não sei nem onde fica a droga da empresa e ele fica querendo marcar entrevista, diz que vai ligar e não liga, está definitivamente acabando com a minha paciência. Ela fica dizendo que eu é que sou muito chata e que eu tenho que fazer uma escova no cabelo quando o cara marcar a entrevista e sobre a roupa e o sapato que eu tenho que usar. Eu concordo, tem que ir bem arrumada mesmo, né! Logo depois, saio de casa.

10:05 – Entro no ônibus. Logo depois o celular toca. Era a minha mãe gritando: “Elisa, o cara do estágio ligou...” Só dá tempo dela falar isso. A bateria do celular cai. Só vou poder resolver isso quando eu voltar para casa. Ótimo! Não estou com cabeça para fazer nada mesmo.

10:40 – Chego ao Cefet. Falo com o cara da secretaria. Ele diz que não estão renovando a carteirinha ainda porque estão cortando os papeizinhos! Bom, perdi minha viagem. Subo para esperar a Esther sair da prova dela. Aproveito e copio umas coisas do mural de estágios. Leio uma revista para passar o tempo.

11:50 – Esther finalmente acaba a prova. Fica feliz em me ver e a gente vai embora do colégio.

12:20 – Dentro do outro ônibus o celular da Esther começa a tocar pela 3ª vez. Era minha mãe. Na 1ª ela estava em prova. E na 2ª, subindo no ônibus. Tinha tentado ligar para casa do celular dela, mas estava sem crédito. Esther atende ao celular. Minha mãe grita com ela: “ESTHER, FALA PARA A ELISA VOLTAR PARA CASA CORRENDO, PORQUE O CARA DO ESTÁGIO LIGOU, E ELA TEM QUE FAZER ESCOVA!!!....”. Ela passa o celular para mim e minha mãe grita a mesma coisa e acrescenta que o cara queria marcar uma entrevista para aquele dia mesmo, ou o dia seguinte. Digo que estou indo para casa, para ela ficar calma e parar de gritar, porque ela não está me deixando calma desse jeito.

12:50 – Chegamos em casa. Percebo que vou ouvir minha mãe gritar aquela baboseira de novo e já aviso que não quero que ela fale nada comigo. Claro que não adianta e ela continua gritando. Me estresso absurdamente com ela. Tento almoçar, mas ela continua no meu ouvido dizendo para eu ligar para o cara e para fazer a escova. Subo e tranco a porta para não ter que continuar discutindo.

13:30 – Ligo para o meu pai. Ele não atende, mas logo liga de volta. Eu atendo. Minha mãe também e ouve tudo que eu falo. Ele diz para eu ligar para o cara. Quando desço para ir ao banheiro, ela está revoltada, achando que eu sou uma ingrata. Subo e tranco a porta de novo. Eu ia até ligar pro homem, mas agora já não estava em condições de novo.

14:00 - Ela vem atrás de mim com uma chave, abre a porta e continua no meu ouvido. A essa altura eu já estou chorando. Não sei que droga de empresa é essa, onde é que fica, como fazer para chegar se todos os meios de transporte resolveram entrar em greve na quinta-feira, se eu quero ir mesmo, e tudo o que ela continua repetindo é que eu tenho que ligar pro cara e sobre o meu cabelo. MAS QUE DROGA! Por que esse homem não disse logo que raio de empresa era essa? Por que ele não liga quando diz que vai ligar? Por que ele só liga quando eu não posso atender? Por que os meios de transporte resolveram todos se viram contra mim? Peço encarecidamente para ela ir embora. Ela resiste. Peço encarecidamente para minha irmã fazê-la ir embora. Finalmente, ela vai.

14:30 – 16:00 - Entro no MSN e alugo o ouvido do Felipe. Não está ando mais para agüentar. Ele se assusta, mas diz para eu me acalmar. Eu pergunto para ele como foi quando ele foi fazer a entrevista pro estágio dele. Ele me responde uma coisa inesperada e eu começo a rir. Passamos a tarde toda conversando.

16:00 – Ligo para a central de estágio. Ocupado. Ô negocinho enrolado!

16:15 – Meu pai liga para mim, dizendo para eu ligar para lá de novo.

16:30 – Ligo para a central de estágio de novo. Atende um cara perdidaço, com voz diferente do homem que vinha me ligando. Segue a conversa:

Eu: Boa Tarde! Vocês ligaram para cá hoje de manhã, oferecendo um estágio, e eu fiquei de ligar de volta... Eu sou a Elisa...
Homem: É... Essa ligação existiu...

Eu penso: “Mas é claro que essa ligação existiu! Disso eu sei! Por que você não me dá uma informação útil??”. Ao invés de colocar isso para fora, tento dar uma mãozinha ao cara.

Eu: Mas então... Vocês ficaram de marcar uma entrevista comigo...

Homem: (...) Você tem como fazer um favor para mim? Tem como ligar para cá depois das 17h?

Eu: Tá legal.

Desligo o telefone.

Não é possível! Eles só podem estar de brincadeira com a minha cara.

17:00 – Minha avó vem aqui em casa para trazer os presentes de páscoa. Minha mãe sobe de novo. Dessa vez gritando que eu tenho que arrumar minhas coisas e me mandar para a casa da minha avó porque lá tem ônibus que passa na Uerj e... tem a minha tia que sabe fazer escova no cabelo! AAHHHHHH!!!! Expulso ela de novo do cômodo. Cristo Jesus, o que eu fiz para merecer??? Peço socorro ao Felipe no MSN. Dessa vez ele ri da minha cara. Mas é óbvio, a situação já estava beirando o ridículo! Eu sou obrigada a rir da minha própria desgraça.

17:15 – Ligo para a central de estágios. Ocupado. Desço para ver a minha avó. Ganho uma camisa e uma caixa de bombons. Minha mãe continua com a idéia fixa de me expulsar de casa. Minha avó diz que para deixar eu decidir.

17:30 – Ligo para o meu pai. Pergunto a ele o que eu devo fazer. Está todo mundo louco aqui em casa. Preciso da opinião de alguém com a cabeça no lugar. Ele diz para eu ir. Desço e aviso que vou me mudar temporariamente. Minha mãe começa a surtar DE NOVO e fica falando para eu levar roupa para a entrevista e fazer a escova quando chegar lá. MEU DEUS! Não tinha nem entrevista nenhuma marcada e ela falando essas coisas! Mesmo que marcassem alguma coisa comigo, eu não ia deixar marcarem para aquela semana louca. Tento fazer ela entender que não vai ter entrevista nenhuma. Gritando, claro. Minha paciência já tinha ido embora há muito tempo. Ela continua insistindo em sua idéia insana. Minha avó a convence de que não tem necessidade de eu levar roupa especial nenhuma. GRAÇAS A DEUS! Vou tomar banho e depois arrumo a mochila.

18:30 – Me mando de casa. Por sorte logo passa o Pça. Seca e estava vazio. Sentamos. Minha avó me cutuca. Uma mulher no outro banco parece estar falando sozinha e com gestos também. Era só o que me faltava! Uma maluca no ônibus! Mais à frente, percebemos que não era uma maluca. Tinha uma pessoa do lado dela e elas estavam se comunicando por linguagem de sinais.

19:30 – Chegamos em casa. Toca o telefone. Era a minha mãe. Não dá para acreditar. Quando eu penso que vou ter um pouco de paz! Dessa vez ela só quer que eu leia uma passagem da Bíblia. Ufa!

20:00 – 23:00 – Janto e vejo TV. Passa um episódio de House que eu adoro, o último da 3ª temporada. Vou dormir.

00:15 – Não consigo dormir de jeito algum, apesar do sono. O colchão é meio louco e minha cabeça ainda está a mil. Levanto e vou tomar um copo de leite. Esse negócio de copo de leite para a insônia funciona mesmo, volto para a cama de baixo e finalmente durmo.
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