quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Life is short, talk fast - parte final

Voltamos a apresentar
Life is short, talk fast

Lisa: Onde a gente parou, mesmo?
Esther: Deixa eu olhar... Personagens fofos, personagens loucos, Michel falando italiano...
Lisa: Ah, sim! Das coisas fofas que só Gilmore Girls tem a gente esqueceu de falar do Trovador...
Esther: Verdadeeeee! Eu adoro o Trovador de GG. Aquele episódio da guerra dos trovadores é muito bom. E depois o carinha volta como vendedor de frutas... Hahahahaha!
Lisa: Isso... Mas a gente também falou pouco do Kirk. É uma das melhores coisas da série.
Esther: Ai, tem tantos momentos bons do Kirk. Ele é de longe o personagem mais sem noção...  O mais legal é que cada episódio ele tem um emprego diferente.
Lisa: Tá disputando páreo-a-páreo ele e Luizão do Cefet. Hahahaha!
Esther: Hahahaha! Mas o Luizão já tem vários anos de vida, o Kirk tem no máximo uns 30. E umas 50 profissões. Carteiro, Instalador de Banda Larga, Entregador, Vendedor de várias coisas bizarras... Trabalha no cinema da cidade E produz seus próprios filmes também...
Lisa: Eu não agüento com o dia em que ele se veste de Luke e abre uma barraquinha, o Kirk’s... Hahaha!
Esther: Não há o que discutir: GG sem Kirk não é GG.
Lisa: Concordo. Mudando de assunto agora. Outra coisa legal de GG são os casais...
Esther: Ai, os casais de Gilmore Girls são tão fofos! As duas garotas Gilmore são muito sortudas. Só tiveram namorados legais.
Lisa: Fora o Jess, né? Porque vou te contar, o Jess era muito mala!
Esther: È verdade. O Jess era chato. Mas era legal porque ele e a Rory gostavam de ler...
Lisa: É, eu sei. Por isso que eles eram chamados de “Literatti” pelos fãs. Ah, e a Alexis Bledel namorou o Milo Ventimiglia na vida real um tempão!
Esther: Tô falando que essa menina estudou!
Lisa: Ai Jesus, lá vem você de novo!
Esther: Haha, brincadeirinha. Só pra descontrair. Mas sério, Gilmore Girls é a série mais literária da história.
Lisa: Verdade. Nunca vi uma série incentivar tanto a leitura.
Esther: É legal ver uma série em que os adolescentes não são um bando de descerebrados pra variar. Eles lêem, estudam... Essas coisas.
Lisa: É! E se você pegar a listinha dos livros CITADOS pela Rory dá pra mais de 100! Mas também dá umas ideias muito sem noção pros viciados em livros...
Esther: Como assim?
Lisa: Tipo, colocar livros na mochila quando vai pra festas, igual a Rory! Sai dessa vida, Esther! Até a Rory superou isso!
Esther: Palhaça!
Lisa: 1 a 1, hehe!
Esther: Enfim, mas do que é que a gente estava falando mesmo? Ah, sim! Dos pares da Rory. Fora o Jess, tem o Dean, muito fofo, e o Logan...
Lisa: Ai, o Dean era muito lindo. No início aquele cabelo dele não era dos melhores, mas depois... Ui! E o Logan também não era de se jogar fora, não! Aquele episódio do “You Jump, I Jump” é épico!
Esther: Pena o Dean ter ido pra Supernatural. Se ainda fosse outra série, a gente ainda podia assistir só pra admirar a sua beleza, mas Supernatural, só no MUTE.
Lisa: Mesmo que a gente quisesse ver, mamãe matava a gente. “Programa do demônio!”. Haha!
Esther: Verdade. E os pretendentes da Lorelai também. Só homem legal. Max, Christopher, Luke, o Jason...
Lisa: É, o Jason é mais café com leite, mas era gente boa. E teve aquele carinha que faz o pai da Bella também que apareceu basicamente pro Luke ensinar a Lorelai a pescar e ficar rolando aqueles momentos super fofos dos dois...Ai, ai, Lorelai e Luke me faz sentir...
Esther: Ai, mas eu também gostava do Max...
Lisa: Ah, eu gostava do Max também... Mas eles não iam ser felizes. O Max queria outras coisas na vida, era muito sério... Ele não ia se acostumar com aquela loucura que é morar em Stars Hollow...
Esther: Ia sim! Ele gostava de lá! E ele era romântico e culto e deu “a thousand yellow daises” pra Lorelai! *-*
Lisa: Eu sei, mas ele ficava muito deslocado lá... Não era o lugar dele! Torci pra ele ir embora, apesar de ele ser gente boa. Prontofalei.
Esther: Tá, deixa pra lá. Mas o Christopher também era muito legal. Essa Lorelai é muito sortuda, vou te contar!
Lisa: Pois é, o Christopher já era mais engraçado. E bonito. E depois ficou super rico.
Esther: Pois é. O homem perfeito.
Lisa: Mas você viu aqueles episódios com eles em Paris? “I love you”.“I love you too”. Nossa, mas que coisa chata!!!!
Esther: Eu nem acho tão ruim. E você fica aí falando essas coisas só porque você é Java Junkie e torce pro Luke.
Lisa: É claro! Sou Java Junkie desde criancinha. O Luke é perfeito pra ela. E eles se completam. Ele ALIMENTA ela. Quer coisa mais legal?
Esther: A sua visão de romantismo às vezes me assusta...
Lisa: Mas é sério. Ele se preocupa com a alimentação dela. Isso é romântico, sim! E se você não gostar dessa parte, tem um monte de outras coisas, tipo quando ele conserta a casa dela (tá bom, você não acha isso romântico), quando ele foi lá ver o Richard no hospital, quando guardou aquele cartãozinho dela por não sei quantos anos... Fala sério! O Luke esperou pela Lorelai a VIDA TODA! Acho que eles mereciam ser felizes!
Esther: Tá legal, eu gosto do Luke também. É só que eu prefiro os outros...
Lisa: E é tão bonitinho como ele é todo turrão, mas com ela mostra que no fundo é sensível! Bela e a Fera total, vai!
Esther: Elisa, você é doida. Suas associações são as mais absurdas.
Lisa: Esse é um dos motivos para eu gostar de Gilmore Girls. Eu e a Amy Sherman fazemos as conexões mais bizonhas. Hahaha! Mas como eu ia dizendo, Lorelai e Luke foram feitos um pro outro. E esse é um dos motivos pra 5ª temp. ser a minha preferida. Além de ter a melhor legenda, e os melhores episódios também, e a Lorelai estar com as melhores roupas, o melhor cabelo...
Esther: É verdade, o cabelo da Lorelai tem umas temporadas que misericórdia! Mas em questão de a temporada mais legal, eu gosto da 1ª também. E da 2ª.. E da 3ª...
Lisa: Esther, você gosta de todas!
Esther: Verdade, eu não consigo escolher.
Lisa: É uma pena a série ter acabado na 7ª temporada. Dava pra rolar mais 2 ou 3 anos de Gilmore Girls fácil.
Esther: Maldita Warner que não quis dar aumento pra Amy Sherman e pro Daniel Palladino!
Lisa: Pois é. A Warner, quer dizer, o CW é um safado! Não quiseram dar aumento pro Chad Michael Murray em One Tree Hill também, que por sinal fazia o Tristan em GG, e botaram ele na rua! E continuaram com a série!
Esther: Um absurdo! Tá certo que ele não é lá um grande ator, mas nada justifica isso!
Lisa: E tudo bem que a 7ª temp, já sem os criadores de GG, não estava no nível que a gente estava acostumado, mas...
Esther: Se não tivesse acabado em 2007, a última temporada podia ser mais ou menos agora em 2010...
Lisa: Isso! Tem vezes que eu fico pensando sobre diálogos que com certeza iriam entrar na série, caso ela durasse mais uns aninhos. Coisas que com certeza a Lorelai ia zoar, tipo... vampiros...
Esther: Nossa, com certeza. Eles iam zoar toda semana. Era capaz até de rolar um episódio especial...
Lisa: Twitter, Avatar, Eleição do Obama...
Esther: Verdade! A Rory tinha ido cobrir a candidatura dele! Tinha que entrar mesmo. Ela também seria uma grande adepta do Twitter com seus aparatos tecnológicos. E a Lorelai não resistiria à onda Avatar. Falaria até Naviii. Já imagino o Kirk dando óculos 3D pra elas usarem naquele cinema de Stars Hollow e aí quando começasse o “filme” na verdade era o próprio Kirk encenando lá na frente...
Lisa: Hahahah! Boaaaa! Continuando... Morte do Michael Jackson, Madonna e Jesus Luz, Lady Gaga e todos os ídolos teen dos últimos 3 anos...
Esther: Se a Lorelai fosse brasileira, podia zoar o Restart também...
Lisa: Hahahaha! Verdade. Mas ia ser melhor ainda se a LANE zoasse o Restart! Tá legal, agora a gente tá surtando.
Esther: Pois é. Mas é uma pena mesmo GG ter acabado tão cedo. A série ainda tinha muito pra render. E o pior é que a Amy Sherman disse que tinha o final planejadinho!
Lisa: E assim, o final que a série teve foi até legal, bonito, fechou um ciclo e tal... Mas a gente ficou sem ver o casamento da Lorelai e o Luke!
Esther: Nossa última esperança é que façam um filme de Gilmore Girls.
Lisa: E um filme de GG também é moleza de fazer.
Esther: Será?
Lisa: Claro, tipo, passava um tempo desde o final da série (porque passou um tempo na vida real também), e aí a Rory voltava lá da cobertura da eleição do Obama de férias comprometida de um jornalista que ela conheceu nesse meio tempo. Aí a Lorelai estava organizando o casamento dela com o Luke... Enquanto isso, Stars Hollow estaria em polvorosa por conta da gravação de um filme de terror na cidade...
Esther: Adorei a ideia do filme dentro do filme. Muito metalinguístico!!!
Lisa: Aí o Taylor ia convocar um monte de reuniões, o Luke ia ficar bravo porque estavam virando a cidade de cabeça pra baixo, o Michel também ia reclamar horrores, o Kirk ia tentar entrar no filme de qualquer jeito...
Esther: E daí já surgem um monte de piadas com os produtos sobrenaturais, Crepúsculo, etc.
Lisa: Isso, claro! E o tal do filme de terror teria como produtor, ou ator, ou diretor, sei lá, ninguém menos do que o Dean! Sacou a ironia? Um filme DE TERROR com o Dean, que quando saiu de GG foi fazer Supernatural! Ia ser uma super piada interna da Warner.
Esther: Booaaaaa! Piada pronta e a volta triunfante do Dean!!!!! Nunca engoli aquela saída dele porque “não tinha mais aspirações na vida”. Mas e o Logan, hein? Ele merecia aparecer também! Já sei! Caso o Jared não pudesse participar do filme, quem iria financiá-lo seria o Logan.
Lisa: O Dean TEM de participar.
Esther: Isso é só uma hipótese. Calma! Eu também quero que o Jared apareça nesse filme.
Lisa: Ok. Continuando. Aí o tal filme ia desviar a atenção do casamento da Lorelai e do Luke, a Emily podia tentar mudar tudo, a parte do romance ia ficar por conta da Rory e seja lá com quem ela ficasse...
Esther: E dá pra colocar todos os personagens com alguma boa participação nessa história também. Nem que cada um só tenha uma fala. Dava pra fazer um longa de 2h com tranquilidade porque tem um monte de histórias paralelas. E no final a Rory fica com o Dean (ou  com o Logan), a Lorelai casa com o Luke, a banda da Lane toca na festa e todo mundo fica feliz.
Lisa: Isso!!!! Ia ser um filme legal, homenageando a série, zoando tudo o que não conseguiu zoar, traria o Dean de volta (de um jeito absolutamente divertido), e ia mostrar o casamento da Lorelai e do Luke finalmente.
Esther: Acho que a gente tem que tentar vender essas ideias pra Hollywood. Estão muito boas.
Lisa: Também acho. Eu mesma já estou com vontade de assistir esse filme e ele não tem a menor possibilidade de sair do papel. Até porque ele nem entrou no papel ainda.
Esther: Eu só queria ver o tamanho do roteiro desse negócio. Acho que ia dar umas 1000 páginas.
Lisa: Haha! Pois é... Falando em tamanho, bom, acho que nosso tempo acabou.
Esther: Ah, mas já? Agora que estava ficando bom!
Lisa: É, mas acho que a gente já falou tudo o que tinha pra falar também. E eu estou ficando com fome.
Esther: Você sempre está ficando com fome!
Lisa: Engraçadinha, vamos lá tomar um café.
Esther: Eu até vou, mas só se for no Luke’s.
Lisa: Depois eu é que sou a maluca....

Bateu uma nostalgia tremenda agora...
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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Life is short, talk fast

Lost pode até ser a série mais bombante e comentada e viciante de todos os tempos, agora, o título do seriado com o melhor roteiro da TV, ah, esse daí é de Gilmore Gilrs e ninguém tasca. Eu pensei em fazer uma lista também, mas descobri que não ia conseguir organizar os pensamentos dessa forma. E como os diálogos sem noção são uma das coisas mais legais da série, o post de hoje será todo no estilo gilmore de ser.

O bate-papo abaixo entre mim e minha irmã é fictício, mas foi baseado em muitas conversas reais.

Esther: Você é muito cara-de-pau em fazer um post de Gilmore Girls pro seu blog, sabia?
Lisa: O que é que tem?
Esther: Eu é que sou a viciada em GG da casa, eu que assistia antigamente quando passava no SBT, eu que fiz pressão pra comprar os DVDs...Você antigamente nem gostava de nenhuma série!
Lisa: Você sempre tem que lembrar disso, né? O que importa é que agora eu gosto. Queria fazer um post especial pro blog, porque a série é muito boa...
Esther: Mas sou eu que já assisti os episódios zilhões de vezes e já decorei as falas em inglês e tudo!
Lisa: Tá bom, faz o post você, então! Eu não ligo. Você é mais conhecedora do assunto que eu mesmo.
Esther: Eu não, o blog é seu. É você que tem que trabalhar pra mantê-lo atualizado.
Lisa: Ok, posso contar com a sua ajuda então para fazer o post?
...
Esther: Tá bom, se eu deixar na sua mão, você vai acabar escrevendo um monte de besteiras, mesmo! Tenho eu que fiscalizar você...
Lisa: Ótimo.
Abertura
If you're out on the road
Feeling lonely, and so cold
All you have to do is call my name
And I'll be there on the next train

Where you lead, I will follow
Anywhere that you tell me to
If you need, you need me to be with you
I will follow where you lead


Lisa: Uma das coisas que eu mais gosto é GG é que ela é uma série muito simples e ao mesmo tempo única...
Esther: Pois é. É uma série tão família, tão fofa e ao mesmo tempo tão divertida! A Lorelai e a Rory juntas são muito engraçadas! Nem parecem mãe e filha!
Lisa: Ééééééé! E é engraçado também que os dramas familiares parecem tão reais...
Esther: Verdade. E os problemas vão se repetindo não só através das gerações como através de toda a série. Lorelai-Emily, Emily-Sogra, Emily-Rory...
Lisa: Depois tem a Sookie com todos aqueles bebês fofos! E o Luke e o Jess! E depois o Luke e a filha dele...
Esther: Aquela menina tinha que ter um seriado só pra ela.
Lisa: Também acho. E todo mundo tem um barraco na família. Não tem como não se identificar. Aqui em casa mesmo tem um monte de situações parecidas. Principalmente as da Lane-Mrs. Kim.
Esther: Nem me fale! Mas é melhor deixar isso quieto. Somos filhas legais. E aprendemos direitinho com a mamãe igual a Lane, mas tem coisas que é melhor deixar escondido mesmo pra não arranjar problema.
Lisa: Verdade. Mas você não acha o Richard igualzinho o vovô às vezes?
Esther: Claro! O Richard é demais! E o vovô também. Tem tudo a ver os dois.
Lisa: E tem os parentes/agregados do Luke também lá daquela feira da Renascença. Mas o mais legal ainda da série é que essas coisas estão todas subentendidas...
Esther: Pois é. Não é igual a nova série da Lorelai que joga na nossa cara que é sobre família – apesar de a série ser bem legal também.
Lisa: Aliás, Lorelai está pagando todos os pecados com essa nova filha dela, coitada!
Esther: Com certeza. Essa Rory da realidade paralela é muito mala. Parece o Jess de saias. Lorelai não merecia, tadinha! Mas então, em Gilmore Girls a gente vai acompanhando o crescimento da Rory, a realização profissional da Lorelai...
Lisa: Nossa, sempre choro nas formaturas da Rory. Fato!
Esther: Ai meu Deus!
Lisa: Dá licença, eu me identifico com o momento, tá legal?
Esther: Tá bom, deixa pra lá.
Lisa: Ah, qual é? É super emocionante, vai! Um ciclo que se fecha, outro que se abre... E quando ela está em dúvida do que fazer depois que sair da faculdade? Perfeito, todo jovem pensa isso!
Esther: After years of a expensive education. Rory tinha que ouvir TwentySomething!
Lisa: O mais irônico é que a atriz que faz a Rory depois fez um filme com o Santoro com mais ou menos o mesmo tema.
Esther: A gente tem que ver esse filme, para dar força pros ex-Gilmore Girls.
Lisa: Tem nada! Se a carreira deles estiver na pior, é mais fácil aceitarem entrar para Gilmore Girls - O Filme.
Esther: Ai, que maldade! Mas, enfim. Gilmore Girls tem um monte de outras coisas muito divertidas que tornam a série única na história da TV também.
Lisa: Exato. Tem até nome: Gilmorismos!
Esther: Gostei de ver. Andou estudando, hein?
Lisa: Palhaça! Às vezes eu que te conto umas fofocas da série. Deixa de ser ingrata!
Esther: Eu sei, tava só brincando...
Lisa: Mas eu fico impressionada como os atores conseguem falar aquele negócio tão rápido! No início da série nem era tanto, mas depois, vou te contar!
Esther: Também acho. Essa é uma das razões pelas quais eu acho muito injusto a Lorelai nunca ter ganhado um Emmy!
Lisa: Pois é. Ela é boa demais! Tem um tempo de comédia impressionante...
Esther: Ela imitando o Dean é impagável: “Ei, Rory...”.
Lisa: Hahahahaha! Muito bom!
Esther: E pra falar aqueles roteiros com o dobro do tamanho de qualquer outra série tem que ter um fôlego de mergulhador. Os atores devem fazer curso de apnéia.
Lisa: Haha! Verdade! Mas então... Os Gilmorismos! Outra coisa que eu gosto são as referências a cultura pop...
Esther: Você adora isso...
Lisa: Gosto mesmo! É muito hilário! No início eu não entendia nada daquelas referências do tempo do vovô, mas depois até que a série foi se atualizando... Nem o elenco entendia às vezes.
Esther: Eu gosto mais das velhas. Só entende quem assistiu essas coisas emboloradas. Gilmore Girls também é cultura, viu?! E são tão bem encaixadas... Nossa! O que foi a Lorelai chamando o pintinho “Steeeeellaaaa”?
Lisa: Tipo, foi muito “inventei toda essa história do pintinho só pra colocar essa frase”!  
Esther: Genial da parte da Amy Sherman! Muito louca aquela mulher.
Lisa: Certeza! Ela e o marido dela. Gênios dos roteiros!
Esther: Tem outra de Casablanca também que é muito boa. Lá pra frente da série já, a Paris namorando aquele professor velho, aí a Lorelai manda: “We’ll always have Paris”. A resposta da Rory é como se fossem os roteiristas desabafando, sabe? “Por quanto tempo você esperou pra disso?”! Muito legal!
Lisa: Adoro essas piadas internas que eles fazem! Lembra de quando o Adam Brody saiu da série pra fazer The O.C, aí o Zack fala que ele tinha ido “pra Califórnia”? Muito bom!
Esther: Verdade... Das referências atuais eu gosto do dia em que a Rory e a Lane ficam pensando em nomes de bebês e aí lembram dos nomes absurdos de filhos de famosos tipo: “Apple”, “Blanket”, “Pillow”...
Lisa: Eu gosto quando ela sacaneia Evanescence e Senhor dos Anéis. Sério, me realizo nas personagens.
Esther: E tem aqueles devaneios muito úteis para a sociedade também tipo “o que aconteceram com as bigornas?”, que só Gilmore Girls consegue incorporar aos diálogos. Ou aquelas situações tipo todo mundo correndo no meio da rua pro casamento da Lane porque não tem lugar na igreja!
Lisa: Foi muito engraçado esse dia do casamento da Lane! “Por que você está correndo?” “50 cadeiras, 66 coreanos!” “Ai meu Deus!”
Esther: Até a Xuxa eles já citaram uma vez! Ai, adoro essas coisas! São tão aleatórias!
Lisa: E o melhor é que não fica parecendo aquela coisa “quero ser descolado”, é mais “ei, a cultura pop faz parte da vida das pessoas”, porque em GG é tudo tão fofo!
Esther: É! Os personagens secundários são uma gracinha! A Sookie, o Jackson...
Lisa: Gracinhas e loucos, né? Kirk, Taylor, Paris, TJ – o cunhado do Luke, Babettte, Miss Patty...
Esther: Michel!!!! Nossa, como a gente quase esqueceu do Michel?
Lisa: O Michel é muito engraçado. Com aquele sotaque francês dele...
Esther: Na França, na dublagem ele é italiano, porque não ia fazer sentido, né?
Lisa: Pois é. A dublagem do Brasil no geral ficou muito estranha porque a nossa língua já é mais extensa por natureza e os dubladores não fizeram curso de apnéia também.
Esther: Lisa, esse negócio não tá muito grande, não?
Lisa: Também acho. O pessoal já deve estar cansado já. Melhor colocar um intervalo pro povo ir beber uma água, ir ao banheiro, essas coisas...
Esther: Melhor mesmo. A gente termina isso no próximo bloco.

Lá, lá, lá, lá, lá, lá....
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sábado, 4 de setembro de 2010

Feios e o problema das sociedades distópicas

Lembra de quando o Michael do Diário da Princesa fez aquela matéria na faculdade em que tinha que assistir aqueles filmes bizarros de sociedades distópicas? Pois é, na época eu me acabei de rir, mesmo não entendendo direito o significado da palavra “distópica” e achei meio absurdo uma matéria só pra isso. Mas depois de ter lido Feios, mudei totalmente de idéia. O Michael super tinha que ter feito essa matéria e podia muito bem ter estudado Feios durante o semestre porque de acordo com a Wikipédia:
Uma Distopia ou Antiutopia é o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utópica ou promove a vivência em uma "utopia negativa". São geralmente caracterizadas pelo totalitarismo, autoritarismo bem como um opressivo controle da sociedade. Nelas, caem-se as cortinas, e a sociedade mostra-se corruptível; as normas criadas para o bem comum mostram-se flexíveis. Assim, a tecnologia é usada como ferramenta de controle, seja do Estado, de instituições ou mesmo de corporações.
Feios é o exemplo perfeito da sociedade distópica e em outros tempos seria chamado até de “subversivo”.

Em um futuro não muito distante todos os adolescentes esperam ansiosos o aniversário de 16 anos, pois então serão submetidos a uma cirurgia plástica obrigatória que corrigirá todas as suas imperfeições físicas, transformando-os em perfeitos. A tal cirurgia deixa todos com feições semelhantes, a fim de combater a desigualdade entre as pessoas. Afinal, se todo mundo tem “a mesma cara” não há motivos para preconceito. Só que como toda distopia não há nada de perfeito nessa sociedade e logo percebemos problemas como autoritarismo e falta de individualidade, dando um significado praticamente literal à expressão “ditadura da beleza”.

E não só as questões da aparência física e da cirurgia plástica na adolescência são abordadas como também diversas outras reflexões acerca de meio ambiente, engenharia genética, petróleo, o eterno confronto de homem vs. natureza, e principalmente aquele processo difícil, doloroso e estranho que é crescer.

A repetição das palavras “feios” e “perfeitos” no início é intencional, mas não deixa de ser irritante. No entanto, é interessante notar como o autor utiliza o termo “feios” como metáfora para adolescência, aquela época a partir dos 12 anos em que a gente deixa de ser “bonitinho” e todo mundo se sente um pouco esquisito por causa de todas as espinhas e transformações no corpo, passa por momentos de rebeldia e anseia logo por tudo o que vida adulta (e “perfeita”) tem a oferecer.

A cirurgia aos 16 anos funciona como um rito de passagem, assim como qualquer festa de debutantes em que a menina troca a boneca pelo sapato alto (aqui a gente comemora com 15, lá nos EUA com 16), ou o ato de tirar a carteira de motorista (lá em alguns lugares com 16, aqui só com 18), ou simplesmente completar a maioridade e poder beber e entrar em todos aqueles lugares mais badalados e freqüentados por muito playboy da Zona Sul. O desejo de passar logo por essa fase chamada adolescência e soltar o grito de "independência ou morte" de uma vez não é privilégio dos personagens futurísticos do livro, mas é inerente em qualquer “feio” que você encontra pela rua nos dias de hoje mesmo.

E se crescer significa muitas vezes deixar a rebeldia para trás, no livro, o termo também carrega consigo o peso de não “envelhecer mais”. E nesse contexto, a Fumaça, onde se encontram os refugiados que não quiseram fazer a cirurgia, funciona ora como Terra do Nunca, ora como uma versão às avessas da mesma Terra de Peter Pan, uma vez que lá não se vive na alienação e no conformismo da vida adulta, mas por outro lado, terão seus rostos originais a mercê das armadilhas do tempo.

Scott Westerfeld dá um tapa na cara daqueles que têm preconceito com a literatura juvenil e prova mais uma vez que se pode sim fazer uma história inteligente para esse público. Curiosamente, o livro saiu com o novo selo da Galera Record, Galera, o qual é voltado especificamente para aqueles com mais 16 anos, embora qualquer “feio” possa encará-lo numa boa.

Entretanto, apesar de toda a reflexão e metáfora e distopia da trama, a narrativa se mostrou um tanto quanto travada. O início é bastante monótono e encontrei muitas partes No Limite, que foram quase uma tortura para eu continuar a leitura, uma vez que gente com fome, sede e frio e sozinha no meio do deserto é uma coisa muito chata de se assistir. Cheguei a entoar o tema do programa para ver se me alegrava um pouco (tã, nã, nãããã, tã, nã, nãããã...). E toda vez que a história parecia que ia engrenar e ficar animada, voltava à monotonia da parte do acampamento de novo, com mais críticas a nossa sociedade dos “enferrujados”.

Só não desisti do livro porque gosto à beça do Tão Ontem e sei que o autor é bom. No entanto, Feios ficou longe de ser tão legal quanto “meu primeiro encontro” com Westerfeld. E discordo de uma citação que acabei lendo depois que diz que o livro é um casamento entre 1984, de George Orwell, e Diário da Princesa, de Meg Cabot. A parte do George Orwell pode até ser, mas não tem nada do Diário no livro. A não ser que você force a barra e diga que o Michael podia estar lendo esse livro para aquela matéria da faculdade. Faltou ironia, alívio cômico e desenvolvimento dos personagens. Não sei se esse é mais um problema das sociedades distópicas, mas fiquei com a impressão de que apesar de um bom livro, Feios é muito sermão e pouca diversão.

Se o pessoal do livro soubesse como você fica depois de um monte de plástica...
 Vai ver é por isso mesmo que eles escondiam as revistas. 
Porque isso aí é de dar medo em qualquer um...

[OFF] Como qualquer livro juvenil atual, a série Feios também vai virar filme. Os produtores são os mesmos de Eragorn, e o estúdio é o de Querido John. No IMDB diz que o filme sai ano que vem (acho pouco provável), e parece que vai ser um resumo da trilogia. Tendo em vista que o primeiro volume é bem monótono, acho que essa foi a decisão mais acertada.
[SPOILER] Alguém aí acha mesmo que o pai do David morreu? Essas mortes sem corpo não me convencem. É tão óbvio que o cara vai voltar vivinho da Silva nos próximos volumes... E eu não li nenhuma sinopse deles. Estou só utilizando o meu poder de clarividência literária de novo.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Jamie à procura da batida perfeita

Ano passado no dia do aniversário do Jamie, eu fiz uns posts especiais, e como logo depois ele lançou CD cheio de músicas legais (de novo), e eu fico viajando com a maioria delas, acho que merece um outro, mesmo que o CD tenha saído há quase um ano (e eu esteja 6 dias atrasada com relação ao aniversário desse ano. A verdade é que eu confundi o aniversário dele com o da minha colega e programei o post pra hoje. Sabia que tinha alguém completando primaveras. Parabéns, Fe!). Pois é, vou falar do JC de novo. Não estou nem aí (aquelas rebeldes, rs). Se não quiser ler tudo, tudo bem. Eu sei que o Jamie não é atraente para todo mundo (aliás, fisicamente, nem pra mim é. Porque eu posso gostar dele e tudo, mas acontece que eu ainda não fiquei cega!). Mas você se ficar, pode acabar descobrindo uma ou outra música legal pra pôr no seu MP3. Enfim, o aviso está dado e juro que não vou ficar chateada caso você decida pela primeira opção.


Jamie Cullum é como o vinho. Parece que quanto mais passa o tempo, melhor fica o seu sabor (no caso, o seu som, na verdade). E paradoxalmente, quanto mais o tempo passa, mais jovem ele fica (aqui eu estava falando do som de novo, porque Cullum é uma pessoal normal, não Benjamin Button, rs).

No início da carreira, seus discos ficavam muito próximos do jazz tradicional, e, apesar de trazer toda a sua energia jovial e contagiante para o gênero, a grande pergunta que ouvia nas entrevistas era: “Mas por que você toca esse tipo de música sendo tão novo?”. Acontece que o tempo passou. Ele já não é mais um twentysomething e o frescor da idéia de um garoto tocando aquele ritmo ligado aos seus avós certamente também não é mais o mesmo.

E isso não faz a menor diferença. Porque o Jamie não está nem aí para o rótulo que você vai dar para ele. Ele gosta mesmo é de música. Qualquer tipo de música. Aquela coisa tradicional lá do início dos anos 2000 foi só uma espécie de isca (isso eu é que estou dizendo) e agora que tanto os velhotes, quanto o pessoal da nova geração já estão totalmente na sua, Mr. Cullum coloca cada vez mais suas asinhas de fora e acrescenta rock, pop e até música eletrônica à mistura do jazz na sua busca pela ‘batida perfeita’. Se em TwentySomething o tema eram os dilemas da juventude, e em Catching Tales o foco era contar histórias, aqui as canções estão explosivas.

Segue o faixa-a-faixa de The Pursuit:

1. Just One of These Things - Jamie, o prostituto do jazz e começa o disco atacando de big band. E numa das canções mais jazzísticas do disco, ironicamente manda um recado para os puristas de plantão que o criticam pelo seu "caso" com a música pop. "It was great fun, but it was just one of those things", porque o compromisso dele é com a música. O Jazz é só uma dessas coisas.

2. I’m all over it – Feita em 90 minutos, a canção de término de relacionamento tem piano, falsete, e a energia e ironia cullumianas de sempre: “Cause I worked and I cursed and I tried, And I said I could change and I lied, Well there’s something still moves me inside”. Primeiro Single, clipe muito louco. O gato de pelúcia em cima do piano o acompanha para tudo quanto é lugar agora.

3. Wheels – Se o CD tivesse saído antes, não ia dar pra essa entrar no álbum. Com uma melodia cíclica e uma batida pop-rock, Wheels reflete sobre a crise financeira e como afeta nossas vidas. O clipe ficou ruim, mas a música é viciante. “E o mundo está descarrilandooooooo...”

4. If I Ruled The World – Você conhece essa música. É claro que conhece. Só acha que não. Ela estava lá em Todo Poderoso na voz do Tont Bennett quando o Jim Carrey levava a Jennifer Aniston pra jantar num restaurante chique. Lembrou? Tá legal, eu sei que você não lembrou, rs. Eu não gosto muito dessa não. Acho que ele pôs só pra agradar os velhotes que eu falei ali em cima, mas enfim. A letra é bem romântica. E tem tudo a ver com o Jim Carrey no Todo Poderoso mesmo.

5. You And Me Are Gone – Essa sim é a cara dele. Jazz dançante, letra legal, Jamie fazendo barulhos com a boca, dando uns gritinhos, palminhas ao fundo, solo de piano e Cullum batucando e maltratando o coitado do instrumento... Baita energia e impossível ouvir sem bater o pé junto.

6. Don't Stop The Music - Como já é de costume, Jamie grava um cover de um sucesso da música pop. E agora ele reinventa o hit de Rihanna de um jeito que a testuda nunca poderia imaginar. A canção começa devagarinho e, como numa conquista, lança aquelas olhadelas e mexidas no cabelo em meio a uma pista de dança enfumaçada. No refrão, estamos segurando as mãos, peito no peito, agora cara a cara e aí a explosão (literalmente até no clipe*). Jamie faz a promessa: "I'm gonna take you away, let's escape into the music, Dj let it play". A essa altura do campeonato, já estamos completamente arrebatados e implorando: Jamie, Please don't stop the musiiiccc. Interessante notar que a versão da Rihanna funciona muito bem em qualquer pista de boate (gay então, nem se fala), mas quando o Jamie canta é muito mais do que uma canção, é a declaração de um cara apaixonado por música pedindo encarecidamente que ela não pare (tá legal, agora eu viajei).
* Sério. O cara explodiu um piano. DE VERDADE! É por isso que eu o adoro.


7. Love Ain't Gonna Let You Down - Segundo o próprio, sua primeira canção de amor sem nenhuma piada (e Deus sabe como isso foi difícil pra ele!). Mas Mr. Cullum, apaixonado e prestes a casar manda bem demais como sempre nessa balada emocionante, com jeito de anos 50, mas cara de século XXI. Aí é que está: quando ele diz que
"Feel it burning like a bomb raging a thousand summers, Grazing on your skin restlessly anticipating so many tiny things, The pursuit of love consumes us all, I'll be your Fabrice without the war, Do you dream about it written for, Bursting with all all of the weight of a million rhymes",
eu acredito em tudo. Eita letra de arrepiar! (E olha o nome do disco aparecendo aí nesse trecho). Sortuda essa Sophie (a mulher dele), hein! Cadê o pessoal da Globo pra pôr essa música na trilha da novela das oito?

8. Mixtape – Como bom nostálgico que é, Jamie também sempre dá um jeito de trazer algumas de suas memórias para as músicas. A sessão nostalgia da vez fica por conta de Mixtape, em que Cullum demonstra todo aquele romantismo adolescente ao gravar uma fita K7 em plena era do MP3 (o que torna tudo ainda mais difícil). A canção é quase uma viagem no tempo não só por causa da letra (linda e legal demais), mas também pelo arranjo que faz lembrar os sintetizadores da década de 80. É a minha preferida do CD (e a dele também). Música perfeita. Fico louca quanto ouço. Sério, até o “ôooooo” é bom! Não vejo a hora de chegar o show e poder pular pra caramba nessa parte.

9. I think I love – Sabe aquelas músicas que ficam tocando ao fundo quando alguém pede um Whisky? Sonoramente falando, essa é I think I love. Só que o Jamie é muito palhaço e coloca uns versos tipo: “lembra daquela vez que você vomitou em cima de mim dentro de um táxi? Ai, eu confesso que te amo por causa disso”. Eu devo confessar que passo sempre essa música. Muito parada, mas a Esther gosta. (quando ela ver que eu escrevi isso já sei até o que eu vou ouvir).

10. Not While I'm around - Jamie mais uma vez faz mágica e consegue desvencilhar a canção da imagem meio nojenta do Sweeney Todd. Ficou linda e pauleira. Não estranhe os dois adjetivos na mesma frase. Faz parte da sua mágica combinar essas coisas aparentemente opostas.

11. We Run Things - "Don't stop 'cause it's getting tense now...." Em We Run Things, ele ataca de DJ com os apetrechos de seu novo estúdio e finalmente, se despedindo...

12. Music Is through - Nessa Jamie mistura jazz com música eletrônica e no maior estilo "beijo, te ligo", Mr. Cullum podia muito bem estrelar aquela propanganda como o ligador de uma operadora de celular aqui do Brasil. Já até imagino ele fazendo o gesto enquanto entoa os versos "Girl, I got your number, call when the music is through".

Sabe aquele papo de "quebrar tudo"? Pois é, ele levou a sério.
 Meu nome é Cullum. Jamie Cullum.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

CEO #03: Faixas etárias

Depois de tanto tempo(...), olha eu aqui de novo!

Não! De forma alguma pense que por esse título eu sou contra qualquer barreira etária de público/consumidor; bebidas alcoólicas e certos filmes do Almodóvar, por exemplo, devem definitivamente passar longe dos olhos e gargantas de crianças. Aliás, essa definição “criança” parece de fato bastante subjetiva, mas, por enquanto, quando o digo, refiro-me a pessoas menores de dezoito anos.

Esse “por enquanto”, na verdade, acaba durando pouquíssimo nesse texto, pois ele discute quase que exatamente sobre a complexidade que é definir crianças, adultos, adolescentes e os infelizes pré-adolescentes (termo tal que soa, ao menos um pouco, pretensioso e apressado).

A parte científica sobre o desenvolvimento cerebral e comportamental dos seres humanos não é minha especialidade, então, o que será odiado, como já seria esperado, são as conseqüências que envolvem esse processo bastante chato chamado, por mais triste que o seja, envelhecer.

“Crescer” talvez fosse mais eufêmico, entretanto falamos não de etapas prazerosas (ao menos de início. Depois tudo vai melhorando), mas de cansaço, raiva e arbitrariedades.
Existe um padrão estabelecido tão fortemente sobre etapas demarcadas que devem ser inquestionavelmente seguidas ao longo da vida, entre elas, ser um adolescente que assiste, lê e ouve o que um adolescente deve assistir, ler e ouvir. O mesmo esquema persiste para jovens e adultos.

Padrão esse que é maravilhoso para representantes comerciais que pretendem atingir públicos específicos e ganhar dinheiro a partir disso enquanto que absurdo para aqueles que fogem ao dito público específico. Estes então são vítimas de uma regra sem motivos a qual força a qualquer pessoa acima ou abaixo de uma faixa etária invisível de agir da forma que lhe convém. E assim impedindo um adulto ou um adolescente de assistir a desenhos animados da Hannah-Barbera porque são considerados velhos demais.

Todavia, é importante que eu esclareça que qualquer comportamento doentio no qual se escapa não de padrões, mas de suas respectivas responsabilidades, é errado; o mesmo vale para posturas que beiram a insanidade ao vestir-se e agir como se fosse mais jovem ou mais velho para pura e simplesmente ser notado. Se existe algo que eu detesto tanto quanto as faixas etárias é o ridículo do exagero. Essa vontade tão forte de ser notado, de ser diferente, que denigre o que se é sem esforço.

Seguir através do tempo sempre dinâmico é no fundo mais importante do que se preocupar em definir-se e aprisionar-se dentro de uma faixa etária. Pois o que figura como imaturidade ou velhice, às vezes tida como pretensão, é relativo demais e incerto, já que gritar que se é adulto ou criança não faz de ninguém mais frívolo ou ponderado.

Existir. Assim, bem simples. De forma bastante natural e imperceptível aos olhos, ressalta características muito maiores quando comparadas a obedecer-se ou não aos rótulos etários e otários que tanto detesto.

O que quero dizer é: odeio essa linha reta e segmentada que divide a vida em partes separadas, isoladas umas das outras, pois, na verdade, essa linha é mais como uma elipse, como um símbolo do infinito (aquele 8 deitado) no qual cada pedacinho mínimo, seja ele gritar histérica e descontroladamente por um irmão Jonas ou por descobrir que em cada aniversário você vai sim ficando mais velho e em parte empoeirado junto com tudo o que você já disse e foi, vai formando uma parte importante de um disco rígido que se deteriora mas pode ser acessado a qualquer instante.

No fundo, não somos adultos que foram adolescentes, os quais foram crianças, e sim adultos por definição, por convenção, pois nunca deixamos de ser crianças ou adolescentes. Eles são o que somos e seremos. Eis a explicação do porquê de um pré-adolescente ser assim tão bobo: em uma linha etária que acaba por segregar, qualquer desejo para alcançar esse título frágil e infundado de adolescente não é por mim respeitado. Pois esse ideal de partes não existe, o todo de fato é mais coerente e mais bonito; ele não perde, ele apenas guarda infinitamente, como aquele 8 deitado.
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Por que os vampiros têm que morrer

Não, não vou falar de porque a febre da vampiromania tem que acabar. Isso seria muito óbvio. O post vai ter uma abordagem bem prática da "existência" dos dentuços. São coisas que eu já pensava desde a primeira vez que eu vi o filme do vampiro cintilante. Na época em que eu achei a saga simpática, apesar de meio brega.

Pois é, eu ainda não me conformei com isso. Porque, além de todo o fator antropológico e polêmico, e de eles serem totalmente contra a ordem natural das coisas (lembra da tia Mariazinha - nome fictício. A minha tia era a Gorete. Acho. - ensinando o ciclo da vida? "Os seres nascem, crescem, se reproduzem e morrem"), acima de tudo, os vampiros são um problema SOCIAL. E sua existência mobilizaria todos os ministérios de um governo. Vamos a eles:

- Segurança
O problema mais óbvio. Eles matam PESSOAS! Quando não matam, abusam sexualmente das vítimas. Ou abusam sexualmente E matam. Não há dúvidas de que isso é caso de polícia. E eu ainda nem falei do problema da pedofilia. Porque homem de 100 anos com menina de menos de 18 É PEDOFILIA, SIM!!!! Por mais que ele pareça todo garotão, a mentalidade é de velho babão!

E a gente se preocupando com o Bruno... 

Põe na conta do Papa!

- Meio ambiente
Os bonzinhos matam só os cervos/ursos/bichos da floresta. Aí eu pergunto a você, e a cadeia alimentar? E o desequilíbrio ecológico?? E os animais em extinção, HEIN??? Todo mundo só fala dos males do homem e os males dos vampiros???

Por que eles não fazem como todo mundo e criam umas vaquinhas se quiserem se alimentar? Eu hein!

No meu tempo, criaturas que tomavam sangue animal apareciam no Ratinho (Ratinhoooooo!) e eram chamadas de CHUPA-CABRA, isso sim!!!!

Vontade imensa de perguntar pra Marina o que ela vai fazer contra isso porque é um problema seríssimo.
"A Amazônia é nossa! Fora vampiros!"

- Saúde
Quando os vampiros do bem não conseguem se controlar só com o sangue animal, aí eles vão lá e roubam do banco de doadores! Tanta gente precisando e essas criaturas vão lá e tiram sangue de gente moribunda! Sinto muito, mas eu não acho nada legal roubar sangue de gente que está morrendo para dar para alguém que JÁ MORREU! Não faz o menor sentido.

Gabeira em defesa da VIDA

- Educação
Ainda bem que esses vampiros que vão pra escola moram nos EUA, porque se fosse no Brasil, ah, eles iam ter que enfrentar a fila da matrícula do colégio público e aí meu filho, é dia e noite na cadeirinha de plástico. E quando batesse o sol, todo mundo ia ver eles brilharem. Ou iam virar pó, dependendo da espécie. Nada que um Sundown não desse conta.

E mesmo que enfrentassem a fila, estariam TIRANDO A VAGA de CRIANCINHAS SEMI-ANALFABETAS! Fora que, você sabe quanto o governo gasta pra manter um aluno na escola? E eles lá de brincadeira! Pelamor, né! Vai trabalhar, vagabundo!

Pelo lado positivo, ele não teriam que se preocupar se o governo liberou a verba da merenda ou não.

Mas, claro que isso é viagem. Eles são ricos. Iam estudar no São Bento, não no CIEP. 

"Nenhum vampiro vai tirar a vaga das nossas crianças"

-Trabalho
Se eles não ficarem brincando de ir pra escola pelo resto da eternidade, aí vão trabalhar, mas já está difícil de arranjar emprego pros vivos, imagina ter que gerar emprego pros mortos-vivos também...

"Eu prefiro morrer"

- Previdência
Taí uma coisa que ia eles não iriam precisar. Aliás, iam ajudar à beça. Se os vampiros permanecessem parte da população economicamente ativa, continuariam contribuindo para a Previdência pra sempre. Olha que beleza! Eles seriam a salvação do sistema previdenciário!!!!!!

Agora se um dia eles resolverem se aposentar, babou. O governo ia ter que financiar seu período de descanso até o fim da eternidade. Assim não há previdência que resista.

Todo mundo ia ter que guardar um dinheirinho na poupança
Não na Bamerindus, claro.
Essa daí, coitada, só está numa boa, porque partiu dessa para melhor.

- Fome
Outra coisa positiva, como os vampiros não precisam de comida, será o fim da crise dos alimentos! Eu só estou em dúvida se vai começar uma "crise dos humanos", porque uma vez que o número de vampiros ultrapassar o de pessoas, menos "comida" eles vão ter. Só me explica uma coisa: nessa hora é que entra o sangue sintético de True Blood, né? Os vampiros pobres vão se ferrar... Ótimo. Ou não, sei lá...

"Esse negócio de vampiro vai ser ótimo pro Fome Zero, companheira Dilma!"
  
- População
Pega só as maiores Megacidades do mundo pra você ver. O problema é que tem muita gente. E por que tem muita gente? Porque as pessoas NÃO MORREM MAIS. Sério, a expectativa de vida aumentou muito. Aí não tem transporte, saúde, saneamento, educação, emprego, o aposentado ganha pouco, aumenta o processo de favelização... Todo mundo agora vive até os 100 anos. Há um tempo atrás, a gente duvidou até que a Dercy um dia pudesse morrer!

Agora, imagina só se começam a aparecer uns bichos que não vão embora desse mundo NUNCA, de verdade? Se eles conseguirem se reproduzir então, aí vai ser o fim! Vai faltar até espaço no planeta! A gente vai ter que viver igual o povo do Japão, numas casas minúsculas, com a cama embutida embaixo da pia... Isso se conseguir viver.

"Eu bem que tentei convencer aquele %$#&@ do Edward a morder o meu pescoço, mas ele disse que só fazia isso depois de casado."
"Aí eu mandei ele pra %$#@&! Vampiro %$#&@!"

Verifique se o seu candidato tem políticas anti-vampiros porque, não importa o que que digam, eles são do mal e alguém tem que combatê-los.

Obs. Não estou fazendo campanha contra ou a favor de nenhum candidato, mas falando muito sério agora, é bom abrir os olhos, porque a eleição está chegando, e um monte de candidatos-vampiros está por aí à solta. Eles beijam criancinhas e parecem perfeitos e te dão presentinhos na época das eleições, mas só ficam lá no congresso para sugar o dinheiro dos cofres públicos diretamente para seus conversíveis de luxo. Alguns constroem até castelos de verdade com o nosso dinheiro. (Assim é fácil ficar rico, né!) E às vezes, os políticos-vampiros parecem até que são imortais porque tem séculos que estão de um jeito ou de outro nas casas de governo.


E sem brincadeira, esses vampirões da política são os da pior espécie. Porque, por conta do seu hábito sugador, é que os hospitais estão caindo aos pedaços e falta merenda nas escolas.  Mas para tirar os poderes deles não precisa de água benta, nem crucifixo. É só votar bem votado que esses trastes viram poeira. Igual a música da Ivete Sangalo que eles adoram utilizar como instrumento de lavagem cerebral campanha.
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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Ôoooo, que terror!

Cansado de ouvir falar de vampiros?
*Balança a cabeça com aquele barulhinho*
 
Não aguenta mais aquelas histórias de menina comum se apaixona por criatura sugadora que na verdade é do bem, não é mesmo?
*Balança a cabeça com aquele barulhinho de novo*

Pois seus problemas ACABARAM! 
Chegou o sensacional e revolucionário:
Insatiable de Meg Cabot

*Abre aquele sorrisão bem bobo e faz sinal de positivo agora*
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Brincadeiras à parte, Insatiable é um sopro de frescor nessa onda vampiresca que se instaurou nos últimos anos. Na verdade, ele até tira um certo MUITO sarro da vampiromania quando mostra a personagem principal como roteirista infeliz de uma novela que acrescentará os dentucinhos à trama só para atender as necessidades do mercado. A tarefa é ainda mais ingrata quando se leva em conta que Meena não acredita em vampiros e, como eu, NÃO SUPORTA MAIS essas criaturas EM TODO LUGAR!!!

Quem acha que Insatiable é apenas a inserção de Cabot no mundo dos vampiros somente para aproveitar o hype das criaturas sobrenaturais está muito enganado. É até engraçado vê-la publicando algo do gênero, uma vez que sempre afirmou categoricamente não ser muito chegada a esses romances vampirescos porque não consegue aceitar um relacionamento em que uma das partes está louca para morder o pescoço da outra (e não da forma sexy da coisa).

Meg, ao ser pedida por leitores para escrever um romance de vampiros para chamar de seu, cansou de dar a entender que não o faria, pois achava que não havia nada para acrescentar ao tema que o seriado Buffy, a caça vampiros (seu programa preferido de todos os tempos - e ela gostava de Buffy porque nele o Angel não tinha um desejo incontrolável de tornar a Sarah Michelle Gellar o seu jantar) já não tivesse abordado. De fato, quando num almoço descontraído, sua editora sugeriu que escrevesse um livro de vampiros, Meg ironizou: "Eu preferia comer esse copo de vidro que está na mesa do que escrever um livro desses" (daí a piada interna da chefe que quer obrigar Meena a escrever sobre vampiros). A diferença é que na vida real o assunto morreu ali (Meg diz que a chefe dela é muito bacana e nunca faria isso com ninguém).

Só que aquilo ficou martelando na cabeça criativa da escritora até que, olha só como o mundo dá voltas,  ela teve um sonho (brincadeira!) Jack Bauer, o cão, apareceu na sua porta. O totó ganhou esse nome em virtude de seu comportamento ansioso quando perto de seu dono malvado com hábitos noturnos (obviamente, um vampiro). Pronto. Na matemática de Cabot, Vampiro + Cachorro Estressado = Ideia para um livro novinho. Meg sabia que aquilo ia dar trabalho, que o processo ia ser demorado e que ia ter que pesquisar muito para não cair nas armadilhas do vampirismo moderno. E aí é que o negócio ficou ainda mais desafiador.

Ele que é parceiro do Zero-Zero Au, com vocês:
Jack Bauer, o legítimo!
Au-au au!
Tradução: Drop the gun!

Anos depois, ela toda orgulhosa nos agracia com um romance de vampiros contemporâneo cujas veias pulsam sangue do tipo Meg Cabot (o famoso sangue-bão, rs) e por isso mesmo, dá vontade de sugar tudo numa mordida só. Ao invés de inventar novas regras para o jogo, Insatiable mergulha no tradicional e retoma elementos outrora esquecidos como alhos, crucifixos e água benta. Contudo, troca a Transilvânia por NY, que é muito mais cool. Isso tudo sem deixar de lado o senso de humor hilariante e recheado de cultura pop típicos da escritora.

É diferente da maioria dos títulos disponíveis no mercado, usualmente muito sisudos e que se levam a sério demais pro meu gosto (Meg gosta de dizer que inventou um novo gênero, o Gótico Feminino, com esse livro) e um pouco diferente até do que estamos acostumados a ler dela também. É como se Cabot dissesse: "Ok, agora vamos fazer o negócio direito e acabar com essa palhaçada... Só que colocando um monte de palhaçada no meio".

Narrado em 3ª pessoa e alternando os pontos de vista assim como uma novela, Insatiable é uma sequência contemporânea do clássico Drácula de Bram Stoker (o que já exorciza eventuais bizarrices tipo seres sombrios que brilham no sol). O livro conta a história de Meena Harper*, a roteirista que além de não suportar vampiros e ter de escrever sobre eles, sofre com um 'dom' que só complica sua vida. Ela consegue ver como todo mundo vai morrer e isso, obviamente, enterra todas as suas chances de desenvolver qualquer relacionamento. Paralelamente, temos o suspeito e irresistível professor universitário**, estilo Zé Mayer, Lucien Antonescu, que não pode morrer porque... bom, ele já está morto; uma série de misteriosos assassinatos; e um caça-vampiros durão, mas com um passado digno daqueles quadros lacrimejantes dos nossos programas dominicais: Alaric - atenção para o sobrenome dele - Wulf (haha, muito boa, Meg!)***.
*O nome da mocinha também é uma homenagem à Mina Harker do original, entre outras brincadeiras.
**Eu já tive o desprazer de ter aula com um desses na faculdade. O sujeito tinha uma cara muito assustadora (o meu professor-vampiro não era nada atraente, nem apreciava um bom vinho, escutando uma boa música, como o do livro), e, além de aparecer DO NADA justamente quando a gente estava falando mal dele, o maldito ainda SUGAVA todas as nossas energias ao passar um trabalho e uma prova por semana! Não tivemos dúvidas. Com todos esses atributos, estávamos lidando com um vampiro. E durante todas as aulas daquele período, tínhamos vontade de dar logo uma estaca naquela criatura das trevas para acabar de vez com todo o nosso sofrimento. Pois é, os vampiros da ficção estão enchendo o saco, agora os da vida real, ah, esses sim sabem como infernizar a nossa vida!
***Apesar do nome, o personagem é 100% humano.

Estão no livro também: Jack Bauer (o cão), uma discussão muito legal de por que os vampiros exercem todo esse fascínio nas pessoas, cenas de ação alucinantes, muita zoação para cima de todos os sanguessugas atuais e seus intérpretes (tudo sem descer do salto, claro. Afinal, não é nada principesco ficar falando mal do trabalho dos outros, mesmo que você seja um rei) e algumas ótimas sacadas como o inferninho do Dimitri (existe melhor caracterização da luxúria e universo submundo vampirescos do que uma boate? Acho que não...) .

Sou fã nº 1 de Meg Cadáver Cabot (você já deve ter percebido pela quantidade de curiosidades e afins quando este blog fala da escritora mais fofa da vida), mas não é todo livro seu que me coloca nesse estado de euforia. Insatiable me deixou assim desde a primeira frase da sinopse e agora eu estou aqui me mordendo de vontade de comentar outros muitos detalhes das suas linhas e entrelinhas com alguém. Sem dúvida, um livro que entra fácil, fácil nos Melhores da Meg (e olha que pra entrar nesse grupo, a concorrência é bem grande!), confirmando ainda mais a genialidade da escritora. Pois é, Meg, você me deixou de queixo caído. De novo!

E não bastasse o enredo ser um convite irrecusável para alguém sedento por um livro que colocasse esses coisas ruins em seu devido lugar, sem perder o bom humor, a campanha de marketing envolvida também foi SEN-SA-CIO-NAL!!!! 

Primeiro, na home do livro, para termos acesso a trechos e curiosidades do mesmo, tínhamos de responder uma perguntinha que, geralmente, alfinetava com muita classe aquela série cujo título tem sinônimo de entardecer*. E apesar de abraçar o Drácula (literariamente falando), Meg não o fez de um jeito leia-o porque é o vampiro certo e os outros só deturpam sua verdadeira fama de mau (ô papinho  mala esse!), mas deu a maior força para um dos padrinhos da vampirada, criando até um clube do livro online pra ele, porque é divertido pra caramba descobrir a origem de todos os mitos. E mesmo não tendo lido o dito cujo (foi mal, eu vi o filme esses dias e o final foi bem chato), achei essa atitude bacanérrima. Imagine quão legal seria se nossos professores usassem esse argumento, hein?
*Curiosamente e propositalmente até, penso eu, o livro foi lançado coladinho com o curto spin-off caça-níqueis e com o terceiro filme da tal série.

Depois, cara, dá só uma olhada nesses book trailers:

Primeiro, os já tradicionais com encenações de bonecas Barbie:


E o meu preferido:

Putz, essas histórias de vampiro tem um certo 'ar mexicano' mesmo. Tá explicado porque a Meena é roteirista de novela, daquelas bem melodramáticas...

Ficou com água na boca, né? Agora só atacando o livro mesmo pra saciar toda essa curiosidade. E como uma pessoa que nunca gostou de vampiros, mas devorou e adorou um livro que dá uma estacada em toda essa febre ensandecida, a única coisa que eu posso dizer é: "Valeu, Meg! Mostra pra esse povo como é que se faz!".


*Tenho certeza que se a Meg fosse brasileira ia zoar isso. Ou então esse outro político medonho aqui.
**Se liga na pág. 42, que aparece 'Brazil' de verdade. E na pág 94, há uma menção ao Rio de Janeiro. Prova de que a Meg estava com a cabeça no Brasil, ou mais uma brincadeira velada com a série dos vampiros brilhantes? Tô falando que eu preciso comentar urgentemente esse negócio...

E NÃO É SÓ APENAS ISSO!
Levando para casa esse fantástico livro, você ainda ganha inteiramente de grátis a bagagem necessária para embarcar no próximo volume da série (porque um livro só pra uma história boa dessas não tapa nem o buraco do dente, né? rs).

Obs. Boneco não incluído.
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