terça-feira, 27 de outubro de 2009

Grandpa viu a grapeuva

Fim de ano chegando e com ele as milhares de propagandas de colégios que tentam a qualquer custo convencer os senhores pais de que lá é o lugar que vai educar seu filho e colocá-lo no caminho do sucesso.

As propagandas agora começam cada vez mais cedo e além das tradicionais imagens de alunos felizes e atentos às aulas (ONDE É JÁ SE VIU UMA TURMA INTEIRA ASSISTIR AULA COMPENETRADA? A verdadeira turma é aquela com cara de entediada, passando bilhetinho, ou dormindo!) e dos usuais enaltecimentos para a infra-estrutura do colégio, o qual anuncia oferecer piscina, aula de informática, quadra poliesportiva, TV a cabo e equipamentos áudio-visuais de última geração, eu já vi escola anunciando até alfabetização semi-bilingue.

Os pais, ingênuos e pensando no melhor para o seu filho, adoram essas histórias, mas depois que as crianças entram na escola mesmo é que vêem quão furado era o papo da propaganda, uma vez que dificilmente as crianças terão acesso a tudo o que foi anunciado antes.

Isso daí até certo ponto é normal. As escolas têm o direito de vender o seu peixe do jeito que quiserem, cabe a nós julgar se aquilo faz sentido ou não. Mas tem umas coisas que não dá pra aguentar, tipo essa história da alfabetização semi-bilingue. Sem brincadeira, os caras estão passando dos limites. Educação Semi-bilingue é a coisa mais idiota que eu ouvi.

Diz aí: O que ser uma educação SEMI-bilingue? A criança vai aprender a ler normalmente em uma língua só, né? Afinal o prefixo semi- nos remete a idéia de metade e o prefixo bi- nos dá sentido de dobro, e se a metade de dois é um, logo o semi-bilingue não faria sentido algum. Ou será que a escola queria dizer mesmo é que a criança não vai ser alfabetizada direito em nenhuma das duas línguas, ficando com a educação dos dois idiomas pela metade?

Percebe-se que o diretor do colégio faltou não só a aula de português, como a de matemática também. E aí a gente chega a outra conclusão triste: Os diretores são seres ainda mais ingênuos que os pais, porque eles acreditam MESMO que todo esse papo de propaganda é verdade, afinal, eles é que apresentam o colégio para os pais atraídos pelo outdoor chamativo.

Se a escola for daquelas mais conservadoras, o diretor vai dizer que a escola é muito rigorosa e lá o aluno aprenderá a ter responsabilidades, etc. Uma bobagem, claro. A escola vai ter muitas regras idiotas, mas mal sabem eles que as escolas mais rigorosas são aquelas que têm os piores alunos. Já ouviu aquele papo de que o que é proibido é mais gostoso? Pois é, os alunos das escolas conservadoras são os que mais aprontam.

Agora se a escola for mais modernosa, o diretor vai tentar convencer de que o ambiente ali é de liberdade (mas com limites) e que vai incentivar a criatividade e o desenvolvimento da aprendizagem da criança de maneira lúdica e construtivista (como eu odeio essa palavra!), com o objetivo de torná-la um cidadão muito melhor. Essa história de ludicismo pode até funcionar por um tempo, mas essa filosofia não sobrevive ao fim do primário, que é quando, por mais boa vontade que tenha a escola, ela não pode evitar parecer com as conservadoras ali de cima.

Ainda há os colégios que prometem aos pais que se seu filhote estudar por lá, a aprovação no vestibular será garantida porque, segundo eles, são a instituição que mais que mais aprova no vestibular ou o primeiro lugar em tal, ou tais, universidades públicas, instigando até uma certa rivalidade entre as escolas próximas da região.

Bom, se todas elas alegam ser aquela que ocupa mais e melhores posições nas classificações do vestibular, você já deve ter percebido que alguma delas deve estar mentindo. Algumas conquistam sim esse mérito, mas não por ter o melhor sistema de ensino que moldou o aluno desde cedo com todo aquele papo de diretor de escola. Não vou negar que elas têm excelentes professores, mas também, catando os quase aprovados em medicina no ano anterior e oferecendo bolsas a eles para estudarem lá depois fica fácil colocar a foto do cabeçudo no outdoor do ano seguinte.

A essa altura, você já deve ter percebido que toda a metodologia e ideologia e infra-estrutura da escola pouco tem a ver com o processo de aprendizagem.(Eu, particularmente, não acredito nessas metodologias todas.) O que faz a diferença mesmo é o material humano da sala de aula: professores e alunos. Se o mestre souber e quiser ensinar, ele vai lá, dá a sua aula (que pode até ser inventiva, mas por mérito próprio, não por causa da filosofia da instituição) e o estudante se quiser, também vai aprender. Os melhores colégios não são aqueles que têm piscina, TV a cabo e ar condicionado. São os que têm os melhores professores e os melhores alunos.

Prova disso é o anual resultado do ENEM. As escolas públicas com melhores notas ficam na frente de muito colégio particular que tem isso tudo aí. Por quê? Porque, apesar de não ter essas coisas e até enfrentarem goteiras, paredes caindo, etc, eles têm os melhores professores e os melhores alunos (ambos concursados).

E isso não tem nada a ver com a filosofia da escola, porque eu já estudei em colégio tradicional e decorei tabuada e fiquei muito bem, e fui para uma outra escola que tinha muito discurso, mas no fim não era lá muito diferente da outra e também aprendi bastante, e depois fui estudar numa dessas escolas públicas precárias de infra-estrutura e que não dava nem bola pra vestibular e a gente quase não tinha regras, mas que influenciou muito mais o meu caráter do que as outras que faziam propaganda e ainda me proporcionou uma ótima educação que me deu condições de passar no vestibular sem precisar de cursinho.

Mas os senhores diretores não sabem disso e nem podem apresentar isso aos pais, porque diretores geralmente não sacam muita coisa. Eles nem pensam quais significados podem ser atribuídos à expressão “alfabetização semi-bilingue”. Eles acreditam naquilo tudo que eles dizem sobre os equipamentos e regras e filosofias da escola e não lembram mais como é ser aluno e muitas vezes também não sabem como é ser professor. E mesmo que soubessem, eles não podem garantir que ali eles têm o melhor material humano dentro da sala de aula na hora de fazer a propaganda (pior mesmo é quando o diretor se gaba dizendo que a escola dele tem os melhores professores, ou ainda, os melhores alunos. Oh, ilusão!), então têm que apelar para essas técnicas de convencimento baratas já bastante conhecidas a fim de justificar as caríssimas mensalidades.

E é claro que TV, computador, quadro dinâmico e esse montão de coisas é muito bom, mas de nada vão adiantar se não forem usados ou se não tiver um bom mestre para orientar e uma turma dedicada para aproveitá-los. Afinal de contas, até pouco tempo atrás não tinha nada disso e os alunos aprendiam tanto quanto hoje (ou até mais). E em uma língua inteira de cada vez...

A verdadeira sala de aula
2 x 0,5 = 1
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domingo, 18 de outubro de 2009

Crianças em extinção

Segundo a reportagem da SuperInteressante, a infância está acabando. E a principal responsável pelo seu fim, ironicamente, também é aquela apontada como sua criadora: a mídia.

Se no passado, o surgimento da mídia impressa fez com que o número de escolas expandisse, colocando as crianças lá dentro e fazendo com que os baixinhos ganhassem tratamento diferenciado dos demais seres humanos (na Idade Média criança não passava de mini-adulto. Tinha mais é que trabalhar se quisesse sobreviver), nas últimas décadas, a TV e a Internet tornaram todo o conteúdo do mundo acessível a qualquer pessoa, de qualquer tamanho.

Isso tudo somado ao amadurecimento precoce por conta da responsabilidade atribuída às crianças em colégios que prometem preparar para o vestibular e para o mercado de trabalho desde o pré-maternal (o que eu acho absolutamente desnecessário e mentiroso da parte dos colégios porque, além da maioria das carreiras não precisar de uma nota tão alta, muitas vezes o método não tem nada de inovador e pelo contrário, só atrapalha no desenvolvimento da criança) e ao conceito de supervalorização da adolescência, estaria descaracterizando a inocência da infância e gerando ao invés de crianças, apenas mini-adultos, muito parecidos com os da Idade Média, só que sem a parte do trabalho infantil.

Nem tudo é culpa da TV

Concordo com boa parte da matéria, mas também acho que dá pra ser uma criança inocente e contente e esperta sim, mesmo com toda a tecnologia. Desde de que utilizada e aproveitada com cautela. E, claro, ainda tem muito mais coisa aí envolvida nesse processo de extinção da infância que, se a gente for estudar a fundo, dá até tema de monografia.

Semestre passado, na faculdade, teve uma discussão que fez um paralelo entre o comportamento de liberdade coorporativa e a liberdade dada dentro de casa. Os pais não sabem como tratar os filhos em casa porque não tem contato com a hierarquia bem definida no trabalho. O resultado: o sucesso de programas tipo Supernanny, que chega e diz aos pais: “Você é que tem o controle! Quem manda aqui é você!”. Moral da história: as crianças são normais. Os pais é que precisam de tratamento por não saberem que são os “chefes” da casa e por quererem exibir os filhos por causa dos trocentos mil cursos que ele faz ou estudar no colégio mais difícil da cidade.

A tecnologia não me incomoda. O que me irrita é que tanto os seus usuários e aqueles que a produzem não a aproveitam como deveriam e acabam criando uma geração cheia de baixinho que se acha gente grande só porque sabe programar o vídeo, ops, o DVD, de casa.

Crescer pra quê?

Uma vez eu fiz um teste daqueles bem bobos na Internet para saber “Que personagem da Disney é você?”. Deu que eu era o Peter Pan. Geralmente, esses testes dão uns resultados muito sem noção, mas esse daí acertou em cheio, uma vez que vira e mexe eu me pego assistindo a Castelo Rá-Tim-Bum e me divertindo tanto quanto na época em que eu era menor. Ainda sou meio criança por dentro e se der, ainda quer continuar um pouco assim.

Aliás, eu nunca fui uma criança que fazia questão de crescer. Fisicamente talvez, mas nunca quis fazer coisas a frente do meu tempo. Sempre fui feliz com a idade que eu tive. Quando ligava a Tv, fazia questão de sintonizar nos programas infantis. Quando alugava filme, não achava muita graça se não fosse desenho. Livro, só se tivesse figura. E quando a Internet chegou aqui em casa, o site do Iguinho era o mais acessado.

Por isso me irrita e me chateia um pouco essa história de fim da infância. Eu digo isso porque sou da geração de 90 e vi TV, joguei videogame, e usei computador e cresci muito feliz. A tecnologia não pode ser culpada por tudo. Lembro que quando pedia presente de natal, queria ganhar Cd-Rom ou fita pro MasterSystem e admito que a minha agenda na semana era mais movimentada do que deveria. Mas também joguei muita bola, andei de bicicleta e tomei banho de balde nesse meu quintal. Acho que dá pra aproveitar de tudo um pouco, desde que se tenha limites.

Afinal de contas, o mundo pode ter mudado muito, mas a criança ainda não sabe metade do que aconteceu antes de ela começar a se entender por gente, então, é melhor que ela seja tratada como criança sim, porque é isso que ela é!

Aliás, uma coisa que não me desce é essa história de criança de 8 anos dizendo que é pré-adolescente. Sério, existe coisa mais idiota do que a PRÉ-ADOLESCÊNCIA? Porque, o que ser um pré-adolescente? Nada. Uma criança metida a grande. A criança não sabe nem ler direito e quer exigir tratamento diferenciado? Ah, me poupe! Até o nome da fase é difícil de falar! Pré-Adolescência... É muito grande! Infância é tão mais prático...

O engraçado é que quando eu tinha 8 anos eu tinha HORROR a essa fase e a posterior a ela também. Eu queria mais era curtir os meus anos de criança e ser bem feliz brincando no parquinho e aproveitar e fazer as coisas que só as crianças podiam fazer. Tipo: brincar no pula-pula. Depois dos 10 anos, não podia mais brincar no pula-pula! Um absurdo! Por que quem tinha 10 podia e quem tinha 11 não? Por isso, também não me interessava pelos outros brinquedos em que só podia entrar quem só tinha mais de 1,40m (mentira. É porque eu era, quer dizer, SOU medrosa mesmo).

Mas então, eu tinha noção de que eu tinha que aproveitar a minha infância. Que tudo ia ter seu tempo. Não fazia (e não faço) questão de ficar apressando as coisas. Fora que sempre que aparecia um adolescente ou um pré-adolescente na Tv, era só pra ficar falando aquelas coisas chatas de brigar com o pai e que eram rebeldes e blábláblá. Sempre achei isso uma babaquice. Mesmo aos 8 anos.

Quando eu cheguei a tal da pré-adolescência, foi uma dor de cabeça aqui em casa. Não porque eu queria fazer coisa de gente mais velha, mas porque quando chega essa fase, os pais acham que tudo é culpa da idade. “Ah, ele está falando isso porque está entrando na adolescência”, ou então “É fase. O filho da Fulana de Tal também está assim”. Nossa, como eu me estressava. Porque aos 12 anos você é totalmente privado de qualquer opinião. O que você fala, não é porque você pensa de uma certa maneira. É porque você está passando por uma fase de rebeldia. Affe! Isso me irritava profundamente. Aos 8 anos a gente tinha mais liberdade do que aos 12. Ainda bem que essa época passou. Depois dos 15, acho que todo mundo se acostuma com essa fase toda de mudança. Inclusive nós mesmos.

Ô saudade!

Mas, do que eu estava falando mesmo? Ah, sim. Dos pirralhos metidos a gente grande. Bom, eu disse ali em cima que não se podia culpar o avanço tecnológico por tudo, mas também disse que era uma questão de saber aproveitar os novos recursos que se tem.

E vai parecer saudosismo da minha parte, mas já reparou como não tem nenhum programa infantil de efetiva expressividade bacana na TV aberta? Dá dó de ligar a TV de manhã e perceber que quem tem 8 anos hoje não tem acesso a um programa que seja mais do que desenhos apresentados por qualquer um (qualquer um mesmo. Na TV Globinho, a rotatividade é tão alta que não dá nem pra decidir se a gente gosta ou não dos apresentadores) e que só sabem fazer propaganda dos novos lançamentos de brinquedos.

E eu não estou nem dizendo que tem que ser uma coisa altamente educativa e que só crianças possam assistir. Mas custa fazer um projeto bacana com desenhos e alguma coisa a mais, tipo a TV Cruj, a Tv Colosso ou algo mais simples, tipo qualquer programa com uma gincana básica?

Segue a lista nostálgica de programas, novelas e musicais infantis da minha época (ô papo de gente velha!) e se prepare porque tem muita coisa de segunda divisão aí no meio também (quem lembrar dos mais absurdos ganha uma bala Juquinha):

Apresentadoras loirinhas e não-loirinhas também
• Xuxa - a única que ainda faz coisas para os baixinhos
• Angélica - Na época em que era gordinha! Ela passou por Manchete, SBT e Globo, onde comandou o Angel Mix, estrelou a novelinha Caça Talentos (Lembra da dança da fadinha? “Bate, bate, eu vim te convidar.. Bate, bate, me chama pra dançar”), Bambuluá e Flora Encantada.
• Eliana – No SBT tinha o Melocoton, a Bizuca, a Rocicléia... Na Record tinha o Nhoc, o Vovô e o bebê Alegria, que depois sumiram. Ah, e a dupla Chiquinho e Pitoco! Sempre hilários! A brincadeira da música dava sempre muita confusão e o Chiquinho sempre zoava ela naquela do desenho da lousa. Nas duas emissoras, tinha a experiência do dia (“... e tesoura sem ponta!”). Muito bom. Era a minha apresentadora loirinha preferida rsrs
• Mariane – Passava na CNT (Acho que minha geração tirou a sorte grande mesmo. Acho que fomos os últimos a desfrutar de alguma programação infantil na CNT)
• Debby – Eu odiava a Debby! Mas às vezes assistia o programa não sei porque. Devia estar esperando a hora do Cruj, visto que às 18h, só que tinha (e ainda tem) na Tv é violência e baixaria. Alguém me ajuda: a Debby era da época da Manchete ou da Rede TV, já? Momento fofoca: Debby atualmente tem 18 anos e cursa faculdade de Veterinária.
• Andréa Sorvetão - Passava Zuzubalândia e Turma do Arrepio. Lembro que todo mundo na escola tinha uma mochila de carrinho da Turma do Arrepio.
• Mara Maravilha - No SBT, o Lombardi agradecendo a audiência no fim do programa e na Record ela imitava o agora falecido Enéias!

Cao Hamburger, o gênio
Existem pessoas que nasceram para fazer coisas para crianças. Nos EUA, eles têm Chris Columbus, o nome por trás de Esqueceram de mim, Um herói de brinquedo e Harry Potter 1 e 2. Aqui no Brasil, Cao Hamburger é O CARA! O moço é tão predestinado que carrega uma guloseima no sobrenome. Ele é o responsável por:

• Castelo Rá-tim-bum – Ainda bem que passa até hoje. O universo do Castelo é tão bacana que eu ia ficar até amanhã escrevendo sobre. Devo muito do que sou e sei hoje graças ao Castelo. Uma história curiosa: eu tenho uma amiga que ia lavar a mão na hora da música porque achava que a mão dela ia aparecer na TV. Hahaha!
• Rá-tim-Bum – Outro clássico da TVE. Muitos quadros legais! Senta que lá vem história, o enigma da Esfinge (ela era meio medonha), Prof. Tibúrcio (Marcelo Tas sempre envolvido com essas coisas de educação. É outro nome sempre presente nos créditos de todas as produções da Cultura), entre muitos outros.
• TV CRUJ – Simplesmente O MELHOR! Se liga companheiro revolucionário Ultra-jovem, está entrando no ar o meu, o seu, o nosso: COMITÊ REVOLUCIONÁRIO ULTRA JOVEM – TV CRUUUUJ ... Muita saudade do CRUJ. Uma prova de que dá pra fazer um programa com desenhos(Dá o play, Macaco!) e ainda com um conteúdo bacanérrimo. Juca (Caju), Guelé (Chiqué), Macarrão (Macaco ou simplesmente Maca. Foi embora logo no início), Malu (Maluca – Eu não sou maluca, o meu codinome é que é Maluca),e alguns outros companheiros que entraram depois, comandavam o programa que ia ao ar através de um sinal pirata e defendiam os direitos dos Ultra-Jovens porque Nós somos Ultra-Jovens e merecemos respeito!. Com o nome de Disney Club, passava todo dia de noite no SBT. Depois passou a ser exibido aos sábados com o nome de Disney Cruj (a Maya era muito CHAAATAA!). Estou até hoje sem entender o que aconteceu no final do programa que ficou prometendo um super-final e depois não foi ao ar. Poxa, nem pra eles darem um Cruj, Cruj, Cruj, tchau! definitivo pra gente...

Não é fraco esse Cao Hamburger, não, viu? Atualmente, Seu Hamburger também assina o ótimo seriado do Menino Maluquinho. Adooro!

Outros
• Agente G – Passava de noite na Record. Tinha aquele cara gordão Gérson de Abreu (daí o nome do programa) e um monte bonecos. A gente aqui em casa chegou a pintar um troço de forma cilíndrica que tinha no quintal com a cara do Refri, o refrigerante falante que tinha na geladeira do programa.
• Passa ou Repassa – Dispensa explicações. Eu peguei a época em que a Angélica apresentava, antes do Celso. A brincadeira do Torta na Cara é simplesmente histórica. Quem não brincou disso em alguma gincana na escola que atire a primeira torta.
• Tv Colosso – Uma TV comandada por cachorros. Com programas como Jornal Colossal com apresentação de William Bones. Demais, né? Chegava da escola na hora em que o chefe francês anunciava: Está na horra, pessoall. Horra de matarr a fome! Anos mais tarde, serviu de inspiração para um trabalho do Vidas Secas. Ia ser tão bom se voltasse!
• Mundo de Beakman – Mais um achado. Passava na Record à tarde. Muito demais. Beakman era um cientista maluco que explicava os fenômenos da natureza de uma maneira ainda mais louca. Uma das assistentes de palco se chamava Lisa (era a que eu mais gostava, por que será?), fora o Lester. Se todo professor de física/química passasse isso na sala de aula, os alunos iriam aprender muito mais.
• Sítio do Pica Pau Amarelo– No início eu achava mais legal quando a Cuca usava tomara-que-caia. Depois enjoou um pouco, já que mudaram todos os atores.

Ainda tinha as novelas - Chiquititas, Carrossel (eu tenho o CD!), Carinha de Anjo, Gotinha de amor, Diário de Daniela...-, as atrações musicais especialmente para os pequerruchos - Sandy e Junior, Trem da Alegria, Apresentadoras-Cantoras Loirinhas-ou não e só não vou falar do Chaves porque quando eu nasci, ele já era velho, mas ainda bem que passa até hoje também. Para mais lembranças, favor visitar esse site e esse outro aqui.

Depende de nós

Curtiu a listinha? Quem lembra do programa da Debby, da Mariane e do Agente G, me cobra a bala Juquinha depois. Agora, diz aí se qualquer coisa dessa lista não era melhor do que a gente tem hoje na Tv Aberta (que já não é muita coisa)!

Senhores programadores de Tv, deixem de serem preguiçosos! Nós sabemos que vocês têm capacidade para fazer melhor do que isso que está aí. E sabemos porque crescemos assistindo o que vocês botaram no ar durantes anos. Algumas coisas geniais, outras nem tanto, mas todas elas definitivamente mais criativas do que o que passa hoje em dia. Na TV a cabo ainda tem uns programinhas, agora na TV aberta, a referência que se tem de criança hoje em dia é Maísa! Dá muita pena dos pequenos de hoje. Sério.

E nem me venham com esse papo de que as crianças estão mais espertas e tecnológicas e não iam gostar desses programas porque eu acho que é só uma questão de saber vender bem o seu peixe e se esforçar um pouquinho pra fazer alguma coisa de qualidade. Eu duvido que se reprisassem o Cruj, não ia dar audiência. (Coisa impossível de acontecer agora, visto que a Globo é que tem o contrato com a Disney.)

Se as crianças estão ficando “adultas demais”, talvez seja porque ninguém mostrou pra elas que ser criança também é muito legal. E sem precisar ficar batendo na tecla de que ela é pequena e é boba, etc. Que ela pode ser uma criança esperta e mexer com as modernidades, mas que também pode soltar pipa e andar de bicicleta. Mas que não pode desrespeitar o pai e nem fazer tudo o que quer, apesar disso tudo.

É só uma questão de apresentar a ela uma parte diferente do mundo, porque tem coisas que ela ainda não deve ver e outras que ela depois não poderá mais aproveitar. Se todo mundo fizer a sua parte, acho que a gente consegue salvar a infância da extinção.


Ai, ai! Bate até uma emoção em rever...
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sábado, 3 de outubro de 2009

Hipocrisia FM

Nesse ano, a carreira de Wanessa Camargo deu uma virada. Depois de deixá-la sob o comando do empresário e marido Marcus Buaiz, Wanessa deixou para trás o penteado Branca de Neve que vinha usando e o sobrenome da família, que, além de exaltar a relação que tem com o gênero sertanejo, rendia abreviações maldosas como Waca e WC.

Antes

Agora a neta de Francisco é só Wanessa, adota um visual meio rebelde com os cabelos loiros e ondulados e faz dueto com o rapper Ja Rule.

Segundo Buaiz, a carreira da esposa era mal-gerenciada, e a mudança se deu porque, depois de algumas reuniões, ele e a mulher chegaram à conclusão de que, apesar de quase 10 anos na estrada, Wanessa não conseguia tocar em rádios pop e por isso não fazia o sucesso esperado. O marido ainda acrescentou que não gostava da música que Wanessa fazia antes e que o trabalho era mal-feito (engraçado que quando eles se casaram ele era só elogios à cantora e dizia que adorava seus shows :-S).

Deixando de lado essa última parte, não vou entrar no mérito se a música de Wanessa é boa ou ruim, ou se ela casou mesmo com o cara certo. Concentremo-nos na estratégia de marketing brilhante traçada pelo genro de Zezé (é verdade que eles não estão se falando mais? Okay, Okay, Veeejam!).

- Novo nome artístico. Confere.
Normal querer se afastar da imagem do pai que usa calças apertadinhas. Apesar de achar que todo mundo ainda vai continuar chamando-a de Wanessa Camargo.
- Visual ousado. Confere
Também super-normal. Junto com o disco novo, o artista geralmente renova o guarda-roupa e repagina o look para ajudar na construção do conceito do álbum. Não é nenhum pecado.
- Música em inglês e Dueto com rapper
Opa! Opa! Opa! Desde quando Wanessa faz a linha Fergalicious? E por que ela tem que cantar em outro idioma?

Depois

A resposta é simples e está ali no 3º parágrafo. Porque ela quer fazer sucesso.

Eu poderia dar uma de chata e crucificar a menina porque ela vendeu a alma e o que importa é você fazer o tipo de música sincera com você mesmo, porque eu realmente penso isso, mas a questão que eu quero abordar aqui é outra.

Wanessinha quer fazer sucesso. Normal. Todo mundo quer. Agora, para fazer sucesso e tocar nas rádios pop do Brasil, ela se viu praticamente obrigada a apelar para a fórmula música-em-inglês + dueto-com-rapper porque É SÓ ISSO QUE TOCA NAS RÁDIOS DA MODA DO BRASIL!!!!! *
* Por rádios da moda, leia-se: Transamérica, Mix, Jovem Pan e afins. 98, Nativa e FM O Dia não é rádio pop. É rádio pobre. Nessas daí toca de tudo: funk, pagode, calypso, forró... Não é à toa que Wanessa quer deixar de ter sua imagem veiculada a esse tipo de rádio. Para efeitos de leitura, chamarei as rádios POP de Hipocrisia FM, e já, já, você vai entender porque.

Se você for um artista pop brasileiro que canta em português e não tiver jabá, não adianta o seu pai ligar para a rádio 100 vezes por dia para pedir a sua música. NÃO VAI TOCAR!

O próprio dono da Jovem Pan já admitiu em entrevista que aceita jabá para tocar a música de muita gente e que na rádio dele tem certas coisas que nem com jabá tocam.

Mas eu tenho lá minhas dúvidas se ele barra as músicas com base na sua opinião musical descolada ou puramente pelo idioma no qual a canção é executada.

Só na tecla SAP

Wanessa ex-Camargo é só o exemplo mais recente. Em seu idioma materno, só era ouvida nas rádios ‘pobre’. Bastou fazer parceria com Ja Rule, pronto! 1º lugar na Hipocrisia FM e 1 milhão de acessos no YouTube! E olha que esse Ja Rule nem é tão referência assim! Emplacou uma ou duas músicas naquela trilha sonora da Malhação que tinha o Cabeção na capa e só, praticamente.

E se a desculpa aqui poderia ser a de que a Wanessa agora está mais moderninha, é só olhar os próximos exemplos para ver que o problema é o idioma.

Na última década, Shakira tem lançado duas versões de seus discos. Um espanhol para a América Latina e um com praticamente as mesmas músicas, só que em inglês para o mercado americano. Adivinha só qual das versões é a que toca no Brasil? Sim, aqui só tocam as músicas em inglês.

Sandy e Junior e RBD, que são, quer dizer, que eram artistas de dar vergonha alheia aos ouvintes descolados da Hipocrisia FM, também alcançaram o topo das paradas com Love Never Fails - a música mais tocada de 2002, e 1º lugar no Clipemania naquele ano (ô, saudades do Clipemania!) e Tu Amor - que também é em ingrish, apesar do título hispânico. Ambas as canções eram destinadas a carreira internacional dos então ídolos adolescentes.

E você olha só como as coisas são engraçadas: se fosse por afinidade na hora da pronúncia, a versão que deveria tocar era a em espanhol. Mas não! Esse pessoal está tão ‘the book is on the table’ que prefere enrolar a língua e não entender bulhufas do que está cantando.

Ou será que é exatamente por isso que tem tanta música ruim tocando no idioma do Tio Sam em detrimento das línguas latinas? Porque as pessoas não entendem o que estão cantando, caso contrário perceberiam a bobajada que são a maioria das letras derivadas do idioma anglo-saxônico? É uma teoria...

Agora se liga só: Quando eu dei o exemplo da Shakira e dos outros ali em cima, a maioria deles só gravaram em outro idioma para divulgar seu trabalho em território internacional porque se eles cantassem em sua língua nativa por lá, os estadunidenses não iam dar nem bola. É, eles fazem questão de saber o que estão cantando, ao contrário de nós!

E eu até hoje não entendo como a Marina Elali tocava nessas rádios com aquele remix horrendo de One Last Cry. Ô musiquinha vagabunda! Duvido que se ela se chamasse Um último choro ia fazer aquele sucesso todo. (Aliás, a Marina Elali é um caso a ser estudado. Por que é que essa criatura insiste em gravar forró em inglês?).

No mínimo incoerente esses programadores de rádio.

A rádio e o gado musical

O pior é saber que essa incoerência não é só dos donos das rádios. É das pessoas que ouvem também. Porque bastou tocar na Hipocrisia FM para virar sucesso. Não importa se a música é ruim, se o artista é brega ou se a letra é idiota. Tocou lá, toda aquela galera que ouve vai achar que é maneeeeiiiro (by Newt). Também pudera. Com a aquela canção tocando 100 mil vezes ao dia, tem uma hora que mesmo que você ache ruim, vai começar a gostar.

Por isso eu não suporto essas rádios jovens. Eu não gosto de rap e 80% do que toca lá É rap. E toca a mesma música 100x por dia. Com trocentos comerciais. Definitivamente, eu não tenho paciência.

E a rádio aliena tão bem seu gado musical que não é difícil você encontrar seus ouvintes por aí dissertando sobre como RBD em inglês é legal, mas em espanhol é uma droga. Mesmo que seja o mesmo estilo, ou as mesmas músicas. Ou pior, alguns desses seres chegam mais longe ao dizerem que “só gostam de música em inglês”!

O que é isso minha gente? Tudo bem curtir a cultura de outros países, agora se limitar a dos outros, ou melhor, a de um único, não é globalização não. É subserviência! O tempo da colonização e da ditadura já acabou!

E eu digo isso como fã de Jamie Cullum, mas que também gosta do Jota Quest e torce muito pro Juanes, simplesmente o maior vencedor de Grammy’s Latino de todos os tempos, vir ao Brasil. (Sim, todos eles começam com J. E o legal é que o J tem uma pronúncia diferente para cada idioma). Deu pra entender aonde eu quero chegar?

Liberte-se

O que eu estou querendo dizer é o seguinte:

1. As rádios são hipócritas
Se a Marina Elali cantar “Xote das Meninas” em inglês e o Calypso lançar um single de Accelerated (e eles fizeram isso mesmo!), as rádios pop vão tocar, só porque está na língua do Obama. (Ok, eu exagerei um pouco aqui, mas o pensamento é por esse caminho).

2. As rádios fazem lavagem cerebral nos ouvintes
Como todo meio de comunicação de massa, elas têm um papel muito grande na hora de ditar qual é a banda da moda e qual não é. Além de influenciar o jeito das pessoas pensarem. Só que, muitas vezes, elas acabam contribuindo para aumentar esse complexo de vira-lata do brasileiro de achar que tudo o que é de fora, inclusive as palavras, são melhores.

Eu, particularmente, acho as línguas latinas muito mais bonitas. As rimas em inglês são sempre as mesmas.
Vamos fazer uma brincadeira com as rimas mais comuns. Encontre a palavra estranha:
- you, do, too, blue, flu, new, true…
- by, bye, my, fly, eye, cry, shy, fry…
- me, be, bee, see, free, sea…
- start, heart, fart.


Aí essa política importadora de palavras obriga artistas como a Wanessa (agora sem Camargo) a gravar com o mala do Ja Rule se quiserem um pouco de atenção da mídia.

Só que a era da ditadura já acabou! A globalização está aí e os iranianos usam o YouTube e o Twitter para fazer notícia, mesmo com a opressão do governo.

Escolha suas próprias músicas. A Internet esta aí pra isso!

Aliás, essa é uma das principais utilidades do MPx (está em que número agora?): libertar as pessoas das prisões auditivas da Hipocrisia FM.


Vem aí o novo método de tortura chinesa:

Suuuuucesso!

Chega! Viva la revolución!

Edit: Imagina só se a moda pega e todos os artistas do Brasil resolvem fazer seus discos em inglês agora?
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sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Meg-a relato da melhor Bienal de todos os tempos - parte Final

Antes de continuar o relato, gostaria de fazer algumas considerações sobre a Bienal nesse dia.

1- Esse papo de que brasileiro não lê é a maior conversa fiada.
Caso contrário, o evento não atrairia 100 mil pessoas para ao RioCentro num fim de semana de tanto calor quanto esse. As pessoas simplesmente iriam a praia. Mas a Bienal estava muito, muito, muito cheia nesse domingo. Tava difícil até de andar e a aglomeração de pessoas fazia tudo ficar ainda mais quente.

2- Sexta-feira estava tudo muito tranqüilo. Domingo não.
Muita gente ficou sem senha (a procura era muito maior do que a oferta, infelizmente). E o que era a fila do autógrafo do domingo? Cristo Jesus! Ainda bem que eu fui na sexta! Aquela fila começava no estande da Record e ia até lá fora dando a volta entre as passagens para os Pavilhões Laranja e Verde. ERA MUITA GENTEEEE! Fiquei com pena do povo e da Meg. Sério mesmo.

3- Os organizadores da Record são muito mais legais do que os organizadores da Bienal.
Algumas pessoas que entraram nessa última fila que eu comentei saíram só pra ir ao banheiro e quando voltaram, foram mandadas de volta para o final, mesmo isso não fazendo a menor diferença, porque se o problema era guardar lugar na fila pra não poder ficar na frente, deviam ter proibido guardar lugar lá dentro do auditório também. Não que eu fizesse alguma questão de sentar mais na frente. Só acho que não precisava essa palhaçada toda. O pessoal da Bienal estava muito estressado. Eu reparei que a mulher vestida de bege e com rabo de cavalo que me lembrou a Emily Blunt do Diabo Veste Prada até tinha afrouxado a sandália porque já estava agüentando mais. Eu já estava até vendo a hora dela jogar aquele negócio na cabeça de alguém. Eu hein! Maracujina neles!

4- Meg Cabot estava tipo Michael Jackson nesse dia.
Tanto pela quantidade de fãs que se amontoaram na porta da Bienal desde as 7h, antes mesmo da feira abrir as portas (diz que quando foram abertas, parecia uma manada correndo enlouquecida em direção ao estande da Record, à la Rei Leão), quanto pelo assédio de muita gente em cima quando ela passava, fora as muitas pessoas que declararam a terem visto de longe, quando na verdade, elas só estavam enxergando outras pessoas que nem se pareciam com a Meg. Hahaha! Sério. Mais Michael Jackson impossível. Na verdade tem mais uma coisinha também, mas essa vai ficar pra daqui a pouco.


Agora sim. Continuando...

Ainda dia 13 de Setembro

Bom, essa já era a 3ª fila do dia. Eita nóis! Brasileiro gosta de fila mesmo, hein! E pra variar as pessoas da fila são um showzinho à parte no meio de toda a excitação que era ver tal da palestra, que também estava num clima meio show de rock.

Pra todo mundo se inteirar, aí vão mais causos da fila. Como não estavam deixando as pessoas saírem, ocorreram algumas situações divertidas, tipo:
- Um pai entregou uma pizza tamanho família na fila e a filha e suas amigas comeram ali no chão felizes da vida. Fizeram o maior convescote. Ele ainda disse que qualquer coisa, era só chamar ele de novo. Um novo significado para a expressão Pizza Delivery.

- E depois que o povo todo tinha acabado de comer, hein? Não podia levantar e jogar no lixo então, uma menina pediu pra um segurança (anotação mental: seguranças são mais legais do que a gente imagina) levar o lixo dela dali. Só que todo mundo achou que ele estava levando lixo pra geral, então aproveitou e fez o cara de lixeiro. Tadinho do moço!


- Uma outra menina, com uma fatia de pizza inacabada, também não podia jogá-la no lixo, então começou a perguntar se alguém estava com fome pra terminar o pedaço. Ninguém quis a pizza mordida, claro. Aí eu falei pra ela guardar pra Meg porque ela andava reclamando que estava passando fome. Hahaha! Nem sei que fim levou essa fatia, mas acho que a Meg não a recebeu, não. Hehe!


- Também na fila, a gente descobre que esse negócio de fome, sede, banheiro e cansaço é tudo coisa da nossa cabeça. Quando se tem coisas mais importantes para se pensar, nosso cérebro se esquece disso tudo. Meu corpo só foi doer e a fome aparecer depois que a palestra já tinha acabado.


Enquanto acompanho a saga do pessoal, vejo que há uma mesa cheia de fones de ouvido e logo percebo que devem ser pra tradução simultânea. Eu tinha pensado que a Meg ia falar e ia ficar alguém do lado traduzindo, o que, claro, ia cortar todo o clima da palestra porque eu já tinha ouvido e assistido a uns bate-papos desses pela Internet e a tradução ia matar o timing perfeito da Meg, mas quando vejo os fones ali fico muito feliz. Essa Bienal estava muito chique, vou te contar, hein! Até tradução simultânea tinha! Não que eu precisasse, mas é preciso pensar no próximo, né!

Quando chega a nossa vez de deixar a identidade (pra garantir que as pessoas não iam levar o fone pra casa) e pegá-lo, eu dou um “Muito Obrigada” pra lá de agradecido pra moça dos fones, porque, sabe como é, o pessoal da Bienal estava muito estressado, então se a gente tratasse eles bem, talvez eles ficassem mais amáveis.

Eu e a Jami sentamos logo e tentamos adivinhar por onde a Meg ia vir. Primeiro pensamos que ela iria chegar pela porta onde a gente entrou. Depois por uma outra porta do outro lado do auditório e por último cogitamos a hipótese de ela brotar do chão à la Michael Jackson, ou Sandy e Junior no show do Maracanã. Ia ser tudo isso, né? Hahaha! Então eu lembro de que nos dias que antecederam o grande encontro eu já estava até cantando Não Dá pra Não Pensar com outros sentidos. Aí a gente começa a cantar a música, enquanto encaixa a letra no novo contexto. Adoro fazer isso. A músicas ganham outro colorido depois dessas coisas.

A gente já conseguia se conter na cadeira, e Brown Eyed Boy não saía da minha cabeça. Daí a gente começa a bolar umas perguntas idiotas, caso eles abrissem uma parte para perguntas mesmo. A nossa intenção, caso fôssemos escolhidas, não era nem saber a resposta –acho que eu já sabia a resposta de qualquer pergunta que fizessem- , mas descontrair e quebrar o protocolo. Era uma mais bizarra que a outra:
o/ - Meg, no DP10, na lista de perguntas que a Mia faz pra entrevistar o Michael tem uma pergunta que é assim: “Se você fosse um bichinho, qual bichinho você gostaria de ser?”. Então a gente queria saber: “Meg, se você fosse um bichinho, qual você gostaria de ser?”

o/ - Meg, como é que a Mia consegue escrever dentro do carro? Porque a gente já tentou fazer isso e não conseguiu, não!


o/ - Meg, uma dúvida que sempre passou pelas nossas cabeças e que a gente já passou horas e horas discutindo: A letra da Mia é feia ou bonita? (sério, a gente já discutiu muito isso! Muito útil essa pergunta, vai! Hahaha!)

Entre muitas outras...

Dentro do auditório, toca uma musiquinha instrumental, que se reflete no fone. No início, eu acho a música uma fofura, mas depois eu começo a ficar meio de saco cheio dela, porque a Meg não chegava nunca. Penso em puxar um corinho: “Ô Meg, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!”, porque a tensão ali era digna da emoção pré-show, mas claro que não grito isso. Ia ser muito mico. Hahaha!

Mas eu gritei, sim, e da mesma maneira que eu grito quando vou a um show quando a Meg chegou. Eu não foi só eu não. A platéia toda estava muito animada e a Meg, já incorporando a sua personalidade popstar (sério. Ela tava adorando aquilo tudo), acenava feliz da vida pra todo mundo lá do palco.

Quando a moderadora finalmente passa a palavra para a Meg, ela gasta todo o seu vasto vocabulário de português arriscando uns:
“ Tutto bene?” (Meg, isso é italiano de Terra Nostra, não é português, não!),
“Obrigada” (eu gritei “De nada” pra essa! Hahaha),
“Onde fica o banheiro?” (Ela adorou essa frase. Tudo era motivo pra ela ficar perguntando onde ficava o banheiro. Muito boba, cara!),
“Um tempo, por favor”,
“Vocês são muito bonita” (nessa daí todo mundo gritou de volta: “You tooo!”).
É desnecessário dizer que as meninas estavam todas em polvorosa nessa hora e assim ficaram até o final.

Aliás, eu ia ficar até semana que vem aqui só tentando descrever a palestra toda, e a reação do público e não ia ficar tão legal. É impressionante o dom que essa mulher tem de se comunicar. A entonação e as caras e bocas que ela faz são impagáveis! Quem quiser ver, tem a palestra no YouTube na íntegra (não fui eu que coloquei). Gente, eu tô aqui assistindo aos meus vídeos palestra de novo e tô impressionada com o que eu fiquei falando durante o evento. È uma bobeira maior que a outra. Ainda bem que a Meg não ouvia lá da frente. Hahaha!

Mas então, por isso, vou dar ênfase só aos momentos mais legais, tipo:
- Quando ela mostrou a foto da família e falou que o pai dela parecia “Da Máfia”. O pior é que parecia mesmo. Hehe!

- Quando ela mostrava os slides com as capas dos livros no Brasil e depois ainda mostrou uma foto do site da Record e do blog dela e do e ainda falou que todo mundo ia estar no blog no dia seguinte (e ela cumpriu a promessa mesmo!). Sério, a gente se sente tão no mapa com essas coisas. Eram uns dos momentos que as meninas mais se manifestavam: “uhuuuuuu”.


-Teve uma hora que a moderadora ofereceu um laser pra ela apontar na projeção, aí a Meg falou assim: “Ah, não. Eu não confio nesse negócio”. Hahaha!


-A historinha da Anne perguntando se ela tinha feito um bom trabalho na premiere do DP e chorando e o marido da Meg emprestando um lencinho... Diz ela que nunca mais lavou o tal do lenço. Hahaha!


- Na palestra da Esther, ela ainda falou da última foto em que ela está deitada escrevendo: “Vocês estão vendo essa foto aí, em que eu estou deitada na cama escrevendo? Pois então, ela é a maior mentira. Não é assim, toda bonitinha, que eu escrevo. Quando eu tô escrevendo, eu fico de pijama na cama e tem um monte de comida espalhada pelo quarto... É nojento!”.


Depois, abriram a sessão de perguntas:
-Pergunta: “Meg, por que os filmes da Disney ficaram tão diferentes dos livros?”
Meg primeiro responde que foi por causa do Garry e das netinhas dele e tal (isso tem nos extras do DVD) e depois acrescenta a clássica conversa com a produtora sobre matar o personagem do pai, que ela sempre conta. Outro dia eu sofri tentando explicar pra minha mãe que o pai no livro era vivo. Muito vivo! Aí tive que apelar pra história que a Meg contou:

Produtora: Oi, Meg. Então, a gente estava querendo fazer umas modificações no filme, e a gente vai ter que matar o pai.

Meg: Matar o pai? Mas o que ele fez?
Produtora: É que a gente tava querendo contratar uma atriz pra fazer o papel da avó, e pra ela ficar com mais falas, a gente ia ter que matar o pai...
Meg: Que atriz?
Produtora: A Julie Andrews.
Meg: Mata o pai.

-Pergunta: “Meg, eu queria saber como é que você cria esses caras tão perfeitos dos livros? Em que eles são baseados, no seu marido?”

Meg: Ah, não, eles são baseados em um monte de garotos que eu conheci e tal. E vocês têm que se lembrar que os garotos sempre têm defeitos. Até nos livros. Eles parecem perfeitos, mas sempre tem alguns defeitos, eles são todos meio irritantes... Tipo o Jesse, e o Michael, que às vezes é meio irritante também... Então, quando vocês forem namorar, lembrem-se que os meninos não são perfeitos... Exatamente como nós. Quer dizer, eu sou, mas... (pausa para risadinha) Mas então, vocês têm que encontrar o garoto que é mais perfeito pra vocês. Por exemplo, o meu marido. Ele tem um defeito terrível. Ele cozinha pra mim o tempo todo! Mas eu não reclamo, porque esse é um defeito que eu gosto... Então, quando vocês forem escolher um garoto, escolham aqueles que têm os defeitos perfeitos pra vocês.

- Pergunta: “Meg, eu queria saber o que você faz quando está com falta de criatividade?”
(eu achei essa a melhor pergunta. E também a que teve a melhor resposta, porque acho que foi uma coisa que ela não esperava responder. Então, ficou muito autêntica, sabe?)
Meg: Ah, isso é terrível! Ninguém sabe a resposta. Eu não sei... Eu como... (risos) Aí eu pergunto pro meu marido e pros meus amigos o que fazer e eles respondem: “Ah, não sei... Come mais...”. Aí eu pergunto pra JK Rowling o que ela faz quando isso acontece com ela e ela responde: “Eu não sei. Isso nunca acontece comigo...” Hahaha! Boba demais!

- E por fim, Meg terminou a palestra com uma lição para levarmos para nossas vidas:
Meg: Vocês se lembram daquela personagem, Lana Weinberger? Então, ela foi baseada numa pessoa real: Lana. Eu esqueci de mudar o nome dela, porque eu achei que ela não ia ler o livro e que isso não era importante. ... Só que depois que saiu o filme, eu recebi uma carta da Lana. E ela dizia: “Querida Meg, eu vi o filme do seu livro, O Diário da Princesa”, Aí eu pensei: “Ai meu Deus, aquela safada da Lana vai me processar!”. Então, eu continuei a ler a carta: “Querida Meg, eu não sabia...”. Aí eu pensei que ela ia complementar: “Eu não sabia que eu tinha sido tão má com você na escola. Me desculpa mesmo”. Mas não. Não dizia isso. Dizia assim: “Eu não sabia... que você era... uma princesa!” (muitas risadas) Então, eu queria dizer uma coisa pra vocês meninas do Brasil. Se tiver uma menina que for muito má com você na escola, ou no trabalho... Talvez ela não seja má. Talvez ela seja só idiota!”

Fim da palestra. Meg sai absolutamente ovacionada porque ela simplesmente faz jus a todo o status de popstar que ganhou. Ela merece! Ela merece! Agora era só esperar a grande fila que se formava para sair do auditório e entregar os fones de volta.

Enquanto a gente aguarda a saída, toca aquela mesma musiquinha instrumental que eu tinha achado fofa no início. Agora ela estava realmente me deprimindo porque ela me lembrava que depois de todos os preparativos e excitação e correria, aquilo tudo tinha acabado. E tinha sido tão perfeito, sabe? Juro pra você que enquanto eu estava sentada esperando a minha hora de sair, até caiu uma pequena lágrima dos meus olhos. Não sei se era tristeza pelo fim daquele sonho, ou felicidade porque ele tinha se concretizado tão magicamente. Talvez fosse um misto dos dois. Ou, talvez, não sei bem, fosse a tal da auto-realização se manifestando...

Agradecimentos especiais

Primeiramente a Deus, por ter orquestrado todo o universo para que tudo acontecesse extremamente perfeito do jeito que foi.

Ao meu pai. Nosso motorista, fotógrafo e cinegrafista oficial em todos os eventos das nossas vidas.

A minha mãe, que atendeu ao telefonema da editora e não pôs tudo a perder.

Às minhas amigas e irmã, por compartilharem dessa loucura e entrarem no espírito da coisa, gastando horas de trabalhos manuais e dando gritinhos histéricos nas horas mais especiais. Sem vocês, não teria metade da graça.

Ao pessoal da Record, que não só realizou meu sonho de trazer a Meg a Bienal, como também a levou a várias cidades para que muito mais sonhos se tornassem realidade, e foram todos uns amores, não só comigo, mas também com todos os fãs que compareceram aos eventos.

Às operadoras de celular, que não nos deixaram na mão quando nós mais precisamos delas.

E especialmente... a Benjamin Egnatz, que ficou nos EUA cuidando da Henrietta (a gata) enquanto a Meg curtia o Brasil, apesar de que eu queria muito ver a cara dele (Você escapou dessa vez, Ben, mas um dia a gente ainda tira uma foto sua! Hahaha!).

E claro, eu não poderia deixar de agradecer a ela, a diva de uma geração, aquela que fez multidões gritarem o seu nome e parou a Bienal quando passou. Um beijo especialmente para você...Xuxa! ... Valeu por tentar atrapalhar a chegada da Meg no dia 11, viu! ¬¬

Sério agora. Um “Obrrigada” especial a Meg Cabot, que curtiu muito o nosso país e tratou todos os fãs com a simpatia que lhe é característica, falando até um pouco português e puxando assunto com todo mundo, recebendo os presentes (e mostrando pra galera!) mesmo até cansada e com fome. Se eu já gostava dela, agora então, nem se fala. Ela tem que voltar logo agora, porque a gente já está com saudades. Meg, you have to come back! You have to come back, Meg! [Jack de Lost mode on] hehe

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terça-feira, 22 de setembro de 2009

Meg-a relato da melhor Bienal de todos os tempos - parte 3

Dia 13 de Setembro

Uau! Que dia foi esse?! Muita correria e altas emoções. Ele foi movimentado do início ao fim, principalmente porque cada um ia fazer uma coisa diferente na parte da manhã, para só então partir para a Bienal e ver a palestra da Meg. Sente só:

-Meu pai acordou às 4h da manhã para uma corrida em Petrópolis
-Esther tinha prova da UERJ até as 13h
-Jamille tinha que cantar na igreja
- E eu tinha que levar a Esther até o local da prova logo cedo

Acordo às 7h junto com a minha irmã. Levo-a até a escola em que ela faria prova, que fica no outro lado da cidade.

Quando volto pra casa, entro na Internet pra ver o número do bus que eu ia ter que pegar em Cascadura.

Saio de casa às 10h30, com planejado, e dois ônibus depois, chego à Bienal ao meio dia, 30 min antes do esperado. O 2º ônibus só tinha gente que ia pra Bienal. Umas meninas vestidas de preto, apesar do calor de 40ºC, fãs de Crepúsculo, iam para o evento que haveria na Intrínseca: uma festinha e encenação do aniversário da Bella.

Atravesso todo o Pavilhão Laranja e depois o Azul com muita pressa, para poder dar uma olhada no Verde e ir ao banheiro. Antes de chegar ao Verde, vejo uma fila bem grande e descubro que era a fila da palestra, a qual só começaria a distribuir as senhas às 14h. Desisto de ir ao banheiro e entro na fila. Estava arriscado eu nem conseguir senha!

A mulher da organização conta quantas pessoas havia na fila até mim. 250 pessoas! Ufa! Eu tava dentro! Era 400 senhas.

Umas meninas atrás de mim na fila, muito patricinhas por sinal, resolvem sentar no chão mesmo empoeirado pra esperar, uma vez que ainda faltavam 1h30 para a distribuição das senhas. A moça do sorvete, que estava ali do lado, avisa a elas que haviam vomitado ali perto de onde elas estavam sentadas tinha pouco tempo. ECA! Elas levantam cheias de nojo.

Eu pensei que quando eu chegasse, a Jamille já estaria lá me esperando, mas acabou que eu cheguei bem antes dela. O trânsito da Barra estava de brincadeira com ela hoje! Aquilo já estava me dando nervoso. Ela não chegava nunca! E a fila não parava de aumentar!

Quando dá 13h, as pessoas do início da fila se levantam. O pessoal da organização resolveu adiantar a distribuição das senhas em 1h, uma vez que havia o risco de alguém passar mal.

Fico desesperada! CADÊ A JAMILLE??? Mando um SMS avisando que iam começar a distribuir as senhas e onde eu estava. Ela me liga de volta e diz que está na bilheteria. Eu mando outro SMS: “Corre”. Ela me liga de novo pra perguntar onde ficava o negócio. Eu respondo quase gritando e parece que a gente não se entende. Digo pra ela atravessar todo o Azul e vir CORRENDO porque já tinha gente saindo feliz e contente com a sua senha. Ela liga dizendo que está na praça de alimentação, mas não consegue me ver. Digo que estou de azul e levanto o braço. o/ Ela me vê! UFA! Deu tudo certo. Se ninguém tivesse furado fila, a gente entrava.

Pegamos as senhas e eu ligo pra casa pra avisar que não tinha dado pra pegar senha pra Esther e que nem precisava vir.

Finalmente vamos ao banheiro. Bato a porta do reservado no dedo e começa a sangrar um pouco em volta da unha. Comento com a Jami que se o Jasper estivesse por perto, eu já estaria morta. A Jami me dá um band-aid, afinal, o aniversário da Bella ia ser comemorado na Bienal. Não se podia arriscar.

Como boa brasileira que sou, entro numa fila, no mesmo lugar da outra, pensando que era pra entrar no auditório já. A Jami vai comer antes, porque, mais uma vez, apesar da fome, eu não podia me imaginar ingerindo nada ou botaria tudo pra fora.

Descubro que eles vão liberar mais senhas e que aquela fila era pra pegá-las. Era a chance da Esther! Mas será que ia dar pra chegar? Ela me liga e eu digo pra ela correr porque eu ia pegar uma senha pra ela. A Jami volta e fica na fila pra pegar uma pro meu pai também.

Pegamos as senhas e descobrimos que essas de agora eram para uma 2ª sessão da palestra da Meg, que não estava prevista. Yes! Ia dar tempo deles chegarem. Cara, a Meg é a muito fofa messsssmo. Pediram pra ela fazer mais uma palestra porque a procura era muita e disse que tudo bem, mesmo sabendo que ainda ia ter que dar mais de 1000 autógrafos até as 10 da noite. Fico com pena dela. Tadinha, imagina só a fome e o cansaço? Ela já estava reclamando que estava jantando tarde... Penso em lançar a campanha: “ALIMENTEM A MEG, ELA PRECISA!”

Saímos correndo para a fila da entrada agora. Ao chegar lá, sentamos e respiramos aliviadas. A GENTE TINHA CONSEGUIDO! A GENTE IA VER A PALESTRA!!!! UHUUUU!

PS. A próxima parte é a última, prometo.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Meg-a relato da melhor Bienal de todos os tempos - parte 2

Nos episódios anteriores...

O coração acelera, os pêlos se arrepiam, eu pego a câmera pra gravar ela subindo... É a Meg! É a Meg! É a Xuxa! ...

Daqui a um tempo, outra gritaria. Dessa vez era verdade. Era chegada a hora. Depois de anos de espera, eu ia conhecer Meg Cabot.
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Ainda Dia 11 de Setembro

3 coisas que eu já sabia, mas confirmei nessa Bienal
1. Meg Cabot é a escritora mais simpática da Terra
2. Meg Cabot é a pessoa mais fofa que existe

3. Meg Cabot é DIVA!


Meg sobe as escadas e eu me ajeito pra registrar o momento. Enquanto corro para gravá-la, solto um “Ai meu Deus!”, assim meio dramático e sem acreditar no que estava acontecendo. Quando ela chega lá em cima usando um vestido NADA discreto da cor DOURADA, eu já estou dando uns gritinhos histéricos, porém contidos (isso existe?): “AAAAAHH!!!”

Eu penso: “Uau! Mas como ela é alta! Ela parecia menor nas fotos”. Depois eu lembro que a Mia é alta, DP é auto-biográfico e que eu não deveria ficar surpresa com isso. Mas, mesmo assim, ela ainda está de salto! O que a faz ficar ainda maior!

A Ana, da editora, conta pra ela que nós somos as meninas dos vídeos e a Meg fala toda animada: “Oh, from the viiiideos! You guys are sooo greaat, I love it sooo …”, ela dá um tchauzinho pra multidão que está berrando demaaais lá embaixo. (Ela falando isso está ecoando na minha cabeça até hoje).

Depois todo mundo fica em volta da Meg e ela diz algo do tipo: “I love you, guys!” e ninguém consegue falar nada de volta. A única coisa que sai da minha boca é: “And we love you too”. Ela faz uma cara muito fofa e responde: “Oh, thank you. Obrigada”. AAAAHHH! Adoro gringo falando português!

O pessoal lá embaixo ainda está gritando “Meg! Meg! Meg!”, então eu falo pra Meg: “Send a Kiss”. Ela faz cara de quem não entendeu lhufas, mas nada que uma boa mímica não resolva. Faço o gesto de mandar um beijinho e ela joga um beijo pra galera. A multidão vai à loucura!


Só pra vcs sentirem o calor das pessoas no dia. Essa não sou eu.

Nessa hora todas as meninas tiram fotos com a Meg coletiva e individualmente. Quando é a minha vez, minha amigas se fazem ouvir lá de baixo: “AAAAAHH!”

Depois é a hora de autografar os livros. Eu vou pegar os meus e a Paula diz que a câmera dela sumiu! Ai meu Deus, e agora? A gente procura a câmera, enquanto as outras meninas têm seus livros autografados. Finalmente, a Paula acha a câmera. Ufa! Já pensou se ela tivesse perdido? Ainda bem que a gente achou.

A Paula entrega os livros pra Meg assinar enquanto eu as fotografo. Depois ela entrega o seu livro, Fazendo meu filme (tô fazendo mó merchan aqui, hein, Paula!) de presente pra Meg e a Meg pergunta do que se trata. A Paula responde e a Meg elogia a idéia e diz que pretende aprender português pra poder ler (é ou não é uma fofura essa Meg, hein?). Eu tiro outra foto das duas com o livro da Paula.

Agora era a minha vez. Levo meus livros e sem saber o que dizer solto um “Nice to meet you! Did you watch my video?” pra puxar assunto (eu sei, foi horrível! Mas nessa hora a gente esquece tudo o que tinha planejado dizer. Eu também achei que chegar logo dizendo que ia matá-la não ia causar uma boa impressão, planejava falar isso só depois haha). Outra moça da editora chega junto e diz: “Essa é menina do Rap” (não falei que eu tava famosa por lá? hehe). Eu digo que não era rap, mas tinha rimas e percebo que a minha tentativa de bater um papo vai por água abaixo. O nervosismo não ia deixar mesmo. Ainda bem que eu escrevi aquela cartinha.

A Meg pega os livros e então pergunta o meu nome pra poder autografar. Eu respondo e só então me dou conta que no meio da confusão da câmera, larguei a senha com o meu nome em algum lugar. Tento soletrar o nome, mas sai tudo errado. Eu já estava confundindo as letras todas. AI MEU DEUS, e agora?

Felizmente, alguém da editora traz um papel pra eu escrever o meu nome (eu já falei que eles são uns amores?). Quando a Meg lê, comenta: “Ah, mas esse nome é fácil!”, e autografa meu DP3 (o meu favorito e que ficou com o E todo rabiscado porque a esperta aqui esqueceu como se soletrava o próprio nome. Mas foi legal. Agora sempre que eu pegá-lo, vou lembrar da história do autógrafo. Hehehe), meu DP1 (o primeirão!) e o recém-comprado DP10 (o último da série e que está quase empatado em preferência com o 3).

O fotógrafo pergunta se ele já tinha tirado uma foto nossa e eu respondo que não. Tiramos uma foto e quando a Meg acha que já acabou, eu digo: “Wait a minute. I’ve got a gift for you”. Porque eu não estava lá em cima só por mim. Eu estava representando também outras 4 meninas lá embaixo e que nesse momento estavam gritando à beça porque eu tinha me levantado pra buscar o nosso presente.

Eu trago o Meg’ame e a Meg fica supresa e toda feliz quando vê e diz: “Oh, Thank you” e mais alguma coisa que eu não lembro. Ela não sabe o que fazer, então eu digo: “So, let me open it” e solto o lacinho delicadamente e abro a caixa. Aí eu mostro pra ela as coisas que têm dentro: “So, this is a letter for you, and this is the manual of the game, and...”. Aí eu pego e abro o tabuleiro.


A Meg fica com cara de boba e um monte de gente da editora vem ver o presente. Eu digo que é tipo um Jogo da Vida, mas um especial pra ela e os olhinhos da Meg brilham *-*. Ela fica de boca aberta observando o tabuleiro e só consegue dizer: “It’s all about my books...”, ainda atônita. Minhas amigas nessa hora estão gritando mais que tudo lá embaixo e então eu digo: “Are you seeing those girls screaming? They helped to do it...”. E aí a Meg olha pra elas e faz a coisa mais legal de todas: vira o jogo pra todo mundo lá embaixo ver animadérrima! Muito demais!

Agora além de gritando, minha trupe está toda pulando. Eu também não consigo me conter e comemoro com as meninas enquanto a Meg está de costas pra mim. \o/

Quando ela vira de volta pra mim, agradece de novo e eu digo: “You have to play it”. Ela responde que vai jogar sim, mas que primeiro vai ter que colocar os óculos pra poder enxergar (ela faz o gesto de colocar os óculos).

Eu guardo-o de volta na caixa e peço pra tirarem uma foto nossa com o jogo.

Eu nem lembro se a abracei. Devia ter dado um beijinho, mas sabe como é nessas horas, né? A gente está tão nas nuvens que nem se lembra de nada. Paula, você que estava lá, lembra do que aconteceu pra me contar? Porque eu não estava lá não...(he he). Eu estava em qualquer lugar a não sei quantos mil pés longe da terra firme.

A Meg desce pra dar os autógrafos pro resto do povo e eu arrumo as minhas coisas e desço pra encontrar com as minhas amigas na fila do autógrafo. EU TINHA FALADO COM A MEG! ELA TINHA RECEBIDO O MEU PRESENTE! E TINHA MOSTRADO PRA GALERA!!!!! Nosso encontro foi melhor que a encomenda. Melhor que no sonho. Pena que durou tão pouco. Sério, eu nutria uma certa fantasia em me tornar amiga da Meg. Hahahaha! Mas foi bom mesmo assim! Hahahaha!

Ah, e pra quem duvidava de que a Meg tinha gostado do presente, ela colocou até foto no blog dela. Por enquanto, ele é o único presente do Brasil com essa regalia. Olha só que chique! Agora o Meg’ame está mundialmente famoso!

Sério, eu não preciso de mais nada na vida. Minha missão no mundo está cumprida.

Eu conto pras meninas o que aconteceu lá em cima e depois vou falar com a Paula e a Marcelle, que estão logo atrás na fila. Eu prometo comprar o livro dela e volto lá pra frente. Meu pai diz pra eu ficar ali grudada na casinha da Meg pra poder gravar as meninas entrando e eu me divirto com as pessoas ali.

As pessoas da fila realmente são um capítulo à parte nessas coisas. Umas meninas fizeram um cartaz muito lindo escrito que a Mia podia ficar com m&m’s, mas que o Michael Moscovitz era dela. Aí a gente comentou e chegou à conclusão de que o Michael era patrimônio público. Hahahaha! Uma levou uma camisa em que todo mundo assinou pra entregar pra Meg. Outras pessoas na fila estudavam pra prova da UERJ de domingo enquanto esperavam. Outras obrigaram as mães a ficarem lá na fila desde de manhã cedo. E uma garota que estava ao meu lado ali em frente à casinha roubou a cena: ela tinha matado o pré-vestibular pra ver a Meg e depois de ter seus livros já autografados, ficou lá escrevendo umas plaquinhas pra Meg ler do tipo: “I love you and your all boys”, e “Crazy for you” e “You are Diva”.

Toda vez que a Meg via as plaquinhas, ela ria. Uma hora chegou a falar rindo e mexendo o dedo do lado da cabeça: “You’re crazy!”. Hahahaha! Muito legal! Depois a menina ficou super feliz: “Gente, ganhei meu dia. A Meg me chamou de maluca!” Hehehehehe! Aquilo estava animando a Meg, tadinha, que já tinha tido um dia super cheio e mesmo assim não deixava de sorrir e puxar papo com cada pessoa que entrava na cabine. “How aaare you??” Um amor! Dava pra ver que mesmo sendo cansativo, ela estava adorando receber todo aquele carinho. De vez em quando ela virava pra retocar a maquiagem, dava um suspiro, e voltava com aquele sorrisão-diva dela. É por isso que eu amo essa mulher!

E sabe o que eu acho mais legal da vinda ela ao Brasil? É que finalmente a mídia está dando a devida atenção ao trabalho da moça, que pode ser de adolescente e de mulherzinha, mas é muito bem feito. Ela merece todo o sucesso que faz porque dá pra perceber o quanto ela se esforça pra escrever seus livros. E ela os escreve sem deixar de atualizar o blog, o twitter, responder aos e-mails e ao pessoal do fórum. Ela simplesmente ADORA os seus leitores. Chega até a reclamar quando a gente não manda notícias pra ela! Ela faz tudo com tanto amor e sinceridade, sabe? Fiquei feliz mesmo por ela estar tendo o seu trabalho reconhecido por aqui.

Pois então, o Brasil todo agora sabe quem é Meg Cabot. E Meg Cabot agora também sabe o que eu já sabia há muito tempo: o Brasil é o melhor país do mundo. A gente tem os nossos problemas sim, mas, cara, esse país é o paraíso! Tem a melhor comida, as melhores praias, faz sol o ano todo, nossa língua é linda e principalmente, o povo daqui é muito acolhedor! E finalmente, ela está tendo a chance de ver o quanto a gente do Brasil gosta dela também. Porque, aqui no Brasil, a gente demonstra que a gente gosta MESMO. Sem dúvida, essa é a melhor turnê que ela está fazendo. A gente não tem vergonha de abraçar, de dar beijinho, de dar presentes, de dar uns gritinhos histéricos... Somos um povo muito sociável. Até demais.

Meg aprendendo como é que faz o coraçãozinho do Alexandre Pato

O orkut era pra ser uma coisa restrita em que uma pessoa chamava outra pessoa, que chamava outra, que chamava outra... Bastou chamarem um brasileiro, pronto! Esse chamou a turma toda, que chamou outras turmas, que chamaram outras galeras e num mês só tinha brasileiro no orkut.

Teve um episódio engraçado uma vez num chat que a Meg fez no ano passado pra vocês verem como brasileiro é fogo, né cara! Ela respondeu as perguntas e depois saiu e deixou o chat a cargo da moderação. Estava todo mundo se comportando bem até que os brasileiros se descobriram e decidiram trocar MSN. A moderação avisou que era proibido e aí as meninas começaram a conversar em português pra despistar a moderadora. “Passa o MSN”, “Mas é proibido”, “Coloca sem o @”. Hahahahaha! A moderadora tava ficando maluca já.

Mas até que o pessoal da sexta-feira se comportou direitinho na Bienal. Foi bem tranqüilo. Não houve confusão e todo mundo pegou o seu autógrafo feliz da vida. Também somos um povo muito educado quando queremos, viu!

Voltando ao relato...

Quando chega a vez das minhas amigas, eu vejo uma empurrando a outra porque ninguém queria ir na frente! Vai entender! Eu filmo todas elas e depois vamos dar uma volta e comprar o livro da Paula. Ela autografa o livro e me faz prometer viciar minhas amigas todas no livro dela também. Eu digo que pode deixar e que isso não seria problema. Hehe! Depois a gente fica conversando um tempão sobre a Meg, DP, os primórdios da Internet, as traduções da Ana Ban e um montão de coisas. A gente tira uma foto e se despede.

Nisso já são mais de 17h30 e quando a gente passa pelo estande da Record, ele está quase vazio e a gente decide registrar a Meg indo embora, o que aconteceria às 18h. Eu e a Jami ficamos à espreita pra ver por onde ela vai sair. Eu descubro e chamo a Jami. Ela tirava as fotos, e eu filmava. Ela sai da cabininha e dá um “Bye, bye” pra gente enquanto passa por dentro do estande. A gente sai correndo igual paparazzi pelo lado de fora e espera ela entrar no carrinho e ir embora, acompanhando tudo de longe. O pessoal da editora conversa alguma coisa entre si e a Meg fica olhando sem entender nada. Enquanto eu filmava, o segurança, super fofo e que tinha até uns bottons Eu S2 Meg Cabot pregados no terno, sai da frente pra eu poder gravar melhor! O carrinho começa a andar e a Meg vê a gente ali novo e dá mais um “bye, bye” mó feliz, a gente é educada e responde “bye, bye” também e então ela fala “Tchau!”. E a gente dá Tchaaaau também e filma ela indo embora. Que máximo! Ganhamos um Tchau da Meg!

Eu e a Jami perguntamos ao pessoal da editora se eles tinham guardado os presentes e eles respondem que sim e que depois vão mandar tudo pro hotel dela. A gente agradece a eles por trazerem a Meg ao Brasil, que foi muito legal e tal e eles falam pra gente voltar no domingo. A Jami pensa em perguntar em que hotel a Meg está, mas desiste. Ia parecer muita loucura! Hahaha! Depois a gente ficou tentando adivinhar qual era o hotel e falou de brincadeira: “Deve estar no Copacabana Palace”. Só que depois a gente descobriu que ela estava MESMO no Copacabana Palace! Eu num falei que essa mulher era diva? (Jami, aquele negócio da gente ser vidente tá ficando mais forte a cada dia! A Meg vir a Bienal, o nome do DP10, o hotel em que ela estava... A gente tem que abrir uma tendinha e começar a ganhar dinheiro com isso!)

Gente, Record investiu pesado, hein! Vocês falaram pra ela QUEM já tinha se hospedado lá? Chefes de estado, Madonna, Rolling Stones, Lenny Kravitz... Só gente fraca... Mas o que deve ter tido de retorno? Deve ter valido a pena. Eu sou da opinião de que a Meg tinha que vir todo ano. Ou melhor, que ela devia logo se mudar pra cá!

Pronto. Agora a gente podia ir embora também. Dia mais que perfeito. Fiquei na Bienal das 10h às 18h com só um chazinho de morango e uns biscoitinhos de água e sal no estômago. Mas eu faria tudo de novo. Voltamos pra casa falando de tudo o que tinha acontecido ainda meio sem acreditar que tinha ocorrido de verdade. Falei com a Meg, tirei foto, autografei livro, entreguei presente, conheci um monte de gente e no final ainda ganhei um Tchau da Meg. O que mais eu podia querer?

Ver a palestra, claro! Depois desse dia too marvelous for words, a gente TINHA que voltar no domingo. E voltar no domingo ia ser uma aventura ainda maior do que tinha sido ir lá na sexta.
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Meg-a relato da melhor Bienal de todos os tempos - parte 1

Dia 11 de Setembro

*Pausa para reflexão*
No dia 11 de Setembro de 2001 ocorreu o atentado terrorista ao World Trade Center e ao Pentágono, o qual mudou toda a nossa história contemporânea. Meg Cabot morava pertinho de lá na época...
*Fim da pausa para reflexão*


Era hoje. O GRANDE DIA! O dia em que eu finalmente ia conhecer Meg Cabot. A mulher que me transformou em uma viciada em leitura e que eu tinha esperado tanto e até sonhado (literalmente) em conhecer.

A ansiedade é tanta que acordo às 4 da manhã. Tento dormir de novo, mas fico me remexendo na cama até às 6h, quando eu desisto de dormir e levanto. O plano era acordar só às 7h, sair de casa às 8h, buscar a Adriana às 8h30 e chegar na Bienal às 10h. Ai ai, logo hoje que eu tinha acordar descansada, de manhãzinha e já estou toda doída. Planejo dizer isso a Meg. Já é a segunda vez que ela me faz ficar sem dormir direito esse ano! Eu já tinha até imaginado o diálogo:

Eu: Meg, eu vou te matar.
Meg (com cara de assustada): Por quê? O que eu fiz?

Eu: Porque por sua culpa eu não dormi direito essa noite.

Meg (faz cara de culpada): Ah, desculpa...

Eu (rindo): Tá tudo bem. Se você me der um abraço, eu te perdôo.
(Ela ri, me abraça e a gente tira uma foto)


Às 7h, todo mundo começa a se arrumar e incrivelmente o plano funciona perfeitamente. No meio do caminho, a gente chegou a ver a Fe pegando o bus! Às 10h, estávamos chegando a Bienal. Quase nenhum carro. Tiramos umas fotos do lado de fora do RioCentro e tentamos imaginar quais as pessoas em volta estavam no evento por causa da Meg.

Ao chegarmos ao Pavilhão Azul, logo vemos o estande da Record e uma discreta filinha com pessoas sentadas. Sentamos também e garantimos nosso lugar. Eu fico lá na fila pra descansar enquanto meu pai, minha irmã e a Dri vão dar uma volta.

Esse tipo de evento, além de ser super legal porque a gente encontra com o ídolo e tal, ainda é divertido porque a gente conhece um monte de pessoas de vários lugares diferentes que nunca iríamos olhar na cara (tinha gente de São Paulo, Minas, Brasília, Bahia, Rio Grande do Sul... A diversidade de sotaques do Brasil é muito demais!), mas naquele momento, estamos todos ali compartilhando um único sentimento (no caso, o amor pela Meg). Na fila. È uma coisa muito bonita de ver, porque apesar de a gente não saber o nome da pessoa ao lado, assunto é o que não falta e pode ser que muitas amizades comecem por ali. Ainda tem aquelas pessoas que a gente conhece do orkut e dos fóruns da vida e que encontram nesses eventos a grande chance de se ver pessoalmente. Ou o contrário: as pessoas que a gente vai passar a reconhecer na Internet depois do evento.

Na frente do estande da Record há um estande da Eletrobrás com um típico Contador-de-Histórias-da-Bienal. Chato, mala e vestido estranhamente. Esse estava de nobre do séc. XV. Ele fica falando que vai dar brindes e que o povo da fila pode participar também. Mais um pouco chegam umas crianças pra acabar com a solidão do contador-de-histórias e ele finalmente deixar o pessoal da fila em paz. A historinha do dia era muitooooo interessante. Falava sobre a história da eletricidade. A gente na fila comenta como o cara é ruim e não tem história nenhuma pra contar. Coitadas das crianças! Ficam ali aturando ele só pro causa dos brindes.

Depois de um tempo a Fe chega ao evento. Fico super feliz ao vê-la e depois de dar um abraço nela, peço pra ela comprar uma água pra mim, já que ela não ia ficar na fila e eu estava morta de sede. A água da Bienal é de ouro: R$ 2,50!

Esther, Adriana e meu pai voltam. Começa a distribuição da pré-senha na que o pessoal ia ter que preencher um cadastro e depois trocar pela senha de verdade. Ligo pra Jami e falo pra ela correr, mesmo ela estando dentro do ônibus. Puxo meu pai pra ele pegar o papel pra Thaissa. Eu pegava o da Jami. (Gente, eu não peguei 2 papéis. Só o da Jami. Eu era VIP, lembra? Só estava na fila por motivos totalmente altruístas e também porque ir para um evento desses e não enfrentar a fila não tem na mínima graça)

O moço da distribuição descobre que ainda tinha que colocar um carimbo de autorização dos direitos de imagem pra poder pôr a foto na Internet exatamente na hora que ia dar o papel pra gente. Meu pai fica bolado por estar ali naquele bando de meninas. O moço recolhe todos os papéis e depois volta com novos devidamente carimbados.

Depois, uma moça da editora (Adriana Nascimento, o nome dela. Eu gravei porque era homônima da nossa Adriana) começa a gravar o pessoal da fila mandando mensagens para a Meg. A gente diz que a ama e que ela é uma fofa. A Dri ainda acrescenta que por ela, a gente estava até passando fome.

Finalmente a Jami e a Thaissa chegam. Elas contam como foi a aventura delas pra achar a praça XV e pegar o ônibus. Todo mundo preenche o seu cadastro feliz da vida. Nisso já eram quase 11h30. A Jami pede pra ver o Meg’ame pronto.

O Meg’ame era o nosso presente pra Meg que a gente passou as férias todas fazendo. Minha irmã (junto com as outras meninas) fez um pra mim de aniversário no ano passado e então, a gente decidiu fazer uma versão in Ingrish pra Meg levar pra casa. Ele é tipo um Jogo da Vida, só que especialmente da Meg. Abrimos a caixa e ficamos admirando como ele tinha ficado legal. A Meg ia AMAR!


Ao meio-dia, a fila começa a andar e logo, logo, estava todo mundo com a sua senha devidamente nomeada. O pessoal da Record caprichou. Aquela senha é um luxo só.


Aproximo-me do pessoal da editora que estava lá trabalhando com as senhas e me apresento como ganhadora da promo.

Eu: Oi, eu ganhei a promoção do vídeo. Com quem eu falo pra pegar a “senha dourada”?
Ela nem pede meu R.G. e responde:

Moça (acho que era a Rebecca, que mandou os e-mails da promo): Ah, você ganhou a promoção! A gente morreu de rir com o seu vídeo! Você pode passar aqui depois porque agora a gente tá meio ocupado?

Eu: Tudo bem.


Ha! Eles gostaram MESMO do vídeo! Já estou até famosa lá na editora! Que legal!

Outra coisa que fez sucesso lá na Bienal foi a camiseta que eu mandei fazer. Muita gente perguntou onde eu tinha arranjado e quando eu respondia que eu tinha feito, elas ficavam até meio decepcionadas porque aí não iam poder comprar, mas elogiavam o trabalho. Modéstia a parte, ficou muito legal mesmo, mas mal sabem elas que eu e o Photoshop não nos entendemos e por isso a montagem tinha sido feita praticamente no Word.

Montagem-gambiarra é o que há!

Fomos ingerir algum alimento porque estava todo mundo faminto. Eu até compro um croissant de frango, mas não consigo comer. Acho que era o nervosismo. Até o cheiro da comida das outras meninas estava me fazendo mal. Meu corpo estava cansado da noite mal-dormida e fico com medo de desmaiar quando a Meg chegar.

Em meio a conversas sobre a Meg, o Saara, o Mercadão de Madureira, águas de coco roubadas e eu ficando rouca na minha 1ª Bienal, eis que passa um grupo de bailarinos enfileirados saltitando e com uma das mãos levantadas. O mais legal é que um grupo de alunos começou a segui-los e com a mesma pose. Hilário! Só vendo mesmo.

Ao fim do almoço, nos encaminhamos de volta ao estande da Record. Falo com as moças das senhas e elas chamam a Rebecca. Ela me leva lá pra cima do estande pra eu ir buscar minha caixa-surpresa. Pergunto a ela se tem DP10 dentro porque se não tivesse eu ia comprar pra Meg autografar (eu só tinha lido o original). Ela diz que ia ver. A gente tira umas fotos de mim com a caixa e ela diz que eu posso abrir.

Gente, que caixa era aquela? Muito linda! Não tinha DP10, mas tinha o novo Avalon High em manga! E NÃO É SÓ APENAS ISSO! [Locutor das Organizações Tabajaras mode on] Ainda tinha:
- Uma coroinha
- Uma tiarinha
- Um colar muito lindo
- Bottons EU S2 Meg Cabot
- E um diário rosa personalizado de DP muito perfeito.

Fofo demaaaaais! Valeu, Record! Vocês são 10!

Eu desço com a caixa pra mostrar pras meninas e na escada há uma garota que diz ter feito brigadeiro pra Meg e pede pra entregar ou que pelo menos a Meg receba. Tomara que tenham dado pra Meg porque brigadeiro é, tipo, a melhor guloseima que existe. E é do Brasil! [Brasil, sil, il, il!]

As meninas vêem a caixa e colocam a coroinha em mim. Compro DP10 e mais uma pá de livros porque o estande estava dando um desconto bom. Logo depois, finalmente conheço pessoalmente a Paula e a Marcelle. A gente é que organiza aquela comu de DP há anos, mas só agora tinha tido a oportunidade de se encontrar. Também pudera! O sotaque das duas entrega logo de onde elas são: a Paula de BH e a Marcelle de Fortaleza! Uma fofura! Quando eu comento do sotaque mineiríssimo dela no vídeo, ela também diz que o meu carioquês não fica atrás. Hehe!

Eu e a Paula subimos e ficamos conversando o tempo todo. Eu mostro a ela as amigas do vídeo lá embaixo, que estavam só me vigiando (hehe) e conto mais um monte de bobagem que a gente já aprontou por causa dos livros da Meg.

Nesse momento, a empolgação já tinha tomado conta do meu ser e não me sinto mais cansada, apesar de ainda não querer comer nada do que o garçom servia (tava muito chique, benhê!). Eu só bebia água. E mesmo assim pouca, por medo de querer ir ao banheiro na hora H. A Giu Alonso, da editora, diz que qualquer coisa que a gente quisesse, era só pedir e que ela estava lá para nos servir. Muito fofa, né! Ela é uma das que respondem o pessoal do fórum e, se eu não me engano, respondia os nossos e-mails desde antes de existir a GR.

Conversamos com o resto das meninas e tiramos mais fotos. O mezanino, que estava vazio, do nada fica cheio de gente. Até o Ediney Silvestre da Globo estava lá. O que esse povo todo queria lá? Ver a Meg? Ah, não! Faz um vídeo você também, Ediney! Felizmente, depois eles saem.

A hora de encontrar a Meg se aproximava e incrivelmente eu estava até calma. Acho que meu maior medo era dar algo errado com as meninas, ou eu passar mal, ou coisa assim.

O tempo passava e nada da Meg chegar. Eles dizem que mostraram o nosso vídeo pra ela (AAAAHHH!) e que agora ela estava dando uma entrevista pra Globo News e ia chegar de carrinho (é muito Diva, né?).

E eu disse que estava tranqüila, né? Isso até o povo começar a gritar insandecidamente Ai meu Deus, é a Meg! É agora! O coração acelera, os pêlos se arrepiam, eu pego a câmera pra gravar ela subindo... É a Meg! É a Meg! É a Xuxa! ...

O mesmo moço da distribuição do cadastro tenta puxar um corinho pra Meg pra abafar a chegada da Xuxa, mas ninguém ouve. Ele tinha que ter levado um mega-fone. Demais! Adorei a animação dele.

Daqui a um tempo, outra gritaria. Dessa vez era verdade. Era chegada a hora. Depois de anos de espera, eu ia conhecer Meg Cabot.
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