domingo, 5 de março de 2017

27

Ontem me juntei ao clube dos 27.

27 anos. Kurt Cobain, Jim Morrissey e Janes Joplin não conseguiram ultrapassar essa marca, por motivos de drogas. E depressão. E um monte de outras coisas ruins. Eu bem pretendo ultrapassar essa idade maldita da melhor forma, mas vou ter que confessar que fazer 27 não tem o mesmo peso de fazer 26. Porque com 26 você ainda se sente meio com 25, que é basicamente o melhor de dois mundos: você tem a vitalidade da juventude, a vontade de desbravar o mundo e o dinheiro pra fazer essas coisas acontecerem. Mas, com 27 eu já meio que me pergunto qual o sentido disso tudo.

Já há algum tempo (desde os 25, na verdade), venho me perguntando se nossa geração não falhou em sua missão de mudar o mundo. Quer dizer, quando a gente tem 15 anos, sempre ouve aquele papo de que somos “o futuro da nação” e fica aquela promessa de que tudo vai ser melhor. Só que chegam os 20 e poucos anos e esquecem de avisar que aquele futuro que falavam lá atrás já é o presente. Essa galera que antes falava de nostalgia de um modo exagerado, agora realmente tem motivos. E já vemos gente “da nossa idade” alcançando um lugar de relevância na sociedade, não de um jeito prodígio, mas simplesmente pelos próprios méritos. Definitivamente não é mais uma geração de promessas e sim de entregas.

E eu me pergunto que tipo de mundo estamos entregando para a nova turma que vai chegar. Porque parece que a geração que um dia foi a esperança ficou egoísta, mesquinha e mais do mesmo. E me dá um pouco de vergonha de ver o legado que a geração Nutella vai deixar. Porque nascemos em uma época em que grandes mudanças eram esperadas e aconteciam, e estamos entregando um mundo mais cinza, mais desigual e mais dividido.

Outro dia mesmo estava assistindo um show do U2 e, pra variar, claro que o show era irado! O estádio cheio, a galera ensandecida, aquela guitarra cortante do The Edge, a bateria rebelde do Larry, Bono Vox passando mensagens de paz, amor, respeito, igualdade... 

E aí fiquei com um pouco de pena do U2, que outrora estava ganhando tudo nos Grammys, não receber o devido valor atualmente porque os caras são muito bons. Mas, ao mesmo tempo, também senti que aquilo tudo agora parecia meio fora de contexto, porque não existem mais bandas como o U2 por aí. Esse negócio de mensagem política e ativismo social, muito comum na década de 80, acabou! Tem gente que diz que o Coldplay é o U2 dessa geração (e eu gosto bastante do Coldplay, principalmente depois de Viva la Vida, e nem sou a maior fã do U2 também, sinceramente), mas... não é a mesma coisa.

Em certos momentos, o show ganha ares quase religiosos, e as letras de Sunday Bloody Sunday parecem mais atuais do que nunca.

I can't believe the news today
Oh, I can't close my eyes
And make it go away
How long
How long must we sing this song?
How long? How long

Só que essa música já tem mais de 30 anos! E mais do que uma canção para chamar de nossa, me envergonha o simples fato de que ela ainda faça tanto sentido! Chega a ser irônico Bono estar há 30 anos se perguntando quanto tempo mais ele vai cantar essa canção! 

Passando a timeline do Facebok, vejo amigos fazendo “protesto de sofá”, ou engrossando o coro dos bolsominions. Vejo gente postando foto na praia e bebendo no carnaval. Gente namorando, noivando, casando, e, o mais difícil de tudo, tendo filhos sem ser por acidente. Não estou preparada para a parte dos filhos. Não mesmo.

E eu me recuso a acreditar que a vida seja só isso. Mas acho que essa parte é melhor deixar para um outro post.

É engraçado você meio que não reconhecer mais seus amigos também. Se há alguns anos, escrevia aqui mesmo neste blog, o quanto era legal ver todo mundo crescendo e conversar sobre o futuro e ver como nada tinha mudado, mesmo que tudo estivesse diferente, não posso dizer que isso ainda seja verdade aos 27 anos. Não que seja culpa de alguém especificamente. Também não posso dizer que seja a mesma desde quando... comecei este blog, por exemplo. Mas é meio esquisito perceber que muito do que vocês viveram está ficando pra trás. É hora de seguir em frente. A vida fica meio agridoce.

Com 27 anos completos, não posso dizer que a vida esteja ruim. Moro sozinha, ganho suficientemente bem para pagar o aluguel de um apê bacana, a carreira também vai bem obrigada, e eu adoro o que eu faço. E pode parecer uma vida chata, mas a verdade é que eu curti à beça a trajetória até aqui. Fiz grandes amigos, encontrei com todos os meus escritores favoritos, fiquei em porta de hotel, ganhei festa surpresa, fui a NY, entrei em cavernas, assisti a um show do Jamie Cullum na fila do gargarejo...

A quantidade de “life achievements” dessa lista dão uma sensação de dever cumprido que é muito legal. Dá um orgulho danado ver um monte de sonhos realizados no currículo. Mas, ao mesmo tempo, me divido entre me cobrar sobre o que ainda falta, e me perguntar o que mais ainda falta. Porque PRECISA faltar. Senão, qual a graça?

Bom, vou parar por aqui porque escrevendo esse post já percebi que tem assunto para uns dois ou três, e além de não elaborar nada, também já não estou fazendo muito sentido no meu devaneio introspectivo de aniversário.

Na falta de palavras melhores, deixo vocês com essa música do John Mayer que a cada ano faz mais sentido.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

La La Land

La La Land e eu somos um caso de amor à primeira vista. Queria assistir desde que saiu a notícia do início de sua produção. Tá aqui o meu tweet de 2015 que não me deixa mentir.

Porque Ryan Gosling e Emma Stone juntos já é um negócio mágico. Cantando e dançando então, é imperdível! Sério, não tinha como esse filme ser ruim.


Ele é o maior galã da atualidade. Daqueles clássicos, que fica ótimo de terno (e ainda melhor sem...). Parece ter tanta consciência de seu papel que chega a rir de si mesmo nas cenas. Talentosíssimo, está em todos os filmes importantes dos últimos anos. Deu credibilidade a Nicholas Sparks e seremos eternamente gratas por aquela cena do beijo na chuva (eu falei: CLÁSSICO!!!). Rei dos memes, separa brigas, salva gatinhos, usa camisas engraçadas, é feminista, come cereal... Ryan Gosling parece ter nascido para interpretar mocinhos que fazem as meninas suspirarem.

Ela é um poço de carisma, daquelas que você quer ser melhor amiga. Divertida e inteligente, trouxe charme e humanidade a uma personagem que poderia facilmente ficar na superfície. E desde então só entrou em projetos bacanas, trilhando seu caminho rumo ao Oscar. Já tem um tempo que eu venho cantando a pedra que Emma Stone tem todos os requisitos para ser a nova namoradinha da América. Pra completar, canta, dança e sapateia. Como não amar?

Impossível não shippar

Só por isso La La Land já valia o ingresso.

(Reza a lenda que o personagem de Emma Stone, na verdade, era pra ser de Emma Watson, que largou La La Land pra fazer A Bela e a Fera. E Ryan Gosling largou A Bela e a Fera pra fazer La La Land. O nome disso é DESTINO, pessoas!!!!)

Mas aí começou todo o buzz da temporada de premiações, e La La Land ganhou todos os Globos de Ouro possíveis e imagináveis e as expectativas de todo mundo que no início só queriam ver Ryan Gosling e Emma Stone cantando e dançando foram lá no alto. E começaram as dúvidas se o filme é realmente tudo isso.

Depois de finalmente assistir, eu vou te dizer que... é tudo isso sim. O filme é LINDO!!!! Uma história de amor absolutamente envolvente, com músicas ótimas, sequências de dança de encher os olhos, cenas que parecem pinturas impressionistas, um colorido mágico no figurino, o roteiro tem uma delicadeza ímpar... Merece todos os prêmios que já ganhou e vai ganhar. É daqueles filmes te fazem sair do cinema... flutuando! “Dá o Oscar pra ele!”, fiquei pensando. “Não tem mais pra ninguém, dá todos os Oscars pra ele!”, vibrei, ao sair da sala de cinema, planejando assistir novamente em outra ocasião.


O que não quer dizer que o filme tenha me ganhado de cara.

Eu, que estou ficando bem viciada em musicais, mas que, particularmente não curto o gênero homenageado (aqueles filmes do Gene Kelly em que ele ficava dançando durante mil horas, e tal), a princípio não gostei da sequência inicial. Achei exagerado, fora do lugar. Onde estavam Ryan e Emma durante toda aquela cantoria? Era bonita, sim. Mas achei cedo pra toda aquela parafernalha.

Durante boa parte do início, as sequências musicais me pareceram meio sem contexto, apesar de maravilhosas. Fiquei com medo. Sim, eu sabia que o filme era uma grande homenagem a esses musicais que fizeram história, à era de ouro do cinema hollywoodiano, etc. Mas nada disso seria suficiente se La La Land fosse só uma homenagem com cheiro de mofo, como um outro filme que ganhou até o Oscar anos atrás, mas que, sinceramente, eu dormi quando fui tentar assistir. Ou esse outro que na teoria também era genial, mas que depois que terminou o filme eu fiquei tipo: “Sério que esse filme ganhou o Oscar? Vocês tão de brincadeira que premiaram isso aí, ao invés de Boyhood?”.


Mas é aí que está o grande trunfo de La La Land. Toda a parte técnica é impecável. Mas isso tudo é só uma moldura para uma história linda, sensível, que dá um quentinho no coração. E o modo como essa história combina com a música, e a dança e o figurino é o que torna tudo tão certo. E é por isso que La La Land desperta essa paixão arrebatadora nas pessoas. Afinal, é um filme sobre paixão. Feito com paixão. Realmente, com esses ingredientes, não tinha como dar errado.

Emma Stone, maravilhosa, pra variar, é Mia (ah, essas Mias me perseguindo!). Ela é barista de um café nos estúdios da Warner e vive, sem sucesso, fazendo audições para papéis em LA. Ryan Gosling, mais uma vez incrível, é Sebastian. Um pianista teimoso que sonha em abrir seu próprio clube de jazz para que as pessoas voltem a apreciar a boa música, mas não consegue se desvencilhar do passado.

Os personagens são apaixonantes. Cheios de sonhos, os dois se ajudam, e se aconselham e dão força um pro outro. (Tem uma hora que Ryan Gosling parece recitar o meme do Hey Girl!). E eles brigam, e se encontram, e se desencontram, como todo bom romance que se preze deve ser. Mia e Sebastian não são perfeitos, mas são perfeitos um pro outro. E é por isso que você vai se emocionar com a história dos dois.


E quando o filme resolve investir nos personagens, tudo começa a fazer sentido.

Ao mesmo tempo em que é homenagem, La La Land tem autoconsciência de que precisa trazer coisas novas para o gênero, ou pelo menos uma nova roupagem.

Em dado momento, Mia pergunta a Sebastian se não está soando “nostálgica demais”. E o próprio desenvolvimento dele, um entusiasta do jazz (foco no jazz!!!) que se recusa a aceitar coisas novas é todo metafórico.


Mas a peça fundamental na verdade é o personagem de John Legend que joga todas as verdades na cara do Ryan Gosling. “Como você quer ser revolucionário, se é tão tradicionalista?” (Pois é, é a minha fala favorita do filme também!). E é nessa hora que o filme dá uma virada e começa a ficar genial. 

Assim como o jazz, que eu aprendi a gostar graças a um cara mais ou menos tipo o personagem do John Legend, o filme parece dizer que os musicais também precisam de uma nova roupagem, para atrair a molecada. Pode parecer que não, mas as pessoas estão sedentas por entretenimento de qualidade. Tudo que a gente precisava era... bom, Ryan Gosling e Emma Stone, e uma história bem contada pra deixar a gente babando na cadeira do cinema.


E assim como esse blog, que tem os dois pés fincados na nostalgia e o nome inspirado no jazz, sua proprietária sabe bem que nostalgia é legal, mas olhar pra frente é o que torna tudo mais interessante.

E daí o filme, assim como Sebastian, para de se preocupar com o passado, e decide traçar seu próprio caminho.

E La La Land pode não revolucionar nada. Mas, de alguma forma, parece moderno. E todas as cenas musicais, inclusive aquelas que eu achei exageradas no início, ganham sentido no final. O que torna tudo ainda mais bonito. (Rimas narrativas, amigos! Rimas narrativas! Chega a ser poético quando o cara usa um recurso desses num filme musical.)

Não é um filme perfeito. Mas é perfeito em suas imperfeições. Ryan e Emma, por exemplo, não são os melhores cantores, ou os melhores dançarinos. E não eram pra ser mesmo. O relacionamento entre os dois personagens é cheio de altos e baixos. E como deixa claro a lindíssima sequência final de tirar o fôlego, isso não faz a menor diferença.

O importante aqui é que La La Land conseguiu me deixar maravilhada, enebriada, flutuando... como o casal principal. Só por isso, La La Land já ganhou todos os Oscars do meu coração. E se o filme é para os tolos que insistem em sonhar, me dá licença que eu vou escrever a minha fic de continuação, porque eu não vou conseguir superar esse filme tão cedo.

Eu, depois de assistir La La Land


Obs com SPOILER: Mas eu sou muito besta, e achei lindo toda aquela sequência em que todo o filme é reencenado sem os percalços do relacionamento dos dois, mesmo que tenha sido o maior golpe baixo mostrarem nosso ship favorito casado em com filhinhos, pra depois esfregar na nossa cara que nada disso ia acontecer. Caio igual a um patinho nesses falsos finais felizes e fico supersatisfeita, mesmo sem happy ending)
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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

5 razões porque você PRECISA assistir Wicked

Wicked é um musical que conta a história de origem da Bruxa Má do Oeste, do Mágico de Oz (isso mesmo, aquela verde). A peça estreou pela primeira vez em 2003, na Broadway e nunca mais saiu de cartaz. De lá pra cá, já foram feitas mais de 15 montagens ao redor do mundo, incluindo uma no Brasil, que fica em cartaz até o final do ano (dia 18/12, pra ser mais específica). A razão para tanto sucesso é só uma. O MUSICAL É ÓTIMO!!!!!!


Assisti pela primeira vez em Londres, meio sem querer ver. “Wicked, Esther? Mas é sobre O Mágico de Oz! E eu nem vi O Mágico de Oz!” Queria mesmo assistir Mamma Mia, que era mais garantido. Mas, muito mais caro. Então, acabamos ficando com Wicked mesmo. E MEU DEUS, QUE MUSICAL MARAVILHOSO!!!!!!!!!!! (Todas as exclamações não são suficientes pra demonstrar toda a minha emoção quando falo de Wicked).

Pra começar, não precisa nenhum conhecimento prévio de O Mágico de Oz pra apreciar a história. E depois, nossa, sabe quando uma história te toca de um jeito que é até difícil de explicar? Então, foi isso que Wicked fez comigo. Se infiltrou dentro do meu coração e apertou ele todinho, me levando às lágrimas em alguns momentos. E me fez rir com vontade, em outros. E vibrar com as conquistas dos personagens. E suspirar com os romances. E ficar refletindo com o subtexto da história, e cantando as músicas durante dias e dias a fio. Definitivamente meu musical favorito de todos os tempos. Muito, muito, mas, muito melhor que Mamma Mia! Tem nem comparação!

Wicked é coração puro. Emocionante do início ao fim, com mensagens necessárias especialmente nesse mundo de cada vez mais intolerância. Lindo, lindo, lindo demais!

Meu nível de animação quando falo de Wicked

Ok, estou perdendo a linha aqui (é difícil não perder quando se fala de Wicked). A empolgação toma conta, a fala se eleva, o olhinho brilha, eu começo a cantar Defying Gravity... Tá legal, respira. Vamos tentar fazer uma lista por que você deve deixar marcado na sua agenda pra assistir essa história maravilhosa quando tiver a oportunidade de viajar, ou, se estiver em SP, correr pra garantir um lugar até 18/12! (Sério, se você está num lugar que está passando Wicked, vai por mim, essa deve ser uma prioridade na sua vida.)

1. A HISTÓRIA É ÓTIMA!!!!

Como já disse antes, Wicked é um prelúdio de O Mágico de Oz, que conta a história não contada de Elphaba, a famosa Bruxa Má do Oeste, e Glinda, a boa. Mas você não precisa ter nenhum conhecimento prévio para apreciar essa obra prima do teatro da Broadway. Até porque, durante a peça, a gente “descobre” que Bruxa Má, na verdade não é tão má assim. E a boa também não é tão bondosa quanto se imagina.

Com todos os ingredientes necessários para se tornar um clássico (a essa altura do campeonato, não há dúvidas, Wicked já é um deles), a história tem várias reviravoltas, e os personagens crescem e se transformam no decorrer da peça que equilibra drama, comédia, romance e até crítica política (mais atual do que nunca!). Dá até pra sair da peça questionando “O Bom Selvagem”.

Mas o melhor de Wicked é que essa é essencialmente uma história de amizade. E de auto-aceitação e tolerância às diferenças. E de que a gente deve ir em frente com as coisas que a gente acredita, mesmo que todo mundo fale o contrário.

Impossível ficar indiferente ao turbilhão de emoções encenados no palco. Você vai rir, chorar, e se apaixonar por Elphie, Glinda e todo o restante do espetáculo.

2. As músicas são VICIANTES!!!!

Com um repertório impecável, as músicas de Wicked já fazem parte da cultura pop, e vão grudar no seu ouvido, fazendo você cantá-las por muito tempo depois do espetáculo. Difícil escolher a melhor, na verdade, quando praticamente todas se tornaram hinos da Broadway, e boa parte delas se tornaram hinos pessoais. Mas você vai se emocionar com a esperança da Elphaba em The Wizard and I, rir muito em da Glinda em Popular, se deliciar com a boemia de Fyero em Dancing Through Life (acho de uma poesia maravilhosa só esse título!), suspirar em As Long As You’re Mine... Ai meu Deus, eu gosto de todas mesmo! What is this feeling, I’m Not That Girl, For Good...

Adoro essa!

E eu ainda nem falei de...

3. Defying Gravity

A principal canção do musical não é SÓ uma canção. É o momento “UAU” do espetáculo que te arrepia todinho. É um hino de libertação, com um verso mais arrebatador do que o outro, que é certeza que você vai levar PRA VIDA. Sempre canto com o olhinho fechado, cheia de emoção, porque essa música...ai, não sei nem dizer, só sentir.


Curiosidade #1: Quando estreou na Broadway, em 2003, quem interpretava a Elphaba era ninguém menos que Idina Menzel, que 10 anos depois viria novamente entoar outro hino libertador numa animação da Disney. Canta muito essa mulher! É claro que levou o Tony de melhor atriz nesse ano.
Curiosidade #2: Quem fazia a professora na Broadway há um tempo atrás era a senhoria da Kimmy Schmit (tá cheio de ator talentoso nessa série, gente!)

4. O espetáculo é de encher os olhos


Seria negligência da minha parte não comentar todo o trabalho de direção de arte, figurino, maquiagem, iluminação... Não à toa o musical ganhou o Tony de Melhor Cenografia e Melhor Figurino. Além da história e das músicas serem lindas, o visual da peça também é impecável. Sem contar todos os efeitos de pirotecnia e levitação que deixam o público boquiaberto. Uma superprodução que vale cada centavo do seu ingresso.


5. É um arrasa-quarteirão!!!!

Em NY, ele já está em cartaz há 13 anos. Em Londres, esse ano fez 10. Além disso, a peça já foi adaptada em outros 10 países. Na Broadway, o musical já quebrou recordes de bilheteria 20 vezes. Quando estreou aqui no Brasil, bateu o recorde do teatro, com metade do tempo da peça anterior. É o 11º musical de maior longevidade na Broadway. 

Mais de 10 anos sem parar!!!!!

E os números são impressionantes assim porque realmente é uma história muito boa, muito bem encenada, que te deixa com vontade de assistir várias vezes. Eu mesma já vi duas (uma em Londres, outra em SP, no fim de semana que eu fui no show do Jamie). E fico me segurando aqui na cadeira pra não comprar uma passagem agora mesmo e assistir mais uma vez. Meu vício está NESSE NÍVEL!

Sobre a versão brasileira: Está linda demais! (Eu já falei que vocês PRECISAM assistir?) Toda a parte técnica está impecável (achei até mais bonita visualmente do que a de Londres), as músicas em português ficaram ótimas (destaque para O Mágico e Eu, Ódio e Popular, só não gostei da versão de “I’m Not That Girl”...) e as atrizes estão A-R-R-A-S-A-N-D-O. Cantam demais, e muito carismáticas (já estou muito fã)! O texto em si também ficou superbacana, principalmente as partes da Glinda que conseguiu trazer umas gírias brasileiras, e até incorporou um “beijinho no ombro” com Wesley Safadão que são de matar! Hilário!

CORRÃO!

Estou aguardando ansiosamente o filme que eles tão cozinhando há mais de 10 anos, e finalmente marcaram estreia pra 2019 (AAAAH, tá muito longeeeee!), porque não está sendo fácil, simplesmente. Fico montando inclusive meu elenco dos sonhos aqui, enquanto não sai nenhuma notícia, e quero muito Lea Michelle de Elphaba, porque a menina NASCEU pra esse papel!

Mas, enquanto isso não acontece, deixa eu procurar uns vídeos no YouTube, porque é o que tem pra hoje.

Vou dar na tua cara se disse que não gostou depois!
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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Gilmore Girls, uma metáfora de si mesma

Depois de maratonar o revival, e ficar sem dormir, e discutir incansavelmente os novos episódios, eu ainda não consegui superar Gilmore Girls. Porque eu sou nerd. E faço o dever de casa, como diz a Ju.

Fui ler todas as entrevistas dadas pelos criadores sobre série, e terminei encontrando essa daqui, da época que eles decidiram abandonar a série. Eu provavelmente já tinha lido essa entrevista há muito tempo. Mas nunca tinha reparado na similaridade que as falas de Amy e Dan refletem a série. A entrevista é incrivelmente dramática. Você sente a dor e a raiva pulsando nos dois. Você sente o desespero de Michael Ausiello (jornalista e fã assumido, tão fã que fez uma ponta no revival). Parece até um Friday Night Dinner. Tem falas que parecem ter sido roteirizadas para Gilmore Girls. Estão lá a irreverência da Lorelai, o extremismo da Paris, o sarcasmo da Emily.

Em outra entrevista que li, Dan Palladino chega a comentar como Lorelai compartilha muitas das características da própria Amy. Mas, me arrisco a dizer que Amy Sherman é muito mais Paris do que Lorelai, pelo menos no trabalho. A teimosia de querer que tudo seja do jeito (isso a Lorelai tem de sobra também), o jeito centralizador como conduzem a série e a decisão de largar um trabalho que você tanto ama, justamente pelo próprio bem do programa, baseada numa decisão 100% racional (vê se isso faz sentido pra vocês), são situações com o selo Paris Geller de resolução de problemas.

Pra você que não acompanhou a treta na época, vou fazer um resumo. Mas não deixe de ler a entrevista, porque o melhor dela, assim como Gilmore Girls, não está no conteúdo bruto, mas sim nos detalhes, nas entrelinhas, em tudo aquilo que talvez não tenha sido dito (e essa é uma das belezas desse final também, mas isso eu comento depois).

Os contratos dos showrunners eram renovados ano a ano. Então todo o ano, eles tinham que sentar numa mesa e negociar se a série ia continuar no ar ou não. Eram meados da 6ª temporada, e Amy e Dan queriam renovar por pelo menos mais dois anos, pra planejar melhor as histórias, saber como iam desenvolver os arcos, até de um eventual final. Outra reclamação era que eles estavam trabalhando demais. Faziam tudo na série (planejavam, escreviam, dirigiam, editavam...). Precisavam contratar mais gente pra delegar. Não dava mais pra continuar assim, sob pena de queda da qualidade da série. A Warner simplesmente ignorou os pedidos. Falou que ia renovar um ano só, e que não ia contratar mais ninguém. E aí Amy e Dan ficaram muito revoltados e largaram a série.

E eu fiquei pensando no quanto essa história não representa um pouco do que foi Gilmore Girls nas telas também. É uma história que é...complicada. Não tem certo e errado. Não tem decisão 100% racional. E apesar de serem “negócios”, tem muito amor envolvido. Os personagens são falhos. Fazem besteira. E se arrependem. E repetem exatamente os mesmos erros, porque ainda tem um monte de mágoa ali dentro.

O final desse behind-the-scenes você já conhece. A sétima temporada continuou sem eles e, por mais que não tenha sido uma temporada RUIM, nessa altura do campeonato, os espectadores não conseguiam separar a história mostrada na tela do drama ocorrido fora delas, e a audiência foi caindo, e a sensação geral era que era melhor terminar a série de uma vez. O último episódio, mesmo escrito e gravado sem saber que ia ser realmente o último, surpreendentemente, foi muito bom. Muita gente ficou com a sensação de que se fosse planejado, talvez não fosse tão legal. Uma festa de despedida para Rory, a cidade inteira reunida, Lorelai fazendo as pazes com a família e reconciliando com Luke. É um episódio lindo, amarradinho, extremamente satisfatório.

Mas a gente ficou sem saber as 4 últimas palavras. A gente ficou sem ver o casamento de Lorelai e Luke. A gente ficou sem o final original que Amy tanto alarmou que sempre soube qual seria. Por muito tempo a gente pediu um filme. A gente viu Veronica Mars fazer um com o dinheiro dos fãs, inclusive! Mas não, assim como muitos relacionamentos de Lorelai, ainda não era “o certo”.

E o tempo passou, e com a paciência de Luke, a gente esperou. E a série começou a passar em reprises na TV (tanto lá, quanto aqui!) e ganhar mais fãs. E surgiu o Netflix, que começou a passar as temporadas clássicas, e a série ficou mais popular do que qualquer um poderia imaginar naqueles tempos! A série envelheceu muito bem. Porque fala de relacionamentos e família e conflito de gerações. E ela mesma atravessou gerações nesse período! E a gente viu uma onda de revivals, em sua maioria totalmente desnecessários, tomarem conta tanto da TV tradicional, quanto das plataformas de streaming. E o único que realmente PRECISAVA acontecer...nada! E Amy falava que quando fosse a coisa certa ela ia fazer. E a gente, como Luke, esperou mais um pouco.

Até que veio a chance de retomar a série. 9 anos depois. 16 anos depois do primeiro episódio. Parecia mágico! “I smell snow!”, diria Lorelai. Olha tudo o que teve que acontecer com o mundo para que o revival saísse do papel! E praticamente todo mundo voltou, nem que fosse pra fazer uma ponta! E o revival foi liberado e... é lindo!

É poesia, é arte, é emoção e comédia e fanservice, tudo misturado. Como só Gilmore Girls poderia oferecer.

Não é perfeito. Ainda tem um certo ressentimento de Amy Sherman ali, tal qual o relacionamento de Emily e Lorelai, já que a showrunner fez questão de ignorar deliberadamente todas as decisões criativas tomadas durante a 7ª temporada. E muitos personagens secundários foram subaproveitados por causa desse formato de 4 episódios de 1h30. E algumas coisas que parecem que deveriam ter acontecido uns 5 anos antes. Muitos diálogos expositivos... Mas a história que deveria ter sido contada tá ali, intacta, por incrível que pareça.

Talvez uma das maiores mágoas desse revival ter demorado tanto foi a morte do Richard. Mas até sua ausência foi tão bem aproveitada que pareceu planejada. E de alguma forma, mesmo com todo esse tempo, tudo parecia muito certo, mesmo saindo tudo errado lá atrás, mais ou menos como a própria trajetória de Lorelai, grávida aos 16, mas uma mulher incrível aos 32. 

Tem gente que se preocupa muito com o final dos personagens. Tem gente que gosta de enxergar as coisas como um todo. Geralmente estou no segundo grupo (vide o final de Um Dia, que eu defendo à beça). E o final de Amy e Dan é lindo, apesar de em nada lembrar o que tivemos lá atrás (que eu também gosto muito, e fico feliz de ter existido, e nem tenho pretensão de escolher entre um dos dois). Ele não é amarradinho, e em alguns níveis, nada satisfatório. Ele deixa você pendurado, pensando, imaginando, refletindo. Não é um final fácil. É um final controverso. Pra caramba. Porque Gilmore Girls, por trás das loucuras de Stars Hollow e das referências a cultura pop, não é uma série fácil. E sempre foi controversa. Tem gente que se acha a própria Lorelai, tem gente que não entende como Lorelai pode ser tão...Lorelai(!). Tem gente que se inspira na Rory, tem gente que não suporta a Rory. Tem gente que torce pro Dean, pro Jess e pro Logan. 

E na maioria das vezes fomos um pouco disso tudo durante essa jornada. Mudamos de ideia sobre nosso amor ou ódio aos personagens a cada episódio. Mudamos de ideia sobre nosso amor ou ódio aos personagens porque nós mesmos havíamos mudado, quando fomos assistir novamente. E dissecamos cada um deles. E inventamos mil teorias, e fomos um pouco psicólogos porque os personagens são ricos (alguns até no sentido literal), e complexos e essencialmente humanos. E mesmo com o final da série (de novo!), vamos fazer isso ao longo de muito tempo ainda. Porque Gilmore Girls sempre deixou as melhores coisas nas entrelinhas, apesar de possuir mais linhas do que qualquer outra série de TV.

Gosto especialmente da parte do livro, não só porque, das figuras de linguagem, a metalinguagem é a minha preferida. Mas porque ela se encaixa tão bem! E confirma minha teoria final de que Gilmore Girls, com todas as suas qualidades e defeitos, é uma metáfora de si mesma.

E quando mais eu penso no final, na jornada, no livro, nas 4 palavras, no ciclo se fechando, mais eu enxergo beleza e complexidade na série que é Gilmore Girls. Uma “série sobre pessoas”, como a gente gostava de falar nos idos anos 2000. Uma expressão que caiu em desuso, inclusive, porque nunca mais se fez “séries sobre pessoas” do jeito que se fazia. 

Não que já tenha existido alguma série que pelo menos se parecesse com Gilmore Girls. Não teve, e acho que nunca vai ter. E é isso o que a torna única.  É isso o que a torna... Gilmore.
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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Jamie Cullum no Brasil, EU FUI! - pt 2

O caminho até o teatro em SP foi tranquilo. Desembarcamos em Congonhas umas 20:40, pegamos um táxi com um motorista bem comunicativo (quando eles não são, não é mesmo?) que foi nos mostrando os principais pontos da cidade e sabia de cor o quanto custou cada obra, inclusive as inacabadas, e chegamos ao Teatro Tom Brasil lá pras 21:30. O show era às 22:00.

Dividimos a mesa com um grupo de amigos mais velhos que ficaram atrás da gente e com duas outras meninas mais ou menos da nossa idade que ficaram com as cadeiras da frente. Uma era de SP, outra de Recife. Conversamos como tinha 10 anos que esperávamos por esse show, e como o Jamie era incrível e como tínhamos certeza que iríamos gritar muito durante o show. Esboçamos um plano de tentar entrar no camarim também quando o show acabasse.

Pensei que só fosse começar lá pras 22:30, mas quando nos encaminhamos para a mesa, já tocava o primeiro sinal. Pontualidade inglesa!

Só uma coisa preocupava. A onda de jornalistas que estava colada ao palco para tirar fotos. Se eles não saíssem logo dali, a o bagulho ia ficar tenso!!!!!

O show começou com Same Things e Jamie batucando naquele tambor louco dele, a plateia ainda esquentando, mas cantando todas as letras. Logo depois veio Get Your Way, com a clássica subida no piano seguida do salto lá de cima. O povo cantava lindamente o refrão. Eu tocava todos os instrumentos no ar (como sempre faço em casa e sempre soube que ia fazer no show).

Ao fim de Get Your Way, demos uma dura nos jornalistas, que prometeram ficar ali só as 3 primeiras músicas. Fiz questão de lembrar que já era a terceira agora. Ele cantou Don’t You Know me Babe, do Interlude, que sinceramente, ninguém liga, mas se era pra ele cantar uma música que ia ser atrapalhada pelos fotógrafos, que seja essa mesmo. Aproveitamos pra tirar fotos.


Daí os jornalistas saíram mesmo e o Jamie foi para o piano elétrico. Todo mundo achou que ele fosse tocar uma música mais nova e continuar na vibe jazz clássico quando ele entoou os primeiros versos do refrão de Mind Trick e a galera foi à loucura!!!!!!!

Ele começou bem lento, as pessoas acompanhando todas as sílabas, sem acreditar que aquilo estava acontecendo. ELE QUASE NÃO TOCA MIND TRICK NOS SHOWS!!!!! E essa música no Brasil fez um sucesso estrondoso. E é uma das minhas preferidas dele!!!!!!! Foi a que me apresentou ao seu trabalho, na verdade. Cheguei a pensar que ia ficar só nesse interlúdio mesmo, mas depois ele aumentou o ritmo e cantou a música no seu andamento original, com aquela pegada dançante que é UMA DELÍCIAAAAA!

IIIIIII missed the opportunity
Toooooo get to you babe to stay with me

A gente se segurava na cadeira, querendo levantar pra dançar, mas tinha que manter o protocolo. Logo depois vieram What a Difference a Day Made (cantada também a plenos pulmões) e Save Your Soul (AMO MUITO Save Your Soul! É uma música que tem um significado enorme, uma energia forte, e durante uma época da minha vida parecia traduzir exatamente aquilo que eu estava sentindo) com direito a plateia fazendo “Eeeeeeeeee” e “Ooooooooo” nas partes certas. No final ele pediu que a gente continuasse a capella e foi lindo, lindo, lindo! Vocês tinham que ver a carinha dele quando a gente cantava o “Eeeeeeeeee” e “Ooooooooo”, meio sem acreditar que o povo tinha vindo estudado e já sabia todas as nuances do show, meio sem acreditar que aquele povo sabia as músicas dele a tal ponto de decorar esse tipo de coisa!!!!!!

E então, mais uma surpresa: Everlasting Love!!!! (QUE ELE TAMBÉM QUASE NUNCA CANTA!!!!!) Talvez tenha sido a sequencia de Bridget Jones no cinema, na verdade. Mas assim, todo mundo AMA Everlasting Love, foi uma das primeiras músicas que eu gostei dele, e o povo tava cantando MUITO ALTO todas as letras pra variar! No meio dessa, ele ainda tocou trechos de Next Year (“I’m gonna teeeeeell yooooou, how I feeeeeeeeelllll”), que, nossa, é sempre a minha trilha de 31 de Dezembro, e, amo demais de paixão!!!! Sério, tava difícil de acreditar que ele tava cantando todas as músicas mais legais!

Spend less money on shoes...
Dá uma olhada no tênis dele!
Em I Get a Kick Out of You, ele faz um gesto no nariz na parte em que canta “I get no kick from cocaine”, como quem estivesse usando drogas. HA! Nem gosto muito dessa música, mas adoro quando ele faz isso. Ia ficar extremamente chateada se não fizesse.

De repente, silêncio. Ele começa a batucar o piano (um clássico da Cullumlogia!). E ele bate de um lado. “Ainda não tá bom”. E bate do outro, “Ainda não tá bom”, e bate mais um pouco... E emenda num beatbox maneiríssimo. A gente já sabe qual a música. “Love for Sale” em sua versão malvada, que só o Jamie sabe fazer. A gente vai cantando, acompanhando quando Jamie simplesmente resolve DESCER DO PALCO e IR PRO MEIO DO POVO. Isso tudo sem parar de cantar.

Um clássico

Ele para em frente a uma menina e canta toda a parte da ponte como se fosse pra ela, sortuda, que dá um abraço nele, claro. Nisso, está todo mundo enlouquecido em suas mesas tentando o acompanhar o que está acontecendo no meio da plateia, quando ele resolve voltar ao palco. Só que volta CHAMANDO TODO MUNDO PRA IR ATRÁS DELE!!!!!!! (Sério, ele fazia o gesto com a mão mesmo, tipo: “Vem, vem, pode vir!”).

Aí, meu irmão, não tem compostura que resista. Todo mundo vai pra frente. Eu deixo meu celular na mesa, sem nem pensar duas vezes. A menina da nossa mesa acha que ele tava chamando pra subir no palco e tenta escalar o palco (o segurança não deixa, óbvio). E então, o show, que já estava bom, FICA SENSACIONAL!!!!! Aquela energia contida nas cadeiras extravasa total e a gente curte o show como se não houvesse amanhã! São braços para o alto o tempo todo, inclusive tentando pegar na mão dele que passava ali de vez em quando, e fotos, e vídeos, e corpos dançando e vozes em uníssono entoando TODAS AS LETRAS!!!!

Mãos ao alto!

Sério, galera, os fãs do Jamie são os melhores fãs. Dava pra sentir no ar como as pessoas estavam extremamente felizes, meio extasiadas até, vivendo aquele momento totalmente mágico de assistir o show do seu cantor favorito (definitivamente eram fãs, não tinha desavisado ali), depois de esperar 10 FREAKING anos!!!!!!!!

Depois de Love For Sale, ele conversa um pouco com a plateia, e pede desculpas por ter demorado tanto pra voltar. Ele pergunta “How do I look?”, porque desde então ganhou umas ruguinhas no rosto. Alguém da plateia diz: “You look best”, errando a gramática, mas ele entende, e agradece a generosidade. Ele elogia a performance do público e nos faz prometer que iremos dançar no restante do show (como se fosse necessário pedir).

Ele se dirige para o piano e conta uma historinha sobre um menino que era rejeitado pelas meninas na escola, e que promete que quando ele crescesse, ia virar um cantor muito famoso, e ia se vingar daquelas garotas metidas. Ele complementa que aquele menino, é claro, não é ele, como vocês já sabem (aham!). E a gente já sabe mesmo porque ele sempre conta essa história antes de começar When I Get Famous. E cantamos, e dançamos e pulamos muito durante a música, que é Jamie Cullum na sua essência! (Ah, sim, claro, ele pula do piano mais uma vez nessa, só pra não perder o costume)

A gente ainda estava se recuperando de When I Get Famous, quando ele resolveu começar o bombardeio de hits. Don’t Stop The Music transformou o Tom Brasil numa verdadeira balada, com a plateia cantando a plenos pulmões, experimentando à vera a letra da canção, e praticamente implorando para que o Jamie Cullum por favor não parasse a música. Logo depois, um cara grita “Jamie, I Love You!”, meio de sacanagem, e ele responde com uma voz estilo Barry White: “I love you too”, levando todo mundo aos risos, para então transformar o teatro num grande coral com All at Sea. Era de arrepiar!!!!!! A conexão entre o público, as músicas e o Jamie era quase tangível. Estávamos todos num imenso transe coletivo, e não fazíamos questão de acordar.

O povo ainda estava meio sem acreditar que aquilo estava acontecendo, o Jamie concentrado para a próxima música pedia um pouco de silêncio, e talvez o mesmo cara que declarou seu amor pelo Jamie (e foi correspondido) manda a real: “Deixa o mozão cantar!”. Seu pedido é prontamente atendido e Jamie começa High and Dry, que sempre é um grande momento do show. (Dessa vez não rolou aquela brincadeira de dividir a plateia, pra depois misturar, como ele geralmente faz, mas foi lindo do mesmo jeito!).

Se divertindo horrores!

Logo depois, ele veio pra frente do palco, junto com todos os membros da banda* e tocou Uptown Funk, com direito a uma dancinha superridícula no refrão (amo!!!!). Do lado de cá do palco, a galera dança junto e se diverte à vera, mesmo quando Jamie tenta fazer a gente cantar uma parte da letra que a gente não sabe.
* Nota: o baixista era extremamente simpático, posou para várias fotos! Inclusive, depois do show, tiramos fotos com ele, que elogiou nossa camisa, e disse que estava se divertindo muito no Brasil (ele estava no Rio desde o início da semana.

Durante o instrumental dessa música, ele avista alguém transmitindo o show via FaceTime no meio do povo e manda: “Ei, você que está no FaceTime, me dá seu celular”. E ele pega o celular e começa e filmar a si mesmo para a pessoa que estava na teleconferência, tira várias selfies, para depois deixar o celular no piano gravando tudo. E então, pega outro celular da plateia que tb está transmitindo o show ao vivo, e se diverte, colocando os dois celulares um na frente do outro! Um dos momentos mais legais do show!!!!!!

SENSACIONAL!!!!!

Em TwentySomething, ele apronta todas também, levanta a camisa na parte da música que fala do tanquinho (só faltou aquela corridinha clássica). Ele aproveita para descansar durante o instrumental da banda, e se hidratar, e dá até água para um cara da plateia que diz que está com sede. Ele estava claramente se divertindo muito! E a gente também estava se divertindo horrores. O que é a melhor coisa de um show!

Bom, ele tinha cantado praticamente todos os grandes hits, mas ainda faltava o grand finale. Uma ode à nostalgia em forma de canção que é impossível deixar alguém parado quando toca. A minha preferida de Jamie Cullum de todos os tempos. 

A música que eu sonhava em VIVER ao vivo. Porque, senhoras e senhores, Mixtape é mais do que uma música. É uma experiência sensorial quase adolescente em pleno show de jazz. Quando coloco pra ver os vídeos no Youtube, eu não me aguento, e me emociono, e canto e pulo, como se eu estivesse lá!!!!

E eu cantei. E eu dancei. E bati palma. E pulei, como há muito tempo em não pulava em um final de show (acho que desde Sandy e Jr, na verdade), mesmo antes de ele contar até quatro no final. E foi MÁGICO aquele uníssono entoando “Ôooooooooo”, mesmo com a música já encerrada, e o Jamie saindo do palco. E a gente continuou até que ele voltasse pro Bis, igualzinho no vídeo que tem aqui na barra lateral, exatamente como deveria ser (tô falando que os fãs do Jamie estudam!!!!!). O sorriso dele durante essa música era O MELHOR!!!! Parecia que ele não ele não estava acreditando, sabe?


OLHA A CARINHA DELEEEEE!!!!

Na volta pro Bis,ele improvisou um melodia com versos como “The only word I know in portuguese is Paralelepipedo” e “São Paulo, I made up this song for you because I love you....”, ao que, claro que as pessoas respondiam “I LOVE YOU TOO”, como se fosse preciso qualquer prova de que o sentimento era recíproco. Daí então teve These Are The Days com todo mundo cantando junto, inclusive o “pa-pa-pa-pa-pa”. E pra finalizar mesmo, uma performance emocionante da linda Gran Torino.

Sem dúvidas, o melhor show que eu já fui na vida! E a certeza de que Jamie Cullum é, de longe, o melhor artista em atividade. Ele prometeu não demorar tanto pra voltar da próxima vez. Espero que cumpra a promessa mesmo, porque agora estou mal acostumada.


Não gravei Mixtape por motivos óbvios, mas aqui tem o finalzinho com a gente cantando e eles se despedindo. Me arrepio toda vez que dou play!
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Jamie Cullum no Brasil, EU FUI! - pt 1

Você que acompanha esse blog há algum tempo já está cansado de saber que a trilha sonora da pessoa que vos fala tem a voz desse inglês baixinho, descabelado e imensamente talentoso que atende pelo nome de Jamie Cullum. Já teve vários posts aqui mesmo tentando aliciar muitos de vocês para o caminho da boa música entoada por Jamie, e contando de como eu acabei por ficar superfã do seu trabalho. Então, essa parte hoje, eu vou pular.

Acontece que, mesmo amando demais Mr. Cullum, nunca tinha tido a chance de ver um show dele. Simplesmente porque, desde seu estouro em 2005/2006, ele NUNCA MAIS veio ao Rio de Janeiro. Em 2001, chegou a ir a São Paulo, no Festival Natura, mas era interior, pra tocar só durante uma hora, e por mais que eu o amasse muito, muito, muito, não valia a pena a aventura. Já estava quase desistindo de vê-lo por aqui em terras brazucas, e pensando seriamente em escolher o destino das próximas viagens em função da agenda do moço, inclusive.

Só que aí, no meio de agosto, eu estava vivendo um outro sonho antigo, de visitar NY (só posso dizer que recomendo a todos, foram dias absolutamente mágicos, morro de saudades todos os dias), e recebi uma notificação no Twitter da Marcelle (que eu conheci há anos, da época do Orkut, da comunidade da Meg Cabot), falando que ia ter show dele no Brasil em Outubro. Em SP. Ia ser dia 21, uma sexta-feira. Ótimo! 2016 estava realmente de parabéns!

Aquele momento em que você tá fora do país e descobre que o Jamie Cullum vem ao Brasil
O dia era 16 de agosto, eu estava lá no meu apê alugado em Manhattan, me aprontando pra sair pra curtir o dia e surteeeeeeeiiiii. Já me imaginei pulando em Mixtape, fazendo “eeeee” em Save your Soul, curtindo horrores todas as outras músicas. São literalmente 10 anos esperando esse show! Não dava pra acreditar que ia ser real!!!!

Comprei o ingresso no mesmo dia. Primeira fila, bem de frente pro piano. O melhor uso da minha carteirinha de estudantes que eu já fiz (e tem gente que não entende quando se fala que educação não é despesa, é investimento!!!).
Não sabia direito como ia chegar, e nem tinha comprado a passagem ainda. Mas o ingresso já estava garantido.

E os dias foram passando, e eu resolvi detalhes de passagem e hospedagem, e fiz até uma camiseta especial para o dia (porque eu sempre disse que o dia que o Jamie viesse ao Brasil eu ia fazer uma camiseta personalizada. Pois é, sou dessas! Não que seja alguma novidade pra vocês a essa altura, na verdade).

Porque ele não é músico, é mágico!
Até que chegou. E eu já tinha toda uma agenda preparada. Ia sair do trabalho cedo, chegar ao aeroporto com antecedência, pegar o voo... Só que, é claro que, se não tiver emoção, não tem graça, e vivi uma verdadeira aventura pra chegar no aero no dia. Saca só.

Meu voo estava marcado para as 19:10. Eram 17:15, e eu já estava me preparando pra ir embora quando chega um menino com uma dúvida sobre uma operação incomum que fizemos no trimestre e como ela estava impactando as demonstrações financeiras. Já tínhamos discutido aquilo mais cedo durante aquele dia, o assunto era polêmico mesmo, e basicamente eu era a melhor pessoa pra debater o tema. Ele falava umas coisas meio sentido, a df já perto de liberar pra auditoria, eu não concordava muito com o que ele dizia no fundo, mas fingia que sim, como estratégia de que a discussão acabasse mais rápido. Até que em determinado momento, ele se deu por convencido de uma das suas teorias, e partiu pra fazer a alteração que achava necessária. Era a minha deixa. Pedi licença, disse que tinha um compromisso e meti o pé.

Nisso já eram 17:45, e eu já estava atrasada. Peguei um táxi na porta da empresa e pedi pro taxista tocar pro Santos Dumont o mais rápido que ele pudesse (eu trabalho relativamente perto, do lado prefeitura, era possível de chegar ainda). Ele ficou meio ressentido de pedir pressa, mas prometeu ajudar. Só que o trânsito estava UMA BOSTA! Ficamos parados praticamente um tempão só ali atrás, na rua embaixo do Paulo de Frontin. O táxi não deu nem a volta inteira no prédio da empresa. Chegou uma hora que eu não aguentei e desci do táxi. Era melhor arriscar pegar o metrô do que ficar ali parada. Eram 18:15.

SAI VOADA, CORRENDO, pra estação do Estácio e peguei o metrô. Minha irmã, já no aero, me perturbando no celular porque eu não tinha chegado. Morria de medo de perder o avião. Parecia cena de filme. Desci na Cinelândia e...nova corrida até o portão de embarque. Já estava super ofegante! Me embolei toda na hora de entregar o papel para o cara escanear. Eram 18:50 quando cheguei e, graças a Deus, o voo estava atrasado. Todo mundo ainda esperando pra embarcar.

Ufa, essa foi por pouco! Jamie Cullum aí vou eu!
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domingo, 19 de junho de 2016

Coisa de Casa

Oi, tudo bom? Voltei! Tem tempo que a gente não se fala e os últimos 6 meses foram de fortes emoções. Do ponto de vista político, acho que eu não preciso nem dizer, mas, acho que vale a pena o registro, o Brasil passou (e ainda passa) por uma turbulência enorme que desembocou na saída da presidente (presidenta?). E em, menor escala, a vida particular também passou por uma instabilidade tão emocionante quanto acompanhar a novela que virou a política brasileira (tem gente que diz que é muito melhor do que House of Cards).

Da última vez que conversamos eu tinha acabado de me mudar e prometi contar um pouco sobre essa rotina maluca que é morar sozinha. Acabou que eu não contei nada, no início porque não tinha computador pra escrever, depois por um pouco de preguiça e falta de privacidade, e por último por pura falta de cabeça mesmo face a todo o reboliço que estava acontecendo.

Há 6 meses comentei como tinha ganhado 2 horas do meu dia que ainda não sabia como gastar. Pois bem, já aprendi a desperdiçar essas horas. No horário de verão, ainda saía para dar uma volta no Aterro, dar uma caminhada, mas agora no inverno, frio desse jeito, e chegando em casa com o céu já escuro, você chega em casa e não quer fazer mais nada de útil e acaba ficando o tempo todo na internet. Isso quando você não tem que fazer a sua própria comida, que já consome aquela hora extra que você achou que ia ter quando morasse mais perto das coisas.

Falando em comida, queria dizer que ainda não sou nenhum mestre cuca, nem nada, mas tive 100% de acerto em todas as panelas de arroz que fiz. Claramente um talento nato para a cozinha. Na hora do aperto também já fiz macarrão, e um ensopadinho que, modéstia à parte ficaram muito bons (ou será que era só a fome que estava demais?). Ah, sim, é muito ruim você chegar em casa com fome e não ter nada pra comer. Nessa hora você sente muita saudade da sua mãe. Por isso descobri o macete de investir nos congelados porque nesses momentos (quem tem fome tem pressa!), eles quebram um galhão. Pedir comida também adianta, muito embora demore tanto pra chegar que às vezes é melhor fazer. Além dos congelados, o segredo é fazer comida pra mais de um dia pra não precisar ir para o fogão todo dia. E não precisar lavar as panelas todo dia também. (É impressionante como louça é um negócio que se multiplica, gente! E nunca acaba, porque você acaba de cozinhar, lava a louça, aí vai comer, tem mais louça de novo!!!!)

Outra coisa que parece que não acaba nunca são as contas. Você passa o mês inteiro pagando conta. E quando você pensa que acabou, chega a outra com vencimento para o mês seguinte. Deus abençoe o aplicativo do celular!
Levar 20 minutos até o trabalho também tem suas desvantagens. Por exemplo, a sua leitura fica totalmente prejudicada. Li pouquíssimo esse ano e não me orgulho disso. Preciso estabelecer uma disciplina nesse quesito.

Por outro lado, você consegue fazer coisas do tipo ir a shows a noite sem se preocupar em como voltar (março fui a 2 na mesma semana: Tiago Iorc, tanto orgulho desse menino, e Maroon 5,  que foi legal, mas sem aquele tesão e alguns anos atrás. Fiquei devendo relato disso daí, mas já já, você vai ver que com tanto problema acontecendo, não dava pra ter cabeça pra escrever mesmo), ir ao cinema quando der na telha em pleno meio de semana, sair pra comemorar o aniversário (ah, é, nesse meio tempo eu fiz aniversário também, e ganhei 5 bolos! Fiquei muito emocionada de receber tanto carinho), decidir assistir a um musical no dia seguinte só porque anunciou no RJTV... E essa semana cantei até num karaokê (Big Ben, recomendo a todos, foi muito legal!!!).

Além da comida, você também sente falta da sua casa quando fica doente. Peguei um resfriado que não queria me largar de jeito nenhum uma semana, com uma tosse de cachorro que já estava doendo até as costas e, além dos remédios, tive que apelar para os truques de mamãe como lenço umedecido com álcool no pescoço para conseguir dormir. Só que aí eu lembrei que não tinha álcool em casa e tive que comprar e improvisei o lenço com uma camisa velha, porque aqui não tinha aquele pano de neném que acompanha há anos. Nessa mesma semana, como se não bastasse, ainda fiquei com dor de dente, e pensei que fosse morrer (dramática? Eu?). Mas, graças a Deus sobrevivi.

O resto dos dias se passaram com um problema atrás do outro e cada dia mais a certeza de que existe algo muito errado no mundo em que as pessoas acham que estão fazendo favor, quando na verdade elas só estão fazendo o seu trabalho ou a sua parte na negociação.

Eu nunca tive gás encanado porque em Nilo City a gente compra o botijão pra fazer comida, de forma que, não tinha muito parâmetro da conta no final do mês. Só que todo mês essa conta estava vindo num valor muito acima do esperado para quem nem cozinha todo dia! Daí que, quando chamei a CEG, descobri que o apartamento estava com vazamento! Olha só que delícia! E aí, quando o técnico da CEG descobriu isso, ele simplesmente CORTOU O MEU GÁS!!!!!!

Como resolver isso não é minha responsabilidade, acionei a administradora do imóvel, que por sua vez, falou pra dona resolver. Só que passou uma semana, e nada. Passou duas semanas e chamavam alguém pra ir lá olhar, mas também ficava só na parte de “olhar”. E aí, eu estava vendo que o problema maior era falta de vontade e tive que começar a procurar outro lugar qualquer pra meter o pé, porque não dava pra viver mais muito tempo à base de lasanha congelada, comida na rua e tomando banho frio (a sorte maior é que abril fez um calor danado!!!!). E olhar casa é muito estressante, gente! Você vê vários lugares que não têm a menor condição de serem habitados e por um preço longe do justo. Acabou que teve um dia que eu perdi a paciência com a administradora, já estava há mais de 1 mês sem gás, e ela + os proprietários não tomavam uma atitude (e o pior ainda achavam que estavam fazendo favor de irem acompanhar o conserto/orçamento, etc...), e desci o esporro (e eu não gosto de fazer essas coisas porque depois fico com remorso). E aí eu já estava praticamente certa de sair, mesmo antes de acabar meu contrato, mas acabei ficando porque o esporro fez efeito e resolveram o problema rapidinho. Moral da história: Se a gente não levantar a voz, tem gente que não respeita.

O que não quer dizer que a saga de procurar outro lugar para morar tivesse acabado, porque depois disso tudo, eu não pretendia continuar lá quando acabasse o contrato MESMO! Porque além de todo o incidente, já estava ficando de saco cheio de ter que levar as roupas pra lavar no fim de semana pra casa de papai e de ter atravessar a sala pra lavar a louça (a pia ficava na sala) e de morar num lugar que é facilmente percorrível em 10 passos e não tem espaço pra guardar as coisas.

Nesse meio tempo, também tive que fechar os detalhes da viagem de férias em agosto (Start spreading the news...). E daí dá-lhe pesquisar preço de passagem e hotel. Pessoas, os hotéis em NY são absurdamente caros! Lugares que não tem nem banheiro privativo cobrando o olho da cara. Decidi que não ia pagar aquela fortuna pra não ter banheiro e passei a acompanhar diariamente as ofertas do Airbnb. E Airbnb é muito amor! Numa tarde vi um anúncio que tinha acabado de ser postado, por um preço ótimo! E com banheiro!!! Fechei na hora! (Observe a ironia do momento: eu já tinha lugar pra morar em NY, mas minha habitação no Rio ainda era incerta!).

Pois bem, depois de olhar, olhar, olhar, até que achamos um apto legal aqui perto, por um preço acessível, e decidimos fechar com a senhora. Daí que ela me pediu toda a documentação (documentos que não tinham a menor necessidade, inclusive), me fez gastar 100 reais numa ficha de idoneidade, e depois DEU PRA TRÁS!!!!!! A gente ficou tratando mais de uma semana pra depois ela simplesmente MUDAR DE IDEIA!!!!! Ah, sim, isso ela me avisou faltavam 5 dias pra acabar o meu contrato no lugar onde eu tava. A sorte dela é que quem foi pegar o meu “papel de 100 reais” foi minha irmã, senão ela ia escutar umas poucas e boas. Velha abusada!

Mas, acho que no final das contas foi pra melhor, porque no dia seguinte, fui olhar os anúncios na internet e encontrei um outro pelo mesmo preço, também aqui perto, muito maior, melhor e mobiliado. (Sério, foi coisa de Deus!)

No mesmo dia, preenchi uma ficha de interesse, e em menos de uma semana já tinha assinado o contrato e anteontem, no dia que vencia o outro apê, fiz a mudança. Agora tô aqui na casa nova e estou achando um luxo porque tenho tanque, área de serviço, máquina de lava, sala separada do quarto e banheiro com box. É claro que também não tenho vassoura, panela, sinal de internet, sinal de tv, tábua de passar e ferro. Mas isso a gente resolve. Estou aceitando presentes, inclusive.

Deixo vocês com essa gracinha, diretamente de Nova Iguaçu, que apareceu no SuperStar e que não desgrudou da minha cabeça desde que ouvi. Adivinha por quê...

Sair de casa é só pra quem quer
pois a coragem anda a pé e vai te levar pra longe…

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