segunda-feira, 17 de abril de 2017

Um dia de tristeza

E já se vão 10 anos do dia em que a dupla pop de maior sucesso do país anunciava a separação. Muitos alegam que ali reside a causa de todos os outros problemas do Brasil que se desencadearam de lá pra cá. Mas o que é certo é que o pop nacional nunca mais foi o mesmo.

O pop é um movimento cíclico. De tempos em tempos, dá novas roupagens e outros nomes a velhas fórmulas já conhecidas. Assim cada geração tem uma boy band, girl band, ídolo teen, fenômeno absoluto para chamar de seu. New Kids On the Block nos anos 80 então deram lugar aos Backstreet Boys na década seguinte, que por sua vez abriram espaço para o One Direction no final dos anos 2000.

Mas, 10 anos depois, não apareceu nada nem parecido com o que Sandy e Junior foram no Brasil. As letras dotadas de uma inocência quase fora de lugar, as melodias que, embora adolescentes, combinadas com uma cantora afinadíssima, tinham uma doçura de dar inveja a muita “música de adulto”, a onipresença em todas as mídias, os recordes quebrados... Sandy e Junior eram GRANDES, com todas as letras maiúsculas. E eram de verdade. E daí fica difícil copiar.



(No cenário mundial, Jesse y Joy, no México, até chegam perto, mas ainda precisariam de muita histeria e produtos licenciados pra se igualar ao que Sandy e Junior foram há mais de uma década atrás)

Por isso eu sou geração Sandy e Junior, sim, com muito orgulho. E quem achava que aquele sentimento lá atrás era “coisa de adolescente” sinto informar, mas 10 anos já se foram, e “o tempo e a distância entre nós” não fizeram nenhum arranhãozinho “na vontade que a gente tem aqui no peito”... Estamos só na espera da volta.

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E por isso que eu lembro muito bem daquele 17/04/2007. 

Lembro que era dia de Ed. Física no colégio, e por isso eu só ia chegar em casa à noite. Na hora do almoço (acho que comemos na Morte nesse dia), a notícia de que a Nair Bello tinha morrido. Na parte da tarde, meu amigo Jonas me conta da outra tragédia, mas eu não acredito porque, né, a Nair Bello já tinha morrido, era demais pra um dia só. (Ajuda o fato deu o Jonas nunca falar nada sério também, mas isso não vem ao caso, rs!). Quando chego em casa à noite, é que minha irmã me fala. Era verdade, afinal de contas. Que diazinho péssimo! Não vou dizer que meu mundo caiu, até porque essa música é da Wanessa Camargo, e fã de Sandy e Junior que se preze não fica dando IBOPE pra essa daí (rs!), mas fiquei abalada.

Assisti a todos os programas de fofoca no dia, ainda meio sem acreditar que estava acontecendo mesmo. Não era possível! Mas eles não iam gravar um Acústico MTV? Geralmente esses discos são pra dar uma retomada na carreira!

O vídeo do anúncio (tinha esquecido disso!!!)

A verdade é que era uma tragédia anunciada. Mas a gente não queria acreditar. 

Os dois cada vez menos interessados na carreira em dupla, aquele último álbum sem foto com um clima quase fúnebre e uma última música INSTRUMENTAL que chamava...ÚLTIMO!!!!

(Na época não gostava desse CD e desde então tomei birra. Hoje acho que tem umas músicas muito boas, mas ainda assim o trauma é tão grande que não consigo botar pra escutar)

Mas, ao mesmo tempo, os dois juravam de pés juntos que não iam separar nunca, que esses boatos eram tudo intriga da oposição...

O fórum onde se encontravam os fãs entrou em polvorosa. Alguns revoltados com a cara de pau dos dois que passaram todo esse tempo mentido pra gente (fã é um bicho muito dramático!), outros tentando descobrir qual dos dois tinha tomado a iniciativa da separação, todos tristes porque, se antes a gente já achava ruim ter que esperar 3 anos por um CD novo, o que fazer agora que a gente sabia que NÃO IA MAIS ter CD NOVO?

Sempre lançando tendências

De certa forma, o fim da dupla, naquele 17/04/2007 era quase como uma concretização do fim da adolescência, tanto pra eles (já em pós adolescência) e para a maioria dos fãs, a maioria com idade próxima dos 18 anos.

Na época, apesar de reconhecer que os dois já não estavam mais no auge, ainda achava que davam mais um caldo juntos. E, sinceramente, acho que ainda dão. Porque não tem jeito, quando eles tão juntos, não tem carreira solo, não tem projeto independente que supere, é magia, é sentimento, é emoção...

Mas se fosse pra continuar sem vontade, era melhor parar mesmo. Hoje, analisando as coisas em perspectiva, consigo ver exatamente o porquê do fim da dupla. 

Você imagina só trabalhar feito um condenado durante os anos que você mais devia curtir? Imagina já ter conquistado tudo que você pudesse? Imagina ser tão rico que você não precisasse mais trabalhar? Pois é, você ia ficar aturando desaforo? Ia abdicar de outras prioridades que você descobriu que agora tinha? Então, eles também, no alto da sua humanidade também cansaram...

E acho até que foi melhor assim. Tiveram a dignidade de terminar por cima, diferente dos BSBs, que por mais que tenha toda uma nostalgia envolvida, gente, dá muita vergonha alheia de ver os caras lá todos caquéticos hoje, vamos combinar.

Mas, na época também fiquei com raiva e dizia: “Agora que vocês separaram, façam o favor de continuarem separados. Quero volta nenhuma, não! Vão brincar com sentimento de outro”. Mas agora já deu pra sentir saudade, e uma turnezinha comemorativa não faria mal a ninguém.

Se esse turu-turu-turu aqui dentro...

PS. Tem que ver esse negócio de astrologia pra ver o que tem de errado com 17/04, porque, olha, depois da separação de Sandy e Junior, só tragédia nesse dia mesmo. 17/04/2016: Dia do Golpe no Congresso. 17/04/2017: Fim do Ego. TÁ MUITO DIFÍCIL VIVER ASSIM!!!!
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domingo, 5 de março de 2017

27

Ontem me juntei ao clube dos 27.

27 anos. Kurt Cobain, Jim Morrissey e Janes Joplin não conseguiram ultrapassar essa marca, por motivos de drogas. E depressão. E um monte de outras coisas ruins. Eu bem pretendo ultrapassar essa idade maldita da melhor forma, mas vou ter que confessar que fazer 27 não tem o mesmo peso de fazer 26. Porque com 26 você ainda se sente meio com 25, que é basicamente o melhor de dois mundos: você tem a vitalidade da juventude, a vontade de desbravar o mundo e o dinheiro pra fazer essas coisas acontecerem. Mas, com 27 eu já meio que me pergunto qual o sentido disso tudo.

Já há algum tempo (desde os 25, na verdade), venho me perguntando se nossa geração não falhou em sua missão de mudar o mundo. Quer dizer, quando a gente tem 15 anos, sempre ouve aquele papo de que somos “o futuro da nação” e fica aquela promessa de que tudo vai ser melhor. Só que chegam os 20 e poucos anos e esquecem de avisar que aquele futuro que falavam lá atrás já é o presente. Essa galera que antes falava de nostalgia de um modo exagerado, agora realmente tem motivos. E já vemos gente “da nossa idade” alcançando um lugar de relevância na sociedade, não de um jeito prodígio, mas simplesmente pelos próprios méritos. Definitivamente não é mais uma geração de promessas e sim de entregas.

E eu me pergunto que tipo de mundo estamos entregando para a nova turma que vai chegar. Porque parece que a geração que um dia foi a esperança ficou egoísta, mesquinha e mais do mesmo. E me dá um pouco de vergonha de ver o legado que a geração Nutella vai deixar. Porque nascemos em uma época em que grandes mudanças eram esperadas e aconteciam, e estamos entregando um mundo mais cinza, mais desigual e mais dividido.

Outro dia mesmo estava assistindo um show do U2 e, pra variar, claro que o show era irado! O estádio cheio, a galera ensandecida, aquela guitarra cortante do The Edge, a bateria rebelde do Larry, Bono Vox passando mensagens de paz, amor, respeito, igualdade... 

E aí fiquei com um pouco de pena do U2, que outrora estava ganhando tudo nos Grammys, não receber o devido valor atualmente porque os caras são muito bons. Mas, ao mesmo tempo, também senti que aquilo tudo agora parecia meio fora de contexto, porque não existem mais bandas como o U2 por aí. Esse negócio de mensagem política e ativismo social, muito comum na década de 80, acabou! Tem gente que diz que o Coldplay é o U2 dessa geração (e eu gosto bastante do Coldplay, principalmente depois de Viva la Vida, e nem sou a maior fã do U2 também, sinceramente), mas... não é a mesma coisa.

Em certos momentos, o show ganha ares quase religiosos, e as letras de Sunday Bloody Sunday parecem mais atuais do que nunca.

I can't believe the news today
Oh, I can't close my eyes
And make it go away
How long
How long must we sing this song?
How long? How long

Só que essa música já tem mais de 30 anos! E mais do que uma canção para chamar de nossa, me envergonha o simples fato de que ela ainda faça tanto sentido! Chega a ser irônico Bono estar há 30 anos se perguntando quanto tempo mais ele vai cantar essa canção! 

Passando a timeline do Facebok, vejo amigos fazendo “protesto de sofá”, ou engrossando o coro dos bolsominions. Vejo gente postando foto na praia e bebendo no carnaval. Gente namorando, noivando, casando, e, o mais difícil de tudo, tendo filhos sem ser por acidente. Não estou preparada para a parte dos filhos. Não mesmo.

E eu me recuso a acreditar que a vida seja só isso. Mas acho que essa parte é melhor deixar para um outro post.

É engraçado você meio que não reconhecer mais seus amigos também. Se há alguns anos, escrevia aqui mesmo neste blog, o quanto era legal ver todo mundo crescendo e conversar sobre o futuro e ver como nada tinha mudado, mesmo que tudo estivesse diferente, não posso dizer que isso ainda seja verdade aos 27 anos. Não que seja culpa de alguém especificamente. Também não posso dizer que seja a mesma desde quando... comecei este blog, por exemplo. Mas é meio esquisito perceber que muito do que vocês viveram está ficando pra trás. É hora de seguir em frente. A vida fica meio agridoce.

Com 27 anos completos, não posso dizer que a vida esteja ruim. Moro sozinha, ganho suficientemente bem para pagar o aluguel de um apê bacana, a carreira também vai bem obrigada, e eu adoro o que eu faço. E pode parecer uma vida chata, mas a verdade é que eu curti à beça a trajetória até aqui. Fiz grandes amigos, encontrei com todos os meus escritores favoritos, fiquei em porta de hotel, ganhei festa surpresa, fui a NY, entrei em cavernas, assisti a um show do Jamie Cullum na fila do gargarejo...

A quantidade de “life achievements” dessa lista dão uma sensação de dever cumprido que é muito legal. Dá um orgulho danado ver um monte de sonhos realizados no currículo. Mas, ao mesmo tempo, me divido entre me cobrar sobre o que ainda falta, e me perguntar o que mais ainda falta. Porque PRECISA faltar. Senão, qual a graça?

Bom, vou parar por aqui porque escrevendo esse post já percebi que tem assunto para uns dois ou três, e além de não elaborar nada, também já não estou fazendo muito sentido no meu devaneio introspectivo de aniversário.

Na falta de palavras melhores, deixo vocês com essa música do John Mayer que a cada ano faz mais sentido.

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

La La Land

La La Land e eu somos um caso de amor à primeira vista. Queria assistir desde que saiu a notícia do início de sua produção. Tá aqui o meu tweet de 2015 que não me deixa mentir.

Porque Ryan Gosling e Emma Stone juntos já é um negócio mágico. Cantando e dançando então, é imperdível! Sério, não tinha como esse filme ser ruim.


Ele é o maior galã da atualidade. Daqueles clássicos, que fica ótimo de terno (e ainda melhor sem...). Parece ter tanta consciência de seu papel que chega a rir de si mesmo nas cenas. Talentosíssimo, está em todos os filmes importantes dos últimos anos. Deu credibilidade a Nicholas Sparks e seremos eternamente gratas por aquela cena do beijo na chuva (eu falei: CLÁSSICO!!!). Rei dos memes, separa brigas, salva gatinhos, usa camisas engraçadas, é feminista, come cereal... Ryan Gosling parece ter nascido para interpretar mocinhos que fazem as meninas suspirarem.

Ela é um poço de carisma, daquelas que você quer ser melhor amiga. Divertida e inteligente, trouxe charme e humanidade a uma personagem que poderia facilmente ficar na superfície. E desde então só entrou em projetos bacanas, trilhando seu caminho rumo ao Oscar. Já tem um tempo que eu venho cantando a pedra que Emma Stone tem todos os requisitos para ser a nova namoradinha da América. Pra completar, canta, dança e sapateia. Como não amar?

Impossível não shippar

Só por isso La La Land já valia o ingresso.

(Reza a lenda que o personagem de Emma Stone, na verdade, era pra ser de Emma Watson, que largou La La Land pra fazer A Bela e a Fera. E Ryan Gosling largou A Bela e a Fera pra fazer La La Land. O nome disso é DESTINO, pessoas!!!!)

Mas aí começou todo o buzz da temporada de premiações, e La La Land ganhou todos os Globos de Ouro possíveis e imagináveis e as expectativas de todo mundo que no início só queriam ver Ryan Gosling e Emma Stone cantando e dançando foram lá no alto. E começaram as dúvidas se o filme é realmente tudo isso.

Depois de finalmente assistir, eu vou te dizer que... é tudo isso sim. O filme é LINDO!!!! Uma história de amor absolutamente envolvente, com músicas ótimas, sequências de dança de encher os olhos, cenas que parecem pinturas impressionistas, um colorido mágico no figurino, o roteiro tem uma delicadeza ímpar... Merece todos os prêmios que já ganhou e vai ganhar. É daqueles filmes te fazem sair do cinema... flutuando! “Dá o Oscar pra ele!”, fiquei pensando. “Não tem mais pra ninguém, dá todos os Oscars pra ele!”, vibrei, ao sair da sala de cinema, planejando assistir novamente em outra ocasião.


O que não quer dizer que o filme tenha me ganhado de cara.

Eu, que estou ficando bem viciada em musicais, mas que, particularmente não curto o gênero homenageado (aqueles filmes do Gene Kelly em que ele ficava dançando durante mil horas, e tal), a princípio não gostei da sequência inicial. Achei exagerado, fora do lugar. Onde estavam Ryan e Emma durante toda aquela cantoria? Era bonita, sim. Mas achei cedo pra toda aquela parafernalha.

Durante boa parte do início, as sequências musicais me pareceram meio sem contexto, apesar de maravilhosas. Fiquei com medo. Sim, eu sabia que o filme era uma grande homenagem a esses musicais que fizeram história, à era de ouro do cinema hollywoodiano, etc. Mas nada disso seria suficiente se La La Land fosse só uma homenagem com cheiro de mofo, como um outro filme que ganhou até o Oscar anos atrás, mas que, sinceramente, eu dormi quando fui tentar assistir. Ou esse outro que na teoria também era genial, mas que depois que terminou o filme eu fiquei tipo: “Sério que esse filme ganhou o Oscar? Vocês tão de brincadeira que premiaram isso aí, ao invés de Boyhood?”.


Mas é aí que está o grande trunfo de La La Land. Toda a parte técnica é impecável. Mas isso tudo é só uma moldura para uma história linda, sensível, que dá um quentinho no coração. E o modo como essa história combina com a música, e a dança e o figurino é o que torna tudo tão certo. E é por isso que La La Land desperta essa paixão arrebatadora nas pessoas. Afinal, é um filme sobre paixão. Feito com paixão. Realmente, com esses ingredientes, não tinha como dar errado.

Emma Stone, maravilhosa, pra variar, é Mia (ah, essas Mias me perseguindo!). Ela é barista de um café nos estúdios da Warner e vive, sem sucesso, fazendo audições para papéis em LA. Ryan Gosling, mais uma vez incrível, é Sebastian. Um pianista teimoso que sonha em abrir seu próprio clube de jazz para que as pessoas voltem a apreciar a boa música, mas não consegue se desvencilhar do passado.

Os personagens são apaixonantes. Cheios de sonhos, os dois se ajudam, e se aconselham e dão força um pro outro. (Tem uma hora que Ryan Gosling parece recitar o meme do Hey Girl!). E eles brigam, e se encontram, e se desencontram, como todo bom romance que se preze deve ser. Mia e Sebastian não são perfeitos, mas são perfeitos um pro outro. E é por isso que você vai se emocionar com a história dos dois.


E quando o filme resolve investir nos personagens, tudo começa a fazer sentido.

Ao mesmo tempo em que é homenagem, La La Land tem autoconsciência de que precisa trazer coisas novas para o gênero, ou pelo menos uma nova roupagem.

Em dado momento, Mia pergunta a Sebastian se não está soando “nostálgica demais”. E o próprio desenvolvimento dele, um entusiasta do jazz (foco no jazz!!!) que se recusa a aceitar coisas novas é todo metafórico.


Mas a peça fundamental na verdade é o personagem de John Legend que joga todas as verdades na cara do Ryan Gosling. “Como você quer ser revolucionário, se é tão tradicionalista?” (Pois é, é a minha fala favorita do filme também!). E é nessa hora que o filme dá uma virada e começa a ficar genial. 

Assim como o jazz, que eu aprendi a gostar graças a um cara mais ou menos tipo o personagem do John Legend, o filme parece dizer que os musicais também precisam de uma nova roupagem, para atrair a molecada. Pode parecer que não, mas as pessoas estão sedentas por entretenimento de qualidade. Tudo que a gente precisava era... bom, Ryan Gosling e Emma Stone, e uma história bem contada pra deixar a gente babando na cadeira do cinema.


E assim como esse blog, que tem os dois pés fincados na nostalgia e o nome inspirado no jazz, sua proprietária sabe bem que nostalgia é legal, mas olhar pra frente é o que torna tudo mais interessante.

E daí o filme, assim como Sebastian, para de se preocupar com o passado, e decide traçar seu próprio caminho.

E La La Land pode não revolucionar nada. Mas, de alguma forma, parece moderno. E todas as cenas musicais, inclusive aquelas que eu achei exageradas no início, ganham sentido no final. O que torna tudo ainda mais bonito. (Rimas narrativas, amigos! Rimas narrativas! Chega a ser poético quando o cara usa um recurso desses num filme musical.)

Não é um filme perfeito. Mas é perfeito em suas imperfeições. Ryan e Emma, por exemplo, não são os melhores cantores, ou os melhores dançarinos. E não eram pra ser mesmo. O relacionamento entre os dois personagens é cheio de altos e baixos. E como deixa claro a lindíssima sequência final de tirar o fôlego, isso não faz a menor diferença.

O importante aqui é que La La Land conseguiu me deixar maravilhada, enebriada, flutuando... como o casal principal. Só por isso, La La Land já ganhou todos os Oscars do meu coração. E se o filme é para os tolos que insistem em sonhar, me dá licença que eu vou escrever a minha fic de continuação, porque eu não vou conseguir superar esse filme tão cedo.

Eu, depois de assistir La La Land


Obs com SPOILER: Mas eu sou muito besta, e achei lindo toda aquela sequência em que todo o filme é reencenado sem os percalços do relacionamento dos dois, mesmo que tenha sido o maior golpe baixo mostrarem nosso ship favorito casado em com filhinhos, pra depois esfregar na nossa cara que nada disso ia acontecer. Caio igual a um patinho nesses falsos finais felizes e fico supersatisfeita, mesmo sem happy ending)
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