quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Polícia para quem precisa

Eu não sei se você lembra, mas em maio desse ano, um estudante foi assassinato em pleno campus da USP. O alunado protestou por segurança e o reitor na mesma hora já avisara que ia pedir a ocupação da polícia no campus. Os alunos então pediram um plebiscito para decidirem se eram a favor da presença da PM na faculdade, mas o reitor ignorou e colocou a polícia assim mesmo.

Passados alguns meses, a polícia levou para a delegacia alguns estudantes que estavam fumando maconha na universidade. Foi o estopim de uma onda de protestos contra a ocupação da PM na faculdade e mais um monte de outras coisas que culminaram na invasão da reitoria, greve dos alunos e uma baita polêmica no mundo virtual.

Depois de ler um pouquinho sobre o assunto, fica óbvio que toda essa confusão não foi causada só por causa de um baseado.

Na verdade, a questão vai um pouco além da maconha. Tem o problema de o reitor ter tendências ditatoriais, uma vez que não foi eleito pelo corpo estudantil e nem pelos meios oligárquicos da USP. E tem o problema de que esse reitor anda abusando do poder, respondendo a processos na justiça e processando aluno por nada também. A polícia seria apenas mais um instrumento para calar voz dos estudantes e coibir manifestações dos mesmos, o que lembraria ainda mais os tempos de ditadura.

E mídia não divulga, mas, no fundo os alunos até que têm uma luta bacana, com projetos que garantam maior segurança na universidade (como mais iluminação e mais ônibus internos), além da ocupação da polícia. Alguns deles, que a mídia também prefere não entrevistar, não defendem a saída da PM, mas sim um acordo para definir qual o verdadeiro papel da polícia no campus e evitar assim o constrangimento dos estudantes, porque, a polícia, quando quer, também abusa da sua autoridade.

Mas os próprios alunos também não ajudam. Numa votação para desocupar o prédio, foi decidido que eles iriam sair. Ignorando as próprias regras, os mais radicais ficaram. Passado o choque inicial e avaliando apenas um pouco mais a fundo a situação, realmente, o protesto tem causas justas, mas ser iniciado depois do incidente da maconha não deu lá muita credibilidade para o movimento.

Chamá-los de “filhinhos de papai” é errado porque eles estão na faculdade por méritos próprios. Não foi o papai que os colocou lá dentro, como acontece nas faculdades de elite do exterior. Não interessa se eles são ricos ou são pobres. Eles estudaram muito e passaram num vestibular muito disputado, no qual muita gente ficou de fora. Mais respeito aqui.

Agora dizer que eles são “maconheiros” não chega a ser um raciocínio tão infundado até para quem não está na USP, porque quem fez/faz/conhece minimante a universidade pública sabe que os estudantes que geralmente estão envolvidos mais ativamente das questões políticas da universidade são os mesmos que fazem uso da erva. Através dos corredores é possível sentir o odor próximo aos centros acadêmicos, diretórios estudantis e afins, assim como escutar os boatos de outras barbaridades que acontecem dentro das tais salas de reunião.

È ainda mais difícil criar simpatia pelo movimento estudantil quando se percebe que muitos de seus integrantes não vão para faculdade para estudar. E aí eu já nem estou falando fator maconha, que é nojento. Mas do fator política, que é mais nojento ainda.

A escolha da chapa vencedora nas eleições para o DCE é um pouco mais do que o grupo que irá representar os alunos na luta por uma universidade melhor. A maioria delas é apoiada por partidos políticos e a escolha da chapa vencedora significa, também, qual o partido que irá “comandar” os alunos daquele pólo estudantil.

Sim, a universidade também é um espaço para o debate político e, querendo ou não, é através da política que se resolvem os nossos problemas. Mas acontece que muitos desses alunos não estão lá com o objetivo de se formar. Fora os amigos da erva, que vão ficar por lá durante um bom tempo por motivos óbvios (depois dizem que maconha não faz mal...), ainda tem a galera que está na universidade com fins de se lançar na carreira política futuramente e pra eles, quanto mais tempo permanecerem por lá, melhor. E quem está pagando para esse pessoal NÃO estudar é VOCÊ!!!!! (E você vai se surpreender se eu te disser que alguns deles nem matriculados estão!)

Eles se disfarçam de estudantes politizados, quando na verdade são OS PRÓPRIOS POLÍTICOS. Talvez não os políticos de hoje. Mas certamente os vereadores, deputados, prefeitos e senadores de amanhã (ou assessores deles). E pode ter certeza que quando eles chegarem lá, a primeira coisa que farão será dar as costas para o movimento estudantil do qual fizeram parte, como um certo ex-prefeito de Nova Iguaçu.

Ou talvez nem precisem esperar tanto, porque a corrupção já começa no próprio campus. Os aspirantes a políticos são os mesmos que só aparecem na sala de aula no dia da prova (na faculdade eles sempre estão, mas nunca estudando) e sempre desenrolam um jeitinho brasileiro de entregar os trabalhos fora do prazo.

Agora, quando foi que algum desses movimentos tomou o seu partido para reclamar daquele professor que cometeu a maior injustiça? Quando foi que você viu algum aluno indo à aula como você? Quantas vezes ele foi então?

Falta ação nas pequenas coisas, mas sobra revolta contra o imperialismo, os EUA, a Alca e o FMI. Falta compromisso com o curso, mas sobra lábia para conseguir vantagens que os outros alunos não conseguem. Faltam às aulas mesmo, mas espalham fumaça na faculdade!

Pois é, pode ser que eu esteja generalizando, mas é bem mais provável que a história que eu vou contar agora também se aplique a sua universidade, colégio, ou mesmo à USP.

Antes de entrar na UERJ, fiz CEFET, e aí já se vão 7 anos que, com muito orgulho, eu não sei o que é pagar pela minha educação. Lá no CEFET, a gente tinha problemas de infra-estrutura e de ordem política até também. E foi lá que eu aprendi a lutar pelos meus direitos porque, se eu não o fizer, ninguém mais o fará. Ninguém mesmo.

Os integrantes do grêmio dificilmente apareciam nas aulas, pois estavam militando para o partido deles ou tentando eleger chapas amigas em outros colégios/faculdades do Estado ou protestando contra o FMI ou coisa parecida. Sim, eles até ajudaram em algumas conquistas como o passe para entrar nos ônibus que era um problemão. E conseguiram isso graças a seus contatos políticos, é verdade.

Mas por quase não assistirem à aula, não tinham a mínima ideia de nenhuma das revoltas da turma contra professores safados que queriam fazer o que quisessem (e nem se metiam também). E olha que essas revoltas eram muitas! Aquela INFO era fogo! (E falando em fogo, foram alguns integrantes desse mesmo grêmio que participaram do episódio fogo no sítio, mas enfim). Se a gente dependesse de grêmio, estaria ferrado.

Mais revoltante ainda foi ver, depois terminado o 3º ano, a líder do grêmio, que havia sido reprovada (provavelmente por falta) querendo entrar com recurso para conseguir o diploma dela de qualquer jeito! Essa mesma “militante” fez campanha para um deputado nas últimas eleições (por que será???) e disse estar indo ajudar na causa da USP (o que ela foi fazer lá????).

Daí também você já vê como tem gente se aproveitando dessa situação para simplesmente fazer bagunça, protesto e propaganda política ao invés de debater as ideias referentes aos problemas da universidade de um jeito sério.

Apesar disso tudo, não sou a favor da polícia fora do campus, nem de polícia perseguindo aluno que não fez nada ilícito (que por acaso era o que os alunos que foram o estopim para toda essa confusão estavam fazendo) e muito menos de policial que bate em aluno. Ou “aluno”. Torço muito para as coisas se acalmem e, principalmente, se resolvam democraticamente lá na USP. Mas também não vou sair em defesa de nenhuma das partes, porque, sinceramente, nenhuma delas merece.
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

5 razões para assistir A Mentira (Easy A)

Descolado, clichê (sim, dá pra ser os dois!) e engraçado na medida certa, A Mentira é uma comédia adolescente dotada de inteligência como não via desde Meninas Malvadas – que por acaso é o filme favorito do Felipe. Injustamente, a película protagonizada por Emma Stone saiu direto para DVD aqui no Brasil (essas distribuidoras não entendem nada mesmo!) e como não tinha na TV ainda e só ouvia elogios do filme, aproveitei minha ida ao outro lado da cidade, onde fica minha atual locadora-gigante, já que aquela minha outra do coração faliu, e dei uma força pro negócio. Valeu que o filme passou na HBO uma semana depois, mas enfim.

Sinopse: 'A Mentira' acompanha Olive (Emma Stone), uma menina comum que era meio invisível no colégio. Um dia ela decide ajudar seu amigo gay e finge que teve um caso com ele. Os dois se tornam os mais populares. Ela percebe que sua vida se tornou parecida com a heroína do romance "A Letra Escarlate", Hester Prynne, e começa a fazer dessa ajuda a garotos desesperados, seu modo de ficar popular.

E enquanto assistia, não pude deixar de elaborar uma pequena lista mental de por que o Felipe devia assisti-lo, não só porque o filme tem uma pegada Meninas Malvadas mesmo, mas também porque estava cheio de piadas internas da produção que por acaso calhavam de ser um monte de piadas internas compartilhadas pelo nosso grupo de amigos. Então, chega de enrolação. Vamos à lista:

5 razões para o Felipe assistir A Mentira (Easy A)

1.    Roteiro afiado e redondinho
O roteiro é inteligente, subversivo e afiadíssimo a la Meninas Malvadas. Redondinho, ele deixa você boquiaberto do início ao fim tanto pelas piadas ágeis e non senses quanto pelas reviravoltas até o final. São 90 minutos sem gorduras que amarram todas as pontas deixadas pelo caminho.


2.    Elenco afinado
Não, ninguém canta no filme. Quer dizer, tirando a Emma Stone em uma das cenas (a comentar). Na verdade duas. Mas enfim, não é isso que eu quero dizer. Dá pra ver os atores se divertindo horrores durante as cenas, em especial os pais de Olive, interpretados por Stanley Tucci e Patrícia Clarkson, que parecem rir o tempo todo, e o professor (interpretado pelo Homem Areia do Homem Aranha 3), que simplesmente inventava todas as falas no improviso. E como já deu pra perceber, assim como qualquer comédia adolescente que se preze, TODO MUNDO ESTÁ NESSE FILME! Sério, se você parar pra contar, são mais de 10 nomes de destaque, entre eles Amanda Bynes (que desistiu da carreira de atriz depois desse filme), o James de Crepúsculo (a escalação desse aí foi ironia pura, genial!), o Dan de Gossip Girl e a Phoebe de Friends. Fazer o quê? Quando o roteiro é bom, todo mundo quer participar.

Nem que tenha que vestir uma fantasia bizonha dessa

3.    Emma Stone (que é ruiva!)
Sim, o elenco de apoio é ótimo e o roteiro é bacana à beça, mas não fosse Emma Stone, Easy A poderia  facilmente (sem trocadilho) deixar de ser uma comédia realmente legal para se tornar apenas um filme de mau gosto e metido a engraçadinho. Era preciso uma boa dose de carisma, um belo tempo de comédia e uma pitada de inteligência e sensibilidade para dar vida à personagem que, sim, é nerd e antissocial, mas ao mesmo tempo é cheia de malandragem e pensa nos outros antes de si mesma. E a ruivinha a interpretou com maestria sem descambar para nenhum dos lados. Reza a lenda que Emma Stone abandonou uma proposta de trabalho em Sucker Punch para ser protagonista de A Mentira. Fez bem. Ao contrário do mico que ia pagar no filme do Snyder, aqui ela mostra realmente qual é O Papel da Mulher Ruiva no Mercado Elitista de Holllywood. Eu já gostava dela em Zumbilândia (outro filme bacanérrimo!), assistirei ao novo Homem Aranha feliz só pra ver o que ela vai aprontar.

Isn't She Lovely

4.    Referências a clássicos da literatura e da cultura pop
Tal qual As Patricinhas de Beverly Hills, Easy A faz a lição de casa e consegue contextualizar clássicos da literatura como A Letra Escarlate e Huckeberry Finn (que todo mundo odeia) com os clássicos adolescentes da Sessão da Tarde de John Hughes como Gatinhas e Gatões e O Clube dos Cinco (que todo mundo adora), entre outros. E o melhor de tudo, SEM DEIXAR NINGUÉM PERDIDO. É claro que se você tiver uma noção das referências vai ser muito mais legal, mas se não fizer a mínima idéia do que se tratam os títulos que eu acabei de citar, pode ficar tranqüilo, porque além de fazer o trabalho, Easy A ainda apresenta o seminário e faz aquele resuminho antes da prova pra quem não leu o livro tirar nota boa. Ah sim, caso você faça parte do último grupo, é bem capaz de querer caçar os clássicos depois que acabar o filme.

A de amor is for Awesome

5.    Trilha sonora esperta
Segundo o diretor, o filme tem quase 40 músicas de trilha sonora. E quando ele fala trilha sonora, não é no sentido de temas instrumentais, mas sim de trilha sonora de novela mesmo, com músicas para tocar no rádio. E a seleção foi feita de um jeito muito bacana de forma a estender o espírito do filme através das músicas. O destaque, claro, vai para a piada interna* com a música da Natasha Bigfield, patronese do Projeto Casa do Bolso Cheio de Luz do Sol (piada mais interna ainda), que aparece no começo da película e depois continua por todo o filme, construindo assim uma gag musical. Mas ainda tem Don’t Cha para caracterizar 2005/06, We Go Together (do Grease),  Don’t You Forget About Me (do Clube dos Cinco) e Good Life (que toca no trailer de Um Dia, que por acaso também tem a Patrícia Clarkson no elenco, que também tem a Anne, que já trabalhou com o Stanley Tucci... Tá parei, rs)
* Nos comentários, o diretor contou que escutou a música uma vez e achou que essa era a “pior música do mundo” (tal qual na cena), mas aí, durantes as filmagens, eles colocavam a música pra tocar, e no final do dia, a equipe toda a estava cantando alto. E a Natasha Bigfield, na verdade, achou muito legal de ter recebido essa homenagem. Sério.

Take me awaaaaaay, a safer plaaaace
Take me awaaaaaay, a safer plaaaace

Bônus:  
 6. O diretor é Iguaçuano.
Brincadeira. Mas é que o cara cismou de espalhar laranjas pelo filme como recurso estilístico. Isso é o que dá ficar assistindo ao filme com comentários (ele e a Emma Stone são hilários!!!). Deu vontade de comprar o DVD só pra contar as laranjas. rs

Easy A não só faz o dever de casa, mas dá aula de como fazer filmes adolescentes bacanas. Espero que assim como os filmes John Hughes, este também possa fazer escola.

Curtindo a vida adoidado

Obs. O título em português, apesar de genérico, fala toda a verdade sobre o filme, que realmente é sobre uma mentira, mas o trocadilho-triplo de Easy A (“A” da Letra Escarlate/ Mocinha fácil/ Fácil de tirar A) é muito mais legal.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aquele com a menina que gostava de seriados

A TV é o novo cinema. A crítica especializada não cansa de noticiar que as histórias da telinha estão dando um banho nas da telona. Foi-se o tempo em que televisão era subproduto da dramaturgia e servia apenas para impulsionar a carreira dos astros para Hollywood.

Nos últimos anos, o que se viu foi justamente o contrário. A TV virou cenário de superproduções, oscarizados como Steven Spielberg, Martin Scorcese e Glen Close apostam suas fichas em projetos televisivos (pois é, agora eles querem um Emmy também!) e atores que amargavam papéis ruins no cinema como Patrick Dempsey (McDreamy lindooo!!!!), Alec Baldwin (genial!!!), Kiefer Sutherland (Drop the gun!!!) e Hugh Laurie (amooo!!) tiveram suas carreiras revitalizadas depois de estrelarem as cultuadas Grey’s Anatomy, 30 Rock, 24 Horas e House, respectivamente. As 4 séries, juntamente com Lost, Mad Men, Dexter e Desperate Housewives (esqueci alguma? COM CERTEZA!!!!), foram* protagonistas – e com todos os méritos - do que se chamou de A Era de Ouro da TV Americana.
* O verbo está no passado, porque, infelizmente, algumas das séries já acabaram, as que continuam no ar visivelmente não tem o mesmo pique de antigamente e as novas parecem longe de empolgar e revolucionar do jeito que essas o fizeram.

E de fato, com as pessoas indo cada vez menos aos cinemas, Hollywood arrisca cada vez menos e as melhores ideias acabam indo parar na televisão. Conseqüência disso é que já não é tão raro encontrar pessoas que vibram mais com séries do que com filmes.

Luke: Welcome to The O.C, bitch!

Paula Pimenta parece ter consciência disso e faz os seriados tomarem o lugar das películas nas citações de início de capítulo e no coração da nova protagonista.

Minha Vida Fora de Série é um spin-off da outra série de sucesso de Paula, Fazendo meu Filme, se passa no mesmo universo ficcional da mesma, só que, dessa vez, dá voz à amiga da Fani, Priscila, que se descobre fissurada em seriados depois de apresentada via DVD à série mais literária e com os diálogos mais legais da TV, Gilmore Girls*
* A referência a Gilmore Girls logo no início abre faz inclusive um paralelo com a relação mãe e filha da protagonista.

Vou confessar pra você, houve uma época da minha vida em que eu não curtia seriados. Nenhum. Mesmo. Eu achava que todos os seriados americanos eram chatos. Minha irmã, que assistia praticamente toda a grade de programação do SBT, é que era a seriadora de casa.

Mas aí, domingo, hora do almoço, e no SBT passava um tal de Smallville com o protagonista mais gato de todos os tempos e Globo passava a Turma do Didi. Aí eu pensava Seriado-Com-Carinha-Muito-Gato ou Turma-do-Didi-Sem-Graça? Hmmm, acho que eu prefiro Smallville. E aí eu fiquei MUITO viciada em Smallville. Assistia todo domingo, mesmo com o SBT trocando os horários sempre, e com os comerciais gigantescos, e com o Celso Portiolli atrasando horrores a exibição da série (a TV a cabo só chegou aqui em casa tem mais ou menos um ano).

Conversava com as amigas depois sobre como o Tom Welling estava (muito) bonito no episódio (gente, eu também tive 14 anos! E, o que fazer se o cara é lindo mesmo? Qualquer pessoa com olhos fica desnorteada, numa boa), procurava fotos dele na internet (e a Fernanda nunca vai esquecer daquele email com aquela foto...) e depois de descobrir que um grupo de professoras – apelidadas por nós de Smallvillemaníacas – também era fissurado em Smallville e seu protagonista-super-gato, colocamos até o Tom Welling na capa de um trabalho (sério, a gente aprontava muito nessa época!). Ai, Deus, lembrei da música do Lex, Fe!!!!!

Yataaaaaaa! \o/ <--- Hiro Nakamura, from the future

Na cola de Smallville (Somebody saaaaave meeeee...), passava, também no SBT, The O.C, ou melhor, O.C – Um Estranho no Paraíso (Californiaaaaaaaa, here we coooome...), que eu comecei a assistir porque estava esperando "As aventuras do Superboy". E porque era legal mesmo. Passado o preconceito inicial, vi na TVAberta temporadas inteiras de CSI, Monk, Chuck, Desperate Housewives, Heroes (que eu sempre achei ruim) e milhares de séries canceladas no SBT (a mais traumática sem dúvida foi Reunion, que era uma série do tipo "quem matou?" e ficou sem final). Baixei as 3 primeiras temporadas de House (que vejo até hoje com muita dó no coração de como está agora), Grey`s Anatomy (que não assisto sempre por pura preguiça porque sempre que vejo está bem boa) e vi Gilmore Girls todinha em maratonas de DVD. 

Infelizmente, teve uma hora que eu tive que largar Smallville, porque, não importava o quanto seu protagonista fosse lindo, a história já não dava mais pra aguentar (depois da 4ª temporada a série se perdeu muito e na última acho que só sobrou o Clark do início pra contar a história). E depois da decepção que foi o final de Lost (mesmo achando que ainda assim é uma série que coloca quase todas as outras no chinelo. A Constante, então, é tipo o MELHOR EPISÓDIO JÁ FEITO NA TV!), prefiro as séries sobre pessoas e assisto ocasionalmente Pych, Parenthood, Big Bang Theory, Gossip Girl, Glee (eu sei que é ruim, mas não consigo não ver), Friends (o Chaves americano) e recentemente reservei um lugar no meu coração para 30 Rock porque a Tina Fey é simplesmente genial. Merece todos os Emmys que tem. Ponto.

Lorelai: Oy with the poodles already!

E se os seriados derivados (Joey, Private Practice, Angel...) dificilmente são tão bons quanto os originais, MVFS consegue a proeza de ser MUITO melhor do que a série que lhe originou. Os personagens estão com características muito mais definidas e a trama muito mais bem amarrada e sem ecos, nem dejavu, e o mais legal de tudo, com ritmo de seriado mesmo.

Nos livros em série, prefiro aqueles com formato episódico (com finais satisfatórios e que funcionam de um jeito mais ou menos independentes) ao estilo novelão (sempre com ganchos para o próximo volume). E se na capa de MVFS1 há a menção de que esta é a 1ª temporada, tal fato não é apenas uma brincadeirinha com a mocinha viciada em seriados. O livro realmente tem a estrutura e ritmo de uma temporada completa com episódios de apresentação começando nas férias, depois início das aulas, desenvolvimento de tramas, episódios fillers (os famosos enche-lingüiça), personagens que aparecem no meio da temporada, personagens que voltam no meio da temporada e botam lenha na fogueira pra season finale... Aliás, a única diferença de MSFV para qualquer outra série de TV foi que se fosse na televisão, o episódio de fim de temporada (o famoso season finale) com certeza ia ter um super-gancho (que os seriadores gostam de chamar de cliffhanger) pra temp. seguinte. SEMPRE tem!


Seth: Pudim! Eu gosto tanto de falar pudim. Pudim, Puudim.

Apesar de ser um spin-off, por sua protagonista quase não ter destaque em FMF e por todos os personagens terem por volta de 13 anos (o que vai de encontro à tendência atual de "envelhecer" os personagens para torná-los mais atrativos ao público teen), MVSF é uma história nova e não se apoia o tempo todo no sucesso de sua progenitora. É uma série com um BAITA potencial (mais que FMF, inclusive), com universo e os personagens muito ricos (digo, ricos em personalidade. Isso aqui é Brasil, não o Upper East Side) e que renderiam umas 6 temporadas, com o pé nas costas.

A Priscila é simpática até dizer chega, o Rodrigo um fofo, o Leo bobildo demais... Dá vontade de ser amigo deles!!!! Como a distância geográfica aqui não será problema (como em FMF) a série permite que os coadjuvantes roubem a cena nas próximas temporadas, com tramas próprias e o fato de todo mundo ter 13 anos possibilita que se acompanhe o crescimento dos personagens daquele jeito bem seriado mesmo.

Seth: 'I... wish I were a mermaid'
Summer: You remember that? That was, like, sixth grade.
Seth: 'I wish I were a mermaid, and friends with all the fish. A shiny tail and sea shells, that
[Summer kisses him]
Seth: would be my wish.'


Aliás, essa idade é um problema. Outro dia estava conversando com um amigo que achava que estava ficando velha, e não tinha mais paciência com livros com histórias adolescentes. Mas, depois de MVFS, cheguei à conclusão de que: 1) eu devia estar de TPM quando falei isso e 2) Na verdade, eu NUNCA tive paciência pra essas historinhas que tratam o adolescente como o adolescente mesmo. Porque eu não tinha paciência com meninas (e meninos) de 13 (na verdade meninas(os) de 12 são bem piores) nem quando EU tinha 13 anos!!!!! Que dirá agora!

Por isso não estava curtindo aquele episódio piloto com a P(i)riscila piriguetando lá no clube – o que logo acabou e bem feito pra ela teve que comer o pão que o Marcelo amassou depois. (Priscila e Marcelo foi tipo a Summer dando em cima do Ryan no 1º episódio de The O.C. Olha isso! Summer e Ryan! ERRADO, totalmente errado. Ainda bem que The O.C não sobreviveu tempo suficiente pra fazer os roteiristas apelarem pra um casal desses!)

Se bem que a minha 7ª série foi bem divertida com chegada da Deborah e das Smallvillemaníacas (mesmo sem serem Smallvillemaníacas ainda) e as palmas únicas e/ou silenciosas, e os papéis que a gente passava fazendo enquete para descobrir “Quem é o pai do carrapato?” e “Onde está o Osama?”, e a trollagem (na época não tinha esse nome também) de, quando pedissem a borracha emprestada, fazê-la rodar a sala toda, mesmo a pessoa estando do lado daquele que pediu o negócio... Acho que foi o ano mais legal do ginásio, na verdade.

Mas depois que os personagens voltaram das férias, deixaram de agir como pré-adolescentes e sim como pessoas normais e legais, eu lembrei dessa minha 7ª série maneiríssima e me identifiquei totalmente com o livro e a história decolou que foi uma beleza.

Lorelai: O que aconteceu com as bigornas?

Pra completar, a escrita da autora está cada vez mais segura e descontraída e dá pra perceber que Paula está cada vez mais à vontade com seus personagens agora já conhecidos de longa. Inclusive, quem se acostumou a encontrar easter eggs nas cenas de Lost vai sorrir com um par de meta-referências mais do que descaradas.

Torço desde já para que MVFS seja renovada para pelo menos 6 temporadas, porque nos seriados o que menos importa é o final e, como disse, ainda dá pra brincar um bocado com esses personagens e inventar um monte de plots legais. Mas, por enquanto, fico no aguardo da season premiere da 2ª temporada, que tem tudo pra ser ainda mais divertida que a primeira.

Até o S02E01!

Parece o Shelby de Smallville esse au-au...

PS Não pude deixar de reparar que tem um Felipe Fagundes na sala da Priscila e, conhecendo o Felipe Fagundes, meu amigo, não pude deixar de imaginar que, se eles fossem da mesma sala, a Priscila já teria ouvido umas belas broncas sobre como ela deveria ter orgulho de ser ruiva (pra mim ela é ruiva também, porque compro a briga do Felipe!!!) e como o mercado elitista de Hollywood discrimina o homem e a mulher ruiva sempre.
PS 2 Ao contrário do que possa parecer, o título do post não denota displicência da minha parte para com MFVS, mas na verdade, é uma referência aos episódios de Friends, que sempre começavam com “Aquele com...”, já que ninguém nunca lembra o nome dos episódios mesmo.


Desmond: Te vejo em outra vida, brotha!
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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Barbie vai ao enterro

Numa época em que não havia um aniversário que passasse em branco e que a gente sempre inventava algum presente criativo para dar umas às outras, Jami teve a ideia de dar pra minha irmã Esther uma Barbie vai ao enterro.

Há muito tempo atrás, Fernanda e Jamille conversavam na 5ª série sobre que Barbie gostariam de ganhar. Então, Fernanda, com sua mente muito criativa e fértil, comentou sua brilhante teoria de que preferia a Susi à Barbie, devido ao fato de a Barbie ser muito falsa, segundo ela. Jamille, surpresa com tal revelação, perguntou o motivo de tamanha aversão à Barbie. Eis que Fernanda responde: “A Barbie vive sorrindo, já a Susi não.” Jami rebateu dizendo que nenhuma criança normal brinca com situações tristes: “Nenhuma Barbie vai ao Enterro”. Agora vai.


Infelizmente, os executivos da Barbie ainda não atingiram esse nível de genialidade (talvez por se darem conta de que a Barbie era muito falsa mesmo), no entanto, isso não foi obstáculo para nossa própria fábrica de presentes criativos (é dela que saíram também a Revista Legal que a gente deu pra Fe, o Meg'ame original, que ganhou versão em inglês para a própria Meg Cabot, e aqueles vídeos bizonhos tipo Adriana Awards que se caírem na internet vão arruinar de vez com a nossa reputação). Compramos uma Barbie qualquer na rua e como não tinha nenhuma com o vestido preto, tivemos que tingi-lo.

Daí foi só arrumar o véu (um oferecimento do armarinho Estrela D'Alva), a caixa, o caixão, e colocar o Ken, que já tinha perdido a cabeça, literalmente, dentro dele. Ah, sim, só pra não esquecer, a gente entregou o presente ao som da Marcha Fúnebre, claro. Mórbido pra um aniversário, eu sei, mas altamente eficaz.


Desfrute do mais novo lançamento da Rádio Legal Corporeition Ltda S/A em parceria com a Sinaf Seguros e a fábrica de brinquedos Mattou. Agora sua Barbie poderá ir a enterros do modo mais fashion. Incluindo um caixão, um morto e um pente.

Aqui nesse mundinho fechado, ela é incrível 
Com seu vestidinho preto indefectível 

Depois do enterro basta tirar o véu e pronto! A Barbie está pronta para mais uma balada. Afinal, sua vida social (uau!) continua viva.

Somos doidas, pode falar.

E não, não adianta insistir. Eu não vou fazer aquela piada infame de que a Barbie viúva vem com a casa do Ken, o carro do Ken, a lancha do Ken....

Obs: Produto inapropriado para crianças menores de 6 anos por conter insinuação à morte. Cuidado com a cabeça do Ken.
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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Nostalgia Pura 2

Tenho saudade de quando eu ainda tinha tamanho pra entrar nos parquinhos sem as pessoas ficarem me olhando torto. Saudades de deixar as outras pessoas de castigo na gangorra (mas nenhuma saudade de ficar presa lá em cima). Tenho saudades de empurrar as outras crianças bem forte no balanço e de ir bem alto quando os outros empurravam também.

Tenho saudade de pular no pula-pula, me jogar na piscina de bolinhas e de todos aqueles brinquedos infláveis de festa e shopping. Tenho saudade de ir no Buena Park e entrar naquela cadeia de faroeste. E saudades de sentar naquele cadeirão dos restaurantes também.

Tenho saudade de jogar jogo do mico e fazer sombra de bichinho na parede com o retroprojetor (e com a lanterna quando faltava luz em casa também). Saudades de ouvir meu pai contando histórias da Vaca Vitória e repetindo as frases mais escatológicas de outros filmes infantis. Tenho saudades de correr pra abraçá-lo quando voltava do trabalho e brincar de cavalinho e subir pelos vãos das portas como se fosse homem-aranha.

Tenho saudades de fazer golzinho com a bola rosa com um guiso dentro apelidada carinhosamente de Bola de Kimberly (porque ela era a Power Ranger Rosa) tudo isso de cima da cama (por isso que ela quebrou depois). Tenho saudades de quando qualquer par de chinelos era trave e de quando Power Rangers era novidade e daquele bonequinho que girava a cabeça e a alternava entre o Power Ranger e a identidade secreta deles também. Tenho saudades de quando só tinham 100 Pokémons.

Tenho saudades do Passaraio, Passa-anel e do Passa-negão, passa loirinha, quero ver você passar por debaixo da cordinha. Mentira, disso eu não tenho saudade, não. Era o momento mais baixaria de todas as festas infantis.

Tenho saudades sim da Dança da Cadeira, do Morto Vivo, da Corrida do Saco, do Cabo de Guerra, de equilibrar ovo na colher, de encher bola até estourar e de se matar pra conseguir doce embaixo do bolão no final da festa. E tenho saudades de roubar brigadeiro, bomba de chocolate e de enfiar o dedo no bolo antes do final também.

Tenho saudades de brincar de Galinha-choca (galinha-choca, chocou um ovo, saiu minhoca, da perna choca...) e de Meus pintinhos venham cá (tenho medo da raposa...) e de sair correndo quando a raposa perguntava se a gente queria milho. Saudades do Pique-alto, pique-parede, pique-bandeira, pique-cola, pique-cola-americano e dos piques de parabéns porque nessa época pique era sinônimo de brincadeira e não de hora extra e noites sem dormir. Tenho saudades da época em que não tinha ficava a noite em claro por causa da quantidade de preocupações na cabeça também.

Tenho saudade do Nós somos 4, do Coca-cola-Pepsi-Cola-Quantos-anos-Você-tem e do Trem maluco que quando saía de Pernambuco ia fazendo chique-chique até chegar no Ceará. Saudades de quando o Pararará virou febre (Pararará-Parati-Parará...), de brincar de adedonha, adoleta e de quando a combinação baygon, barata e sabão era bom.

Tenho saudades da época em que nossos destinos eram decididos pela quantidade de dedos que saíssem na brincadeira do “Com Quem a Fulaninha vai se Ca-sar?”. Da época em que nossos maridos só podiam ser louros, morenos, carecas, cabeludos, reis, ladrões, “polícias” ou capitães; em que nossos lares seriam tirados igualmente na sorte podendo nos fazer morar em casas, apartamentos, chiqueiros, galinheiros e até mansões! E ainda mais saudade de quando o local do casório tinha que ser decidido entre capela, igreja, galinheiro ou, MURO (acho que era isso).

Tenho saudade de zoar as pessoas que iam casar com um ladrão, no galinheiro e morar no chiqueiro. E de fazer bullying com os carecas e com quem casava no muro (sempre me perguntei como a pessoa ia casa no muro, mas tudo bem) também. Mas, principalmente, tenho saudade da época em que a palavra bullying não existia.

Tenho saudades de tentar derrotar o Robotinic no jogo embutido do MasterSystem, de jogar e zoar as partidas de Tênis da fita que ainda tinha Vôlei e Futebol e de todas as outras fitas do Atari. Saudades de quando o Dynavison era o videogame de prêmio dos programas de TV, do programa do Hugo e de quando UPA era o bebê do Gugu.

Tenho saudades do Zuzubalândia, dos Bananas de Pijamas, de acordar cedo pra assistir ao Daniel Azulay, de entrar no site do Iguinho com Intenet Discada (tá legal, da Internet Discada eu não tenho saudade nenhuma. Talvez só do barulhinho do modem ligando...) e de quando todo mundo da sala tinha uma mochila de carrinho da Turma do Arrepio. 

Saudades de sair às 16h da tarde porque não tinha ficado de recuperação, de comprar Stickers e colar no caderno e de enfeitá-lo com canetas de várias cores (e com vários aromas!) na hora de copiar a matéria. Tenho saudades da época em que eu tinha caderno, aliás. Mas, principalmente, tenho saudades de quando os alunos perguntavam: “Professor, é pra copiar?” e o professor (ou melhor, a tia!) podia ironizar respondendo: “Não, é pra tirar foto!”. (Hoje em dia, os alunos tiram a foto mesmo!).

Saudade da Piada do não nem eu, do Grapete-Repete e do Tem gente no banheiro. De brincar de detetive (aquele do papelzinho com as piscadelas), de tentar pegar (e às vezes jogar também) bala avanço na kombi ou na sala de aula e de quando o melhor relógio era aquele com o compartimento pra guardar chichete também.

Tenho saudade de biscoiteira da Eliana (que transformava biscoito em biscoito), do PenseBem (que a gente tinha que comprar os livros pra conseguir jogar), do meu mini-teclado e de montar a minha casinha da Mônica (e achar que ela era muito grande) ou fazer casinha com os lençóis e edredons da cama mesmo. Tenho saudades do bate-begue e de como todo mundo começou a ficar com os pulsos roxos de tanto bater com aquele negócio super-rápido. Saudades daquele chapéu do Chaves que dava pra beber refrigerante, de quando o MilkBar era Lolla, do pirocóptero e daquele outro pirulito que a gente assoprava e subia uma bolinha.

Tenho saudades de perguntar por presentes toda vez que alguém ia na rua e me levava junto e de perguntar “Quer Bolo?” só pra responder “Vai comprar na Sobel!” depois. Saudades de fazer estoque de picolé (da Sobel) em época de verão, de tomar Cremogema e de pegar mel com o Ursinho Puff no desfile de 7 de Setembro também.

Tenho saudade de fazer “piscina” se jogando no chão quando a gente lavava o quintal e de ficar fazendo nada na piscina 3000 litros no calor. Saudades de jogar PepsiGol e de mergulhar na piscina (de verdade) bradando aquela frase indígena de Free Willy.

Tenho saudade da época em que fazer compras era muito mais divertido. De ficar dentro do carrinho grande e de quando tinha aquele carrinho de criança e eu fazia as minhas próprias compras (só biscoito recheado, obviamente) quando ia no mercado com meu avô também. Mas, principalmente, tenho saudades da ala infantil do Paes Mendonça (Paes Mendonça!!!!) e da minha carteira de sócia do clubinho.

Tenho saudades de andar de velocípede e de poder andar naqueles mini-carrinhos elétricos que sempre tinham nas festas de Dia da Criança da empresa do meu pai. Tenho saudades dessas festas mega-bombantes, aliás. E das menorzinhas da escola em que tinha aquele trenzinho dos lanches também. Tenho saudades das festas de fim de ano em que os meninos do DDD eram atração principal e de quando tinha show da Angélica e eu nem ligava, pois preferia a Eliana.

Tenho saudade de esperar Papai Noel trazer minha bicicleta e me deparar com ela na manhã seguinte no meio da minha sala. E tenho saudades de andar de bicicleta no estacionamento das Sendas  nos domingos e descer aquela rampa à toda velocidade também. Tenho saudade de quando as Sendas não eram Assaí, aliás.

Nossa, eu tenho mais saudades do que eu pensava! Pra terminar, faço a mesma pergunta do ano passado: E você, do que tem saudades?
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Vitória e outras vacas

Muito me espantou que tanta gente não conhecesse a Vaca Vitória. Talvez ela seja a vaca mais famosa do universo. E mesmo com uma historinha tão curta, sim, Vaca Vitória é um clássico. Um personagem inesquecível que permeia a cultura popular tanto quanto Chapeuzinho Vermelho!!!!





E agora, Vitória?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou...






De fato, eu ouvi a história da Vaca Vitória pela 1ª vez, no jardim, no alto dos meus 4 anos. A Tia... (Putz, que mancada, esqueci o nome da Tia. Mas é que no meu jardim, as Tias mudavam toda hora, não sei por quê...) tinha acabado de contar a história da Chapeuzinho e aí a turma pediu outra e daí ela veio com essa pérola dos contos infantis.

Era uma vez uma Vaca Vitória, soltou um pum e acabou a história.

É claro que no dia a turma não gostou nada daquilo. A gente queria outra história com princesas, e príncipes e bruxas más.

(Ou será que não foi a Chapeuzinho e sim a Bela Adormecida? Não, acho que foi a Chapeuzinho mesmo).

Cheguei em casa e contei a história da Vaca Vitória pro meu pai, que nem gosta de piadas escatológicas, né? Desde então, Vaca Vitória virou protagonista de um seriado particular aqui em casa, estrelando diversos episódios dos mais variados, mas que sempre acabavam quando a Vaca soltava aquele Pum.

Mas, então, depois da revelação bombástica lá nos comentários blog do Felipe de que não existe Vaca Vitória em Minas Gerais, resolvi realizar o Censo Vitória aqui no blog. O Censo Vitória é uma pesquisa altamente científica e de extrema importância para a sociedade brasileira que visa a aprofundar nossos conhecimentos sobre essa vaca que toma conta do imaginário infantil, pelo menos do Rio de Janeiro.

Olha que vaca mais linda, mais cheia de graça
É ela, malhada, que vem e que passa

Para participar, basta responder aqui (olha que chique, uma enquete externa aqui pro blog! Não sei direito como vou ver o resultado, mas espero que dê tudo certo... Vocês sabem que eu não sou de ficar com essas inventividades aqui no Inútil então, por favor, participem! Créditos ao @danilo_sanches, que indicou o site*)
* Detalhe que a pesquisa é sobre vacas, num site de macacos, mas tudo bem....

Eu divulgo o resultado daqui a mais ou menos um mês, ok?

No meio do caminho tinha uma vaca
Tinha uma vaca no meio do caminho

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Mas, ao ler o post do Felipe, lembrei de uma outra história de uma prima da Vitória, que eu tinha achado um absurdo assim que li na apostila de espanhol da 7ª série, e que eu já vinha querendo postá-la aqui há um tempão.

A história vem na íntegra, em espanhol mesmo, porque se eu traduzir de uma vez, vai perder toda a graça. Mas é tranqüilo de ler, olha:
Érase uma vez uma família formada por el papá Pedro, la mamá Consuelo, el hijo Julio y la vaquita Cachita. Eran muy pobres. Cachita queria ayudarlos pues solo la leche no daba para alimentarlos. ¿Qué hacer? Fue a consultar la sabiduría de la lechuza [coruja].

- Tengo una solución mágica que sacará a tus dueños de sus dificuldades y tú, de poquito a poquito, combiarás una vida física y limitada por otra espiritual y completa, sin dolores, sin agustias.
-  ¿Cómo? Explicame, pues quiero hacerlo. Aunque sufra, lo haré.
- Es así: vendes pequeñas partes de tu cuerpo por un buen precio. La magia consiste en que, al seccionar, por ejemplo, tu cola
[rabo] o una pata, será sustituida por otra, invisible a los ojos de todos, menos de tus dueños y de ti. Los demás sólo verán la parte física y se creerán estar teniendo alucionaciones. Los tuyos no sabrán lo que haces y seguirás llevando una vida normal, dejándolos pensar que el dinero que reciben  es una bendición de Dios. Al final, te volverás sólo espíritu y serás un fantasma de la vaquita de ahora. ¿Qué te parece?
- Pues me parece bárbaro. Quiero empezarlo ahorita.
- Beuno, tomate uma de esas pastillas
[pílulas] cada manãna durante siete días y todo se arreglará.

Cachita salió muy feliz. Y al otro día empezó su nueva vida. Sería una VIDA MÁGICA.
La vaquita tomó su premera pastilla y su cola se volvió muy bella. Un vaquero la quiso comprar para transplantar en sua vaca campeona cuya cola se la perdió accidenalmente. Los cuernos
[chifres], comprados por un artesano, se transformarían en objetos de adorno muy valiosos. Las patas fueron vendidas a una fábrica de botones de huesos, y las personas no comentaban otra cosa: “Hay una vaca sin cola, hay una vaca sin patas y que camina como si estuviera entera. Me estoy volviendo loco”.

Después de unos diás vendió el cuero que será transformado en pelotas, sapatos, bolsos, cintorones y alfombras. El pueblo acabó acostumbrándose em sus visiones y la apodaron de Fastasvaca. De la carne se harían embutidos, y charqui. La leche, para hacerse queso, mantequilla, crema y yogur, seguiría siendo propriedad de la familia. La cabeza, sin los ojos y la boca, y esqueleto irían a adornar un mueo. Ahora Cachita ya er sólo ojos y boca. Ésta fue vendida para una empresa cinematográfica que la queí para atraer a los bueyes
[bois] que se huían. Un ojo lo compró un buey ciego. La vaquita era sólo un ojito para ver el mundo y a sua dueños. Y recebió un nuevo apodo [apelido]: Vacaluz. Su ojito, punito de luz, era una estrella, guía y compañera de los solitarios y perdidos en la ciudad. Ellos se decían: “¡Vacaluz! Estoy perdido. ¡Ayúdame!” Y ella nos atendía siempre.

Com justicia, la pequena ciudad pasó a llamarse VACALUZ.

No final das contas, acabei por concluir que Cachita era a vaca do Quico

Aí agora você está pensando: “O que é que tem de mais nessa historinha tão inocente, Elisa?”. Pois é, meu pequeno gafanhoto, ela só parece inocente, porque basta eu dizer o significado de uma palavra para que tudo mude.

Lechuza em espanhol, além de significar Coruja, aquele bicho que é símbolo de sabedoria, também pode ser entendido como a profissão mais antiga do mundo, aquela que fez Bruna Surfistinha ficar famosa.

Analisemos a história com outros olhos agora.

Uma vaca (VA-CA!) pede conselhos para uma lechuza para ganhar dinheiro rápido e fácil. A lechuza, como não poderia deixar de ser, fala: “VENDE O CORPO!!!!!”

Vê se isso é história de criança? Me diz! Errado, simplesmente errado.

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Já essa outra vaca aqui embaixo lembra uma outra história, também com uma vaca no meio, e também na 7ª série, mas desta vez sendo contada pela minha irmã.


O livro de Geografia pedia para os alunos se utilizassem de sua criatividade para dar um nome para a Vaca com malhas de Mapa Mundi. Os estudantes deram nomes como Vaca Geográfica, etc. Até que chegou a vez a minha irmã:

- Vaca Muuuuuuundi

GENIAL!!!!!!!! A turma e a professora se estragaram de rir. E ela ficou tipo, “Meu Deus, nem foi tão engraçado assim!” Mas quando ela chegou em casa e me contou a história eu também ri alto durante um tempão. É claro que foi o melhor nome (tinha que ser minha irmã, né?)! Genial, simplesmente genial.

Por hoje é só. Não esqueçam de responder o Censo Vitória (é bem rapidinho, eu prometo!). Mais imagens da Cowparade no Brasil, você encontra aqui. E aqui. É uma mais legal que a outra.

Abs,
Lisa
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sábado, 1 de outubro de 2011

Todo mundo tem um lado devassa

Todo mundo que leu O Diário da Princesa sabe que o sonho de Mia Thermopolis  era escrever um livro e ser publicada pelos próprios méritos antes dos 21 anos. E no final de DP10, Princesa para Sempre, todo mundo que leu se emocionou ao ver esse sonho virar realidade com a publicação de Liberte meu Coração, esse livro com título e conteúdo de romance de banca (bem daqueles que a Tina adoooora) e que daria um ótimo nome de novela mexicana. A tradução mais sensata, inclusive, seria Resgate meu coração, tendo em vista o que acontece na história. Mas vamos deixar o título assim mesmo porque o nome escolhido pela editora brasileira está longe de estar errado e consegue ser até um pouco menos vergonha alheia.

Lançado na mesma data em que DP10 nos EUA, Ransom my heart fez uma grande brincadeira com os leitores ao se apresentar como a oportunidade de ler na vida real o livro que Mia Thermopolis fez na ficção.

Mas, não custa nada acrescentar que, embora Mia assine o livro, não foi ela que escreveu DE VERDADE. Isso porque, desculpe lhe informar, ela não existe. Eu sei que parece idiota, mas esse tipo de colocação se faz necessária na medida em que uma vez já vi uma menina afirmando categoricamente que tinha visto o Michael (o personagem, não o ator) na webcam. E tudo bem, eu mesma passei anos procurando Genovia no mapa (desculpa se você achava que Genovia existia até hoje, eu sei, eu também levei um choque quando descobri que não, mas a verdade é sempre o melhor caminho).

E o que quase ninguém sabe é da história por trás da história do lançamento de Liberte meu Coração. Pra começar, quem o escreveu também não foi Meg Cabot e sim, seu lado devassa, sua personalidade do mal, Patrícia, que é quem geralmente é responsável por esses romances históricos apimentados. Como já expliquei, os primeiros livros de Meg eram todos nesse nível minissérie de época que só pode passar depois das 23h e eram assinados por Patrícia, tendo em vista não chocar a avozinha com o conteúdo... hmmm... adulto dos livros. Liberte meu Coração é dessa época.

Ele estava lá engavetado, cheio de poeira, quando a Meg foi escrever o DP10 e pensou: “Poxa, ia ser tão legal se o livro que a Mia escreve realmente existisse, né? Os fãs bem que merecem terminar a série com um presente desses e eu tenho essa outra história aqui dando sopa que nunca ninguém leu. Por que usar, por que não usar, por que usar? Usei!”. Meg pegou novamente o Liberte meu Coração, deu uma recauchutada, acrescentando umas brincadeirinhas pra parecer que a Mia que tinha escrito, e mandou ver no irretocável final da série da princesa, incluindo o livro dentro da história mesmo (literalmente falando até).

Até então esse negócio de publicar o livro pros fãs era da cabeça dela, e não tinha conversado com ninguém para que ele saísse fisicamente, de verdade. Como o livro era dela mesmo e ela fazia o que quisesse com ele, Meg ia publicá-lo online de graça pra todo mundo (Sério, gente, Meg Cabot é muito amor!). Só que aí, as negociações foram pra frente e a editora, que não é boba nem nada, falou que lançava o livro da Mia com o maior prazer através do seu selo para livros desse tipo, o Devassa Avon Books. Como o treco já era pra ser de graça, Meg foi lá e doou os direitos para o Greenpeace até das edições estrangeiras. (Tô falando que essa mulher é muito amor!)

E se por um lado foi ruim porque perdemos a oportunidade de lê-lo inteiramente "de grátis", pelo outro foi MUITO MAIS LEGAL ver o livro da Mia lançado de verdade pelo mesmo pessoal que liga pra ela dizendo que ia publicá-lo em DP10. E de quebra, a gente ainda pode ajudar o Greenpeace!!!

Lembrei da época que a Jami comprou uma agenda do Greenpeace só pra ajudar a causa na 8ª série! 
Salvem as baleias! Uhuu!

E assim como DP10 dialoga o tempo todo com o resto da série e com o próprio Liberte meu Coração, este último vai despertar sorrisos em quem prestar atenção nas conversas cifradas do mesmo com a série da princesa mais querida do planeta. O feriado judeu com nome de arcanjo e mocinho que todo mundo quer na vida real (Dia de São Miguel* - Michaelmas), o nome do cachorro da Finulla, do cavalo do Hugo (sem trocadilho)... entre outras coisas.
* Então quer dizer que... ? Sim, o casal da novelinha mexicana no fundo tinha o mesmo nome dos protagonistas de Cabot. E isso não significa absolutamente NADA.

Muita gente ficou chocada com o nível de descrição de cenas picantes ser escrito por uma menina que até então não entendia do assunto. E, até eu, que lembrava da contextualização do livro em DP10, que inclusive leva em consideração todo esse estranhamento e chega até a avisar que é para maiores de 18 e já estava esperando algo assim e ainda achava que, apesar de estranho, seria perfeitamente possível a princesa tê-lo feito nessas circunstâncias (só de ler um monte de livros desses já dá pra sacar como é que se faz. Ou melhor, como é que se escreve ;-P ), devo confessar que houve alguns momentos em que achei que a sacanagem passou dos limites. Sou totalmente a favor de pedirem a identidade pra comprar esse livro, ou de uma tarja bem grande escrito "Este produto destina-se a adultos" na contra-capa.

Fica até difícil escolher quem é mais devassa(o) no livro. Se é Finulla, que usa calças de couro em pleno século XIII, seqüestra um homem e o mantém em cativeiro (sim, pode maldar com o que acontece no cativeiro). Ou se é Hugo, que não pode ver um rabo de saias (ou de calças mesmo), que não consegue se controlar.

Mas, se realmente tem alguém que merece o título de Devassa do livro, esse alguém é Melanna. Apareceu grávida antes de casar também em pleno séc. XIII, gastou todo o dote em quinquilharias, mandou a irmã caçar homem e, principalmente, tem uma fábrica de cervejas no quintal de casa (DP7 mandou lembranças na parte da cerveja e no nome da irmã gastadeira e devassa também).

Não tem pra ninguém. Devassa de verdade é a Melanna

Sim, as cenas picantes são picantes (taí o que vocês queriam, meninas que reclamaram do final de DP10!). Mas são bem escritas. O negócio é que elas são DEMAIS. Mia/Meg/Patrícia capricha na tensão sexual e não faz você só torcer para que o casal protagonista fique junto. Ela praticamente faz você IMPLORAR para que eles se rendam de uma vez à paixão, calem a boca e beijem logo! Só que depois do (f)ato consumado, o fator novidade se acaba, a pimenta ardente do início já não se faz necessária e as tais cenas ficam despropositadas.

O grande problema de Liberte meu Coração é que ele não tem só nome de novela. Liberte meu coração É UM NOVELÃO! Daqueles com muito romance, humor, sacanagem e mistério. As tramóias dos vilões e inúmeras reviravoltas ganhariam capas irônicas no Meia Hora, teriam matérias no Vídeo Show e seriam discutidas à exaustão pelos bares e elevadores de todo o país. E como toda novela, ele não sabe a hora de parar. Não sabe a hora de parar de se apoiar na atração dos protagonistas, não sabe a hora de deixar as coisas mais subentendidas, e não sabe a hora de terminar com a história também.

Gosto de pensar que, como esse é o primeiro livro da princesa, ela ainda não adquiriu a manha dos livros em série. Porque Liberte meu Coração é o tipo de história que TINHA que ser dividida em dois volumes (vale lembrar que Liberte não tem e nem terá continuação). A trama é do tipo 2 em 1 e troca absurdamente de tom entre suas duas metades. A primeira explora toda a sensualidade dos personagens e é basicamente aquela comédia-romântica-casal-que-briga-mas-se-apaixona. Já a segunda vem com as revelações bombásticas, o romance-quase-policial e as situações pós-felizes-para-sempre. E por conta do frescor dos acontecimentos da primeira delas, quando adentramos a segunda, em alguns momentos fica difícil reconhecer os personagens do início. Um problema muito fácil de se resolver dando tempo de seus personagens (e leitores) respirarem um pouco.

Como disse, se a Mia tivesse a manha, tinha feito dois volumes. E de quebra a gente ainda descolava mais uns trocados pro Greenpeace e salvava mais uns bebês-focas!

Confesso a você que gostaria que o livro da Mia fosse algo mais pessoal e com mais piadas internas* com a série que narra a vida da princesa (coisa que não acontece porque, como já expliquei, Liberte é fruto do lado devassa de Cabot). Mas, já estamos no lucro se levarmos em conta que houve um tempo em que a Meg chegou a negar que fosse escrever de verdade um livro “feito” pela Mia, dizendo que ia ser muito estranho e tal. Ironicamente, o que ela fala não se escreve e aí está Liberte meu Coração nas lojas. Se bem que ela falou que nunca ESCREVERIA um livro assim. Não mencionou nada sobre reciclar histórias nessas circunstâncias. :)
* Fiquei com vontade, inclusive, foi de ler aquele guia de sobrevivência ao ensino médio que a Lilly disse que ia fazer. Ou Chega de Milho!. (Se bem que esse daí não vai rolar mesmo, já que sua publicação iria deixar o JP muito chateado. Vide toda a confusão do DP7.)

Entretanto, o que me deixou boba mesmo foi COMO ASSIM A MIA DEIXOU O MICHAEL LER UM NEGÓCIO DESSES? E COMO ASSIM ELE CONSEGUIU LER TUDO EM UM DIA TENDO TANTA COISA PRA FAZER??? (O livro é legal, só que não faz muito a linha do Michael). Não me admira que ela quisesse publicar com pseudônimo e quem leu DP10 também sabe que ela só assina Mia Thermopolis para poder doar os direitos pro Greenpeace (a edição americana, inclusive, é feita com folhas de papel reciclado) e, vou te contar, é muito amor pelos bebês-focas, porque COMO ASSIM ELA VAI ENCARAR A FAMÍLIA DEPOIS DE UM LIVRO DESSES? Tá legal que a Grandmere faz parte do Trio Devassa da Terceira Idade, junto com Copélia e a velhinha da Havainas, mas, mesmo assim, ela deve ter falado à beça... Ou não, né? Sabe como é Grandmere, sempre nos surpreendendo... E, tudo bem, nunca se sabe o que passa na cabeça da Grandmere, mas com certeza, a Mia NÃO PODE deixar esse livro cair nas mãos do pai. Sério, não dá pra dar um livro desses pro SEU PAI ler. Se a Sra. Martinez for boazinha, vai ajudar e não deixar o príncipe de Genovia chegar NEM PERTO de qualquer exemplar.

Liberte meu Coração tem qualidades e defeitos e vale mais pela brincadeira em sua proposta do que pela história em si. Só sei é que fiquei com uma saudade danada das loucuras da Mia e vontade de reencontrar logos meus personagens favoritos de algum jeito. E mesmo tendo medo de seqüências que estragam os finais felizes, em se tratando de Meg Cabot, tenho fé de que tudo vai dar certo e torço desde já para um livro do Casamento Real.

Quero mais Mia, comofaz?
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