sábado, 3 de março de 2012

Manhê, acabei! (2)

After years of a expensive education, a car full of books, and anticipation…

O grande momento da formatura chegou. E você sabe como eu tenho uma queda por formaturas.

Como comentei aqui, terminei a faculdade no fim do ano, mas ainda faltava fazer o juramento, receber o canudo e jogar o capello pro alto. E tudo isso aconteceu nessa última semana.

Quero ver me achar

Mas, antes de compartilhar um pouquinho desses dias especiais aqui no blog, queria dizer que hoje re-visitei o meu post de Guia para novos universitários feito no quarto período, que acabei auto-censurando depois com vistas a evitar dores de cabeças.

Queria ver se tinha algum conselho que gostaria de trocar e dizer que mudei de idéia durante a outra metade do curso. Me surpreendi com a qualidade dos conselhos que dei como Se o professor não chegou em meia hora é porque ele não vem. Arrume suas trouxinhas e vá para casa e Falte a primeira semana de aula de todos os semestres, e não mudaria nenhum deles. Estou pensando até em republicar o post agora que já estou formada.

A única coisa que acrescentaria é: Aproveite a faculdade. E isso vale tanto para passar o máximo de tempo com as pessoas que você gosta, quanto para as aulas. Preste atenção, tire dúvidas, estude bastante. Cobre de seus professores um ensino de qualidade. Eu sei que enquanto a gente está lá dentro, tudo o que a gente quer é passar de qualquer jeito e sair o mais rápido possível. Mas tente aprender o máximo que você puder.

Ah, mas tem um monte de matérias que você vai achar que não vão servir pra nada no futuro!. É verdade. Tem muitas delas. Mas chega lá na frente, é certeza que o seu chefe vai te perguntar uma dessas coisas. Ou vai cair em alguma prova que você for fazer.

Outra coisa que eu queria dizer é que também passei pela insegurança de achar que não estava aprendendo nada. E isso é absolutamente normal. No meio do curso, não me sentia contadora. Pensava que grande parte do que era ensinado na sala tinha objetivos meramente acadêmicos. E que o que era ensinado ali não era o suficiente.

Foto oficial
 
Durante essas crises, um amigo meu me dizia que realmente a faculdade não vai te deixar especialista em nada. É um simples índice que vai te mostrar as diversas áreas em que você pode atuar. Ela dá a base. Mostra o caminho. Cabe a você escolher a diretriz a ser seguida.

Agora, recém-formada, e depois de ter começado trabalhar, vejo que o que ele me dizia era tudo verdade. E digo de coração para você que está passando por uma crise dessas de “meio curso”: ao final ela passa e antes mesmo de completá-lo você já se sente um profissional, só faltando o diploma. Ainda bem.

Você se arrepende de matado aula e tem vontade de matar aquele professor que só te enrolou, porque percebe que não aprendeu nada de determinado assunto muito importante. Mas você também percebe que sim, você sabe um monte de coisas! Certamente mais do que você sabia no início do curso. E até bem mais do que muitos colegas de profissão seus.

Chega a ser engraçado pensar que agora estamos formados, e podemos encher a boca para dizer que, sim, já somos contadores. E podemos discutir “de igual para igual” com outro colega de profissão. Coisa que lá no quarto período parecia distante e impossível.

Pensar que já não somos mais aqueles calouros tímidos, assustados, encurvados lá do primeiro período. Sim, ao final do curso, até a postura do formando é diferente da do calouro. Você ganha mais conhecimento, amigos, e auto-confiança e isso se reflete até no seu jeito de andar. Quase como aquela figura da evolução do homem. E sim, ao fim da faculdade, nos sentimos mais adultos do que nunca.

Na segunda-feira, dia da colação oficial em que recebemos a declaração de conclusão, e fazemos o juramento, só que sem toda a pomba e glamour da cerimônia, senti uma coisa diferente, já no momento em que pisei na Uerj. Era o Grande Dia. O dia de cortar o cordão umbilical da faculdade e se despedir oficialmente do terceiro grau.

Me veio um deja vu do dia da matrícula, em que me perdi na hora de achar a secretaria. Agora já sabia todos os atalhos da universidade. Peguei o elevador do 9º (que é mais rápido e pára menos) e desci pro oitavo. Coisa de gente que já está na faculdade há 4 anos.

(Ah, sim. Hoje, 3 de março, é exatamente o aniversário da primeira matrícula em disciplinas. Há 4 anos. Sei a data porque era véspera do meu aniversário, rs!)

E achei isso muito esquisito também. Afinal, estava a poucas horas de me tornar “ex-aluna”. Pegar o elevador e zanzar pela UERJ não é coisa de ex-aluno. O lugar já parecia não me pertencer mais. Tudo o que eu tinha para fazer já estava feito. Agora ela era das outras turmas mais novas. Dos calouros que estavam prestes a chegar.

Conversei com uma amiga durante muito tempo no hall, depois na varanda, perto da FAF. Uma funcionária confessou também estar tendo esse deja vu do dia da matrícula. Ela dizia que também se sente meio esquisita nessas horas. Como se o tempo passasse na sua frente.

Descobri uma nova sala, moderna e reformada, onde fizemos nosso juramento e recebemos a declaração. A sala levava o nome da chefe da secretaria, que correu atrás para que ficasse pronta. Ela estava toda boba da sala levar o nome dela (e ela merece muito a homenagem). Fiquei triste porque aquela sala bonitona só surgiu a poucas horas de nos despedirmos da Uerj. Mas fiquei feliz porque a faculdade está tentando melhorar.

Rimos de todos os nossos percalços da faculdade. Relembramos histórias esquecidas. E discutimos a falta que sentiríamos dali. E do que não sentiríamos falta alguma.

Adiei o momento de ir embora. Conversei durante horas sentada no “queijo”, até ser uma das últimas a deixar a faculdade. Estava acabando. Mesmo.

Dois dias depois, na quarta-feira, aconteceu a cerimônia simbólica de entrega dos diplomas.

Houve colegas que choraram durante a cerimônia. Eu não. Estava tão feliz por aquele momento que não conseguia fazer mais nada a não ser sorrir o tempo todo e aproveitá-lo o máximo possível. Tirei muitas fotos. Juntei amigos e familiares. Esse era o meu dia!!! Me esbaldei. Estava tão agitada que só consegui dormir às 4h da manhã do dia seguinte (e é claro que eu levantei às 7h, o trabalho me chamava).
 

Foi bem emocionante ver meu melhor amigo na faculdade, que fez vestibular duas vezes, ser o orador da turma. E o nosso primeiro professor, que deu nossa primeiríssima aula lá Uerj, lá na bancada dos homenageados. Aliás, o mais legal de tudo é que nós fomos a ÚLTIMA turma dele, já que logo depois ele se aposentou.

O momento catártico da noite veio quando levantamos plaquinhas escrito “NOTA ZERO” para colegas de que não gostavámos (mas não muito alto, afinal de contas, o mundo ainda dá voltas, e ninguém garante que nunca mais vou olhar na cara daquele pessoal).

Na hora em que chamavam o nome da cada formando, aparecia uma foto nossa criancinha e outra agora “grande”, adulto, enquanto tocava uma música escolhida por nós.

Achei muito esquisito tocar Time of your Life para um menino que levantava logo antes de mim. Coisa mais gay. Mas, sei lá, né...

Minha turminha do barulho

Claro que a música que tocou pra mim foi Pés Cansados de Sandoca, com aquele refrão mais do que icônico (eu falei que ia colocar na minha formatura). Quer dizer, quase não tocou. Fizeram uma besteira e recebi o canudo ao som de uma outra música tecno qualquer (por isso que tocou Time of Your Life antes e diz que a foto que apareceu pro garoto foi de uma outra menina). Minha irmã ficou revoltada e gritou: “ESSA NÃO É A MÚSICA DELA!!!!”.

E é claro ela, junto com minha família e minhas amigas fizeram uma baguncinha pra mim.

Quando eu estava voltando já é que ressoou a voz de Sandy. Ameacei voltar para pegar o canudo de novo. E fiz sinal pra todo mundo de que essa sim era minha música. Mas pelo menos a foto foi a minha mesmo.

Diz que levantaram “Passou colando” pra mim. Engraçadinhos. Mas gostei da brincadeira. Podia ser pior. Até que foi divertido.

Também tinha outras plaquinhas bem legais tipo: “Que isso, novinha?”, “Delícia, assim você me mata”, “Turista” e “Vice de novo” (essa foi especial para uma vascaína doente).

Jogar o capello pro alto ao final da cerimônia é simplesmente emocionante. E um pouco dolorido, já que ele voltou direto na minha cabeça.

Minha outra turminha do barulho

E o mais legal de tudo foi ver os colegas que achavam que não iam conseguir e que eu tinha medo de que não estivessem lá junto pra compartilhar esse momento, entrando junto comigo, zoando horrores todo mundo, transbordando alegria. Faltou gente ali ainda, mas fiquei feliz de ter parte deles ao meu lado.

A tristeza veio depois, quando eu percebi que a gente não ia ter mais desculpa para se ver. Bateu uma baita saudade de ficar conversando no hall, enquanto esperávamos a próxima aula.

E ao deixar a Uerj pra comemorar com as amigas de colégio na pizzaria mais próxima (engraçado pessoas que participaram de diferentes partes da sua vida acadêmica num mesmo lugar, rs!), lembrei dos primeiros dias de caloura e pensei:

domingo, 26 de fevereiro de 2012

UPP: Pop em dose dupla (2)

Conforme o prometido, a UPP: Pop em Dose Dupla volta com sua segunda parte, fazendo um apanhado da discografia dos irmãos apresentados no post anterior. A ideia é fazer uma espécie de guia, comentar um pouco o contexto dos discos, alguns versos preferidos e zoar um pouquinho também porque ninguém é de ferro. Ah, sim, como a fofura é uma marca registrada dos dois (não, não é o biscoito. Esse é do John Smith), a UPP aciona o ALERTA FOFURA!!! para comunidade já saber de antemão as canções que dão vontade de apertar a bochecha mais próxima.

Esta es mi vida
Em seu disco de estreia, JyJ abusam das baladas, deixam claro a influência no gospel e, acho eu, até reciclam parte do trabalho de quando tocavam na igreja.

Espacio Sideral: Quisiera ser un super héroe y protegerte contra el mal. Regalarte la Vía Lactea en un plato de cereal. Uma canção sobre ponto fraco do Superman, com algumas metáforas de comida. Fofa, e muito legal. Tem versão em inglês também (Outterspace), mantendo até as brincadeiras com o papá, mas em espanhol, é tãããão mais legal (sim, eu estou falando com você, Cíntia, rs!).

Llegaste tú: A primeira música composta pelos irmãos. Uma das canções que eu acredito ter sido composta originalmente num contexto cristão. Um dos maiores sucessos do disco. Também tem versão em inglês (And there was you).

Ya no quiero
: Essa é pra se empolgar e cantar alto. Joy arruma a clássica caixa de lembranças do ex e põe pra fora tudo o que estava engasgado até então. Ya no quiero ver tu foto en mi buró, Vete que ya te tengo olvidado en un cajón, Y todo este tiempo te he mentido, Pues tus besos no son lo mejor Ui, doeu.

Volveré
: Outra para gritar bem alto no refrão. Sobre sentir saudade de casa e voltar para o local de origem. Voooooolveré, consciente de donde estaré, tu eres mi lugar. Vooolveré, nada me dentendrá, contigo quiero estar. Tchu-chu-tchu-tchu.

Esta es mi vida: Para cantar quando estiver com raiva do mundo e quiser mandar o recado: “A vida é minha, você não nada a ver com isso”. Essa letra é toda boa. Síiiiiiii, esta és mi vida. Síiiiiiii, y así me moriré.

Também valem a pena:
Nada podrá, Dulce melodía, Mi sol, Cielo Azul: Romantismo puro, letras bacanas, metáforas com música e mais elementos do espaço sideral. Aposto que todas elas eram originalmente cristãs. A segunda e a terceira entraram na trilha da Bela, a feia


Para escutar, basta acessar.

Electricidad
Se no primeiro disco a dupla apresentava repertório praticamente acústico, desta vez, Jesse y Joy ligam os instrumentos na tomada para fazer um som mais elétrico. Quase todas as letras giram em torno dos temas: luz, estrelas, eletricidade, energia... Mas as baladinhas ainda têm seu lugar garantido no CD, e estão melhores ainda. Os irmãos parecem se divertir como nunca nesse álbum que podia ser a trilha sonora do final de Lost.

Electricidad: A canção que abre o disco e dá nome a ele, Electridad vai brincando com todas as palavras relacionadas ao tema: luz, brilho e universo. Gosto de chamá-la de Melô do Apagão. Em Luna, mi satélite de amor, luna, solo brilla para dos, a gente encara a parte da lua brilhar como argumento poético, mas só porque a Joy mostrou que foi pra escola e acertou que lua é satélite.

Adiós: Duele no tenerte cerca, duele no escuchar tu voz, duele respirar tu ausência pero, me duele más decirte adiós. Sofrida como um adeus, ela gruda na cabeça e tem ôoos dignos de música pop. Foi uma das músicas de trabalho do disco.

Chocolate
: ALERTA FOFURA!!! O ministério da saúde adverte, o conteúdo dessa música pode dar vontade de comer chocolate imediatamente. No entanto, o ministério também alerta que o seu nível de serotonina vai aumentar antes mesmo de ingerir o doce. Muito, muito, muito boa! Tão gostosa quanto chocolate, a canção compara o sentimento de estar apaixonado com o melhor do vocabulário culinário. Se você não colocou pra tocar nenhuma das músicas indicadas até agora, essa daqui vale uma mordidinha sem medo de ser feliz. Atenção: O clipe dá vontade de comer.


Si te vas: Essa é pra você que reclama, reclama, reclama, mas sabe que não vive sem aquela pessoa especial.  Ela conta o fim do filme, estala os dedos, roí unha, bagunça o seu cabelo, mas... “Cómo vivir sin defectos?". As guitarras elétricas e os “uuuuuhhhh”s do Jesse dão um toque final. Outra pra cantar o refrão gritando. SI TE VAS MI VIDA, QUE SERÁ, SI NO ESTÁS MI ALMA EXTRAÑARÁ, TU IMPERFECTA PERSONALIDAD, QUE ME DESESPERA, Y QUIERO MÁS Y MÁS

Nada es mejor: A música é simples. E não tem nada de muito inovador. Mas é inegavelmente divertida e com uma letra bem mais legal do que a maioria do pop das rádios. Aqui a poesia gira toda em torno das comparações de fogo e paixão (relaxa, não tem nada a ver com o clássico brega do Wando – #DescanseEmPaz!). Adoro animação do povo no final da música. Ó o refrão como é bacana: Prende fuego en mi interior, Consume lo que causa dolor, Porque nada nada nada es mejor, Que tu amor quemando en mi corazón 

Invisible: Si me pudieras conocer, Si vieras dentro de mi ser, Talvez podrías comprender, Que no soy invisible, Ojos que no ven, Un corazón que quiere ser, Pidiendo a gritos que no ves, Que no soy invisible. A letra diz tudo. Sofrida como amor platônico, essa é para todo mundo que ainda não encontrou um Michael em sua vida. Que música boaaaaa!!!!

Es Amor: Já brincou de Perfil? O que é o que é? Então tentar adivinhar a palavra secreta pelas dicas: Fluye como el agua, calienta como el sol, Mágica palabra, grande como Diós. Tá, a resposta está no título. Mas é bonitinha essa música sobre “como dizer que se está apaixonado”.

Por siempremente
: ALERTA FOFURA!!! Não tem como resistir a um refrão que começa a colocar o sufixo “mente” em todas as palavras, inclusive as que já são advérbios. Mas o melhor mesmo vem é na ponte: Cada que día contigo es un regalo sorprendente, Lunes a Domingo siempre estás presentemente, Eres justamente mi delirio, mi mejor mitad, Sabes, me conoces, me convences tiernamente, Tienes ese algo que te hace diferente, Cuando estás conmigo, Aun de mi me olvido y quiero más de ti

Quedate: Baladinha clássica do tipo “não, não me deixe mais”. Bem boa! Quedate, quiero prenderte a amar, desnudar, mi corazón, sin condición.

10 mil vidas: ALERTA FOFURA!!! Não, esta não é a musica que foi para trilha de Eclipse. Mas bem que podia ser. Sente só o refrão: Esta simples vida es corta, no me alcanzara, para amarte necesito 10 mil vidas más. Mas a música é fofa demais, o filme não merecia (apesar disso, a que entrou na trilha de verdade é bacana, mesmo assim). Minha parte preferida é: Aunque tenga 80 o 103, quiero una y otra vez, compartir momentos, dejar crecer, un eterno amanecer (putz, olha só esse último verso, já anunciando o próximo filme da franquia!)

Nuvem de letrinhas

Também valem a pena:
Nuevo Día, Una y outra vez, Sublime, Nunca Dije No: As duas primeiras trazem mais metáforas com sol, luz, energía, etc. A terceira é do tipo fofurinha e a última é Jesse y Joy com um pé no rock’n’roll.

Para escutar, basta acessar. As faixas bônus já estão linkadas para o Youtube. Mas tem tudo lá, na verdade.

¿Con quién se queda el perro?
Neste CD, a dupla entrega mais uma dezena de canções bacanas, melodiosas, com letras acima da média e nível de fofura elevado. Dessa vez, eles honram suas origens latinas e acrescentam uma pitada de música regional à mistura pop dos dois. E ficou ótimo!!!! É o meu preferido até agora.

O nome do disco surgiu de uma decepção amorosa vivida por Joy. Além de toda a dor da separação, ela ainda teve que encarar aquela pergunta que assola muitos ex-casais: “Com quem fica o cachorro?”. É por isso que agora ela só cria gatos.

Obs: Adoro o conceito da arte do disco toda feita nesses "desenhos". Na capa, o cachorro está ali atrás.

Aqui Voy: Uma música sobre ir levando a vida e seguir em frente, mesmo quando a gente não tem dinheiro, desafina ou esquece a letra da música. Extremamente divertida, é um dos carros-chefes do disco. Rolou um viralzinho com o povo (e alguns artistas da Televisa – eu falei que eles eram queridinhos de lá) cantando a primeira música de trabalho (Me Voy – mais sobre ela depois), aí eles gravaram uma versão especial (com mariachis - sim, aqueles caras bigodudos que fazem serenatas – e tudo), agradecendo a força. Bacanuda a canção.

Como no: Quem ouve sem prestar atenção, acha que é mais uma declaração de amor em forma de música. Mas na verdade é uma canção do tipo “Sai da minha frente, seu safado!”, só que bem racional. Muito boa essa. Como no, como no, como no, Para mis ojos no hay otra mujer, Como no, como no, como no, Amor yo nunca te lastimaré, Sin ti yo, sin ti yo, sin ti yo, Que facil que es decir, Jurabas que sin mi te moririas, Explicame por que sigues aqui

¿Con quién se queda el perro?: Minha música preferida e que dá nome ao disco, a canção conta a história comum a muitos casais na hora da separação. Se a partilha de bens não é nada fácil, imagina só decidir com quem fica o cachorro, uma lembrança latente (desculpe, eu não resisti) daquela relação que não deu certo? A letra é toda boa, mas meus versos preferidos são o refrão: Antes de que echemos las maletas a la calle, Y convertirnos en extraños muy cordiales, Y bajemos el telón, Si tú te vas y yo me voy, ya no hay más remedio, Si tú te vas y yo me voy, esto ya es en serio, Si tú te vas y yo me voy, ¿con quién se queda el perro?; e a ponte: Si quieres llévate el Picasso, que al cabo es una imitación, Y dime quien se queda con los restos de este amor.


¡Corre! – Se você ouvir essa música e ficar com a sensação de que ela TINHA que ser tema de alguma novela, fique tranquilo, ela já o é. A primeira baladinha sofrida do disco embala o casal de La que no podía amar. A música está bombando nos países de língua hispânica e já passou Ai se eu te pego nas paradas. O clipe é bem dramático e conta com a participação dos atores da tal novela. Minha parte preferida é quando canta Tú... El perro de siempre, Los mismos trucos, Ya... Ya me lo sé  e aí aparece uma briga de cachorros.

Gotitas de amor: ALERTA FOFURA!!! Mais do que “Rosas são vermelhas, violetas são azuis”, a dupla consegue fazer uma música inteira (e muito fofa) comparando o cultivo do sentimento amoroso ao crescimento de uma florzinha. Tengo que decirte que te amo, Quiero que florezca nuestro amor, Y crezca esa florecita de tu mano, En la tierrita de tu corazón, Y lluevan gotitas de amor Tem como não amar?

La de la mala suerte: Mais uma baladinha para coleção, é a nova música de trabalho da dupla, com clipe a caminho. Gente, esse ex-namorado dela devia ser o próprio cachorro! Juntando dois e dois, desconfio seriamente que o safado traiu a menina. Sério, acho que essa é a mais sofrida de todas.

Quiero que me quieras: Tipicamente lado B, a música tem ritmo forte, marcada por violão, metais e palminhas atrás. O mais legal da letra é como a segunda parte retoma e complementa elementos da primeira. O refrão é bem chichetudo.

Veneno: Sabe aquela história de “O teu gosto não saiu da minha boca”? Se for de uma terceira pessoa, cuspa fora, porque é veneno!!! Beso sus labios y me saben a ti, Estando con el quiero tu nombre decir, Como resistir si es tanto lo que duele, El veneno de tu amor

Me Voy: Embora seja uma das faixa de despedida do disco, também foi aquela que deu as boas vindas a ele, por ser a primeira música de trabalho do mesmo. A letra conta mais uma relação que não deu certo, compara o ex a lobo mau e manda um breve juridiquês no pré-refrão. Adoro essa música. Prova de que a música pop pode ser bem feita e grudenta ao mesmo tempo. Tem um clipe feito com fãs, e outro oficial do mesmo diretor de Chocolate (não tem nada a ver com a letra, mas é bem maneirinho).

Me quiero enamorar: Depois de descobrir traição, separar, perder o cachorro, xingar e chorar o fim da relação, finalmente Joy está pronta para outra e pensa até em se apaixonar de novo. Quiero que mi corazón intercambie su lugar con el de alguien especial, Quiero despertar, te quiero encontrar y me quiero enamorar. Mais uma pro time das canções fofurinha.

Perfecta: Se escrita há 10 anos, é certeza que tinha entrado na trilha de qualquer versão da Betty, a feia (principalmente a versão mexicana, tendo em vista afinidade dos dois com a Televisa). Adoooro essa música. Fofurinha demais. Ó o refrão como é legal: Cierra los ojos y ve tu belleza interior, No tengas miedo de ser el tesoro que esconde el sol,Y oh, oh, oh...oh, oh, oh, Perfecta te hizo Dios

Una en un milion: ALERTA FOFURA!!! Essa música é muito, muito, muito fofa!!!! Toda a letra é muito legal. Olha: Si te duermes viendo la televisión, Me acuesto a tu lado y nos cubro a los dos, Cuando te esté resfriado lo curo con, Jugo de naranja y doses de amor. No refrão tem a tradicional comparação com comida. No hay, no hay nada mejor, Eres la crema del café, és la cereza del pastel…. No, no hay, mejor sensación, eres el agua de la té, té, té, té, por ti soy una en un milion. Uma delícia de canção. E essa não mata.

Outra nuvem de letrinhas

Também valem a pena: Me llora el cielo, Tú mi poesia: A primeira é puro chororô. E a outra tem o Jesse cantando. Até que ele não faz feio, não. 

Para escutar, basta acessar. As faixas bônus já estão linkadas para o Youtube. Mas tem tudo lá, na verdade.

Extras
Esto es lo que soy: Composta especialmente para a abertura da novela Las tontas no se van al cielo, é óbvio que a música foi baita sucesso. No primeiro capítulo, toca praticamente todo o primeiro CD deles, aliás (sério, a Televisa ama muito eles!!!!). Mas a música é muito legal, e a letra é bem bacana. Adoro esse refrão que ensina os objetos da casa em espanhol.  Lo que quiero es un amor, Que sepa que no soy alfombra ni escalon, Con dignidad y conviccion

Sapo Azul: ALERTA FOFURA!!! Antes de tudo uma explicação: Em espanhol, o Príncipe Encantado, na verdade, é Azul. Se alguém souber por que, me avisa. Mas o que interessa é que essa música sobre a busca pelo Príncipe Azul é uma gracinha. Mi principe azul, no se si eres tu..., El feo, el guapo, el gordo, el flaco, nada de eso es necesrio, Tu... Mi sapo azul.

Por hoje é só. Espero que tenham gostado da intervenção musical da UPP. As músicas de hoje você levam de dever de casa para comentar depois. Até a próxima.

Nossa, nossa, assim você me mata.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

UPP: Pop em dose dupla

A UPP de hoje estreia com um pé nos EUA, o outro no México e os dois cravados no pop. Sim, no total são quatro pés mesmo. Isso porque a personalidade da coluna de hoje, na verdade são duas em uma só: a dupla de irmãos fofurinha Jesse y Joy.

Filhos de pai mexicano e mãe americana (ambos pastores), Jesse y Joy se apaixonaram pela música logo cedo, tocando na igreja (daí a influência da música gospel em sua música. Desconfio eu que o primeiro disco tenha um monte de canções originalmente cristãs).

Um dia gravaram uma demo para a Warner, e em pouco tempo estavam estourando em toda América Latina e subindo no palco do Grammy (local onde os conheci, e apaixonei à primeira vista) para ganhar o prêmio de revelação do ano. No Brasil, são mais conhecidos por emplacarem 2 músicas na trilha de Bela, a feia da Record. 

Com canções melódicas (mas nem por isso menos grudentas), uma influência do gospel, muito talento, e uma habilidade incomum de fazer música com comida, os dois tem tudo para cruzar a fronteira do seu preconceito e invadir o seu player com a língua hispânica.


Para, para, para tudo!!!!!! 
Dupla de irmãos de irmãos, um de cada gênero, 
Cantando música pop, melódica e grudenta...
Peraí, Elisa, isso aí é Sandy e Junior do México!!!!

Pois é, a comparação é inevitável. De fato, o tipo de música feito pelos mexicanos tem tudo para agradar os órfãos da dupla brasileira. E seria uma mentira deslavada dizer que as semelhanças acabam por aí. A trajetória das duas duplas tem muito em comum. Mas também tem muita coisa diferente. Em suma, eu diria que a dupla mexicana é um Sandy e Junior igualmente talentoso, mais discreto, menos bonito e com menos controvérsias na bagagem.

Pensando nisso, continuo a apresentar os personagens da UPP de hoje, ressaltando justamente o que eles têm de igual e o que têm de diferente. Sem preconceito, mas sem esquecer o bom humor. Simbora.

Assim como S&J, a parte feminina da dupla lidera os vocais, e a masculina fica responsável pela parte instrumental (o menino também toca tudo! Ele não arranha não, ele toca!!!). Diferente de S&J, em que a Sandy disse que ia aprender a tocar violão no show do Maracanã e a gente está esperando até hoje, a Joy manda bem na viola, de verdade.

Assim como S&J, é ela quem assina a maioria das letras e ele quem assina a co-produção dos discos também. E diferente de S&J, que, a partir de um momento, o Jr começou a querer cantar quase tudo, tiveram que implorar muito para o Jesse soltar a voz nesse último disco. Ele prefere ficar “à sombra” da irmã, e não vê problema nenhum nisso.

Assim como S&J, metade da dupla tem usa o “segundo” nome como “artístico” para esconder o primeiro vergonhoso (Em S&J, o Jr é Durval. Em JyJ, a Joy é Tirzah). E assim como S&J, eles têm sobrenome relacionado a atividades rurais (S&J são Lima, JyJ são Huerta). Diferente de S&J, o nome da parte masculina (Jesse) é que vem antes, e ele é o mais velho da dupla.

Assim como S&J, nos programas de TV, fica visível que o mais velho dos dois é a parte mais eloquente da dupla. Diferente de S&J, e é ele que se apodera dos microfones nas entrevistas, e praticamente se apropriou do twitter oficial da dupla (ele é que é chamado de @jesseyjoy), obrigando a irmã mais nova a criar um outro perfil @solamentejoy.

Assim como S&J, eles também tiveram contato com a música desde muito pequenos. Diferente de S&J, só vieram a fazer sucesso mesmo depois de burros velhos. O que faz a gente pular algumas músicas vergonha alheia (Jesse y Joy já começaram com discos autorais), os vídeos no Faustão que fazem a retrospectiva desde criança, a insistência nos boatos de separação (afinal de contas, os dois já entraram nessa sabendo o que queriam, e são muito bem resolvidos com isso), e o fascínio da mídia pela vida pessoal dos dois, que, vamos combinar, não deve ter nada de interessante (o Jesse então é casado, com filhos...). O resultado é um nível de preconceito infinitamente inferior por parte do público e até certo respeito da crítica (eu já falei que eles levaram o Grammy, né?).

Assim como S&J, eles também têm forte apelo com o público juvenil. Já fizeram ponta em filme de qualidade duvidosa (S&J no filme do Didi, eles na versão nacional de HSM – Desafio), e tiveram música na trilha local de filmes estrangeiro (Sandy & Junior em Mulan, etc, Jesse y Joy em Eclipse - sinta-se envergonhado do seu país, o artista nacional escolhido aqui no Brasil foi o Fiuk). Mas nem de longe lembram o estouro da dupla brasileira no final dos anos 90/início dos anos 2000. Diferente de S&J, eles não protagonizaram filme próprio, e nem têm milhares de produtos licenciados (não que eu saiba, pelo menos).

Assim como a S&J, eles também são os queridinhos da TV local de maior audiência no país. Todo ano emplacam música na trilha da novela (acho que eles já tem umas 5) e até gravaram a vinheta de final de ano da emissora (essa vinheta está dando de 10 nas da Globo, aliás). Diferente de S&J, eles não tiveram um seriado só deles, e nem estrelaram novela das seis com trama hippie.

E principalmente, assim como S&J, Jesse y Joy sabem entregar música pop boa, melódica, romântica (e grudenta) com letras acima da média, que contém uma boa dose de poesia e direito até a palavras inesperadas como cláusula!!!. Mas, diferente de S&J, que tinham fixação pela lua, o mar, etc, as metáforas preferidas de JyJ envolvem comida mesmo - e o resultado são CDs tão deliciosos (e fofos) que vai ser impossível você não se apaixonar por eles.

Como essa introdução ficou um pouco maior do que o esperado e como eu disse que o personagem da semana é dupla, a gente continua no próximo bloco, com uma passadinha pela discografia dos dois, no estilo Inútil.

Graças a nossa mãe, a gente pode ter dupla nacionalidade também...

Edit: Na verdade, eles nasceram nos EUA, mas foram criados no México. Globalização é isso aí.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

1, 2, 3, Inútil!

Olha que coisa mais gracinha, gente! O Inútil completando 3 aninhos de vida!

O Inútil é o meu filhote. Nasceu no dia 05/02/2009, fruto de uma relação de muita paixão com a palavra escrita e uma saudade enorme guardada no peito. Mas não pense que ele surgiu assim, depois de uma noite e nada mais. Devem ter sido uns 9 meses de gestação da ideia até a coragem de vir aqui e começar com o primeiro post.

Recentemente, ele completou 150 posts, mas não fiz postagem especial, porque prometi a mim mesma só fazer um post desses novamente quando o blog completasse 200 posts (achei melhor aumentar os espaçamentos de "programas especiais"). O que, fazendo as contas (temos uma média de um post por semana, o ano tem 52 delas), só deve acontecer no início do ano que vem. Aí a gente vê se faz aquela brincadeirinha de escolher os posts preferidos de novo e colocar o nome do povo no telão.

Ao longo desses 3 anos, escrever se tornou muito mais do que um hobby. É uma necessidade. Na verdade, sempre foi. Por isso a criação do blog, aliás. Acontece que o Inútil potencializa essa minha carência pela escrita. E eu realmente fico bem pra baixo quando não consigo escrever pra cá. Porque eu me divirto muito com o blog. É algo que me faz feliz, me completa. Como a maternidade para algumas pessoas, talvez.

(Quem tinha um bichinho Parmalat levanta a mão \o/. Eu tenho o Leopardo e a Girafa...)

Se você ficou traumatizado com a mudança de layouts de todos os grandes portais em 2011, relaxe. Aqui no Inútil, tudo continuará no mesmo lugar. As alterações que tinham pra fazer eu fiz no ano passado mesmo, alguns ajustes no sistema de comentários.

Durante um tempo, pensei realmente em adotar o Disqus, mas tenho muita resistência a ele porque dependendo da capacidade de processamento do PC ou do proxy utilizado, pode acontecer de ele demorar a carregar ou mesmo nem abrir a página de comentários. No mais, o blog é pequeno, acho que não tem necessidade de implantá-lo tão cedo.

E principalmente, a mãe do Inútil sou eu e eu é quem decido como devo criar o meu filho.

O que não quer dizer que eu não ache que ele deva se socializar.

Por isso, fiz aquela enquetezinha ali do lado para descobrir se o sistema de comentários estava dando conta do recado. Graças à denúncia da Roberta, eu descobri que não estava, e voltei para o esquema antigo de liberar os comments pra todo mundo, só que com aquelas letrinhas chatas (desculpa!) para evitar os spammers, mesmo correndo o risco de aparecer um Anônimo desaforado. Ao contrário do Felipe, que adora um barraco no blog dele, acho melhor meu filhote não se misturar com essa gentalha (os Anônimos barraqueiros, não o Felipe).


O Inútil vem cumprindo aquilo que prometeu desde lá o primeiro post há exatos 3 anos: falar de coisas sérias de um jeito descontraído, falar de coisas bobas de um jeito sério e tirar um monte de poeira da memória no meio de tudo isso.

O blog está crescendo aos poucos, conquistando seu público devagar, e sem precisar tomar hormônios, nem vender a alma pra ninguém. Se você quiser promoção pra ganhar presente no aniversário dos outros, é só dar uma passada no Guanabara porque lá está cheio!

(E a outra parte da verdade disso tudo é que eu não tenho nada pra dar, nem criatividade, nem paciência suficientes para esquentar minha cabeça com essas coisas. Parabéns a quem tem, aliás!).

Aniversário Guanabara, ninguém fica parado,
Tem novidade todo dia e promoção pra todo lado

Pois é, isso aqui é o Inútil Nostalgia, acho que as pessoas lêem paradas sim, só tem novidade uma vez por semana, e não rola nenhuma promoção. Sinto muito.

E mesmo não dando nada pra vocês, fico feliz de ver que o blog tem sua parcela de reconhecimento e já virou referência e influência para alguns blogs amigos (principalmente quando o assunto é o tamanho dos posts, rs!).

É muito legal ver que as pessoas têm paciência e disposição para ler os posts gigantescos daqui. E ver elas próprias fazendo mini-posts-gigantescos nos comentários. E depois elas mesmas aumentando a quantidade de caracteres nas próprias postagens “locais” (haha!). Porque mini-posts-gigantescos nos comentários são sinônimo de reflexão. E seu o meu humilde blog fez você tirar um tempinho para puxar uma história da lembrança e colocar um pouco a mão na consciência e elaborar sua própria opinião sobre o assunto, eu me sinto muito honrada, de verdade. Pra mim, isso significa mais sucesso do que 100 seguidores fantasmas.

Esse exercício de refletir para escrever não é exclusivo de vocês. Eu também tenho que botar a mão na consciência e pensar muito antes de postar, para que o argumento fique o menos falho possível. (Não se enganem. Quando eu escrevo, sei muito bem o ponto fraco do texto e fico só me preparando para a réplica nos comentários, caso aconteça - o que, pra falar a verdade, quase não acontece.) Mas, como dizia, ao parar para escrever, percebo que, ao final do texto, EU TAMBÉM acabo com uma ideia muito mais definida e mais ampla sobre o assunto do que no início dele. Penso em hipóteses que não havia pensado antes e às vezes até mudo de opinião sobre a "tese" que pensei em defender. E as contribuições da caixa de comentários acrescentam muito ao debate. Me fazem enxergar um outro lado, por mais que tenha me cercado ao máximo dos "contra-argumentos".

E o mais legal de tudo é ver que os leitores que acompanham o blog lembram imediatamente da mãe dele por conta de alguma idiossincrasia postada aqui e fazem questão de me avisar sobre qualquer novidade relacionada.

É aí que eu vejo como eu estou ficando uma pessoa previsível, rs! Brincadeira! É aí que eu vejo como vocês são mais que leitores: são amigos! E é aí também que eu fico ainda mais feliz de ter “dado à luz” ao Inútil há 3 anos. Porque ele me proporciona conhecer outras pessoas INCRÍVEIS como vocês. Pessoas inteligentes, engraçadas, interessadas e interessantes, e que eu não conheceria se não fosse por intermédio deste simplório meio de comunicação.

Agradeço mais uma vez o carinho de vocês. E a gente se encontra semana que vem nesse mesmo bat-horário, nesse mesmo bat-canal.

Que venham mais muitos posts por aí, e se preparem porque eu acabei de terminar a faculdade, e nessas fases de transição, eu fico mais nostálgica do que nunca.

E vamos aproveitar para escrever idéia, jóia, heróico, anti-social e abusar dos tremas porque esse é o último ano de transição da reforma ortográfica.

Abs,
Lisa

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

SIA: Sistema Inútil de Avaliação

Eu sempre fui uma aluna Nota 10. Não necessariamente todas as notas eram 10 (realmente até a 8ª série, essa afirmação ficava bem próxima da literalidade), mas sempre fui uma boa aluna. Só fiquei de recuperação uma vez na vida, e fiz Prova Final uma única vez também, num dos últimos períodos da faculdade.

Dito tudo isso, você há de pensar que eu supervalorizo o sistema de avaliação por notas e que acho que os alunos que não pintam o boletim com notas azul berrante são de fato menos inteligentes do que os outros ou coisa do tipo. Mas na verdade exatamente por estar nessa posição, posso dizer sem medo de parecer invejosa que ter um boletim repleto de notas 10 não quer dizer absolutamente nada.

No meu último semestre de faculdade, mesmo com um CR invejável, não consegui vaga pro TCC com o professor mais disputado de todos (e por sorte não fiquei com o mais temível de todos). É difícil você encontrar algum estágio que leve as notas em consideração (os que levam não são economicamente interessantes ou não tem possibilidade de efetivação) e nenhum gestor vai pedir o seu histórico para decidir se vai contratar você ou não.

Isso não quer dizer que eu me arrependa de ser uma aluna exemplar e que aconselhe todo mundo a não estudar e ficar pendurado na prova final. Ter notas boas é uma coisa boa. A gente já não se preocupa com a escola em pleno mês de outubro, não precisa ir pro colégio dia de sábado, entra de férias mais cedo e não fica dependendo da boa vontade do professor para aprovar você ou não. Mas notas, no final das contas, são só isso: notas.

Elas não definem quem você é ou vai ser. E não definem nem se você sabe mais determinada matéria do que outra. Só se você vai passar de ano ou não.

(Ah, sim, isso não quer dizer que eu ache que as escolas devam passar todo mundo direto, ou que não devam aplicar nenhum tipo de prova. No sistema educacional, as notas são necessárias para que o aluno não entre numa eterna zona de conforto. Elas podem não significar quase nada, ou serem totalmente justas, mas ainda assim são necessárias, para que tudo não fique à mercê da subjetividade)

Sendo assim, agora já não causará tanta surpresa a revelação que farei a seguir de que, fora do ambiente acadêmico, além de inútil, o sistema de avaliação por notas é, principalmente, injusto.

A discussão se tal obra merece uma, cinco ou mil estrelinhas é e sempre será baseada na subjetividade do autor, assim como seus argumentos, com a diferença de que a cotação escolhida supostamente apresenta um padrão equalizador de toda essa subjetividade.

Só que as notas quase nunca conseguirão transparecer tão perfeitamente a sensação final que se teve da mesma quanto um texto de duas páginas. E ao contrário da apresentação de argumentos, em que se pode discuti-los à exaustão sem cair numa briguinha boba de “Mas eu achei e pronto!”, o sistema de avaliação por notas não dá espaço para debate de ideias. Só para uma discussão comparativa que não leva a lugar nenhum.

E agora a gente chega numa das palavras-chave das notas: “Comparação”. Ao colocar sua opinião em nota, o que se faz é traduzi-la em escala. As notas, assim como as escalas, servem justamente para isso. Para estabelecer um padrão de comparação (tem algum índice estatístico com nome de letra grega que faz isso, eu acho). Através das notas você consegue comparar banana com laranjas, e no final chegar à conclusão de qual das frutas é mais gostosa.

E todo mundo sabe que esse tipo de decisão quase sempre é injusta. Por que, ora bolas, laranjas são diferentes de bananas! Aliás, quanto menor o intervalo, diminui também o detalhismo da avaliação e aumenta a possibilidade de distorção. Ou seja, uma escala de 0 a 10 certamente será mais precisa do que uma de 0 a 5. Assim como um sistema que permite acréscimo de casas decimais por décimos, será mais preciso do que um outro que só marca a medida a cada 0,5. E um que possui nota a cada 0,5 pt obviamente será mais preciso do que um só com números inteiros.

E desse jeito, num sistema de 0 a 5 (só com números inteiros), por exemplo, você, sem querer, você acaba entrando em um mundo onde A Origem* é tão bom quanto Rebeldes sem Páscoa. Um mundo em que Um Dia tem o mesmo nível de excelência que Amanhecer – parte 1. Um mundo em que você tem sempre de ficar lembrando a nota que deu antes para não cair em contradição. Um mundo escravo das regras e dos números e chato pra dedéu!
* Essa história de A Origem levar 3 ovos rende até hoje naqueles comentários! Porque, tá legal que A Origem não é um filme perfeito, mas, sem dúvidas, é um filmaço!

As notas tornam-se fator decisivo, o mais importante de uma avaliação. Elas se tornam o veredicto final, quando, na verdade, tal veredicto pode variar muito mais facilmente do que os argumentos e não tem graça nenhuma de discutir.

Elas ganham importância demais, quando, no final das contas, as notas são só...notas. E não querem dizer absolutamente nada.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Pop Art

Às vezes é muito difícil explicar o tipo de música de que eu gosto. As pessoas tendem a achar que eu sou roqueira. Ou que só escuto música erudita.

Na verdade, não tenho paciência para gente que pinta o olho e se veste de preto para dizer que é “rebelde”. Também não simpatizo com os músicos das bandas de rock, que, ou pregam a rebeldia sem causa e fazem coisas estúpidas no palco como forma de auto-afirmação (mesmo que indiretamente façam parte da mesma engrenagem da indústria fonográfica que o Justin Bieber), ou são rebeldes de pelúcia, pregando a paz e amor, apesar de toda a pose de bad boy. Ademais, acima de tudo, não suporto todos aqueles gritos guturais em cima de qualquer acorde sujo de guitarra.

Da mesma forma, não tenho paciência para aqueles álbuns com músicas lentas de dar sono, nem com o público, em sua maioria, apático nos shows, que só sabe cantar uma das canções.

E eu sei que é difícil de acreditar, mas eu gosto de música pop. Tenho certa predileção por canções que grudam no ouvido, ficam na cabeça o dia todo e fazem todo mundo cantar junto (e alto). Gosto do pop justamente por ser tão despretensioso, aberto e assumidamente “vendável”.

I don't know why you say goodbye, I say hello, hello hello

Não me importa se é comercial, porque tenho a consciência de que o comércio é que move o mercado. E, mais do que isso, me enxergo dentro desse contexto como consumidora. O pop comercial, aliás, é aquele que financia os projetos não tão comerciais assim. Faz parte do jogo. Essa é uma das razões, inclusive para o Pop do Brasil andar tão pobre de coisas novas e de qualidade. Porque a indústria fonográfica quebrou e não tem mais dinheiro pra aplicar na divulgação de gente legal também, direcionando todo o orçamento para os Restarts da vida. Mas acho que isso é assunto para um outro dia...

No entanto, não gosto de qualquer pop. Também não tenho lá muita simpatia para esse pop pré-fabricado, vazio e sem talento das rádios. Me cansa quando alguns desses fantoches insistem em nos convencer que não são de plástico (que assumam logo que só querem a fama e o nosso dinheiro!!!), ou quando querem conquistar seu espaço com um marketing que “choca” a sociedade.

All we hear is Radio Ga Ga, Radio Goo Goo, Radio Ga Ga

Gosto de pop melódico, swingado, com alma, letras bacanas e se possível com uma pitada de poesia (sim, dá pra fazer).

Muito me irritam também os artistas que acham que só porque fazem música – ou arte – não precisam cumprir suas obrigações como qualquer outra pessoa e só querem lançar um disco novo a cada década, com só 5 músicas, do jeito que bem entenderem... E tudo bem que a inspiração é importante e tudo, mas acontece que aquilo lá é o TRABALHO dele!!! Fico bem do lado da gravadora quando esta começa a ameaçar com chicote se os músicos não entrarem em estúdio ou reclama do conteúdo do disco, porque, né, eles estão ganhando pra isso. Escritores também dependem da inspiração e dão o seu jeito pra cumprirem seus prazos. Na verdade, em qualquer profissão a gente tem que dar o nosso jeito e leva bronca do patrão. Por que com eles seria diferente?

Também muito me irritam os artistas autistas que acham que fazem música para eles mesmos. Não cantam as músicas que o povo espera, agem como se a platéia não existisse, lançam discos meia boca... Até parece que não somos nós, o público, que garantimos o leitinho das crianças deles. Eles têm mais é que nos paparicar muito! E ainda tem de fazer isso com verdade e paixão, porque, caso contrário, não adianta muita coisa.

Aliás, se tem uma coisa que eu detesto é aquele papinho de: "Nesse disco a gente mostrou realmente quem a gente é, agora sim estamos fazendo música com a nossa cara". Primeiro porque dá a entender que antes eles estavam "nos enganando" e fazendo algo de que não gostavam, quando diziam adorar aquilo tudo (no mínimo anti-ético isso) e depois porque esse discurso costuma se repetir disco após disco, tirando toda a credibilidade da declaração.

E é aí que mora o perigo porque nem sempre o que os músicos querem é o que a gente quer. Até porque o “a gente” é dividido em um monte de facções. Cada um tem um gosto e uma mentalidade diferente. Tem a galera que prefere qualidade ao invés de quantidade. Tem a galera que prefere as superproduções. Tem a galera que acha tudo o que o cara faz lindo e maravilhoso...

Como consumidora, eu quero o “pacote completo”. Quero CDs que sejam legais por inteiro e não apenas 3 músicas boas. Quero clipes bacanas, shows bem feitos e artistas que gostam do que fazem. E nem acho que seja muito exigente, mas se querer um trabalho de qualidade é ser exigente, bom, então eu sou mesmo.

Mas fazer aquilo que se gosta e ainda por cima agradar ao público é algo difícil de se conseguir.

Por causa disso eu fico extasiada quando encontro um artista que tem suas metas alinhadas com as minhas expectativas. Quando vejo que tudo o que ele quer é tocar, se divertir e que as pessoas se divirtam com o seu trabalho, eu já fico feliz. Simples assim. E quando eu consigo me incluir nesse grupo de “as pessoas”, eu já fico mais feliz ainda. E se o trabalho tiver um toque de originalidade e sofisticação, aí eu fico é fã. Porque é praticamente uma combinação cósmica achar música pop grudenta de qualidade e feita com paixão ainda por cima.

É, Michael, você faz falta, viu!

É difícil, mas não é impossível. Por isso, da próxima vez que você vir um post começando com UPP, fique tranqüilo, não é a polícia que apareceu por aqui para pacificar o blog, é só uma postagem de Um Pé no Pop. Uma coluna que tem como missão vez ou outra tirar alguns artistas legais das ondas obscuras do meu player e compartilhar com você, leitor, o sentimento de que existe música pop (ou com um pé no pop) muito boa por aí, embora muitas vezes não encontre espaço sob os holofotes do mercado brasileiro.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

BBB, No Limite e a Guerra dos Cupcakes

Você deve ter acompanhado nas redes sociais a polêmica envolvendo comentários sobre o BBB. Uma galera defensora da inteligência iniciou uma campanha pelo fim dos comentários do BBB alegando que “é fútil, não acrescenta nada, é um programa aculturado, etc”, e ofendendo todos os seus espectadores mais fervorosos ao chamá-los de acerebrados e afins. Daí começou a briguinha do “Você não pode me proibir” e ainda “Gosto do BBB, mas isso não tem nada a ver. Também leio Marx, Kant, Nietzsche”. Zzzzzzzz

Realmente não gosto do BBB. Gostaria até de não encontrar minha TL cheia de comentários sobre. E também não consigo entender direito o que esse programa tem que deixa todo mundo louco de janeiro a abril. Mas é claro que não posso proibir você de comentar. E também não quer dizer que toda pessoa que goste do BBB tenha QI abaixo de 100. Blablablablá...

Mas se você tem o direito de comentar e adorar o BBB. Eu também tenho de dizer que odiar e dizer por quê.

Houve um tempo em que até assistia um pouco, por pura falta de opção. Mas depois que chegou a benção de TV paga aqui em casa e, graças a Deus, isso não se tornou mais necessário.

Eu podia engrossar o coro do pessoal que justifica a multiplicação dos realities como um fenômeno destrutivo que só serve para as TVs ganharem dinheiro fácil, uma vez que não precisam apostar em novas ideias de programas roteirizados legais, como bem falava a Tina Fey em um episódio de 30 Rock. Mas acontece que existem reality shows bons, e que realmente acrescentam alguma coisa mesmo. Vide SuperNanny, O Aprendiz, aquela série do Fantástico com lições de economia, etc.

Mas minha aversão ao BBB vai um pouco além do “é fútil, não acrescenta nada, é um programa aculturado, etc”.

Não gosto do Big Brother porque ele é big bobo. Trancam pouco mais de uma dezena de pessoas com corpos esculturais em uma casa para eles não fazerem absolutamente NADA!

Os caras têm tudo do bom e do melhor e passam o dia numa piscina deliciosa em pleno verão carioca! E depois o Bial ainda vem chamar essa galera de “heróis”!!! Herói é o brasileiro que acorda cedo, pega trem lotado, toma esporro no trabalho, volta pra casa cansado e ainda tem que assistir um programa desses.

E você aí na sua piscina 3000 litros tomando sol na laje...

Reality por reality, sou mais No Limite em que a gente pelo menos pode ver os outros em situações deploráveis, passando fome, comendo olho de cabra, e uma gordinha deixando pra trás as duas concorrentes magrelas, remando na canoa e depois tacando fogo numas toras com o nome do programa. Não quer 1 milhão? Vai ter que ralar!

É tipo uma supergincana no meio da selva em que os prêmios são mantimentos para a SOBREVIVÊNCIA!!!!! (Não à toa o nome do programa original se chama Survivor)

(Lost no início, aliás, antes de se tornar uma série muito louca com direito a viagens no tempo – que eu adoro –, laguinhos da Disney, realidades paralelas, e muita, muita luz, era praticamente um No Limite roteirizado com o Time da Praia, liderados pelo homem de fé, John Locke vs o Time da Caverna, liderados pelo homem da ciência, Jack Shepard)

Agora o que eles fazem o dia todo no BBB? NADA! Como já falei, ficam tomando sol na piscina o dia todo e ainda ganham uma festa toda semana para encher a cara e garantir algumas baixarias na TV. (Não consigo entender mesmo como tem gente que assina o PPV. Sério, gente, é muito chato!!!)

Tenho que dar os parabéns pros caras da edição (é Zeus, o nome agora, né?) porque transformar 24 horas de gente fazendo NADA em algo interessante no final do dia não deve ser fácil. Talvez seja esse o segredo do sucesso do BBB, e a razão pela qual A Fazenda não consegue decolar de jeito nenhum. A Record, por exemplo, não tem a manha de transformar um material superpobre em algo superdivertido. Aliás, a Record não sabe editar mesmo. Até o Ídolos deles é mais sem graça. (Mas tenho de tirar o chapéu para a edição ágil do Aprendiz – que em outras mãos podia ficar ruim à beça – e pro Troca de Família).

Na verdade, também acho que os realities em que o público participa são muito menos interessantes. Em No Limite, por exemplo, era bacana acompanhar aquele povo sedento por dinheiro (e por água também) traçando alianças e pensando se deviam votar para tirar o melhor da competição para safar a própria pele e arriscar perder as provas seguintes ou deixá-lo na equipe para garantir as vitórias, e, sem se preocupar se o público ia gostar ou não.

Adoro como os caras do No Limite têm que votar escrevendo com um carvãozinho nesse papel pseudovelho. 
No BBB nunca que ia acontecer uma pérola dessas...

Com o voto do público, o programa fica muito previsível também. Você descobre quem vai ganhar 10 semanas antes de acabar, só de conversar com os seus amigos. Concentrar as decisões nas mãos de alguém do próprio formato do programa dificulta isso. O espectador fica na apreensão de saber se o jurado vai fazer alguma bobagem e eliminar o melhor, o seu favorito, etc. E ainda dá pra xingá-lo sem culpa no dia seguinte. (No primeiro caso, se o cara que você torce sai, a culpa é sua porque não votou o suficiente).

Sem contar que em No Limite, as pessoas queriam o prêmio. No BBB, como todos são lindos e loiros, o pessoal já entra pensando em como faturar mesmo sem levar a bolada principal, ao assombrar a mídia pelos próximos seis meses (taí outra coisa em que prefiro No Limite, depois de acabado o programa, seus participantes SOMEM da nossa vista!). Seja sendo capa da Playboy, da G Magazine, estrelando algum filme proibido (ou um quadro no Zorra Total), conseguindo participações especiais em programas da Lucina Gimenez ou cobrando para comparecer em eventos que vão desde festas de 15 anos a inaugurações de estabelecimentos.

Qual a graça de acompanhar uma competição em que os concorrentes não querem vencer?

É por causa da competição que é divertido acompanhar futebol. É por causa da competição que é divertido ver Ídolos toda temporada, mesmo sabendo que ganhar esses programas de calouros não significa porcaria nenhuma. É por causa da competição que Top Chef já está na, sei lá, décima temporada!!!! (Outro dia, lendo um infográfico sobre tipos de nerd, descobri que existe uma ramificação chamada “Nerd Culinário”. Talvez isso explique também)

E eu sempre me perguntei como um concurso de culinária fazia tanto sucesso. Aí, um dia, domingão, hora do almoço, aquele horário em que não tem NADA passando na TV, passamos pelo canal de viagens e lá estava um programa chamado A Guerra dos Cupcakes.

Cupcakes Nerds

A princípio pensei que fosse uma GUERRA mesmo em que os competidores atiravam cupcakes uns nos outros (uma ótima ideia de programa de TV, se você quer saber minha opinião). Infelizmente, era só uma competição tipo Top Chef, só que com cupcakes, cujo prêmio era fazer os bolinhos de algum evento especial a cada episódio.

Eu assistiria

Resolvemos assistir mesmo assim, só pra ver como era. Acontece que o negócio é tão absurdamente ruim, que acaba sendo bom. (Pois é, também como a Tina Fey, tem vezes que também não resisto a essas coisas indiscutivelmente ridículas.)

A dublagem totalmente fora de sincronia, o apresentador gritando: “Faltam 10 minutos! Vocês vão ter que se superar porque isso aqui é a Guerra dos Cupcakes!!!!!”, aquelas pessoas arrancando os cabelos por causa de um bolinho, os jurados fazendo cara de maus e dizendo coisas como “Você foi muito ousado com esse cupcake”, “Não consegui sentir o gosto do abricó porque ficou camuflado pela abóbora” e “Essa textura está divina, mas você não entendeu a proposta da prova” são coisas, no mínimo, engraçadas.

 "Achei essas borboletinhas muito MSN..."

Mas passados 15 minutos você começa a se interessar pela competição e fica realmente torcendo e fazendo comentários sérios, como quem entende do assunto: “Viu só? Eu sabia que esse bolinho de abricó com abóbora não ia dar certo”.

Uma delícia crocante de programa, como já diria o pessoal dos Seriadores.

Vista você também essa camisa!

Não precisa muita coisa pra entregar entretenimento de qualidade (nem que seja de qualidade duvidosa). Mas pra isso é preciso que as pessoas façam alguma coisa que não se bronzear. E que elas queiram ganhar também. Porque senão aí não tem graça.

PS Mas a principal razão pela qual eu odeio o BBB é porque ele é responsável pela Globo não passar metade da cerimônia do Oscar. Ainda bem que saí dessa vida de TVAberta...