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sábado, 21 de agosto de 2021

Mônaco: Geografia, Diário da Princesa da vida real e Teste de DNA do Ratinho

Ah, as férias! Esse período do ano abençoado por Deus e concedido por Getúlio Vargas permite que o ser humano se desligue da realidade do trabalho e aproveite seus momentos de lazer para fazer aquilo que mais gosta! No meu caso, essa atividade seria viajar pra um país bem distante, mas na impossibilidade de bater perna em outro lugar, também fico extremamente satisfeita depois de um dia de pesquisa obsessiva na internet.

Pois bem, daí que estava aproveitando o meu ócio e resolvi verificar a extensão territorial de Monaco (juro pra você que tem uma razão pra isso). Só que aí Wikipedia e Google são um buraco negro, e, quando você vê, está totalmente investido em curiosidades sobre esse principado que serviu de inspiração para Genovia (pronto, taí a razão).

E daí que tem umas coisas muito interessantes mesmo que, como eu tô com tempo, resolvi compartilhar o conhecimento com vocês, porque esse tipo de curiosidade é muito útil quando você tá sem assunto, participando de um quiz show pra ganhar 1 milhão de reais ou em dúvida se é possível que um dia alguém bata na sua porta te contando que você é herdeira de um pequeno principado europeu (spoiler alert: totalmente possível, mas aí você vai ter que ler até o final pra entender!).

Vamos começar com um pouco de geografia:

1. Monaco só tem 2 Km²

Eu sempre achei que essa descrição de Genovia nos livros era exagero, mas, aparentemente, NÃO É NÃO! Gente, plmdds, 2 Km² são 5 ruas! A título de comparação, a cidade onde cresci, Nilópolis, é o menor município do Rio de Janeiro e tem 19 mil Km²! Com essa extensão minúscula, Monaco é o 2º menor país do mundo (só perde pro Vaticano, que também é basicamente só a Praça São Pedro) e, com 30.000 habitantes, é o país com a maior densidade demográfica do planeta (Nilópolis é o município com a maior densidade demográfica do Brasil também!).

Essa pequena extensão traz consequências como a maratona de Monaco ser a única que começa lá passa pela França, pela Italia, e depois volta. O que faz sentido, pois a maratona tem 42 Km, e se fosse pra ficar só ali, iam ser 42 voltas 7 voltas e os atletas provavelmente iam ficar tontos na metade da prova.

Outra curiosidade é que pra aumentar o território, eles fazem projetos de aterramento do mar!!!! O último projeto eles usaram pra fazer um conjunto habitacional (muito doido!).


2. Tem pobre em Monaco?

Essa pergunta realmente aparece como sugestão no Google, quando você procura sobre o país.

E a resposta é “Não!”.

Com um IDH de 1,074 (considerado muito alto*), Monaco tem um índice de pobreza baixíssimo. Seus habitantes não pagam imposto de renda (assim como Genovia) e a carga tributária das empresas também é baixíssima, o que torna Monaco um paraíso fiscal e explica sua população milionária que em sua maioria nem é de lá.

A economia é baseada em turismo (também como Genovia), cassinos, serviços financeiros (paraíso fiscal, lembra?) e limpeza de lixo eletrônico (inclusive do Brasil!).

Por razões óbvias, o agronegócio não tem vez por lá, então, a parte das azeitonas e das peras é um completo delírio coletivo (onde vai plantar essas coisas, gente?).

*Nilópolis tem um IDH de 0,753, que não é tão alto, mas também é bom.


3. Cassinos

Você já deve ter ouvido falar dos cassinos de Monte Carlo (um distrito de Monaco)*. Pois bem, aparentemente, depois de uma crise financeira, um governante falou que a economia de Monaco deveria ser outra fonte de renda. Daí ele passou a investir em cassinos. Só que tem um detalhe: os cassinos são só pra turistas, os moradores de Monaco não podem jogar! Na lógica dele, os moradores não podem perder o dinheiro em jogo pra depois o governo acudir (errado ele não tá!). Outra coisa legal é que a empresa que controla os cassinos tem como acionistas: a família real, o governo de Monaco e O POVO! Imagina tu receber dividendos do cassino sem fazer nada? Muito melhor que apostar!

*Como um lugar com 2 Km² ainda se subdivide em distritos ainda é um mistério pra mim.

Estamos chegando na minha parte favorita: fofocas históricas. Onde a arte imita a vida, e de vez em quando, a vida prega uma peça na gente e também imita a arte.


4. Lendas e Maldições

Pois bem. Se você se diverte com as lendas de Rosagunde, Alboin, Amelie e cia, vai gostar da lenda de fundação de Monaco (porque qualquer país europeu que remonte à época da idade média tem que ter uma lenda pra chamar de sua).

Reza a lenda que o surgimento de Monaco se deu quando Francesco Grimaldi armou um plano para invadir o castelo que estava ocupado por inimigos, se vestindo de FRADE, matando os primeiros guardas e deixando o caminho livre pro restante do exército adentrar o castelo. Aparentemente, o fantasma de Francesco ainda ronda pelo castelo até hoje (é muito sensacional).

Tio da Amelie, é você?

Da atualidade, dizem também que existe uma maldição sobre os Grimaldi, pois a Grace Kelly morreu num acidente de carro e depois o marido da filha dela morreu num acidente de jetski. Tem gente que diz que a maldição ainda está se manifestando sobre o Príncipe Albert (falaremos daqui a pouco) de outra forma, mas pra mim o que está acontecendo com ele tem outro nome.

E já que estamos falando de família real...


5. Princesa Charlotte, a primeira princesa ilegítima

Ok, agora as coisas começam a ficar muito legais mesmo. No início do século, o príncipe Louis II já tinha lá seus 50 anos e não tinha casado, correndo o risco de a sucessão ficar com uma parte distante e alemã da família (isso logo ali depois do fim da 1ª GM, realmente não ia prestar). Só que durante uma ida a Paris, ele conheceu Marie Juliette Louvet, que cantava nos cabarés do Montmartre (sim a região do Moulin Rouge mesmo) e... se apaixonou perdidamente (diz até que queria casar com a mulher). Desse relacionamento nasceu Charlotte, a primeira princesa ilegítima. Normalmente, a menina não ia herdar nada, mas como o cara não tinha outros filhos e eles estavam com medo do trono ir parar nas mãos do primo quase alemão (tão reconhecendo essa história de algum lugar?), rolou toda uma mobilização pra mudar a lei pra menina assumir o trono depois. De primeira a lei não era válida, daí depois fizeram um outro tratado com a França pra mudar uma outra coisa, e acabou que o pai adotou a própria filha e em seguida ela pode se tornar a herdeira.

Pois bem. Charlotte casou com um conde, que depois herdou o nome dela. Tiveram 2 filhos (Rainier III e Antoniette), mas o casamento não durou muito, pois aparentemente o conde era gay. Charlotte largou ele e foi morar com o amante italiano, que era médico dela. 3 anos depois o pai de Charlotte pediu pra ela se divorciar de verdade porque a situação já estava ridícula. Como qualquer criança que vivia na liberdade e depois caiu nessa armadilha de família real, Charlotte passou então a contar os dias para o aniversário de 21 anos de seu filho, para então assinar sua alforria dessa palhaçada toda. E assim o fez. Quando Rainier fez 21 anos, ela abdicou, e ele virou o herdeiro oficial. Ela foi morar bem longe num castelo na França com um outro amante francês, que por acaso era ex-ladrão. Não satisfeita ainda transformou o castelo num centro de reabilitação para ex-presidiários. 

Fiquei muito fã de Charlotte, essa era da pá virada mesmo. A realeza pirava. Cadê a Netflix pra fazer The Crown versão Monaco???? Muito mais babado que a britânica, e eu nem contei a melhor parte ainda!!!!


5. Príncipe Albert, o príncipe que talvez possa ser seu pai

Então, esse Rainier casou com a Grace Kelly (sim, a atriz de Janela Indiscreta do Hitchcock) e teve 3 filhos (Caroline, Albert e Stephanie). Vamos pular toda a parte da Grace Kelly, porque não tem graça nenhuma. Foco no Albert! E aqui realmente as coisas ficam muito engraçadas.

Abert é um bon-vivant. Esse careca sem vergonha, aos quase 50 anos também já preocupava seus parentes pois ainda não tinha arrumado uma esposa, apesar de engatar vários casos com modelos (essa descrição te lembrou alguém? Se sim, tudo bem, foi proposital mesmo. Mas guenta aí, que o que vem depois é pura ironia do destino). 

Lá em meados dos anos 2000 (2003 - 2006), eis que descobrem que Albert tem um filho perdido com uma aeromoça com quem manteve um caso de 5 anos.* Ele faz o DNA e assume a paternidade. Até aí tudo bem. O que você não iria esperar era que nessa de futucar a história desse filho perdido, a imprensa achou OUTRA CRIANÇA! (Atenção agora!)

Jazmin, 14 anos, morava nos EUA, e estava sendo criada fora dos holofotes pois a mãe achou melhor ela ser criada fora da realeza. Eles planejavam apresentar a menina à sociedade só quando ela fizesse 18 anos.*

via GIPHY

Para tudo! Tá de sacanagem! Isso é o Diário da Princesa da vida real! Para tudo que que quero descer!!!!!!!! É muito ironia do destino! 

* Meg que não é boba nem nada, incorporou essa história dos filhos perdidos do príncipe de Monaco em algumas linhas durante a série como uma piscadela do tipo “quem pegar, pegou”. Não satisfeita, depois escreveu um livro todinho sobre.

Aparentemente, Jazmin é fruto de um relacionamento de verão, quando a mãe dela foi passar férias em Monaco e...

A mulher voltou pra California grávida, ele pediu pra abortar, ela disse que ia criar a criança sozinha, ele sumiu, um dia ele foi visitar e ela falou: "Tá vendo esse neném? É teu filho, safado!". Ele aparentemente assumiu a criança, e aí é O Diário da Princesa da vida real q eu já falei.

A título de curiosidade, Jazmin se formou em teatro e relações internacionais com ênfase em questões humanitárias numa faculdade não muito famosa de NY (não é Sarah Lawrence), e agora, além de se dedicar à filantropia, persegue também a carreira de atriz e cantora. A menina recentemente apareceu como figurante na 3a temporada de Mrs. Masel e tem umas músicas pra escutar no Spotify, a quem possa interessar.

Achou que tinha acabado??? Nada disso! Agora senta que vem A MELHOR PARTE DE TODAS!

Eis que no ano passado, Albert já estava casado, com duas crianças legítimas dentro do casamento, todo feliz, e... APARECE MAIS UMA FILHA PERDIDA DE 15 ANOS ALEGANDO QUE ELE É O PAI!!!!!

Ah, não, gente, por favor! Assim não dá! 3 crianças perdidas? Esse cara não nunca ouviu falar em camisinha não? Assim não tem condição! Quantos filhos ainda estarão perdidos por aí? Esse cara é tipo o Catra da Família Real! E a maior ironia é que as crianças aparecem tudo com 15 anos. Eu não consigo manter a compostura com uma história dessas. Sabe aquele meme de que a gente está esperando a nossa avó nos contar que somos herdeiras de um pequeno principado europeu? Sem brincadeira, as possibilidades de isso acontecer são maiores do que parece porque...

A FILHA DE 15 ANOS É BRASILEIRAAAAAAAA!!!!!!!!

via GIPHY

Aí eu perdi tudo, realmente. Eu achava que a história não tinha como ficar pior (ou melhor!), mas a mãe da menina agora tá dando entrevista direto pra Record, e, olha, é MUITO MAIS ABSURDA do que as outras. É praticamente um episódio do Casos de Família misturado com Ratinho.

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Segundo a mãe da criança, ela e o príncipe se conheceram numa discoteca famosa em Copacabana, e eles viveram um...affair de verão. Ele a levou pra viajar, fizeram um tour pela Europa. Eles foram à Monaco, inclusive. Coisa de conto de fadas. Só que...ele não contou pra ela que era príncipe!!!!!

Voltando pro Brasil, ela descobre que estava grávida, ele pede pra abortar, ela decide ter o neném sozinha, ele some (mesma ladainha). Ela tenta achar o cara na internet esses anos todos, mas não consegue, pois ele tinha dado pra ela um NOME FALSO! Daí que um dia ela estava com os amigos, um deles de Monaco, ela diz que já foi lá com o pai da criança. O cara fala de zoação (igualzinho eu acabei de fazer nas linhas acima): "Imagina só se o pai é o príncipe de Monaco, hein!". Ela procura "Príncipe de Monaco" no Google e pronto, ERA ELE MESMO!!!!!!

(Fala sério, essa da brasileira realmente superou todas!)

Daí agora ela tá acionando a justiça pra fazer DNA (Ratinhooooo!) e dizendo que aceita abdicar de qualquer dinheiro só pra menina conhecer o pai (MULHER, TOME TENÊNCIA, ESSE HOMEM É RICO! ATENTE PARA O FUTURO DA SUA FILHA! NADA DISSO DE ABDICAR DE HERANÇA NENHUMA NÃO!).


Apesar da manobra da época da Princesa Charlotte, por causa de uma lei aprovada pelo Príncipe Rainier só as crianças legítimas podem herdar o trono (aparentemente ele já devia antever que o filho não tinha qualquer noção de métodos contraceptivos). Então todas essas crianças perdidas tem direito à herança, mas não viram príncipes ou princesas de fato. Ou seja, O MELHOR DOS MUNDOS!!!! Você pode frequentar o palácio pra visitar seu pai, usufruir de toda a riqueza (tá legal, não toda, mas seu pai é rico, vai te dar uma mesada boa, ainda mais depois da culpa de não ter sido um pai presente durante toda a sua infância) e não precisa cumprir nenhum protocolo, nem se preocupar com o futuro da nação, acordos, tratados, economia, nada disso! Só vantagens! Muito melhor do que ser filho legítimo!

Princípe Harry chora vendo como essas crianças perdidas se deram bem

Então, é isso pessoal. Espero que esse post tenha sido edificante pra vocês (pelo menos a primeira parte eu sei que foi). Ficamos aí no aguardo do desfecho desse teste de DNA e que a Netflix compre os direitos pra produzir esse spin-off de The Crown. E fica aí a dica se você não conhecer o seu pai. Vai que, né!

Obs. Apesar da mulher do príncipe ser ex-nadadora do Zimbabue, Monaco não tem nenhuma medalha olímpica nas olimpíadas de verão. Ironicamente, tem uma das olimpíadas de inverno. (O príncipe já jogou futebol e fez bobsled tb).

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quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

5 razões porque você PRECISA assistir Wicked

Wicked é um musical que conta a história de origem da Bruxa Má do Oeste, do Mágico de Oz (isso mesmo, aquela verde). A peça estreou pela primeira vez em 2003, na Broadway e nunca mais saiu de cartaz. De lá pra cá, já foram feitas mais de 15 montagens ao redor do mundo, incluindo uma no Brasil, que fica em cartaz até o final do ano (dia 18/12, pra ser mais específica). A razão para tanto sucesso é só uma. O MUSICAL É ÓTIMO!!!!!!


Assisti pela primeira vez em Londres, meio sem querer ver. “Wicked, Esther? Mas é sobre O Mágico de Oz! E eu nem vi O Mágico de Oz!” Queria mesmo assistir Mamma Mia, que era mais garantido. Mas, muito mais caro. Então, acabamos ficando com Wicked mesmo. E MEU DEUS, QUE MUSICAL MARAVILHOSO!!!!!!!!!!! (Todas as exclamações não são suficientes pra demonstrar toda a minha emoção quando falo de Wicked).

Pra começar, não precisa nenhum conhecimento prévio de O Mágico de Oz pra apreciar a história. E depois, nossa, sabe quando uma história te toca de um jeito que é até difícil de explicar? Então, foi isso que Wicked fez comigo. Se infiltrou dentro do meu coração e apertou ele todinho, me levando às lágrimas em alguns momentos. E me fez rir com vontade, em outros. E vibrar com as conquistas dos personagens. E suspirar com os romances. E ficar refletindo com o subtexto da história, e cantando as músicas durante dias e dias a fio. Definitivamente meu musical favorito de todos os tempos. Muito, muito, mas, muito melhor que Mamma Mia! Tem nem comparação!

Wicked é coração puro. Emocionante do início ao fim, com mensagens necessárias especialmente nesse mundo de cada vez mais intolerância. Lindo, lindo, lindo demais!

Meu nível de animação quando falo de Wicked

Ok, estou perdendo a linha aqui (é difícil não perder quando se fala de Wicked). A empolgação toma conta, a fala se eleva, o olhinho brilha, eu começo a cantar Defying Gravity... Tá legal, respira. Vamos tentar fazer uma lista por que você deve deixar marcado na sua agenda pra assistir essa história maravilhosa quando tiver a oportunidade de viajar, ou, se estiver em SP, correr pra garantir um lugar até 18/12! (Sério, se você está num lugar que está passando Wicked, vai por mim, essa deve ser uma prioridade na sua vida.)

1. A HISTÓRIA É ÓTIMA!!!!

Como já disse antes, Wicked é um prelúdio de O Mágico de Oz, que conta a história não contada de Elphaba, a famosa Bruxa Má do Oeste, e Glinda, a boa. Mas você não precisa ter nenhum conhecimento prévio para apreciar essa obra prima do teatro da Broadway. Até porque, durante a peça, a gente “descobre” que Bruxa Má, na verdade não é tão má assim. E a boa também não é tão bondosa quanto se imagina.

Com todos os ingredientes necessários para se tornar um clássico (a essa altura do campeonato, não há dúvidas, Wicked já é um deles), a história tem várias reviravoltas, e os personagens crescem e se transformam no decorrer da peça que equilibra drama, comédia, romance e até crítica política (mais atual do que nunca!). Dá até pra sair da peça questionando “O Bom Selvagem”.

Mas o melhor de Wicked é que essa é essencialmente uma história de amizade. E de auto-aceitação e tolerância às diferenças. E de que a gente deve ir em frente com as coisas que a gente acredita, mesmo que todo mundo fale o contrário.

Impossível ficar indiferente ao turbilhão de emoções encenados no palco. Você vai rir, chorar, e se apaixonar por Elphie, Glinda e todo o restante do espetáculo.

2. As músicas são VICIANTES!!!!

Com um repertório impecável, as músicas de Wicked já fazem parte da cultura pop, e vão grudar no seu ouvido, fazendo você cantá-las por muito tempo depois do espetáculo. Difícil escolher a melhor, na verdade, quando praticamente todas se tornaram hinos da Broadway, e boa parte delas se tornaram hinos pessoais. Mas você vai se emocionar com a esperança da Elphaba em The Wizard and I, rir muito em da Glinda em Popular, se deliciar com a boemia de Fyero em Dancing Through Life (acho de uma poesia maravilhosa só esse título!), suspirar em As Long As You’re Mine... Ai meu Deus, eu gosto de todas mesmo! What is this feeling, I’m Not That Girl, For Good...

Adoro essa!

E eu ainda nem falei de...

3. Defying Gravity

A principal canção do musical não é SÓ uma canção. É o momento “UAU” do espetáculo que te arrepia todinho. É um hino de libertação, com um verso mais arrebatador do que o outro, que é certeza que você vai levar PRA VIDA. Sempre canto com o olhinho fechado, cheia de emoção, porque essa música...ai, não sei nem dizer, só sentir.


Curiosidade #1: Quando estreou na Broadway, em 2003, quem interpretava a Elphaba era ninguém menos que Idina Menzel, que 10 anos depois viria novamente entoar outro hino libertador numa animação da Disney. Canta muito essa mulher! É claro que levou o Tony de melhor atriz nesse ano.
Curiosidade #2: Quem fazia a professora na Broadway há um tempo atrás era a senhoria da Kimmy Schmit (tá cheio de ator talentoso nessa série, gente!)

4. O espetáculo é de encher os olhos


Seria negligência da minha parte não comentar todo o trabalho de direção de arte, figurino, maquiagem, iluminação... Não à toa o musical ganhou o Tony de Melhor Cenografia e Melhor Figurino. Além da história e das músicas serem lindas, o visual da peça também é impecável. Sem contar todos os efeitos de pirotecnia e levitação que deixam o público boquiaberto. Uma superprodução que vale cada centavo do seu ingresso.


5. É um arrasa-quarteirão!!!!

Em NY, ele já está em cartaz há 13 anos. Em Londres, esse ano fez 10. Além disso, a peça já foi adaptada em outros 10 países. Na Broadway, o musical já quebrou recordes de bilheteria 20 vezes. Quando estreou aqui no Brasil, bateu o recorde do teatro, com metade do tempo da peça anterior. É o 11º musical de maior longevidade na Broadway. 

Mais de 10 anos sem parar!!!!!

E os números são impressionantes assim porque realmente é uma história muito boa, muito bem encenada, que te deixa com vontade de assistir várias vezes. Eu mesma já vi duas (uma em Londres, outra em SP, no fim de semana que eu fui no show do Jamie). E fico me segurando aqui na cadeira pra não comprar uma passagem agora mesmo e assistir mais uma vez. Meu vício está NESSE NÍVEL!

Sobre a versão brasileira: Está linda demais! (Eu já falei que vocês PRECISAM assistir?) Toda a parte técnica está impecável (achei até mais bonita visualmente do que a de Londres), as músicas em português ficaram ótimas (destaque para O Mágico e Eu, Ódio e Popular, só não gostei da versão de “I’m Not That Girl”...) e as atrizes estão A-R-R-A-S-A-N-D-O. Cantam demais, e muito carismáticas (já estou muito fã)! O texto em si também ficou superbacana, principalmente as partes da Glinda que conseguiu trazer umas gírias brasileiras, e até incorporou um “beijinho no ombro” com Wesley Safadão que são de matar! Hilário!

CORRÃO!

Estou aguardando ansiosamente o filme que eles tão cozinhando há mais de 10 anos, e finalmente marcaram estreia pra 2019 (AAAAH, tá muito longeeeee!), porque não está sendo fácil, simplesmente. Fico montando inclusive meu elenco dos sonhos aqui, enquanto não sai nenhuma notícia, e quero muito Lea Michelle de Elphaba, porque a menina NASCEU pra esse papel!

Mas, enquanto isso não acontece, deixa eu procurar uns vídeos no YouTube, porque é o que tem pra hoje.

Vou dar na tua cara se disse que não gostou depois!
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domingo, 24 de fevereiro de 2013

10 coisas que a Wiki não sabe sobre Anne Hathaway


Se você mora no planeta Terra, com certeza sabe que hoje é noite de Oscar!

E pra comemorar a vitória da Anne (sim, já estou cantando vitória antes da hora e pra você que acha que eu só falo isso porque a menina levou praticamente todas as premiações anteriores, ah, você está muito errado, porque eu já sabia que ela ia levar Oscar pra casa desde O Diário da Princesa, tá, ok, nem tanto, mas desde que saiu aquele trailer de I Dreamed a Dream, com certeza), faço hoje uma lista cuja ideia partiu de minha companheira para assuntos Annísticos, Jami, que estará vidrada na TV, aguardando o anúncio da categoria de Melhor Atriz Coadjuvante como se fosse um gol do Brasil na final da Copa, exatamente como eu.

Porque dia desses Jamille me veio com uma dessas fotos-mensagem do Facebook que dizia “Ser fã não é saber toda a Wikipédia do seu ídolo”. Pois é. Também acho.

A frase não poderia estar mais correta. Ser fã é muito mais que isso. É saber de histórias, intrigas, curiosidades que até a Wikipedia desconhece. E o fã sabe dessas coisas simplesmente porque acompanha o trabalho do cara há muito tempo (nesse caso em específico, são mais de 10 anos!), e então coleciona um monte dessas histórias inúteis que o ídolo acaba compartilhando em alguma revista ou programa de TV.

E como Anne Hathaway é dessas garotas que são o sonho de qualquer entrevistador, uma vez que não importa a situação, sempre conta uma história nova, engraçada, curiosa na qual se meteu, (isso quando não inventa algo ainda mais maluco tipo o rap dos paparazzi), acompanhar esse tipo de carreira torna tudo ainda mais divertido e fica impossível não guardar na memória alguns desses causos épicos que Wikipédia nenhuma é capaz de suportar.

Esse ano foi impressionante como mesmo encarando uma maratona de entrevistas pra esse Os Miseráveis ainda foi capaz de entregar mais histórias bizarras em praticamente todas elas.

Então, vamos a lista:

10 coisas que a Wikipédia não sabe sobre Anne Hathaway

1. Não pode tomar sol
Se Anne Hathaway fosse sua colega de classe, com certeza vocês já a teriam apelidado de Branca de Neve Parmalat. Uma das coisas que mais me surpreendeu em nosso encontro há quase 2 anos foi a brancura de sua pele, e olha que eu já estava prepara psicologicamente porque sabia que a menina é muito branca, tipo, leite mesmo, quase fantasma. Tinha uma cena no Diabo Veste Prada em que mostra o dedo mindinho dela perto do lençol alvo, e lembro que sacaneava dizendo que não dá pra saber o que é pé o que é lençol ali. E a gente ficava se perguntando, porque não tomar um solzinho? Sério! Fica com uma aparência tão mais saudável, assim bronzeadinha...

Até que um dia a gente leu uma entrevista em que tudo se iluminou: ela não pode tomar sol (igual a Pocahontas!!!!) porque têm histórico de câncer de pele na famíla e aí tem que usar filtro solar fator máximo e aí chegava em casa e o namorado reclamava que tinha cheiro de xarope.

PS. Lembro que essa era uma entrevista muito boa aliás, em que dentre outras coisas ela imitava o sotaque italiano do agora ex-namorado e ex-presidiário Raffaello. Nossa, como eu ri naquele dia, enfim. Próximo.)

PS2. Ah tem uma outra entrevista muito, muito boa, no George Lopez na época de Rio, em que ele mede a cor da pele dela com aqueles mostruários de pintar parede. Hilário! (Disso eu não lembrava, fui ver agora pra conferir outra coisa e achei)

2. Torceu para a Itália na Copa de 2006
Falando no tal ex, não lembro se foi na mesma entrevista, mas a história é que, como todo mundo sabe, a Itália foi pra final da Copa de 2006 e levou a taça pra casa. Eu e Jami na época até torcemos pela Itália (não só porque aquele time de 2006 era muito interessante...) e ficamos nos perguntando se Anne Hathaway também estaria lá assistindo à final da Copa como qualquer fã futebolístico, torcendo pela seleção do então amado, e aí veio a tal entrevista e eu tive que rir porque aí ela contava que não só torceu pela Itália, como estava lá no dia, e foi pra rua, comemorar no meio do povo a vitória do time. A parte engraçada é imaginá-la lá no meio do galera, pintada de azul, gritando “Azzurra!”.

Eu sei que isso não faz a menor diferença pra você – e por isso também que não está na Wikipedia - , mas pra mim, na época foi muito interessante de descobrir.

3. Seu primeiro beijo foi assistindo Pocahontas
Não queria colocar essa parte porque faz eu parecer uma dessas fangirls que coleciona revistas, o que é uma total mentira (se bem que pra quem já foi pra porta de hotel, colecionar é o de menos, mas, ei, valeu muito a pena!!!). Mas o lance é que eu só lembro muito bem dessas histórias porque sempre tem alguma coisa legal pra se comentar. E dessa aí eu lembro porque, tipo, não é possível: TODO MUNDO TEM UMA HISTÓRIA CURIOSA PRA CONTAR SOBRE POCAHONTAS, tipo a Fe, que ficava no sofá remando na parte do Depois da Curva o Que é que Vem. Bem-vinda ao clube, Anne!

3. Chamou o marido pra sair
Essa ela contou foi esses dias no David Letterman (as entrevistas do David Letterman são sempre ótimas!), ela tinha acabado de casar, aí ele perguntou como é que começou o relacionamento. Pessoas normais contariam coisas sem graça, mas Anne Hathaway não é uma pessoa normal e fez o assunto render bastante. Diz ela que tinha uns ingressos de O Casamento de Rachel sobrando pra uma premiere que ia ter em Los Angeles, aí pensou: “por que não chamar aquele cara bonitinho que ela conheceu outro dia?”


Até aí nada demais, mas aí você começa a imaginar o diálogo:
- Oi, Adam, aqui é a Anne, tudo bom?
- Oi Anne, como é que vai?
- Tudo bom. Escuta, eu tava com uns ingressos sobrando, você quer ir ao cinema comigo?
- Ah, que legal! Quero sim. Qual o filme?
- O meu!
E é, isso aí vale um lugar na lista.

4. Cantava num grupo a capella na faculdade
Ela cursou Literatura e não chegou a se formar, mas a Wiki sabe. O grupo chamava Measure 4 Measure, e elas eram bem boas. Tenho ela no meu player e como quem procura com um mínimo de esforço, acha, deixo o link aqui pra quem quiser ouvir.

5. Caiu da caideira quando foi fazer o teste para O Diário da Princesa 
Atenção, esse item é uma POLÊMICA!

Diz ela que não caiu, que isso é calúnia, mentira, intriga da oposição. E ainda se pergunta até hoje de onde é que essa história surgiu. Eu sei muito bem de onde essa história surgiu. Vai reclamar com o Garry, Anne! Ele que espalhou aos quatro ventos que você tinha caído nos extras do DVD. E como eu gosto muito dessa história, quero acreditar que o Garry disse a verdade.
(Tem mais histórias dessas dos extras do DVD, mas isso eu conto outro dia quando fizer um post sobre o filme que eu já estou devendo tem uns 2 anos)

6. Seu irmão chama Michael
O marido dele chama Josh. Compartilhe um sorriso se você entendeu a ironia entre a vida e da arte.

7. Teve um passado negro a la Lilo
Item auto-explicativo. Durante os tempos de faculdade, se envolveu com as pessoas erradas, e segundo a própria Anne, fazia coisas que não deviam nada à Lilo. A sorte dela é que ela saiu logo dessa vida. Ainda bem.

8. Passou no teste para Jane Austen graças a sua cachorra
Coloquei esse só porque a Esmeralda é incrivelmente fotogênica, não sei como não recebeu propostas de alguma marca canina ainda.

A história é a seguinte: na véspera do teste, a cachorra ficou doente, passou mal, vomitou a noite toda. Anne chegou no outro dia acabada, sem dormir pra fazer o teste. Mas acabou que isso ajudou porque aí ela foi pior/melhor e passou.

9. Usa óculos
Eu pensei que esse dia, os óculos eram só de onda, mas ao que parece ela é míope mesmo. (Igual a Jami!!!) Nesse dia ela tinha esquecido a lente em outro lugar, aí colocou os óculos e MEU DEUS, SÓ SE FALOU EM OUTRA COISA. Não, sério, os óculos foram o assunto da semana.

10. Alimentou fãs cansados e famintos
Quando se trata de caridade, Anne não mede esforços para fazer desse um mundo mais feliz. Aí ela tava fazendo uma peça no Central Park, acho que era Noite de Reis, e tinha uns fãs esperando pra tirar foto, pegar autógrafo essas coisas (detesto esse tipo de gente, rs!). Só que aí já estava tarde, aí ela foi e trouxe uma pizza pra todo mundo. Como não amar?

Se tivesse um Oscar de Atriz Mais Simpática, Anne já tinha levado faz tempo. Mas dá gosto de ver como as conquistas estão sendo incontestáveis, mesmo eu já sabendo há muito tempo que a garota era boa de verdade.

E não tem quem não diga que ela não merece porque Anne passou fome, chorou copiosamente, perdeu os cabelos e cantou enquanto fazia tudo isso.

Pois é, esse ano ela apelou

Dá vontade de dar um beijo, um abraço, um cobertor, um banho e um prato de sopa pra ela nesse filme. E se isso não trouxer o Oscar pra ela hoje, sinceramente, eu não sei mais o que vai trazer. 

No comercial do E! (simplesmente o melhor canal da TV), o narrador a define como “A atriz mais versátil da sua geração". Fiquei pensando e é... Ela pode até não ser a melhor atriz. Mas a mais versátil, acho que é um título justo, afinal a menina já esteve em dramas, comédias, romances, filmes infantis, desenhos, suspenses, musicais, filmes de ação... Segundo a própria, uma carreira meio esquizofrênica, se você parar para analisar.

E por já estar tão confiante na vitória, tomei a liberdade de escrever seu discurso. Imaginem a cena.

And the Oscars goes to...

Anne Hathaway!!!

Anne sobe no palco, pega a estatueta e diz:
“UAU! Eu pensei que nunca mais fossem me deixar subir nesse palco de novo... (pausa para risadas). Eu queria agradecer ao James Franco por não apresentar o Oscar comigo há dois anos. Obrigada, Jimmy! Depois daquela experiência, interpretar uma personagem tão abandonada como a Fantine ficou muito mais fácil.”

Okay, é claro que ela não vai falar nada assim. Ela é muito educada pra isso (apesar do James Franco merecer muito). Por isso é claro que ela vai agradecer aos seus fãs que dão todo o apoio do mundo, falando o nome de todos eles. Brincadeira.

[EDIT3:] A-ha! E não é que ela agradeceu aos fãs mesmo depois?

Mas quando ela levantar pra receber o prêmio, fiquem felizes por mim.

Beijão, vou lá ver o Red Carpet.

[EDIT1:]
11. Não tinha espelho em casa
Eu nem queria colocar a história porque morro de vergonha por ela até hoje, mas depois do vestido de ontem que coroou essa temporada de prêmios amaldiçoada no quesito moda para Anne (só esse ano ela já apareceu sem calcinha, quebrou um zíper, rasgou uma manga e ontem apareceu com os faróis acesos! Ninguém mandou usar Prada, essa marca do Diabo! Antes fosse um vestido do seu best Valentino*, mas enfim), me sinto na obrigação de contar que há 10 anos, Anne já apareceu muito pior.

[EDIT2]: (EI, ESPERA! TUDO FAZ SENTIDO AGORA!!!)

E essa foto aí, coitada, aparece está lá na primeira página do Google Imagens desde que saiu. Mas a história da foto é boa porque se até eu me choco quando vejo, imagina qualquer desavisado que procura o nome da garota no Google e acha que Anne ainda faz parte da turma da Lindsay. Mas o negócio todo é que foi sem querer. De verdade. Porque ela não tinha espelho em casa. Quer dizer, mais ou menos.

Nesse dia, Anne se olhou no espelho do armário (ou quase isso), saiu de casa feliz da vida, achando que estava abafando, que não estava mostrando nada. Só que aí chegou no tapete vermelho, que, em matéria de flashes, só perde para o piscinão de Ramos, e aí as luzes das câmeras acenderam tudo (não só os faróis).

Aí Anne passou no tapete achando que estava arrasando, chegou no outro dia, tava lá a foto dela no jornal com tudo à mostra. Aí ela ficou revoltada porque os paparazzi ficaram lá tirando foto e ninguém deve a dignidade de vir avisar que ela estava com mais do que os faróis acesos. Só que, pensa comigo, Anne, quem é que ia adivinhar que você não tinha espelho em casa? Até eu achei que tinha sido de propósito, os caras que trabalham com isso todos os dias não vão achar? A moral da história é que Anne aprendeu e comprou um grande espelho com lâmpadas em volta para o seu laváblo. Então, nada mais justifica esse vestido esquisito que você usou ontem.

Mas o que importa é que ela ganhou, né, gente?
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

5 filmes que marcaram a minha infância


Dia das Crianças aí na porta e como eu acho que já esgotei minha cota de Nostalgia Pura nos dois últimos anos e como durante esse período parece que várias dessas coisas voltaram para fazer as crianças da atual geração mais felizes, como por exemplo: remake de Carrossel, volta dos clássicos Disney nos cinemas, reprise de Gotinha de Amor da TV, Tamagochi, Mirabel, Skate de Dedo, Bate-begue, Ioiô, etc. Fora que eu fiquei sabendo que Silvio Santos já encomendou uma nova versão de Chiquititas, dizem as más línguas que o Rouge vai voltar ano que vem e está para estrear um filme em que o personagem principal é o Sonic. Então, pelas minhas contas, nessa onda revival, só está faltando o Tazo.

Chega a ser clichê a publicação de posts sobre filmes que marcaram a infância no dia 12 de outubro, masssss, pelo que eu tenho visto das listas por aí, acho que a seleção do Inútil, por conter muitos “lados B” do cinema infantil, ainda tem muito a agregar nesse dia especial. E quem sabe fazer você aí, que nunca ouviu falar ou simplesmente não teve a oportunidade de ver, correr atrás para assistir pela primeira vez, mesmo que tardiamente, algum dos títulos citados.

Seguindo essa linha de raciocínio, automaticamente ficam excluídos da lista os filmes mais famosos e mais óbvios como os clássicos Disney em geral (e todos os outros filmes de animação), Esqueceram de Mim 1 e 2 (que já foram citados aqui no Inútil no post de Natal de 2009), filmes do John Hughes (e isso já elimina uma pá de filmes!), Os Batutinhas, ET, Meu primeiro amor, entre outros.

Também deixo aqui definido que o critério da menor “famosidade” pode ser ignorado a qualquer momento em detrimento de uma boa história particular a ser compartilhada sobre a película. Afinal de contas, a lista, principalmente, é sobre filmes que marcaram a minha infância.

Muito antes de todo mundo querer ir para a baleia (até hoje não sei direito do que se trata esse meme, mas tudo bem), o cetáceo que chamava atenção no mundo do entretenimento em família era Willy. Free Will. A história da orca com a nadadeira dorsal envergada que foi capturada e confinada em um tanque e tem na amizade com o garoto Jesse sua chance de voltar ao oceano.

Sem dúvida um dos meus filmes favoritos de quando criança. Lembro como se fosse ontem de ir a minha locadora falecida alugar pela primeira vez o VHS e das mini-Willys infláveis penduradas no teto como forma de promover o filme em meio aos locadores de fita. Deu certo. Perdi a conta de quantas vezes vi. Além disso, Free Willy fez o mundo desacreditar que baleias orcas eram assassinas, levantou a bandeira do meio ambiente, libertou a Willy de verdade e revolucionou todas as minhas idas a piscinas. Meu sonho era ser igual ao Jesse. Os mergulhos eram feitos sempre depois do brado indígena emocionante (e clássico!!!) do final com o voo de Willy por cima da cabeça do menino. Na época, não pensamos duas vezes antes de comprar uma daquelas boias em formato de Willy ao avistarmos a mesma nas Lojas Americanas.

(A cena inspira a imagem que linka para o endereço da minha conta do Twitter. Fiquei doida quando vi a associação genial pela primeira vez numa camiseta e tive que dar um jeito de colocá-la por aqui também, dada a importância de Willy em minha vida. Outro dia estava assistindo um episódio de Phineas e Pherb, de longe o melhor desenho da nova geração, e os caras fizeram uma referência visual ao voo da Willy no final. As crianças de hoje certamente não entenderam, mas nem precisa dizer que eu pirei, né?)

Seguido de Free Willy 2 e 3 (talvez tão legais quanto o primeiro. Não, o primeiro é insuperável), a franquia ainda ganhou um desenho de sucesso durante as manhãs (não lembro se da Globo ou do SBT, acho que das duas, na verdade). Mas fiquei revoltada quando vi um outro Free Willy vagabundo por aí agora, feito nos anos 2000, depois da morte da Willy original.

Curiosidade:
O cantor pop Michael Jackson gravou a Trilha Sonora do filme com destaque para a canção Will You Be There. A canção ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Canção de filme em 1994.

O Menino Maluquinho
Um clássico de Ziraldo adaptado lindamente para o cinema. E se a matéria-prima já era boa demais, o elenco talentoso e carismático fez o resto.

O Menino Maluquinho é o retrato da infância como ela é (ou como deveria ser): cheia de peraltice, subidas em árvores, mesas de doce (sério, sempre quis uma mesa de doces daquelas do filme), etc. O que não quer dizer que o filme não tenha toques de drama com o garoto tendo de lidar com o divórcio dos pais e a perda do avô. Olhando por esse prisma, O Menino Maluquinho é muito mais do que um filme sobre a infância. É um filme sobre a própria vida. E é por isso que esse clássico do Ziraldo é tão comovente, sessão indispensável para adultos e crianças.

Outro sucesso na minha sala de estar, Menino Maluquinho teve várias frases repetidas (principalmente aquelas escatológicas relacionadas a flatulências e cocô) durante muito tempo por aqui. E obviamente, quis colocar panelas na minha cabeça.

Há alguns anos, o personagem ganhou uma ÓTIMA série na TVE, com produção de Cão Hamburger (sempre ele!), que carrega consigo todos os ingredientes do livro do mestre Ziraldo.

O Menino Maluquinho 2, sequência do sucesso cinematográfico, conta com a volta de boa parte do elenco original, agora um pouco mais crescido, porém, pouco lembra a ode à infância que foi o original e podia muito bem não ter sido feita, mas vale a pena assistir se você quiser conferir o primeiro trabalho de direção do talentoso Fernando Meirelles – sim, aquele mesmo de Cidade de Deus.

Na época, achei o final do Menino Maluquinho meio chato e triste. “O Menino Maluquinho não pode crescer! Ele tinha que ser criança pra sempre!!!!!”, pensava eu, talvez projetando um pouco dos meus próprios sentimentos quanto à dificuldade de encarar que a realidade de que infância não dura para sempre.

(E é por causa desse final, inclusive, que o Ziraldo está mais do que certo em NÃO fazer mais histórias com o Menino Maluquinho grande. Viu, Seu Maurício de Souza!)

Só muito tempo depois é que tive a oportunidade de ler o livro. E só muito tempo depois é que fui perceber quão perfeito ele é. O Menino Maluquinho pode até crescer, como você e eu crescemos. Mas se você está se lendo esse texto, é porque ainda tem um Menino Maluquinho dentro de você.

Curiosidade:
Bom, nem é tão curiosidade assim. Há pouco lançaram a adaptação de Uma Professora Muito Maluquinha, mas o filme não faz jus ao livro. Além de não possuir uma boa linha narrativa, quiseram abraçar o mundo, e na tentativa de fazer o filme também relevante entre os adultos, tornaram-no histórico, passado na década de 40, e consequentemente contemporâneo à 2ª Guerra Mundial. O resultado é que ficou muito chato, desnecessariamente dramático e sem foco. Paola Oliveira está uma graça fazendo sotaque mineiro, mas o que eu queria ver mesmo era o Ricardo Pereira, que passou todo o filme sem dar um pio sequer, falando mineirês.

Hook – a volta do Capitão Gancho
E já que estamos falando em crescer... Imagine você que o personagem-símbolo dessa rejeição por tornar-se adulto cresceu. Sim, eu estou falando de ninguém menos que Peter Pan. Ele cresceu, ficou velho, barrigudo e esqueceu como voar. É nesse contexto que seu eterno inimigo, o Capitão Gancho, sequestra seus filhos e Peter agora tem que voltar à Terra do Nunca e enfrentá-lo para recuperar sua prole. Mas, claro que para isso, Pan terá de reencontrar a criança que há dentro de si mesmo. Hook – a volta do Capitão Gancho é pura poesia. E dá vontade de ser criança de novo. Robin Williams faz o Peter adulto, Dustin Hoffman dá show como o Gancho e Julia Roberts dá charme à Sininho.

Outro filme que rendeu muitas histórias. Repetimos à exaustão o grito da torcida na hora do jogo de baseball: “Boa tacada, Jack! Boa tacada, Jack!” (meu pai como sempre, fez pequenas adaptações para transformá-lo em escatologia), nos vestíamos com roupas de adulto e virávamos os meninos perdidos, e eu fazia aquele som esquisito do Robin Williams quando voava.

Outro dia assisti de novo e fiquei boba em como o negócio é bom e a trilha tinha cara de John Williams! Aí subiram os créditos e a-há, era dele mesmo! E direção de Spielberg!

Cheio de aventura e fantasia, o filme presta uma verdadeira homenagem à arte de contar histórias e traz de volta à tona aquela famosa mensagem sobre re-encontrar a criança que existe dentro de você de um jeito muito poético e elegante. Quando eu era criança achava o máximo a cena da guerra de comida por causa de toda aquela sujeira colorida. Anos depois, acho a cena ainda mais icônica por todo o simbolismo que carrega. Nela, Pan só consegue enxergar aquilo que está à mesa e se alimentar, depois que puder imaginar o que será servido. E a partir daí as possibilidades são infinitas. Lindo, né não?

Hook – a volta do Capitão Gancho é o tipo de história que é ótimo para os pequenos, mas fica ainda mais legal quando se vê quando adulto, exatamente por tocar lá dentro do coração e fazer você, assim como Peter, recuperar a criança interior que está lá guardada dentro de você.

(De verdade, esse daqui vocês precisam muito assistir!)

Curiosidade
- Concorreu a 5 Oscars: Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Maquiagem e Melhor Música Original.
- Dustin Hoffman foi indicado a Melhor Ator no Globo de Ouro, Robin Williams levou Melhor Ator no Kids Choice Awards e Julia Roberts foi indicada a Pior Atriz Coadjuvante no Framboesa de Ouro (Tadinha, a atuação nem estava ruim!), etc.
- Gwyneth Paltrow aparece rapidinho como Wendy adolescente e Maggie Smith faz a avó da Wendy.

Beethoven
Ok, esse não é exatamente o tipo de filme que fica melhor quando você vê 10 anos depois. Na verdade é justamente o contrário. Hoje em dia já não consigo mais assistir Beethoven sem reparar na precariedade e ingenuidade da produção. Se nos filmes até aqui elencados, a dica era de que se corresse atrás pra ver ou, se já visto, tentasse assisti-lo novamente com outros olhos, nesse daqui, a dica é: “Não veja de novo, sob pena de estragar suas lembranças”.

Mas o motivo pelo qual eu acho que Beethoven merece um lugar na lista é simples: QUEM NUNCA QUIS TER UM SÃO BERNARDO CHAMADO BEETHOVEN?

Falando sério, 10 entre 10 crianças que assistiram Beethoven terminaram o filme atentando suas mães para que elas comprassem um au-au, de preferência um São Bernardo, para colocar o nome do cachorro do filme. Dificilmente as crianças conseguiram um São Bernardo. Mas pelo menos um cachorro muitas delas ganharam e puderam homenagear o cão do filme e o compositor clássico de uma só tacada quando escolheram o nome do filhote.

Tinha uma casa do lado da minha escolinha que tinha um São Bernardo e toda vez que eu saía da aula, eu ficava olhando lá pra dentro pra observar um pouquinho o Beethoven original. Um colega da minha sala é que morava lá e eu morria de inveja do cachorro dele.

Eu não ganhei cachorro nenhum. Eu bem que pedi, disse que ia cuidar, falei que ia limpar a sujeira, mas minha mãe não deixou e eu passei a infância sem ter um au-au para chamar de meu. Hoje eu vejo que realmente não ia cuidar do bicho e não consigo imaginar minha casa com cachorro. Mas, aos 6 anos, quando a gente se mudou da casa que ficava nos fundos da do meu avô, ele resolveu comprar um cachorro e adivinha só! É claro que eu coloquei o nome do bicho de Beethoven, né?

O nosso Beethoven não era São Bernardo. Ao contrário, não tinha nenhum pedigree. Era vira-lata mesmo. Mas o cachorro era muito mais esperto do que o do filme. São muitas as histórias engraçadas envolvendo Beethoven e seu “amigo”, Shake, que veio logo depois. Comemoramos aniversário deles, compramos uniformes do Botafogo (e do Vasco, time do meu avô), organizamos campeonatos com bolas de papel destruídas em poucos segundos...

Infelizmente, a biologia dos cachorros é muito mais acelerada do que a dos humanos e há mais de um ano, com Beethoven já morando em outro estado, já que meu avô se mudou para Juiz de Fora, faleceu.

Mas se você se debulhar em lágrimas, que nem eu estou agora, a sugestão é que não assista Beethoven. E sim, Marley e Eu.

Ao longo dos anos, Beethoven já ganhou trocentas mil sequências, mas só os dois primeiros é que contam com o elenco original.

Curiosidade
- Eu sei que eu tinha falado que não valiam filmes do John Hughes, mas nesse daqui, ele assina o roteiro como Edmond Dantes (em homenagem a um personagem do Conde do Monte Cristo, numa época em que ele estava meio de saco cheio da mídia criticar o seu trabalho), então...

Jack
Outra pérola de Robin Williams. Num tempo em que o ator era conhecido por seus papéis em títulos infantis (ele ainda tem no currículo clássicos da Sessão da Tarde/Cinema em Casa como Uma Babá Quase Perfeita e Flubber. Por que você tem feito filmes tão ruins ultimamente, Robin?), cara dá um show na pele Jack, o menino que sofre de uma doença rara e por isso envelhece quatro vezes mais rápido. Com isso, Jack tem 10 anos, mas corpo de 40!

Quando completa 10 anos, Jack, que só tinha aulas particulares, pede como presente a permissão para ir à escola. No primeiro dia de aula, Jack descobre que não cabe na cadeira e nem entre seus colegas de classe que, a princípio, o considera mais uma aberração do que um amigo. Aos poucos ele vai se enturmando e os colegas percebem que ter um “coroa” no grupo em lá suas vantagens, como por exemplo, a facilidade para comprar revistas masculinas.

Também assisti um zilhão de vezes. Todas as cenas da casa da árvore são impagáveis (Quem nunca quis uma casa na árvore, né?), muito embora a segunda metade da fita carregue um tantinho demais no drama (pelo menos era o que eu achava quando pequena).

Mas, parando para pensar hoje em dia, talvez a história de Jack não esteja tão longe assim dos dilemas enfrentados até por quem não possui a Síndrome de Werner (pois é, a doença existe mesmo). Jack é uma criança no corpo de um adulto. E, vai dizer que de vez em quando, você também não se sente assim?

Robin Williams mandando superbem, uma história diferente, engraçada e comovente ao mesmo tempo, Jack é o tipo de filme que não se faz mais hoje em dia!

Curiosidade
- Tom Hanks foi considerado para o papel de Jack originalmente.
- Descobri agora: Do mesmo diretor de Poderoso Chefão!!!!! E, espera, meu Deus, dessa eu não lembrava: Jennifer Lopez era a professora! Preciso assistir esse filme de novo, JÁ!

Enquanto fazia essa lista, lembrei de mais 5 títulos (ou até mais!) que eu também adorava quando criança. É uma lista no mesmo nível de “alternatividade” dessa daqui, com alguns nomes famosos, outros nem tanto. Mas para não ficar sem assunto, e para o post não ficar muito grande, essa lista eu vou deixar para o ano que vem!

Feliz Dia das Crianças para vocês!

Um Abraço,
Lisa
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

5 razões para assistir A Mentira (Easy A)

Descolado, clichê (sim, dá pra ser os dois!) e engraçado na medida certa, A Mentira é uma comédia adolescente dotada de inteligência como não via desde Meninas Malvadas – que por acaso é o filme favorito do Felipe. Injustamente, a película protagonizada por Emma Stone saiu direto para DVD aqui no Brasil (essas distribuidoras não entendem nada mesmo!) e como não tinha na TV ainda e só ouvia elogios do filme, aproveitei minha ida ao outro lado da cidade, onde fica minha atual locadora-gigante, já que aquela minha outra do coração faliu, e dei uma força pro negócio. Valeu que o filme passou na HBO uma semana depois, mas enfim.

Sinopse: 'A Mentira' acompanha Olive (Emma Stone), uma menina comum que era meio invisível no colégio. Um dia ela decide ajudar seu amigo gay e finge que teve um caso com ele. Os dois se tornam os mais populares. Ela percebe que sua vida se tornou parecida com a heroína do romance "A Letra Escarlate", Hester Prynne, e começa a fazer dessa ajuda a garotos desesperados, seu modo de ficar popular.

E enquanto assistia, não pude deixar de elaborar uma pequena lista mental de por que o Felipe devia assisti-lo, não só porque o filme tem uma pegada Meninas Malvadas mesmo, mas também porque estava cheio de piadas internas da produção que por acaso calhavam de ser um monte de piadas internas compartilhadas pelo nosso grupo de amigos. Então, chega de enrolação. Vamos à lista:

5 razões para o Felipe assistir A Mentira (Easy A)

1.    Roteiro afiado e redondinho
O roteiro é inteligente, subversivo e afiadíssimo a la Meninas Malvadas. Redondinho, ele deixa você boquiaberto do início ao fim tanto pelas piadas ágeis e non senses quanto pelas reviravoltas até o final. São 90 minutos sem gorduras que amarram todas as pontas deixadas pelo caminho.


2.    Elenco afinado
Não, ninguém canta no filme. Quer dizer, tirando a Emma Stone em uma das cenas (a comentar). Na verdade duas. Mas enfim, não é isso que eu quero dizer. Dá pra ver os atores se divertindo horrores durante as cenas, em especial os pais de Olive, interpretados por Stanley Tucci e Patrícia Clarkson, que parecem rir o tempo todo, e o professor (interpretado pelo Homem Areia do Homem Aranha 3), que simplesmente inventava todas as falas no improviso. E como já deu pra perceber, assim como qualquer comédia adolescente que se preze, TODO MUNDO ESTÁ NESSE FILME! Sério, se você parar pra contar, são mais de 10 nomes de destaque, entre eles Amanda Bynes (que desistiu da carreira de atriz depois desse filme), o James de Crepúsculo (a escalação desse aí foi ironia pura, genial!), o Dan de Gossip Girl e a Phoebe de Friends. Fazer o quê? Quando o roteiro é bom, todo mundo quer participar.

Nem que tenha que vestir uma fantasia bizonha dessa

3.    Emma Stone (que é ruiva!)
Sim, o elenco de apoio é ótimo e o roteiro é bacana à beça, mas não fosse Emma Stone, Easy A poderia  facilmente (sem trocadilho) deixar de ser uma comédia realmente legal para se tornar apenas um filme de mau gosto e metido a engraçadinho. Era preciso uma boa dose de carisma, um belo tempo de comédia e uma pitada de inteligência e sensibilidade para dar vida à personagem que, sim, é nerd e antissocial, mas ao mesmo tempo é cheia de malandragem e pensa nos outros antes de si mesma. E a ruivinha a interpretou com maestria sem descambar para nenhum dos lados. Reza a lenda que Emma Stone abandonou uma proposta de trabalho em Sucker Punch para ser protagonista de A Mentira. Fez bem. Ao contrário do mico que ia pagar no filme do Snyder, aqui ela mostra realmente qual é O Papel da Mulher Ruiva no Mercado Elitista de Holllywood. Eu já gostava dela em Zumbilândia (outro filme bacanérrimo!), assistirei ao novo Homem Aranha feliz só pra ver o que ela vai aprontar.

Isn't She Lovely

4.    Referências a clássicos da literatura e da cultura pop
Tal qual As Patricinhas de Beverly Hills, Easy A faz a lição de casa e consegue contextualizar clássicos da literatura como A Letra Escarlate e Huckeberry Finn (que todo mundo odeia) com os clássicos adolescentes da Sessão da Tarde de John Hughes como Gatinhas e Gatões e O Clube dos Cinco (que todo mundo adora), entre outros. E o melhor de tudo, SEM DEIXAR NINGUÉM PERDIDO. É claro que se você tiver uma noção das referências vai ser muito mais legal, mas se não fizer a mínima idéia do que se tratam os títulos que eu acabei de citar, pode ficar tranqüilo, porque além de fazer o trabalho, Easy A ainda apresenta o seminário e faz aquele resuminho antes da prova pra quem não leu o livro tirar nota boa. Ah sim, caso você faça parte do último grupo, é bem capaz de querer caçar os clássicos depois que acabar o filme.

A de amor is for Awesome

5.    Trilha sonora esperta
Segundo o diretor, o filme tem quase 40 músicas de trilha sonora. E quando ele fala trilha sonora, não é no sentido de temas instrumentais, mas sim de trilha sonora de novela mesmo, com músicas para tocar no rádio. E a seleção foi feita de um jeito muito bacana de forma a estender o espírito do filme através das músicas. O destaque, claro, vai para a piada interna* com a música da Natasha Bigfield, patronese do Projeto Casa do Bolso Cheio de Luz do Sol (piada mais interna ainda), que aparece no começo da película e depois continua por todo o filme, construindo assim uma gag musical. Mas ainda tem Don’t Cha para caracterizar 2005/06, We Go Together (do Grease),  Don’t You Forget About Me (do Clube dos Cinco) e Good Life (que toca no trailer de Um Dia, que por acaso também tem a Patrícia Clarkson no elenco, que também tem a Anne, que já trabalhou com o Stanley Tucci... Tá parei, rs)
* Nos comentários, o diretor contou que escutou a música uma vez e achou que essa era a “pior música do mundo” (tal qual na cena), mas aí, durantes as filmagens, eles colocavam a música pra tocar, e no final do dia, a equipe toda a estava cantando alto. E a Natasha Bigfield, na verdade, achou muito legal de ter recebido essa homenagem. Sério.

Take me awaaaaaay, a safer plaaaace
Take me awaaaaaay, a safer plaaaace

Bônus:  
 6. O diretor é Iguaçuano.
Brincadeira. Mas é que o cara cismou de espalhar laranjas pelo filme como recurso estilístico. Isso é o que dá ficar assistindo ao filme com comentários (ele e a Emma Stone são hilários!!!). Deu vontade de comprar o DVD só pra contar as laranjas. rs

Easy A não só faz o dever de casa, mas dá aula de como fazer filmes adolescentes bacanas. Espero que assim como os filmes John Hughes, este também possa fazer escola.

Curtindo a vida adoidado

Obs. O título em português, apesar de genérico, fala toda a verdade sobre o filme, que realmente é sobre uma mentira, mas o trocadilho-triplo de Easy A (“A” da Letra Escarlate/ Mocinha fácil/ Fácil de tirar A) é muito mais legal.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

15 razões porque Lost é Lost

Dia 22 de Setembro de 2004 

O avião do vôo 815 da Oceanic Airlines cai numa ilha misteriosa, deixando algumas dezenas de sobreviventes e assim embarcamos na série mais comentada dos últimos de TODOS os tempos.

Não há palavras para descrever o que Lost significa (não vem com graça dizendo que quer dizer Perdidos, disso eu sei). Há quem diga que a TV se divide em a.L e d.L (antes de Lost e depois de Lost). Lost é uma verdadeira revolução no modo de se fazer e ver TV. Tem uma trama absolutamente intrínseca e ao mesmo tempo envolvente, com personagens tridimensionais e que a gente torce com facilidade. Lost não QUER SER. Lost é!

Enfim, eu não sou a maior especialista em Lost, mas com a estréia no Brasil da última e mais aguardada temporada final da história, nada mais justo do que o seriado ganhar uma listinha. Se você está por fora e quiser ler mesmo assim, fica tranqüilo, a lista é livre de spoilers.

Vamos lá então:

15 razões porque Lost é... Lost!
(porque eu não podia perder a oportunidade de usar um dos Números, né)

1.    Porque Lost é mundial
Em que outra série você veria americanos médicos ou ex-presidiários, asiáticos matadores de aluguel, árabes terroristas, africanos traficantes, um descendente de latino ganhador da loteria, um brasileiro que quase não fala e até um hobbit que tocava numa banda de rock? A premissa de fazer uma série que começa com um acidente de avião abre caminhos para colocar pessoas de todos os lugares do mundo, evidenciando assim a grande aldeia global em que vivemos (tanto na série, quanto depois do episódio, quando todo mundo – todo o mundo mesmo - corre pra internet pra discutir as nuances de cada episódio). E com as histórias do passado que se cruzam o tempo todo, a gente fica pensando: “Será que eu já não conhecia esse meu amigo de algum outro lugar?”. Sério, o povo da escola realmente fez essa pergunta.

2.    Porque Lost é uma série com tudo dentro
Sem dúvida o grande trunfo do seriado é colocar um monte de perguntas na nossa cabeça e mesmo quando as responde, tratar logo de encucar outras interrogações em nossa cachola. Mas se fosse só isso, a série não duraria tanto tempo. Lost tem mistério, romance, ação, comédia, drama e, claro...mais mistério! Aí os nerds assistem porque tem ficção científica, os pitboys assistem porque tem explosões gratuitas, os românticos assistem porque dá pra torcer pelos casais, os desencanados assistem pra rir dos apelidos do Sawyer... E até os acadêmicos assistem... 

3.    Porque Lost é cultura. Muita cultura!
Os produtores e roteiristas de Lost são pessoas cultas. Parece que os caras já leram ou estudaram toda a enciclopédia e a cada episódio são jogadas milhares de referências culturais. Só com relação a nomes temos homenagens a John Locke, Rousseau (filósofos iluministas), Faraday (físico), o Jack é Shepard (pastor em inglês, porque ele é o líder do grupo, ha!), a Kate é Austen (a escritora mais importante da literatura inglesa), o filho da Claire chama Aaron (Arão da Bíblia), e por aí vai.

A última ceia, a la Lost

Também há referências ao experimento da Caixa de Skinner, trechos e personagens bíblicos, o Big Brother de George Orwell, citações de outros seriados, constantes, variáveis, e o buraco de minhoca que faz viagens no tempo (é sério. Essa teoria existe mesmo! É tudo ciência!).

4.    Porque faz a gente querer estudar
As referências científicas/filosóficas/bíblicas/históricas são tantas que é impossível catar todas. Mesmo assim, você não fica perdido (ha!), se não souber disso tudo. É só um tempero a mais. Só que dá a maior vontade de saber essas coisas todas porque, quanto mais você estuda, mais embasamento tem para elaborar suas próprias teorias sobre os mistérios que a série propõe. Se você quiser estudar Lost, acesse LostPedia. (nada mais justo do que Lost ter a sua própria enciclopédia, né!) Ai, ai, só Lost mesmo pra fazer a gente ter vontade de estudar.

5.    Porque Lost é filosofia
No meio de todas aquelas explosões, monstros e ursos polares, Lost também é uma série profunda, complexa e faz a gente pensar. Ela propõe umas discussões interessantes do tipo: a discussão da eterna disputa entre a ciência vs. a fé (representados por Jack, e Locke, respectivamente), o debate entre destino x livre arbítrio (mais uma vez representados pelos 2), o mito da caverna de Platão (essa daí está em todos os lugares, até fora de Lost, não adianta fugir. Tudo é o mito da caverna, acredite)... Fora aquela pergunta lá do início (que nada mais é do que a Lei dos 6 passos) e tem gente que vê até discussões sobre teorias econômicas na série...

Sabe, eu nunca gostei de estudar essas filosofia no colégio, mas acho que se o professor passasse Lost na sala de aula, ia ser muito mais legal, porque Lost é cultura, mas tudo isso está disfarçado do mais puro entretenimento a serviço da cultura pop. Ô coisa boa!

6.    Porque dá vontade de gritar no final do episódio

Na verdade, dá vontade de gritar no meio também. Mas principalmente no final, quando vem aquele gancho desgraçado que vai nos faz querer assistir ao próximo episódio imediatamente. O urro fica ainda mais forte quando é final de temporada e a gente sabe que vai ter que esperar UM ANO INTEIRO até a série voltar. Quando a série faz a gente vibrar assim, é porque ela é muito boa, não tem jeito.

7.    Porque “o que aconteceu, aconteceu”
Quando o Faraday está explicando o nó que é esse negócio de viajar no tempo, ele solta a seguinte pérola: “O que aconteceu, aconteceu”, que poderia ser uma frase óbvia, mas dentro do contexto faz sentido e eu ainda acho que era uma mensagem subliminar dos roteiristas que, inclusive, resume um pouco a história da série. Quer dizer, desde o início os produtores sabiam onde eles queriam chegar, não foram rumando a esmo. Estava tudo escrito. Maktub. A gente é que não tinha conhecimento suficiente para colocar as peças todas juntas.

Selva de Pedra
Até porque uma série que se sustenta em suspense não pode abrir tantas perguntas sem saber as respostas. É legal ver que os caras tinham um plano desde o início. (Não é igual Heroes, que o produtor já admitiu publicamente que não sabe mais o que fazer com a série.) E conforme as temporadas vão passando, as lacunas todas vão se encaixando e as coisas mais mínimas são retomadas inúmeras vezes de pontos de vista diferentes e os personagens todos se encontrando no passado...Adoooro!

7. Porque fica cada vez mais doido
Para uns isso é ruim. Eu me amarro. Quando a gente pensa que não tem como ficar mais louco do que está, Lost vai lá e mostra que dá sim! Uma ilha tropical que tem urso polar, um monstro misterioso, propriedades curativas, confronta as pessoas com o seu passado e servia de experimentos científicos de uma iniciativa pirada, passando por um povoado que parou no tempo há mais de 30 anos e uma seqüência de números que se repetem a todo instante? Não, pára! É muita loucura isso!
E eu não falei nem 10% das maluquices que tem. Sim, é por isso que eu gosto de Lost. A trama é tão absurda, tão absurda, que eu acredito em tudo que ela propõe, e olha que eu não sou disso.

8.    Porque dá vontade de comentar URGENTEMENTE o episódio
Por ser um seriado com um enredo superenrolado com milhares de perguntas, teorias muito piradas, e surpresas de fazer nosso queixo cair e querer gritar pra TV, Lost dá uma vontade INCONTROLÁVEL de comentar o episódio porque o choque é muito grande e com certeza a gente nunca consegue captar todos os detalhes.
Vou fazer uma previsão: dia 22 de maio de 2010, a Internet vai parar. Só vai dar Lost. Primeiro, vai ter o aquecimento pré-Series Finale. Depois, vai ter o torramento durante o episódio. E finalmente, quando tudo acabar, TODO O MUNDO vai baixar e depois comentar o episódio. Ainda bem que eu não tenho Twitter, porque senão estava perdida (juro que dessa vez foi sem querer).

9.    Porque até os episódios ruins são bons
Existem as séries de TV. E existe Lost, que está um patamar acima de todas as outras. E aí, até quando um episódio é ruim, para os padrões de Lost, ainda é bom, para o padrão das outras.

10.    Porque a narrativa de Lost é um caso à parte
A narrativa não-linear de Lost, que primeiro fazia flashbacks, depois passou para flashfowards e finalmente ficou pulando como uma vitrola quebrada, com os personagens perdidos não só naquela ilha muito louca, mas também no próprio tempo. Eu também acho que o nome e o jeito da série de contar a história também faz ruma brincadeira com nós espectadores, porque, vamos combinar, estamos sempre perdidos no meio daquela doideira. Por fim, quem acompanha o seriado percebe que, apesar de os personagens estarem obviamente perdidos naquela ilha desconhecida até pelo Google, é ali que eles realmente encontram um sentido para suas vidas. Profundo, hein! Isso tudo de um nome absolutamente inocente.

11.    Porque cada personagem é importante 
Geral posando pra "foto"

Cada personagem é peça importante para montar o grande quebra-cabeças que é a série. Nem que seja para morrer, o personagem tem sua significância. Com exceção do Rodrigo Santoro, claro, que só desembarcou no Havaí pra fazer m***, literalmente! Mas então, tirando o Santoro, todo mundo tem um draminha pessoal e quase sempre ganha um episódio com flashback/flashforward só pra ele. Sobre o meu preferido... Que mané Jack, que mane Sawyer! Meu personagem preferido é o Desmond!

12.    Porque Lost não é só uma série de TV
Lost é o exemplo perfeito da convergência das mídias. Tem episódio no celular e jogo de RPG pela internet. E muito, muito conteúdo online extra-série. Você pode ser cadastrar e obter uma carteirinha da Lost University ou se inscrever para o programa de seleção da Dharma (sério, uma professora minha fez isso). Tem até livro que o Sawyer achou no avião que foi publicado depois. O bacana desses joguinhos de RPG são as páginas fake que parecem reais.

13.    Porque os fãs de Lost são loucos

Os fãs de Lost são tão pirados quanto o seriado. Para eles, tudo pode ser uma pista para desvendar o mistério da ilha. Pra você ter uma noção, eles assistem o episódio EM CÂMERA LENTA para captar os mais minúsculos detalhes! E na Comic Com desse ano? Tinha gente com cartazes com pedidos de casamento e camisetas com os rostos dos produtores (que estão longe de serem bonitos). Era uma histeria no nível Xuxa na época de ouro. Dá só uma olhada aqui. 

14.    Porque os produtores sabem disso
Agora, se as pessoas ficam assim, a culpa é dos produtores, que só atiçam os fãs da série com uns easter eggs (ovos de páscoa) safados - tipo os números em todos os lugares possíveis e impossíveis, uma lata de tinta com a palavra “futuro”, ou ainda um quadro com um urso polar escrito “namaste” ao contrário -  pra testar quem prestou atenção mesmo no episódio. Às vezes os ovinhos são pura brincadeira. Mas vai falar isso pros Lostmaníacos? Eu não sou doida de ficar colocando as coisas em câmera lenta, mas adoro essas gracinhas que os continuistas fazem com a gente. Aliás, ser continuista de Lost deve ser dureza. Porque para os fãs até uma inocente sombra fora do lugar pode gerar uma nova teoria mirabolante.

Ô Darlton, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!

Outro exemplo de como os produtores da série sabem do tamanho da paixão dos Lostmaníacos também se viu nessa mesma Comic Com com fãs enlouquecidos munidos de presentes e camisetas personalizadas. Darlton (como eles são chamados) armaram o maior teatrinho na coletiva, com direito ao Ben fazendo teste pra Hurley e o Sawyer roubando o papel com o roteiro do episódio final da série. Divertidíssimo. Eles merecem! Eles merecem!

15.    Porque Lost adiou até o discurso do Obama
Lost está com tanta moral que até o Obama adiou o seu tradicional discurso do dia 02 de fevereiro só pra não atrapalhar a estréia da temporada final de Lost. (Ai dele se são adia o discurso também. O mundo todo ia ficar contra ele! Até eu já estava xingando o cara aqui.) Com Locke, Yes, We Can!

Ufa, fim da lista!
Mordendo as unhas pra temporada final. Só não vale matar o Desmond ou vir com aquele final a la Matrix com tudo começando de novo e de novo. De resto, tá valendo tudo (acho).
Te vejo em outra vida, brotha!
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