segunda-feira, 2 de novembro de 2020

A cena do celeiro

Em tempos de Netflix e maratona de uma temporada inteira, já é um fato que a linguagem televisiva das séries mudou.  Saem os procedurais com uma leve premissa e casos da semana que aguentam 25 episódios por ano, entram as séries mais curtinhas, feitas para se consumir de uma só vez em que os episódios são “capítulos” de uma obra maior (e cada vez menos “episódicos”, como o antigo formato parecia sugerir). Se antes era possível perceber como os roteiros adequavam seus atos à realidade das paradas para os comerciais, com ganchos que deixavam o espectador “pendurado” até a volta das propagandas,...
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sábado, 24 de outubro de 2020

Erro de roteiro

Outro dia no Twitter, uma pergunta sobre características inusitadas viralizou no Twitter e por um ou dois dias só se falava em outra coisa. tem algum traço de vocês que seria considerado extremamente fora do personagem? tipo um furo de roteiro? o meu é gostar de matemática, não combina com minha persona— namaia 🎃✨ (@tuiteirabr) October 17, 2020 A Juliana falou que apesar de amar samba, escolas de samba e ter um pagode inteirinho dedicado a fazê-la sambar, não sabe muito como fazer isso. E eu queria muito entrar nessa corrente e compartilhar uma coisa que fosse extremamente curiosa sobre mim, algo que fosse realmente absurdo, que se o roteiro da minha vida parasse na mão de um revisor, ele com certeza iria mandar voltar e reescrever porque não fazia o menor sentido, mas a real é que não...
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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

O anacronismo de Emily in Paris

No início de outubro a Netflix soltou em seu catálogo mais um título de qualidade duvidosa do qual não conseguimos parar de comentar. De cada 10 tweets sobre Emily in Paris, 10 comentam como a série é ruim, mas de alguma forma adorável a ponto de causar anseio pela 2ª temporada. As críticas vão desde a polêmica dos franceses, que ficaram extremamente ofendidos com a maneira como foram retratados na série (em minha opinião, uma reação exagerada, mas compreensível. A gente também não gosta de ver os estereótipos e as peculiaridades do brasileiro jogadas na nossa cara quando abordadas por um olhar...
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sexta-feira, 5 de junho de 2020

Teto para Dois e o bingo das romcoms

As pessoas costumam dizer que comédia romântica é um gênero previsível, porque basta seguir uma fórmula, e, voila, temos uma romcom de sucesso. Mas a verdade é que não é bem assim. Às vezes falta aquela...faísca que faz você verdadeiramente se apaixonar por aqueles personagens. E é difícil dizer às vezes o que separa as comédias românticas que fazem você realmente suspirar daquelas que são apenas agradáveis para um sábado chuvoso. Isso porque romcom é um negócio extremamente subjetivo. Dito isso tudo, é preciso pontuar que, se fosse um Bingo, Teto para Dois marcaria todos os quadrados da...
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domingo, 16 de fevereiro de 2020

NY, I love you

Desde criança sempre tive o sonho de conhecer Nova York. É a cidade que nunca dorme, onde tudo o que há de interessante acontece. Os outdoors iluminados da Times Square, os teatros da Broadway, os prédios com a escada de incêndio do lado de fora. Meus livros e séries e filmes preferidos possuem Nova York como pano de fundo. E não à toa, pois nessas obras, geralmente Nova York é quase um personagem. Tive a chance de realizar esse sonho em 2016, quando visitei a cidade no verão. O calor estava de matar. 40 graus. Mesmo. O bom de visitar cidade grande é que você pode se refrescar no ar condicionado das lojas. Foi uma viagem incrível. Fiquei com vontade de voltar. Ainda queria ver a cidade enfeitada de Natal. Porque Nova York é especial de qualquer jeito, mas ainda mais icônica no Natal....
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