domingo, 31 de janeiro de 2010

Alagados

No geral eu sou uma pessoa bem-humorada. Rio de tudo, tento achar graça nas desgraças, brinco com as situações... Mas tem três coisas que são capazes de acabar com tudo isso e aí nem eu me agüento: fome, cansaço e trânsito. As duas primeiras são basicamente fáceis de resolver. Se eu estiver faminta, vou lá e como alguma coisa. Se estiver cansada, uma soneca de 20 minutos já dá uma revigorada. Agora quanto a problemas relacionados ao trânsito, é algo que me tira do sério porque acaba com todo o meu planejamento para o resto do dia, tenho a sensação de que estou perdendo um tempo precioso e o pior de tudo: não posso fazer nada a respeito.

Segunda-feira caiu o maior pé d’água aqui no Rio e aí eu fiquei intragável durante todo o dia seguinte porque demorei nada menos do que 4 HORAS pra chegar em casa, quando era pra eu levar no máximo duas.

Você tem noção do que dá pra fazer em 4 horas? Em 4 horas eu vou a Juiz de Fora, MG, de carro. Em 4 horas dá pra ir a Recife de avião. Mas em 4 horas eu não conseguia nem atravessar a cidade. Foi triste. Eu achei que eu não ia chegar em casa nunca mais.

Sou usuária do transporte ferroviário do Rio, que é precário, mas resolve o meu problema e geralmente faz eu chegar na hora em qualquer tempo, tendo em vista que eu nunca pego engarrafamento. Mas também, quando não tem trem, eu estou roubada.

De tempos em tempos, a Supervia apronta umas e quase me deixa na mão e aí eu fico com vontade de arrancar os cabelos porque o tempo que eu levo para percorrer todo o trajeto pelos trilhos, não dá nem metade do caminho de ônibus.

Mas então, voltando ao assunto, segunda-feira, na hora de voltar pra casa, no fim da tarde, fui lá e peguei o trem parador até Deodoro porque pegar o Japera às 18:00 é suicídio, mas nesse daí eu ia sentadinha e tal. Ainda na estação, começou a chover um monte, mas eu nem me preocupei porque trem não pega engarrafamento, então estava tudo certo.

Só que, entre Engenho Novo e Méier, o trem pára. O maquinista avisa que a plataforma está alagada e vai ter que esperar até a água escoar. Affe! Tá de brincadeira, né? Atravessa logo essa água! Não nos restava escolha senão esperar. SÓ QUE NÃO PARAVA DE CHOVER! AQUELA ÁGUA NÃO IA ESCORRER NUNCA! Resultado: quase uma hora parados no meio das estações.

Nisso já eram mais de 19h, sendo que eu tinha saído do estágio às 17h! É nessas horas que eu fico com inveja dos pássaros. Eles nunca têm problemas de trânsito. É por isso que dizem que as aves são seres livres. Porque elas não são escravas do transporte público das grandes cidades! O Clark (Kent) também é um cara de sorte. Mesmo que não queria voar, tem supervelocidade então num piscar de olhos já está em casa sempre.

E é nessas horas que eu fico com raiva dos cientistas também. Eles inventam cada coisa inútil! Por que não inventam uma mochilinha a jato igual a das Três Espiãs Demais? Ou então por que não inventam um tênis que voa igual naquele livro Super Tênis? Ou o que que custava criar logo um teletransporte? Ia acabar com todos os problemas! Quer dizer, só ia dar um pouquinho mais de trabalho para os advogados alegarem um álibi no caso de um assassinato ou coisa assim, mas quem liga?

Enfim, quando o trem finalmente começou a andar, o fazia numa lerdeza só, uma vez que as outras estações também estavam alagadas. Ao chegar a Madureira, eu penso: “bom, não vai demorar esse negócio vai parar no meio caminho de novo... Pior do que está não pode ficar” e desço. Só que a Lei de Murphy é certeira e o que era ruim, conseguiu ficar pior. Pego o ônibus cheio já e antes de Marechal já está tudo parado. Eu não sei nem mais se é porque está alagado ou não.

Sinto vontade de chorar porque, além de parecer não ter mais solução, agora eu estou em pé, sozinha, e o cansaço e a fome estão começando a bater. Não havia previsão de quando as coisas iam melhorar. Tem uma música dos Titãs que diz que Enquanto Houver Sol, ainda há de haver esperança, mas já estava chovendo há horas! Certamente, a esperança já tinha ido se abrigar em outro lugar.

As pessoas dentro do ônibus começam a ficar revoltadas porque o motorista não pega uma saída alternativa pra tentar escapar do trânsito. “Ô piloto, vira ali do lado! Não vai andar nunca isso aqui!” Ligo pra casa na esperança de que meu pai sugira alguma solução. Ele diz que não tem jeito. AAAAAHHHH!

Depois de muito tempo, o motorista finalmente toma vergonha na cara e vira numa outra rua. O bus anda um pouquinho e logo caí numa rua também alagada. O telefone toca. Meu pai pergunta onde eu estou e eu digo que estou engarrafada de novo. Quando o informo de que ainda estou em pé, ele completa: “Ih, então você está ferrada mesmo”. Eu rio. “Valeu, pai! Era desse tipo de apoio que eu estava precisando.” Ele passa pra minha irmã, e ela começa a conversar comigo. Depois de perguntar como eu estava e essas coisas, ela começa a puxar papo.
  
Esther: Vê se você consegue chegar a tempo de ver Gossip Girl. (no dia era estreia no SBT)
 
Elisa: Vou chegar a tempo de ver É tudo Improviso se continuar assim.
 

Esther: Que horas passa isso? 22H30? Ah, não. Chega a tempo de Amanhã é Para Sempre então.
 

Elisa: Jornal da Globo, pronto. Não, não! Melhor, prometo que chego antes do Corujão.

Aquilo desvia o meu pensamento do trânsito e me dá um pouco de ânimo por estar conversando com alguém. É por isso que eu amo a minha irmã! Graças a Deus, a essa hora, o ônibus começa a andar. Depois ela me pergunta do livro que ia tentar trocar no sebo. Eu queria contar aquilo quando chegasse em casa e isso me anima porque eu tenho a oportunidade de xingar o cara do sebo logo, naquele dia horrendo.

Esther: E aí? Conseguiu trocar o livro lá no sebo?
 

Elisa: Nada. Nem te conto! Você tinha que ver como aqueles caras eram nojentos! Eu cheguei lá, disse que queria trocar o livro, aí me mandaram sentar um pouco porque o dono estava na internet. Enquanto isso, os funcionários ficaram empilhando uns livros e eu lá esperando. Olha só que absurdo! O cliente chega na loja e mandam a gente esperar!
 

Esther: Que idiotas! Mas por que ele não quis trocar?
 

Elisa: Espera que tem mais. Aí depois uma mulher veio e perguntou se eu estava com o livro pra trocar. Aí eu disse que sim e entreguei o livro pra ela. Aí ela foi mostrar o livro pro dono que nem olhou na minha cara e nem pro livro e 5 segundos depois eles disseram que não queriam! Eu fiquei meio besta porque o negócio estava em perfeitas condições e a mulher disse que eles não queriam porque só aceitava se tivesse os 3 volumes (obs. O livro era O Senhor dos Anéis 1 – também adquirido de segunda mão. Sozinho), que era mais fácil de vender os 3.
 

Esther: Eu hein! Que pensamento mais ridículo! E se a pessoa quiser comprar só o 1º pra ver se é legal?...
 

Elisa: Pois é. E se ela achar que é uma porcaria? Aí vai, e fica com o livro guardado por toda a eternidade porque não comprou os outros dois. Se ele ainda dissesse que estava sujo (coisa que não estava...) Ah, faça-me um favor! Deu vontade de mandar o cara pra %&#*@. Mas ao invés disso eu só falei: “Valeu”, porque sou uma uma pessoa educada.
 

Esther: Isso aí. Ele merecia! Agora quem não quer mais é a gente. Cara idiota!
 

Elisa: Pois é. Mas bem que eu devia logo ter desconfiado pelo nome da loja, que o negócio era muito elitista. Berinjela com J! Onde já se viu?
 

Esther: Mas berinjela é com J!
 

Elisa: Eu sei. Mas todo mundo sabe que em coisas assim populares nunca se escreve com J. É sempre com G.
 

Esther: Mas que nome mais ridículo também? Berinjela! Eu hein! Quem é que gosta de berinjela? Se ainda fosse uma leguminosa mais legal tipo cenoura, inhame, laranja...
 

Elisa: Limão... (piada interna)
 

Esther: Pois é. Limão! Se a loja se chamasse Limão, com certeza ia aceitar.

Papo vai, papo vem. Em mais uns minutos eu estava em casa (cheguei antes de Gossip Girl, porque o SBT nunca começa os programas em ponto). Ufa! Cheguei! Entendo perfeitamente o significado da expressão Lar, Doce Lar. Acho que nunca foi tão bom estar em casa.

No dia seguinte, eu estou azeda que só porque o estresse foi tão grande que não consegui dormir direito. No caminho para o estágio, eu passo pelo Aterro e vejo o Pão de Açúcar de um lado, o Cristo de braços abertos do outro, os barquinhos ali no mar e um avião voando baixo no meio. Dá pra ver porque Jobim e Vinícius fizeram tantas canções em homenagem à cidade.

Sabe de uma coisa? O Rio vai fazer a maior vergonha em 2016 com relação a transporte porque é só cair uma águinha a cidade toda pára (não alagou só onde eu estava. Eu ouvi uma mulher na terça-feira falando que saiu do trabalho às 18h e só chegou às 23h em casa. Dentre outras pessoas), o trem  é fantasma e anda sozinho e o metrô é superlotado... Mas mesmo com tudo isso, eu me sinto privilegiada. Tanta gente querendo essa vista e eu tendo a oportunidade de passar por aqui todo dia... Morram de inveja!

Toda cidade tem seus problemas, e daí? Pelo menos a gente tem o Cristo lá em cima pra lembrar pra gente que, Viver a Vida é difícil, mas numa cidade maravilhosa, até que vale a pena. Mas morar no Rio tendo uma mochilinha a jato não ia ser nada mal, hehe.

Cristo: Não sei qual o problema das chuvas? Aqui em cima nunca enche!

Edit (dia 01/02/2010):  Hoje vim pra casa de ônibus e num é que o negócio enguiça no meio da Brasil? Graças a Deus, passou outro logo e eu entrei de graça (alô, eu já tinha pagado uma passagem!), mas vou te contar! Quando a gente tá com azar não adianta, né cara?
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

A verdade sobre a Pocahontas (2)

Se você pensa que já tinha ouvido todas as teorias possíveis e malucas sobre Pocahontas, está muito enganado. Enquanto a gente relembrava os detalhes das teorias para eu escrever o post anterior, acabou criando mais uma história sem noção sobre a índia mais famosa do cinema. Eu juro que é a última. Liga não, quando a gente se junta só sai besteira.

Hipótese nº 3 – Drogas

Drogas. Isso explica tudo! Claro! Como a gente não pensou nisso antes?

Tudo começou com a morte da avó de Pocahontas, vovó Willow, quando esta, a Poca, ainda era uma criancinha. Elas sempre foram muito apegadas e quando Willow deixou esse mundo, a pequena Pocahontas sentiu-se muito triste e sozinha, uma vez que sua vozinha sempre dava bons conselhos e a ensinava várias coisas sobre a vida.

Quando criança, Pocahontas gostava muito de brincar de casinha e sempre desbravou a mata em busca de ingredientes para colocar nas panelinhas. Numa dessas brincadeiras, a inocente Pocahontas pegou algumas ervas desconhecidas e ao provar aquela misturebas de criança sentiu-se alegre e livre, como no tempo em que estava com vovó Willow. Não demorou muito para ela começar a ter alucinações e enxergar a avó numa árvore e até a conversar com ela.


Vó, é você?

Pocahontas continuou a faz uso das tais ervas durante muitos anos e cada vez se sentia mais solta para inclusive pular de cachoeiras imensas e ouvir a voz do vento. Já adulta, Pocahontas conheceu John Smith e os dois tiveram um romance, o qual não durou muito dadas as circunstâncias da morte de Kocoum e a guerra entre índios e colonos, que fizeram com que John Smith voltasse logo para sua terra natal.

Durante o tempo em que Smith esteve longe, Pocahontas passou a sentir o mesmo vazio de quando perdeu vovó Willow e passou a ingerir cada vez mais doses das drogas tribais, dessa vez receitada pelo pajé da tribo para tratar da sua depressão. Numa de suas alucinações com a árvore falante, vovó Willow a aconselhou a ouvir a voz do seu coração (mas essa vovó Willow era muito sem criatividade! Ela só mandava a Pocahontas escutar a voz do coração! Que coisa mais subjetiva!).


Maresia, sente a maresia...

Pocahontas interpretou aquilo como um incentivo para ir atrás de John Smith na Inglaterra e como ela tomava muito mais ervas do que o recomendado, ao chegar em solo inglês, Pocahontas não conseguia se lembrar do rosto de John Smith. Desesperada, ela saiu pela rua perguntando: “Você é o John? Você é o John? Você é o John?”, até que encontrou o John, John Rolfe.

Pocahontas pensou que fosse o John dela e pediu pra ele voltar pra América para eles se casarem e serem muito felizes com todo ouro de sua terra. O olho de John Rolfe cresceu logo quando ela mencionou a palavra “ouro” e ele topou o casório na hora, mesmo achando o papo daquela índia meio maluco. Chegando na América casados, John Rolfe percebe que o tal ouro do qual Pocahontas tanto falava era na verdade, uma plantação de milho. Ele ponderou suas duas opções: ficar lá e plantar milho ou tentar ir embora e correr o risco de ser comido vivo pelos índios, para ele, canibais?

John Rolfe achou melhor ficar por lá e dedicar-se à plantação de milho e se deu muito bem no ramo. Não demorou muito para ele inventar a deliciosa pamonha, que tinha propriedades terapêuticas e curou Pocahontas do seu vício, e vender junto aos colonos da região. Reza a lenda que desde aquela época, a Kombi, quer dizer, a carroça vendedora de pamonha já tinha a mesma voz modulada de hoje: “Pamonha quentinha, pamonha gostosinha”.

Um pouco mais tarde, Pocahontas e John Rolfe criaram a receita do famoso salgadinho Fandangos, que já fazia muito sucesso entre as crianças em idade escolar por conta das cartinhas de bichinhos como guaxinim, beija-flor e é claro, a árvore falante dos sonhos alucinados de Pocahontas que vinham dentro do saquinho do biscoito (a essa altura, ela já havia largado o vício das drogas e quando percebeu que John Rolfe a tinha enganado, o perdoou, porque tinha se apaixonado verdadeiramente por ele, uma vez que a tinha ajudado a sair da rehab).

Quem não gostou nada de saber que Pocahontas o tinha largado por outro foi John Smith. Quando soube da notícia, Smith ficou desolado e quis dar cabo de sua vida. Então, ele começou a cavar sua própria sepultura, para não dar aos amigos o trabalho de o enterrarem. Só que, enquanto fazia sua cova, algo surpreendente aconteceu! John Smith encontrou UM POÇO DE PETRÓLEO e ficou muito rico!


Agora, John Smith tinha um motivo para viver. Criar uma fórmula de um produto que pudesse competir com os salgadinhos da sua ex. Depois de alguns anos, John Smith lançou os biscoitos Fofura, os quais eram feitos de um derivado de petróleo, isopor.

Atualmente, os descendentes de Pocahontas controlam 60% do milho mundial e fazem pressão na Organização Mundial do Comércio para esta libere a produção de etanol a partir do milho.

Outras lembranças de Pocahontas

Depois eu fiquei lembrando umas coisas e cheguei à conclusão que a gente gostava mais da Pocahontas do que eu pensava. Tipo,
1.    Minha irmã tinha duas bonecas da Pocahontas. Nenhuma original, obviamente. Uma delas vinha até com uma fita do filme genérico. Lembro que na época ela andava por uma fase de aspirante a cabeleireira/maquiadora e cortou o cabelão da Pocahontas, que ficou com um corte praticamente channel.
2.    Gente, eu tenho o CD da trilha sonora original de Pocahontas! Meu pai adorava a música do vento, e um dia a gente estava fazendo compras no Carrefour e ele resolveu comprar. Eu tava olhando as letras das músicas outro dia (em inglês ainda) e reparei como elas são elaboradas pra um filme de criança.
3.    Nossa amiga Jami, no meio daquela conversa que acabou com a Pocahontas sofrendo violência doméstica, revelou que praticamente tinha o espírito indígena da nativa mais famosa do cinema. Eu explico. É que ela tinha feito uma festa da Pocahontas uma vez e se vestido a caráter na comemoração e durante muito tempo quando tinha que ir a festas a fantasia, sempre ia de Poca. Por causa disso, na 8ª a gente fez ela encarnar a Iracema, a qual usava uma releitura da fantasia da Pocahontas (leia-se: o mesmo modelito com o tamanho maior, porque apesar de magrinha, a Jami cresceu – só pra cima -  durante aqueles 10 anos que separaram a festinha da peça).


Pronto, agora chega de Pocahontas. Até o próximo post.

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terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A verdade sobre a Pocahontas

Se você foi criança na década de 90, com certeza assistiu aos clássicos Disney em 2D e muito provavelmente viu Pocahontas sofrer com o amor proibido pelo colono John Smith. Apesar do alívio cômico dos bichinhos, o filme é bem dramático considerando que mostra uma morte e os mocinhos nem ficam juntos no final. Triste, eu sei.



Aí vem Pocahontas 2 em que ela vai pra Inglaterra e você pensa: “Legal, agora ela vai ficar com o John Smith”. Só que aí o filme acaba e então a Pocahontas super dispensa o John Smith pra ficar com um cara que ela tinha acabado de conhecer: o tal do John Rolfe. Ou seja, a maior decepção!

Isso já rendeu algumas discussões entre eu e minhas amigas e elaboramos algumas teorias para a Poca dar um pé da bunda do John Smith. Porque a gente não se conforma com a Pocahontas ter largado o Smith, que era mais bonito, mais legal, mais tudo de bom, enquanto o Rolfe é aquela coisa sem graça.
 

Sou muito mais o Johnny Smith!

Hipótese nº1 – Violência Doméstica

No auge de nossa 8ª série, eu, Fe e Jami brincávamos de Casos de Família e o tema era: “Qual a sua heroína da Disney favorita?”. A Jami defendia a Bela, a Fe defendia a Pocahontas e eu, como não tinha favorita, fazia o papel de Regina Volpato.

Tudo corria bem com a Jami falando que a Bela era mais legal porque gostava de ler e gostou da Fera antes de se tornar príncipe e tal, e a Fe dizendo que a Pocahontas era melhor porque era destemida, e como ela imitava a cena da canoa no sofá da casa dela, sem contar o argumento de que a Pocahontas incentivava a criançada a usar filtro solar para não pegar câncer de pele (????); até que o negócio começou a ficar pessoal. A Jami disse que a Poca tinha largado o John Smith pra ficar com outro e que isso não se fazia! (O que é a maior verdade!) A Fe estava perdendo a briga e então fez uma revelação bombástica:

- Mas a Pocahontas só largou o John Smith porque ele apagava o cigarro nela!

:-O

Eu não sei de onde ela tirou essa (desde quando o John Smith fumava?), mas o negócio rendeu e ficou engraçado à beça com a Fe fazendo depoimento triste e dizendo que a Pocahontas nunca sentiu a dor do cigarro na pele e por isso nunca ligou e que achou que aquilo era uma demonstração de amor de onde ele vinha e que o John Rolfe é que explicou pra ela que aquilo era um caso de violência contra a mulher e aí se apaixonaram (reza a lenda que a Lei Maria da Penha ia se chamar Lei Pocahontas).

No fim, chegamos à conclusão de que a pobre coitada da Pocahontas tinha hanseníase (por isso não sentia o cigarro) e que ia estampar uma campanha de conscientização do governo sobre a doença.


Um ano depois a gente deu uma revista, cheia de piada interna, pra Fe de aniversário. Essa daí é a entrevista que a Pocahontas deu pra Revista Legal. Clique para ampliar.


Hipótese nº 2 – Medo de compromisso

Essa daqui é bem mais recente. Surgiu numa dessas madrugadas em que a Esther não quer dormir e fica puxando papo, mesmo eu já tendo apagado a luz.

No 1º filme, Pocahontas está prometida ao índio guerreiro Kocoum, mas não queria casar com ele. Você pensa que é porque ela não gostava dele, mas a real é que a índia destemida tinha pavor de compromisso. Por isso, ela não vai embora com o John Smith no final do filme. Não tem nada a ver com aquele caô de “aqui é o meu lugar” que ela jogou no pobre do John Smith. A verdade é que Pocahontas era do tipo radical e gostava de sentir o vento na cara quando corria pelas plantações de milho e, na sua visão, um marido, naquele momento, só ia atrapalhar sua carreira como atleta de rafting. Mais tarde ela pensava nisso. Poca queria mais era curtir a liberdade da solteirice.


Kocoum: Pocahontas, quer casar comigo?
Pocahontas: Sai pra lá! Eu quero é ser campeã de rafting!


Uhuuu!

Só que o tempo passou. Pocahontas viu todas as suas amigas casadas e felizes (inclusive aquela que gostava do agora falecido Kocoum) e um dia, depois de remar rio abaixo, ela olhou seu reflexo na água e percebeu... UM PÉ DE GALINHA!!!! Naquele momento, Pocahontas viu que toda aquela liberdade não estava adiantando de nada e que estava ficando pra titia.


Então, Pocahontas parte para Inglaterra (filme 2) para tentar convencer seu antigo amor, John Smith, a se casar com ela (todos os homens da tribo já tinham dona). Chegando lá, Poca fica sabendo que Smith morreu e então começa a se envolver com o 1º cara que aparece: John Rolfe, afinal de contas, em pouco tempo ela estaria igualzinho à Vovó Willow! No fim do 2º filme, então, Pocahontas descobre que Smith está vivo, mas prefere ficar com o Rolfe, já que achou que ia ser muito difícil John Smith arranjar um emprego e sustentar a família, uma vez que era ex-presidiário, deixando-o a ver navios literalmente, já que os dois (Poca e Rolfe) voltam para a América.

A história real

Se você não sabe, Pocahontas, seu pai, Kocoum, John Smith, John Rolfe e aquele cara gordo do mal são todos personagens que existiram de verdade. É claro que a Disney fez algumas adaptações, mas a história REAL (sem brincadeira agora) é a seguinte:

Pocahontas conheceu John Smith quando era apenas uma criancinha de 11 anos (ele tinha 28). Ela realmente ajudou os colonos e tentou trazer a paz entre os povos, mas nunca teve nada com Smith. Talvez até tenha tido uma paixonite por ele, mas não há relatos de relacionamento entre os dois. Até porque seria pedofilia.

Alguns anos se passam, John Smith volta para a Inglaterra e então Pocahontas se casa com Kocoum. Os colonos dizem a ela que John Smith tinha morrido e ela conhece John Rolfe. Eles se apaixonam e se casam. UEPA! Mas ela já não era casada com o Kocoum? Pois é! A história real é pior que a da Disney. Largou o marido pra ficar com outro na maior cara dura! Adúltera!

Mais tarde, Pocahontas fica sabendo que John Smith está vivo, mas agora já era tarde. Ela e John Rolfe vão para a Inglaterra e tem 2 filhos. Na volta para a América, Pocahontas fica doente e morre.

Agora sente só a ironia do destino. John Rolfe era um grande plantador de... TABACO! E fumava cachimbo!

Sempre soube que era melhor ela ficar com o John Smith!

Conclusão
Na 1ª versão, Pocahontas é vítima, J. Smith é um vilão e J. Rolfe o herói. Na 2ª, Smith e Rolfe são homens-objeto e Pocahontas uma libertina e depois uma caçadora de marido (rico). E na vida real, J. Smith provavelmente era um pedófilo, J. Rolfe é que devia apagar o cigarro nela e por isso, ela pegou câncer de pele e morreu (a Fe disse que a causa da morte também pode ter sido câncer de pulmão, já que ela era fumante passiva), e por fim, Pocahontas era uma adúltera.

Sei não, melhor ficar com a versão da Disney. Desconsiderando o segundo filme, claro. Aquele John Rolfe é muito sem sal, vamos combinar.


Johnny Smith Forever!
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quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Post nº 50: o último do ano e da década!

É isso aí. Quinquagésimo post (o ordinal de 50 é essa palavra gigante e feia aí mesmo)! Parece até que foi armação o último post do ano (e da década) marcar um número tão redondinho, mas não foi, não. E como final de ano (de década então nem se fala) é época de retrospectivas, nada melhor do que fazer alguns balanços e avaliar as coisas boas e ruins do período. Até porque relembrar as coisas é uma das propostas iniciais do blog, então, mais apropriado impossível.

Eu bem que queria começar falando que a década se encerra amanhã foi pouco marcante e que a nossa geração não deixou nada de bom para nossos descendentes futuros, mas a verdade é que os anos 2000 bombaram (nos dois sentidos) e a gente vai ter muita história pra contar, SIM!

Do ponto de vista político, a década já começou quebrando tudo com a queda das torres gêmeas e o atentado ao Pentágono. Isso tudo NUM SÓ DIA! O dia 11/09/2001 ficou pra história não só pela grande tragédia que foi, mas também por pautar toda a política externa mundial dos anos que se seguiam. O medo tomou conta do mundo e foi justificativa para a guerra ao Afeganistão e mais tarde a Invasão ao Iraque. O Saddam foi encontrado, julgado e morto, mas o Bin Laden que era bom, está desaparecido até hoje.

O presidente americano que iniciou esses ataques ao Oriente Médio como forma de “defesa”, sr. George W. Bush, colocou os EUA (e o mundo) numa das maiores crises da história do capitalismo, mas finalmente seu mandato acabou e deixou o cargo para Barack Obama, o primeiro comandante negro da nação mais poderosa do mundo, que por ironia do destino, tem origem árabe e Hussein como nome do meio.

Por aqui, em 2002, elegemos nosso primeiro presidente com apenas quatro dedos e origens operárias, Lula. Não que isso tenha feito TANTA diferença assim, mas do historicamente falando, é um marco. E no mesmo ano vimos o Brasil ser PENTACAMPEÃO de futebol! \o/ ("Regina, eu te amo!")

No campo musical, dançamos o refrão enigmático de Ragatanga até cansar (o colégio paraaaava só pra fazer a coreografia), nos livramos do pagode de corno (pelo menos daqueles que ficavam fazendo aquelas dancinhas horrendas) e do É o Tchan. Em compensação, o hip hop tomou conta das rádios e tivemos que aturar coisas ainda mais assustadoras como MC Serginho acompanhado por sua dançarina (seu dançarino?) Lacraia, e MC Créu e um pomar inteiro de mulheres.

Nos últimos anos, a onda dos musicais voltou legal com HSM e os vampiros parecem que dominaram o mundo. E desde o início da década “o menino que viveu” transformou o mercado literário/cinematográfico infanto-juvenil, abrindo caminho não só para a leitura, mas também para uma série de obras com temas de fantasia (eu sei que Harry Potter começou nos anos 90, mas o primeiro filme só veio mesmo nessa década). Ah, sim, quase esqueci. Também teve O Senhor dos Anéis (chato) e os heróis das HQs (quase sempre legais) arrebentando no cinema e o Fernando Meirelles (diretor de Cidade de Deus, o 3º melhor dos anos 2000, segundo voto popular no IMDB) e a Anne concorrendo ao Oscar (muito importante isso! Sem ironias).

Em 2009, perdemos ícones que achamos que nunca nos deixariam como Michael Jackson, Clodovil e Lombardi. E em 2008, a aparentemente imortal Dercy Gonçalves, que a gente achou que ia nos enterrar, também partiu dessa para melhor (Isso é Incrível!).
Edit: Para mais lembranças do que foi importante na década, favor visitar esse e esse post do gente boa do Zeca Camargo.

Deixando o lado histórico de lado agora, e falando de um modo mais pessoal, os anos 2000 também vão deixar boas lembranças pra mim. Conheci meus melhores amigos, me formei na escola, passei no vestibular... Minha primeira década de total consciência dos acontecimentos ao redor, de auto-conhecimento e uma época de começar a tomar as rédeas da própria vida. É legal ver como você cresceu em 10 anos.

E assim como a década em geral, 2009 também teve coisas boas e ruins para o mundo e para mim, que inclusive se refletiram nesses últimos (ou seriam primeiros?) 50 posts. Comecei o blog (dã!), minha locadora querida fechou (e eu tive que me cadastrar em outra), morri de saudade dos amigos do colégio no início ano, tomei um legítimo Starbucks (não gostei, mas me diverti horrores no dia), quase surtei numa semana em que tudo parecia conspirar contra mim, principalmente o sistema de transportes públicos, e o dia 11/09/2009 foi bem mais legal que 2001, visto que eu encontrei com a escritora mais legal de todos os tempos, minha ídola, Meg Cabot (*-*) e pra terminar, meu quarto começou a desmoronar (só pra constar, a cama está consertada).

É, acho que no geral, o saldo de 2009 foi bem positivo e encerrou bem a primeira década do século (e do milênio!). E que 2010: ano de Copa (\o/, 2014 vai ser aqui inclusive), de eleições (OMG! - /o\) e aquilo que realmente interesse no meio disso tudo, o fim de Lost! Hehe!

Muita paz, amor e prosperidade para todos e muitos outros posts para o "Inútil" no ano que se inicia. Quem faz lista de resolução de ano novo e nunca cumpre (acho que a única que eu cumpri até hoje foi criar esse blog), vai gostar dessa música aqui.

Abraços e até o ano que vem.
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sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Outras Coisas de Natal

Como eu dizia no post anterior, Natal é uma época mágica que a gente fica esperando o ano todo pra chegar e quando passa, a primeira coisa que pensa é no natal do próximo ano pra poder fazer tudo de novo!

O post de hoje vai falar um pouquinho sobre algumas tradições de Natal, a começar pelo pesadelo daqueles que estão dieta...

Ceia

Ceia de Natal é um negócio muito engraçado porque a gente REALMENTE espera o ano todo pra comer coisas que SÒ VENDEM em meados de Dezembro. Tipo: frutas secas, nozes, avelã, passas, panetone... Fora aqueles quitutes misteriosos que ninguém nunca sabe o que é, tipo: Chester, Fiesta, Outras aves suspeitas, Tender... Eu digo que são misteriosas porque alguém já viu um Chester vivo?

Apesar de tudo, eu gosto mais do Chester da Perdigão

A minha guloseima preferida de Natal é a rabanada. Amo! Nem dá pra dizer que aquilo era um simples pãozinho antes de se tornar a delícia que é.

E, claro, como as cozinheiras trabalharam demais na noite do dia 24, no outro dia, a comida que tem são só restos de ceia. Café da manhã: rabanada (gelada, claro!). Almoço: Arroz com Ave Misteriosa e Maionese. Lanche: Panetone. Janta: Tender com farofa... E assim vai até todo aquele banquete acabar. Tem vezes que dura até o ano novo!

As piadinhas

Natal é época de reunir a família e isso inclui aquele tio chato que não cansa de fazer as mesmas piadas TODO SANTO ANO! A maioria delas, claro, são relacionadas ao grande prato da noite: o peru. Como esse é um blog de família, não vou ficar exemplificando aqui. Todo mundo já conhece a infinidade de piadas infames envolvendo a ave preferida do Sérgio Mallandro.

E depois de aturar o tio fazer todas as piadas possíveis envolvendo o peru, chega a hora da sobremesa e o mala ainda tem coragem de mandar: “É pavê ou pacomê?”. Momento confissão: eu também não resisto a piada do pavê. Natal sem piada do pavê não é Natal.

Mais uma, mais uma, mais uma! Tão tradicional quanto os quitutes natalinos são os comentários de quão farta está a mesa: “Farta farofa, farta pernil, farta maionese...”

E pra fechar, a pergunta que não quer calar: Papai Noel, o senhor rói unha? Não vou nem pôr a resposta porque é muito constrangedora essa piada.

Só tendo saco de Papai Noel mesmo pra aturar. Tem misericórdia!


Os dois fazem Glu-Glu, mas só Mallandro faz pegadinha. Rá!

Filmes de Natal

São muitos e ainda bem que passam sempre. Tem uns que, por incrível que pareça, eu nunca assisti, mas, em compensação, tem outros que toda vez que passa eu tenho que ver. Os meus favoritos são:

- Meninas Malvadas
Brincadeirinha! O filme é muito legal, mas fora a cena delas cantando Jingle Bell Rock, não tem nada a ver com Natal, né! Porque para ser um filme de natal que se preze, tem que ter: neve, Nova Iorque ou Xuxa. Zoeira de novo, mas é que os filmes da Xuxa sempre estreiam perto do Natal. Não bastasse isso, eles ainda ficam em cartaz até o carnaval, impedindo que nós assistamos outros filmes de férias mais legais! Enfim,

 
- Esqueceram de Mim
Um clássico do Natal. Qual criança nunca sonhou em ficar com a casa todinha só pra ela? Kevin McCallister conseguiu e aprontou todas. A cena dele passando loção pós-barba e depois correndo pela casa toda ficou pra história do cinema. Sem contar todas as outras que também ficaram guardadas em nossa memória. Aqui em casa, a frase que a gente repetiu durante muito tempo foi aquela do início em que o primo do Kevin vai vomitar e fala: “Keviiin, pega o pratoo!”
Com uma trama original, muita neve e cenas antológicas, além de engraçado, Esqueceram de Mim ainda é emocionante e tem mensagens de amor ao próximo e a família ideais ao clima natalino. Tinha que sair da mão do Chris Columbus, né!


- Esqueceram de Mim 2
Poucos filmes ficam com o nome em português melhor do que o original. Esqueceram de Mim é um deles. Se o povo reclama que My Girl/ Meu Primeiro Amor (tb com Macaulay Culkin) ficou sem sentido quando saiu a sequência, deviam reclamar que o Kevin não fica sozinho em casa (Home Alone, título original) no segundo filme. Desta vez um outro mal-entendido faz Macaulay Culkin ficar sozinho em Nova Iorque. O que leva o filme a outro patamar, visto que época de Natal em Nova Iorque deve ser mara demaaaais. Aquelas vitrines estupendas, o rinque de patinação, a cidade toda iluminada, a árvore de natal do Rockfeller Center... E o baixinho ainda conseguiu se hospedar no Plaza, que fica de frente pro Central Park! Fala sério, esse filme não precisava de mais nada! Mas, ainda assim, estão de volta os bandidos antes Molhados, mas agora Grudentos, o plano mirabolante e o final de fazer chorar. Difícil até de escolher qual o mais legal.

- Herói de Brinquedo
Em Herói de Brinquedo, Arnold Schwarzenegger deixa de lado toda sua pose de exterminador do futuro e embarca na maior confusão [Sessão da tarde mode on] em busca do boneco do herói do momento, TurboMan. O filme retrata com exatidão e humor a loucura que é fazer compras de Natal na última hora. Outra obra-prima do Tio Columbus com Neve e NY.

Menção honrosa:
Escrito nas Estrelas
Não é exatamente um filme de natal, mas tudo começa com um casal que disputa um par de luvas que seria presente para seus então companheiros. É claro que numa situação dessas Kate Beckinsale (com o cabelo espigado implorando por uma hidratação) e John Culsack (o cara mais cool do cinema) tinham que se apaixonar. Mas a Kate tem cisma de que, se forem para eles ficarem juntos, o destino vai ter que provar isso primeiro. Um mal-entendido com o destino faz eles se separarem, mas 7 anos depois, os dois já noivos resolvem dar outra chance ao acaso que ainda reservava desencontros de fazer a gente roer as unhas e gritar: “AimeuDeus, não é possíivel” para a tela. Assisti a esse filme na Tv numa época perto do Natal, e me apaixonei por ele à primeira vista. Fora isso ainda tem o combo Neve-NYC.
Obs. Esse ano, comprei o DVD e é muito engraçado quando a gente assiste aos filmes de novo depois de um tempo e repara num monte de coisas que ganharam outro significado nesse meio tempo.

Musiquinhas!!!!

Já é Natal na Leader Magazine...

Quando toca isso na televisão, a gente sabe que verdadeiramente o Natal chegou. Já virou um clássico das canções natalinas, tal qual aquele CD da Simone que só toca nessa época do ano.

Outra que já virou tradição pra quem mora no Rio:

Eu acredito que esse meu Natal
Vai ser o melhor Natal
Guanabara!
O ano novo Guanabara bem bonito
É tudo que eu sempre quis...



Sempre com o Leonardo vestindo sua tradicional blusa verde e um coralzinho de crianças cantando com ele. Só que esse ano, EPA! O que o Daniel está fazendo ali? Fora Daniel, esse posto no comercial do Guanabara é do Leonardo. Acorda, Leo! O Daniel está querendo puxar o seu tapete! Prontofalei

Agora sério. Eu sou fãzaça de canções de natal. Os sininhos, os guizos, as guitarrinhas, os arranjos cheios de instrumentos de metais... Adoro mesmo. Acabei de gravar um segundo volume só com elas. Tem de tudo nesses Cds: Sinatra, Simone*, John Lenon, Mariah Carey, Luis Miguel, Celine Dion, coral, RBD, Pato Donald... E o melhor de todos: os Jingle Cats!

Toda vez que toca o CD, todo mundo se espanta e depois se escangalha de rir com a faixa dos gatos. Ai, Cristo, esse povo não tem mais o que inventar! E olha que a “banda” não é nova não. Tem mais de 10 anos já. Lembro que a gente fazia adaptações de outros animais para canções natalinas. Jingle Dogs, Jingle Vacas, Jingle Cabras e por aí vai.

Bom, acho que eu já me estendi demais por hoje. Saudades desses posts gigantescos.

MeowChristmas pra todo mundo!

*Alguém explica por que a Simone canta “Hirooooshiiiima, Nagaaaasakiiii...” no final de Então é Natal? Não tem nada ver com o resto da música!
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Coisas de Natal

Ah, o Natal! Época de paz, de harmonia, de reunir a família, de receber meia em amigo oculto e fazer rodízio de pizza. Época de arrumar a árvore, de colocar aquele CD da Simone, de assistir ao especial do Roberto Carlos, de enfrentar multidões na rua em busca de presentes e de fazer piadinhas infames com as delícias da ceia...

Fala sério, tem época mais legal que o Natal? Acho que não, né? É a minha época preferida do ano porque com ela vem junto um monte de tradições. Umas legais, outras idiotas, mas que a gente sempre adora manter. E nesse mundo moderno, é raríssimo alguma tradição ainda se manter viva assim. Mesmo assim tem umas coisas que parecem estar se extinguindo.

Tipo, é impressão minha ou as decorações na rua e nos shoppings estão cada vez mais pobres? Quando eu era menor, andava pela rua e via as casas mais iluminadas e nessa época do ano, os camelôs atentavam os nossos ouvidos com cartões de Natal e pisca-piscas sonoros. Hoje em dia não tem nenhuma musiquinha irritante tocando nas ruas!

E os shoppings? Meu Deus, que miséria que eles estão ficando! Antigamente, eles enfeitavam o shopping todo, faziam umas promoções pras pessoas comprarem e tal... Em 95, no auge do Plano Real, eu lembro que o BarraShopping trouxe TODO O ELENCO DA DISNEY pro Shopping (todo não, vai. Mas boa parte deles). Nossa, mobilizou a família aquilo. A gente foi váááárias vezes ao shopping pra tirar fotos com os personagens. Era muito engraçado porque a gente ficava andando pelo shopping e de repente via uma movimentação de gente correndo e saía correndo atrás pra saber onde estavam os personagens todos.

Acho que tirei foto com todos eles. Mickey, Minnie, Pateta, Donald (esse era rabugento, não gostava de tirar foto com adulto, haha), Pocahontas (sempre com aquele ar compenetrado antes de contrair hanseníase.hahaha A parte do olhar sério é verdade. A parte da hanseníase é piada interna) e o melhor de todos, o guaxinim da Pocahontas (alguém lembra o nome dele?)! Ele zoava todo mundo que ia tirar foto e na fila. Era o que mais demorava por causa disso. Chegou a pegar a minha tiara e colocar no meu pai! Também tinha um showzinho da Disney pra quem comprasse não sei quantos reais e trocava por um ingresso que era AGENDADO pra você ter noção (compramos alguns eletrodomésticos especificamente naquele shopping por causa dessa promoção). E eu nem falei que eles sorteavam viagens pra Disney também. Nossa, tempos áureos esses mesmo. Viagem pra Disney? Nunca mais vi isso.

Fico imaginando como seria burocrático pra tirar foto com o Mickey hoje em dia. No mínimo, eles iam fazer cadastro do povo todo, contratar fotógrafo profissional, colocar as fotos num site... Porque também, vamos combinar, coitado no Mickey em tempos de câmera digital, né? “Tira uma. Ah, não ficou boa. Tira outra. Posso tirar mais uma?” Na época era muito mais simples. E dava pra tirar mais de uma foto também. Vantagens da câmera analógica, viu?

Pelo menos, os Noéis continuam lá firmes e fortes aturando criancinhas que pedem o mundo de presente e outras que choram à beça com medo dos pseudo-velhinhos. Aliás, deviam fazer uns trajes mais tropicais pros velhotes aqui do Brasil. Coitados, em pleno verão com aquela roupa toda! É muita maldade! Em tempos de aquecimento global então, nem se fala! Esse povo parece que quer mais é matar o velho de calor.

Falando nisso, qual a criança que nunca perguntou ao pai porque no Brasil não tinha neve no Natal? Quando a profª explicou no primário a relação entre as estações e os hemisférios foi muito esclarecedor.

Outra coisa que ninguém mais faz: mandar cartão de natal. Nem virtual! Chatão isso. Se bem que cartão de natal é aquela mesma coisa de sempre, né? “Feliz Natal e Próspero Ano Novo para você e sua família. São os votos sinceros de (coloque aqui o seu nome)”. Mesmo assim, é uma coisa triste. É a única oportunidade do ano de escrever a palavra Próspero! E de usas a palavra Votos, fora de época de eleição!

E as vinhetas da Globo? A cada ano mais sem graças! As do SBT esse ano estão muito mais simples, mais baratas e mais legais!

Nossa, Natal tem muita coisa pra comentar. Continua no próximo post com as coisas que as pessoas ainda fazem até hoje. Ainda bem (ou não, hehe!)


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sábado, 19 de dezembro de 2009

Natal sem Cama

Uau! Tem um tempinho que eu não atualizo isso aqui, hein? Pois é, primeiramente tenho que me desculpar pela ausência, mas é que final de período é fogo. Um monte de provas, trabalhos, estresse com professores de “Modas Internacionais” (só pra contar eu faço contabilidade) que a toda hora inventam novos métodos de avaliação... Aí com a cabeça cheia desse jeito, fica difícil postar por aqui.

Não que falte assunto. Na verdade, tenho uma pancada de temas que eu queria abordar aqui no blog, mas às vezes falta a mágica combinação de inspiração + tempo + paciência para escrever. Porque eu sou meio cri-cri com os meus textos mesmo. Gosto de ficar aparando as arestas, brincando com as palavras e com as situações e gosto que os posts tenham uma seqüência argumentativa mais ou menos lógica, interligando início, meio e fim. E para fazer um post assim nos trinques, só com a combinação mágica ali de cima.

Além do mais, meus leitores desnaturados não comentam também, né! Aí eu fico desanimada de postar...

Bom, o post de hoje, contrariando tudo o que eu acabei de falar sobre a minha chatice na hora de blogar, vai ser bem curtinho só pra dizer que eu estou viva e que o blog também.

Mas, do jeito que andam as coisas no meu quarto, não sei por quanto tempo vou sobreviver. Exageros a parte, a verdade é que as coisas lá estão “caindo aos pedaços”.

Primeiro, minha cama quebrou na parte inferior, onde ficam os pés quando eu durmo. Meu pai consertou, mas o conserto não durou muito, visto que foi só uma amiga minha que pesa 40 Kg sentar lá e puft, quebrou de novo! Desde então uma lata de tinta tem segurado o colchão no nível ideal.

No início desse mês, eu estava estudando num outro cômodo da casa e a estante onde ficam meu s livros favoritos também desabou! Eu só ouvi o barulho de tudo se estabacando. Quando fui ver, estava tudo jogado pelo chão! Meus livrinhos queridos! Perdidos, errantes pelo quarto! Tudo bem, agora já estão todos de volta no lugar e ninguém saiu ferido. Minto. O Ryan, do pôster de The O.C., ficou com a testa rasgada. (A tal estante fica do lado da minha cama)

Bom, dizem que as paredes têm ouvidos, mas creio eu que a minha tem olhos também. Com a época de chuvas, não sei o que está acontecendo que minha parede deu pra ficar emocionada e chorar quando chove. Só que aí, a minha cama é que serve de ombro pra ela derramar suas “lamúrias” e eu acordo com a cama toda molhada, mesmo já tendo passado há muito tempo da fase de fazer xixi na cama. Fora a cômoda que agora ficou meio capenga porque molhou embaixo...

Para completar, hoje, acho que finalmente a cama foi pro brejo. Fui sentar nela pra anotar uma coisa e CREC! Quebrou na outra ponta agora. Na parte onde eu coloco a cabeça. Sabe quando no Natal o pai e a mãe da gente falam pra não reclamar das coisas que tem porque tem criança que nem tem onde dormir? Pois é. Eu sou uma “criança” que não tem onde dormir no Natal!

Tadinha da minha cama! Era tão boa. Dormi nela, pulei nela, brincamos de golzinho de uma pra outra quando eu ainda morava na outra casa... Pensando bem, deve ter sido por isso que a coitada está se despedaçando agora... Descanse em paz, caminha! Porque eu já descansei muito em você...

Ai ai, dizem que o mundo acaba em 2012, mas do jeito que as coisas andam, não sei se meu quarto chega inteiro a 2010 não.

Abraços e prometo que posto mais em breve.

Obs. Estou escrevendo isso às 21:45 e até o momento não sei onde vou dormir hoje.
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