sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O poder da mente


Você acha que a mente tem poder? Que somente com a força do pensamento é possível alterar o estado das coisas? Acredita nesses caras que entortam colheres só com poderes psíquicos? Leu O Segredo e desde então descobriu que o verdadeiro mistério para ganhar na loteria, trazer o ex-namorado em 3 dias e alcançar a paz e o equilíbrio espiritual está em pensar positivamente que tudo isso vai se realizar?

Se você respondeu “Não” para pelo menos uma dessas perguntas, tudo o que eu posso fazer é lamentar pelo seu ceticismo, homem de pouca fé.

A despeito das pesquisas, já em estágios bastante avançados, que interpretam “a voz do pensamento” e permitem que paraplégicos voltem a caminhar e pessoas normais explodam melancias, outros cientistas já comprovaram que o simples fato de encarar o copo meio cheio pode garantir 10% a mais de vida e que pacientes que enfrentam as dificuldades de uma forma positiva melhoram o sistema imunológico.

E se você acha um saco aquele papo do Galvão Bueno enquanto narra nossos atletas fracassarem nas finais olímpicas, mesmo tendo ganhado todas as outras competições nos anos precedentes ao jogos, de que mais do que treino e esforço, é preciso existir um trabalho de FORÇA MENTAL para encarar as competições, peço por favor que seja otimista e ainda não desista do texto, porque eu ainda vou dar o meu depoimento de por que, agora, eu também acredito que apenas com o poder da mente é possível alcançar tudo nessa vida.

Certo dia, estávamos eu e minha irmã assistindo TV à noite quando a fome bateu e a gente decidiu comer um biscoito. Subi na cadeira, estiquei o braço e peguei um Tostines branco com a foto de uma torta de maçã no armário da cozinha. A gente comia e falava sobre programa que estava passando e lá pro terceiro ou quarto biscoito, comentamos:
- Gostoso esse biscoito, né?
- Pois é. Tem um gosto diferente, meio doce, mas não tanto... Muito bom. Qual o sabor?
- Maçã e Canela.
- Isso! Bem que eu notei que estava com um gostinho de Maçã e Canela mesmo! Uma delícia.
- Depois quando você for no supermercado, pede pro papai comprar mais dele.
- Mas qual a marca?
- Tostines.
- Ah, Tostines! Tinha que ser!
- Por quê?
- Responda rápido: “Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?”.
- Incrível! Filosofia pura.
Depois de mais ou menos uns 30 segundos, eu estava manuseando o pacote quando tive uma revelação:
- Esther, o biscoito não é de Maçã com Canela.
- Não? Mas como? Você acabou de olhar a embalagem! Tem uma foto de uma torta de maçã aí!
- Eu sei! Mas a foto era só propaganda de outro biscoito!
- E qual é o sabor do biscoito então?
- Água e Sal.

A gente passou uns 5 minutos rindo e debatendo coisas sobre como a nossa mente tem poder e que agora Matrix fazia todo o sentido para nós, mesmo a gente ainda preferindo um bife imaginário àquela gororoba que eles comem lá na "realidade real".

E a partir desse dia tudo se iluminou em nossas vidas. Tudo bem, mover as coisas só com poder psíquico pode ser um pouquinho demais, coisa que só acontece em desenhos do tipo X-Men, e eu duvido mesmo que você consiga ficar rico se só se concentrar no pensamento positivo e não trabalhar.

Mas, desde então, para mim ficou provado é possível ter uma vida gostosa feito Maçã com Canela, mesmo que ela esteja tão sem graça como biscoito de Água e Sal. 

É tudo uma questão de como você vê (ou sente) as coisas. Ou você vai dizer que não?
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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

5 filmes que marcaram a minha infância


Dia das Crianças aí na porta e como eu acho que já esgotei minha cota de Nostalgia Pura nos dois últimos anos e como durante esse período parece que várias dessas coisas voltaram para fazer as crianças da atual geração mais felizes, como por exemplo: remake de Carrossel, volta dos clássicos Disney nos cinemas, reprise de Gotinha de Amor da TV, Tamagochi, Mirabel, Skate de Dedo, Bate-begue, Ioiô, etc. Fora que eu fiquei sabendo que Silvio Santos já encomendou uma nova versão de Chiquititas, dizem as más línguas que o Rouge vai voltar ano que vem e está para estrear um filme em que o personagem principal é o Sonic. Então, pelas minhas contas, nessa onda revival, só está faltando o Tazo.

Chega a ser clichê a publicação de posts sobre filmes que marcaram a infância no dia 12 de outubro, masssss, pelo que eu tenho visto das listas por aí, acho que a seleção do Inútil, por conter muitos “lados B” do cinema infantil, ainda tem muito a agregar nesse dia especial. E quem sabe fazer você aí, que nunca ouviu falar ou simplesmente não teve a oportunidade de ver, correr atrás para assistir pela primeira vez, mesmo que tardiamente, algum dos títulos citados.

Seguindo essa linha de raciocínio, automaticamente ficam excluídos da lista os filmes mais famosos e mais óbvios como os clássicos Disney em geral (e todos os outros filmes de animação), Esqueceram de Mim 1 e 2 (que já foram citados aqui no Inútil no post de Natal de 2009), filmes do John Hughes (e isso já elimina uma pá de filmes!), Os Batutinhas, ET, Meu primeiro amor, entre outros.

Também deixo aqui definido que o critério da menor “famosidade” pode ser ignorado a qualquer momento em detrimento de uma boa história particular a ser compartilhada sobre a película. Afinal de contas, a lista, principalmente, é sobre filmes que marcaram a minha infância.

Muito antes de todo mundo querer ir para a baleia (até hoje não sei direito do que se trata esse meme, mas tudo bem), o cetáceo que chamava atenção no mundo do entretenimento em família era Willy. Free Will. A história da orca com a nadadeira dorsal envergada que foi capturada e confinada em um tanque e tem na amizade com o garoto Jesse sua chance de voltar ao oceano.

Sem dúvida um dos meus filmes favoritos de quando criança. Lembro como se fosse ontem de ir a minha locadora falecida alugar pela primeira vez o VHS e das mini-Willys infláveis penduradas no teto como forma de promover o filme em meio aos locadores de fita. Deu certo. Perdi a conta de quantas vezes vi. Além disso, Free Willy fez o mundo desacreditar que baleias orcas eram assassinas, levantou a bandeira do meio ambiente, libertou a Willy de verdade e revolucionou todas as minhas idas a piscinas. Meu sonho era ser igual ao Jesse. Os mergulhos eram feitos sempre depois do brado indígena emocionante (e clássico!!!) do final com o voo de Willy por cima da cabeça do menino. Na época, não pensamos duas vezes antes de comprar uma daquelas boias em formato de Willy ao avistarmos a mesma nas Lojas Americanas.

(A cena inspira a imagem que linka para o endereço da minha conta do Twitter. Fiquei doida quando vi a associação genial pela primeira vez numa camiseta e tive que dar um jeito de colocá-la por aqui também, dada a importância de Willy em minha vida. Outro dia estava assistindo um episódio de Phineas e Pherb, de longe o melhor desenho da nova geração, e os caras fizeram uma referência visual ao voo da Willy no final. As crianças de hoje certamente não entenderam, mas nem precisa dizer que eu pirei, né?)

Seguido de Free Willy 2 e 3 (talvez tão legais quanto o primeiro. Não, o primeiro é insuperável), a franquia ainda ganhou um desenho de sucesso durante as manhãs (não lembro se da Globo ou do SBT, acho que das duas, na verdade). Mas fiquei revoltada quando vi um outro Free Willy vagabundo por aí agora, feito nos anos 2000, depois da morte da Willy original.

Curiosidade:
O cantor pop Michael Jackson gravou a Trilha Sonora do filme com destaque para a canção Will You Be There. A canção ganhou o MTV Movie Awards de Melhor Canção de filme em 1994.

O Menino Maluquinho
Um clássico de Ziraldo adaptado lindamente para o cinema. E se a matéria-prima já era boa demais, o elenco talentoso e carismático fez o resto.

O Menino Maluquinho é o retrato da infância como ela é (ou como deveria ser): cheia de peraltice, subidas em árvores, mesas de doce (sério, sempre quis uma mesa de doces daquelas do filme), etc. O que não quer dizer que o filme não tenha toques de drama com o garoto tendo de lidar com o divórcio dos pais e a perda do avô. Olhando por esse prisma, O Menino Maluquinho é muito mais do que um filme sobre a infância. É um filme sobre a própria vida. E é por isso que esse clássico do Ziraldo é tão comovente, sessão indispensável para adultos e crianças.

Outro sucesso na minha sala de estar, Menino Maluquinho teve várias frases repetidas (principalmente aquelas escatológicas relacionadas a flatulências e cocô) durante muito tempo por aqui. E obviamente, quis colocar panelas na minha cabeça.

Há alguns anos, o personagem ganhou uma ÓTIMA série na TVE, com produção de Cão Hamburger (sempre ele!), que carrega consigo todos os ingredientes do livro do mestre Ziraldo.

O Menino Maluquinho 2, sequência do sucesso cinematográfico, conta com a volta de boa parte do elenco original, agora um pouco mais crescido, porém, pouco lembra a ode à infância que foi o original e podia muito bem não ter sido feita, mas vale a pena assistir se você quiser conferir o primeiro trabalho de direção do talentoso Fernando Meirelles – sim, aquele mesmo de Cidade de Deus.

Na época, achei o final do Menino Maluquinho meio chato e triste. “O Menino Maluquinho não pode crescer! Ele tinha que ser criança pra sempre!!!!!”, pensava eu, talvez projetando um pouco dos meus próprios sentimentos quanto à dificuldade de encarar que a realidade de que infância não dura para sempre.

(E é por causa desse final, inclusive, que o Ziraldo está mais do que certo em NÃO fazer mais histórias com o Menino Maluquinho grande. Viu, Seu Maurício de Souza!)

Só muito tempo depois é que tive a oportunidade de ler o livro. E só muito tempo depois é que fui perceber quão perfeito ele é. O Menino Maluquinho pode até crescer, como você e eu crescemos. Mas se você está se lendo esse texto, é porque ainda tem um Menino Maluquinho dentro de você.

Curiosidade:
Bom, nem é tão curiosidade assim. Há pouco lançaram a adaptação de Uma Professora Muito Maluquinha, mas o filme não faz jus ao livro. Além de não possuir uma boa linha narrativa, quiseram abraçar o mundo, e na tentativa de fazer o filme também relevante entre os adultos, tornaram-no histórico, passado na década de 40, e consequentemente contemporâneo à 2ª Guerra Mundial. O resultado é que ficou muito chato, desnecessariamente dramático e sem foco. Paola Oliveira está uma graça fazendo sotaque mineiro, mas o que eu queria ver mesmo era o Ricardo Pereira, que passou todo o filme sem dar um pio sequer, falando mineirês.

Hook – a volta do Capitão Gancho
E já que estamos falando em crescer... Imagine você que o personagem-símbolo dessa rejeição por tornar-se adulto cresceu. Sim, eu estou falando de ninguém menos que Peter Pan. Ele cresceu, ficou velho, barrigudo e esqueceu como voar. É nesse contexto que seu eterno inimigo, o Capitão Gancho, sequestra seus filhos e Peter agora tem que voltar à Terra do Nunca e enfrentá-lo para recuperar sua prole. Mas, claro que para isso, Pan terá de reencontrar a criança que há dentro de si mesmo. Hook – a volta do Capitão Gancho é pura poesia. E dá vontade de ser criança de novo. Robin Williams faz o Peter adulto, Dustin Hoffman dá show como o Gancho e Julia Roberts dá charme à Sininho.

Outro filme que rendeu muitas histórias. Repetimos à exaustão o grito da torcida na hora do jogo de baseball: “Boa tacada, Jack! Boa tacada, Jack!” (meu pai como sempre, fez pequenas adaptações para transformá-lo em escatologia), nos vestíamos com roupas de adulto e virávamos os meninos perdidos, e eu fazia aquele som esquisito do Robin Williams quando voava.

Outro dia assisti de novo e fiquei boba em como o negócio é bom e a trilha tinha cara de John Williams! Aí subiram os créditos e a-há, era dele mesmo! E direção de Spielberg!

Cheio de aventura e fantasia, o filme presta uma verdadeira homenagem à arte de contar histórias e traz de volta à tona aquela famosa mensagem sobre re-encontrar a criança que existe dentro de você de um jeito muito poético e elegante. Quando eu era criança achava o máximo a cena da guerra de comida por causa de toda aquela sujeira colorida. Anos depois, acho a cena ainda mais icônica por todo o simbolismo que carrega. Nela, Pan só consegue enxergar aquilo que está à mesa e se alimentar, depois que puder imaginar o que será servido. E a partir daí as possibilidades são infinitas. Lindo, né não?

Hook – a volta do Capitão Gancho é o tipo de história que é ótimo para os pequenos, mas fica ainda mais legal quando se vê quando adulto, exatamente por tocar lá dentro do coração e fazer você, assim como Peter, recuperar a criança interior que está lá guardada dentro de você.

(De verdade, esse daqui vocês precisam muito assistir!)

Curiosidade
- Concorreu a 5 Oscars: Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhores Efeitos Especiais, Melhor Maquiagem e Melhor Música Original.
- Dustin Hoffman foi indicado a Melhor Ator no Globo de Ouro, Robin Williams levou Melhor Ator no Kids Choice Awards e Julia Roberts foi indicada a Pior Atriz Coadjuvante no Framboesa de Ouro (Tadinha, a atuação nem estava ruim!), etc.
- Gwyneth Paltrow aparece rapidinho como Wendy adolescente e Maggie Smith faz a avó da Wendy.

Beethoven
Ok, esse não é exatamente o tipo de filme que fica melhor quando você vê 10 anos depois. Na verdade é justamente o contrário. Hoje em dia já não consigo mais assistir Beethoven sem reparar na precariedade e ingenuidade da produção. Se nos filmes até aqui elencados, a dica era de que se corresse atrás pra ver ou, se já visto, tentasse assisti-lo novamente com outros olhos, nesse daqui, a dica é: “Não veja de novo, sob pena de estragar suas lembranças”.

Mas o motivo pelo qual eu acho que Beethoven merece um lugar na lista é simples: QUEM NUNCA QUIS TER UM SÃO BERNARDO CHAMADO BEETHOVEN?

Falando sério, 10 entre 10 crianças que assistiram Beethoven terminaram o filme atentando suas mães para que elas comprassem um au-au, de preferência um São Bernardo, para colocar o nome do cachorro do filme. Dificilmente as crianças conseguiram um São Bernardo. Mas pelo menos um cachorro muitas delas ganharam e puderam homenagear o cão do filme e o compositor clássico de uma só tacada quando escolheram o nome do filhote.

Tinha uma casa do lado da minha escolinha que tinha um São Bernardo e toda vez que eu saía da aula, eu ficava olhando lá pra dentro pra observar um pouquinho o Beethoven original. Um colega da minha sala é que morava lá e eu morria de inveja do cachorro dele.

Eu não ganhei cachorro nenhum. Eu bem que pedi, disse que ia cuidar, falei que ia limpar a sujeira, mas minha mãe não deixou e eu passei a infância sem ter um au-au para chamar de meu. Hoje eu vejo que realmente não ia cuidar do bicho e não consigo imaginar minha casa com cachorro. Mas, aos 6 anos, quando a gente se mudou da casa que ficava nos fundos da do meu avô, ele resolveu comprar um cachorro e adivinha só! É claro que eu coloquei o nome do bicho de Beethoven, né?

O nosso Beethoven não era São Bernardo. Ao contrário, não tinha nenhum pedigree. Era vira-lata mesmo. Mas o cachorro era muito mais esperto do que o do filme. São muitas as histórias engraçadas envolvendo Beethoven e seu “amigo”, Shake, que veio logo depois. Comemoramos aniversário deles, compramos uniformes do Botafogo (e do Vasco, time do meu avô), organizamos campeonatos com bolas de papel destruídas em poucos segundos...

Infelizmente, a biologia dos cachorros é muito mais acelerada do que a dos humanos e há mais de um ano, com Beethoven já morando em outro estado, já que meu avô se mudou para Juiz de Fora, faleceu.

Mas se você se debulhar em lágrimas, que nem eu estou agora, a sugestão é que não assista Beethoven. E sim, Marley e Eu.

Ao longo dos anos, Beethoven já ganhou trocentas mil sequências, mas só os dois primeiros é que contam com o elenco original.

Curiosidade
- Eu sei que eu tinha falado que não valiam filmes do John Hughes, mas nesse daqui, ele assina o roteiro como Edmond Dantes (em homenagem a um personagem do Conde do Monte Cristo, numa época em que ele estava meio de saco cheio da mídia criticar o seu trabalho), então...

Jack
Outra pérola de Robin Williams. Num tempo em que o ator era conhecido por seus papéis em títulos infantis (ele ainda tem no currículo clássicos da Sessão da Tarde/Cinema em Casa como Uma Babá Quase Perfeita e Flubber. Por que você tem feito filmes tão ruins ultimamente, Robin?), cara dá um show na pele Jack, o menino que sofre de uma doença rara e por isso envelhece quatro vezes mais rápido. Com isso, Jack tem 10 anos, mas corpo de 40!

Quando completa 10 anos, Jack, que só tinha aulas particulares, pede como presente a permissão para ir à escola. No primeiro dia de aula, Jack descobre que não cabe na cadeira e nem entre seus colegas de classe que, a princípio, o considera mais uma aberração do que um amigo. Aos poucos ele vai se enturmando e os colegas percebem que ter um “coroa” no grupo em lá suas vantagens, como por exemplo, a facilidade para comprar revistas masculinas.

Também assisti um zilhão de vezes. Todas as cenas da casa da árvore são impagáveis (Quem nunca quis uma casa na árvore, né?), muito embora a segunda metade da fita carregue um tantinho demais no drama (pelo menos era o que eu achava quando pequena).

Mas, parando para pensar hoje em dia, talvez a história de Jack não esteja tão longe assim dos dilemas enfrentados até por quem não possui a Síndrome de Werner (pois é, a doença existe mesmo). Jack é uma criança no corpo de um adulto. E, vai dizer que de vez em quando, você também não se sente assim?

Robin Williams mandando superbem, uma história diferente, engraçada e comovente ao mesmo tempo, Jack é o tipo de filme que não se faz mais hoje em dia!

Curiosidade
- Tom Hanks foi considerado para o papel de Jack originalmente.
- Descobri agora: Do mesmo diretor de Poderoso Chefão!!!!! E, espera, meu Deus, dessa eu não lembrava: Jennifer Lopez era a professora! Preciso assistir esse filme de novo, JÁ!

Enquanto fazia essa lista, lembrei de mais 5 títulos (ou até mais!) que eu também adorava quando criança. É uma lista no mesmo nível de “alternatividade” dessa daqui, com alguns nomes famosos, outros nem tanto. Mas para não ficar sem assunto, e para o post não ficar muito grande, essa lista eu vou deixar para o ano que vem!

Feliz Dia das Crianças para vocês!

Um Abraço,
Lisa
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Propriedades Terapêuticas


Quando a cabeça está tão cheia que parece que vai explodir, quando tudo está dando tão errado que parece que nunca vai se resolver, quando o mau humor toma conta e parece que nada vai arrancar um sorriso da minha cara, quando a insônia ataca com toda a vontade no meio da noite e eu fico com raiva porque adoro dormir e preferia mesmo estar curtindo um bom soninho, quando eu estou tão amarga que já nem eu estou me aguentando...

Eu paro, respiro, relaxo e faço uso de substâncias que atuam diretamente no sistema nervoso central e fazem tudo parecer melhor. Calma, não é nenhum medicamento controlado. Também pode ficar despreocupado que não estou usando drogas. 

Estou falando de alguns remedinhos mágicos que possuem em sua fórmula propriedades terapêuticas à base de muita paz, tranqüilidade e amor. Muito amor.


Cullumex foi desenvolvido por laboratórios ingleses e traz em sua fórmula uma deliciosa mistura de pop com jazz ideais para sintomas de estresse intenso. Cullumex atua em todas as partes do cérebro, dilatando os vasos sanguíneos e diminuindo a pressão e a taquicardia. Cullumex também possui moléculas de irreverência que aumentam a liberação de serotonina no cérebro e ajudam no combate ao mau humor. Indicado para momentos de estresse intenso em que o paciente estiver com vontade de VOAR NO PESCOÇO do indivíduo mais próximo.

Posologia: Qualquer música a qualquer hora do dia. Em casos de crise, é recomendado que ouça These are the Days e All at Sea até que o paciente comece a cantar os refrões de olhos fechados.
Contra-indicações: Medicamento contra-indicado para aqueles que também tomam Funkpan, Pagodex ou Sertanejil.



Gilmorepan é um produto à base de drama familiar, romance e comédia, ideais para pacientes que já perderam a fé na humanidade. Os diálogos rápidos e referências à cultura pop constantes aumentam a concentração e diminuem sintomas de mau humor, enquanto a vida amorosa das garotas libera a produção de oxitocina, podendo provocar suspiros. Para casos de insônia, Gilmorepan também possui em sua fórmula triptofano, que relaxa o sistema nervoso, preparando o corpo para uma boa noite de sono. Faz efeito em cerca de 40 minutos. Indicado para momentos de estresse moderado em que tudo o que o paciente precisa é uma boa conversa para relaxar.

Posologia: Qualquer um dos episódios listados: The Road Trip to Harvard; A Deep-Fried Korean Thanksgiving; Swan Song; The Hobbit, the Sofa and Digger Stiles; The Festival of Living Art; Luke Can See Her Face; Raincoats and Recipes; Say Goodbye to Daisy Miller; You Jump I Jump, Jack; But Not as Cute as Pushkin; We Got Us a Pippi Virgin; To Live and Let Diorama; I Get a Sidekick Out of You; Super Cool Party People.
Contra-indicações: Não aconselhável a ingestão de episódios do início da 7ª temporada. 

Cabotosol é um medicamento disponível nas versões pediátrica e adulta, indicado para pacientes que necessitados de personagens apaixonantes, mocinhos perfeitos e uma história envolvente. Cabotosol tem como princípio ativo o bom humor, que potencializa a sensação de bem estar e arranca gargalhadas no mais aborrecido dos doentes. Sempre preocupado em manter uma boa relação com seus clientes, os laboratórios Meg-a mantém um canal de comunicação aberto com seus eles via internet e realizam periódicas pesquisas de mercado, a fim de tentar satisfazê-los da melhor maneira possível, além de absorver ideias para novos produtos.

Posologia: Pode ser tomado via livros – novos - cerca de 3 ou 4 vezes ao ano; ou em doses menores via blog (1 ou 2 vezes por mês), vídeos no Youtube também e postagens no Twitter (dosagem ilimitada).
Contra-indicações: Pacientes relataram a incapacidade de manter a compostura diante dos finais de DP3 e DP10 quando lidos em público. Alguns apresentaram reações alérgicas à Rainha da Fofoca.


Hathawaysona
Hathawaysona é ideal para pessoas com Annite aguda e que passam o dia em busca de fotos e notícias da atriz quando não têm mais o que fazer (e quando têm também). 
Durante as pesquisas ficou comprovado que apenas algumas gotas de Hathawaysona por dia combatem o cansaço e a dor muscular, demonstrando uma melhora significativa no humor dos pacientes e fazendo-os encarar o estresse do dia-a-dia com muito mais disposição.

Posologia: Pequenas notícias, entrevistas, vídeos, fotos e, em determinadas épocas do ano, também filmes. O tratamento é ainda mais eficaz quando combinado com terapia de grupo.
Contra-indicações: Não fazer uso de Garotas Sem Rumo quando perto de parentes. Pode causar constrangimento mútuo.







Internetina
Internetina é um produto genérico fitoterápico à base de Extrato de Passiflora e Besteirol. No passado funcionava através de conexão discada, costumava causar efeitos colaterais como irritação aguda nos usuários quando só dava sinal de ocupado e a velocidade atingia no máximo 56 Kbps. No entanto, uma mudança em sua fórmula acabou com esse problema, e agora Internetina, que passou a ser tomado via Banda Larga, é o medicamento perfeito para pacientes que apresentam desde sintomas de ansiedade até abstinência de contato com o resto do mundo.

Posologia: Uso indiscriminado.
Contra-indicações: Alguns chefes preferem que não seja tomado em ambiente de trabalho. Estudos indicam que pacientes que ingeriram Internetina junto com IE apresentaram efeitos colaterais de irritação aguda e travamento constante.




Amigosil possui efeito antiflamatório e antipirético, e pode ser usado tanto em pacientes que apresentam sintomas de dor quanto de vontade de colocar o papo em dia. Amigosil tem em sua fórmula elementos de companheirismo, lealdade e cumplicidade que ajudam no processo de readaptação do usuário à convivência em grupos não tão agradáveis. Estudos apontaram que pessoas que tomavam Amigosil regularmente são mais felizes e possuem mais chances de viver mais. Outros medicamentos podem até trazer alívio imediato, mas só Amigosil traz a cura e conforto no seu coração s2

Posologia: Uso indiscriminado. Em casos de crise de saudades, pode-se aumentar a dosagem.
Contra-indicações: Em nossas pesquisas, não identificamos contra-indicações para qualquer outra substância citada neste post. Pelo contrário, o uso de Amigosil tomado juntamente com outros medicamentos como Internetina, Cabotosol, entre outros, acelerou a recuperação dos pacientes. Produto não recomendado em casos de suspeita de dengue.


E você? Quando o bicho está pegando, quais os remédios alternativos que melhor ajudam no tratamento contra o estresse e a depressão? Pode receitar sem medo. A Anvisa não vai multar a gente, não. É medicina alternativa.


Atenção: Apesar de os remédios acima não precisarem de prescrição médica, eles podem causar dependência.
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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Expresso Jabuti


Sexta-feira, 21 de Setembro de 2012

Você já me viu falando por aqui pelo blog das peripécias de se usar transporte público. Meu meio de transporte favorito é o trem porque não tem engarrafamento, é mais rápido e tem umas coisas absurdas que nos divertem.

Mas essa semana a SuperVia me deixou na mão 4 vezes!

Terça: Não passou o trem de 8:15, com saída de Mesquita, e por isso mais vazio.
Quarta: O trem estacionado na linha 8H às 19h não deu sua partida.
Quinta: De manhã, um outro trem quebra, deixou passageiros no meio do caminho. O meu, que vinha atrás, ficou parado durante meia hora em São Francisco Xavier. Isso porque um passageiro comentava com o outro como o serviço tinha melhorado! A gente não pode elogiar!
Sexta: Novo período de longa espera em São Francisco Xavier no período da manhã. 

Aí, na sexta, eu saí uma hora mais cedo do trabalho - todos dizem :O – e chegando na Central, já quase 18h, escuto anunciar no alto-falante a partida de um novo trem Expresso para Japeri que só realizaria a primeira parada em Ricardo de Albuquerque saindo da plataforma 10-I (O trem é novo no sentido de horário e itinerário só. Nada garante que tenham de ser novos “carros” mesmo) que começou ainda nessa semana, no máximo semana passada e quando eu escutei a notícia e olhei para plataforma 8, que é a oficial do Japera, com sua versão particular e diária de Jogos Vorazes por “um lugar ao trem”, pensei: “Já é! É nesse trem novo aí que eu vou!”.

Porque, fazendo as contas, se parando nas estações normais, no trem Direto, eu faço o trajeto em mais ou menos 50 minutos, nesse novo trem Expresso, parando somente a partir de Ricardo de Albuquerque, eu ia chegar em casa em, tipo, uma meia-hora! Olha só que delícia! Eu já tinha saído cedo do trabalho e ia chegar em casa MAIS CEDO AINDA!

Era só felicidade. Já estava fazendo a dancinha da vitória. Até que enfim alguma bola dentro da Supervia nessa semana!

Eu moro em Nilópolis, olha quantas estações eu pulei!

Eram 17h45, eu fui e entrei no trem. Estava semi-vazio (tem gente que pode dizer que estava semi-cheio, mas quem anda de trem no horário de pico aprende a ser otimista na marra), ou seja, dava para se mover com bastante facilidade. E sem contar que: eu estaria em casa em MEIA HORA! Em pleno horário de pico, quando os empata-portas fazem tudo ficar mais lento! Era um sonho virando realidade.

A civilidade tomava conta do vagão. As pessoas, em sua maioria fazendo sua primeira viagem no tal trem Expresso, conversavam e comemoravam a vitória da rapidez na volta pra casa. Tudo bem que o trem estava cheio (agora estava cheio mesmo, mas nada de anormal, nem de gente para fora da porta), mas isso não importava. Sabe por quê? Por que todo mundo ia chegar em casa cedo. A gente ia em pé, mas ia ser tão rapidinho que nem ia sentir. Quando a gente visse, já estava na hora de descer.

Só uma coisa afligia os passageiros: o trem Expresso não fazia utilizava a linha comum do ramal Japeri, que passa por Engenho de Dentro, Cascadura e Madureira, e sim a linha auxiliar, do ramal Belford Roxo, que simplesmente por lugares tipo Jacarezinho. Só a região onde fica a Cracolândia e em que os cracudos de vez em quando jogam pedras no trem e de vez em quando também rolam uns tiroteios assim. Coisa light.

Tinha gente dentro do trem colocando o terror, amedrontando as outras pessoas: “Os cracudos jogam pedras no trem!”, “Eu sei que as pedras não passam, mas será que a bala consegue atravessar a parede do vagão?” e “Imagina só se o trem quebra justamente nessa estação!”.

Se eu nunca estivesse estado lá, eu diria que é um pouco de exagero das pessoas. Mas acontece que, certa vez, há alguns anos, eu já estive por essas bandas - tem até relato aqui no blog, vale a pena conferir - e bom, como dizer, saí de lá com a o sentimento de “NÃO QUERO VOLTAR AQUI NUNCA MAIS”.

Então, lembra daquela música do Jorge Ben em que ele canta: "Jacarezinho! Avião!"? O "avião" aí são os aviõezinhos do tráfico. E o disco voador é a polícia.

Realmente o perigo por ali não é algo fictício. Mas é ruim que eu ia descer desse trem que ia me deixar em casa na metade do tempo! Quer dizer, eu nunca mais vou pegar ele mesmo, porque para pegá-lo às 18h seria necessário sair 17h do trabalho, e quando eu saio cedo, eu saio às 18h! E hoje eu ia chegar em casa antes das 19h e ponto final. Não queria nem saber.

E aí, 18h, o maquinista anunciou: “Senhoras e Senhores, esse é o trem Expresso que tem como destino a estação terminal Japeri. A próxima parada é na estação Ricardo de Albuquerque. A SuperVia agradece a preferência, tenham todos uma boa viagem!”

O trem começou a andar vagarosamente, como é de seu costume assim que ele sai da Central. E passou por São Cristóvão e não parou (Yes! Porque agora a partir das 15h, ele pára em São Cristóvão também. Affão pra vocês, SuperVia!). E entrou numa linha diferente da normal (aquela do ramal B. Roxo) e continuou andando. E começou a chegar perto de um lugar esquisito e continuou andando. Só que muito lento.

Segundo uma passageira mais experiente em trem Expressso, ele passa mais devagar lá pelo Jacarezinho para não atropelar os cracudos, porque se matar alguém dá muito problema (óbvio!).

E lentamente passamos pela Cracolândia, onde pessoas se drogavam no meio da linha do trem mesmo. Não dava para ver muito bem porque estava escuro, ainda bem, mas estava escuro porque simplesmente também não tinha iluminação direito. E QUE LUGAR MAIS FEIOOOOOOO!!!!!! Mesmo estando escuro, dava para ver que era o tipo de lugar que não tinha a menor condição de desenvolvimento. E não tinha nenhuma perspectiva de melhora.

A estação e a linha de trem ficavam espremidas entre casas e pessoas (não só os drogados), que também andavam no meio dos trilhos. E eu bem sei disso, porque, me lembro de ter atravessado essa linha, simplesmente porque não tem uma passarela para o outro lado!!!!!! E os moradores dividiam aquele espaço com os cracudos, numa cena em que se misturavam pobreza, pena e medo. Mas a pena e o medo eram apenas nossos. Porque a população que ali estava parecia indiferente à rotina do local.

O pessoal do Japeri, acostumado a ver monumentos como o Engenhão em seu caminho tradicional, parecia turista observando a miséria alheia. E de repente o povo do Japera se sentiu privilegiado por morar longe, mas morar com dignidade. E tirou a maior onda: “E depois o pessoal fala que o Japeri é o pior ramal, que só anda gente pobre, feia e fedorenta, hein!”

(O que é uma mentira! Tem muita gente de roupa social que desce de trem para o Centro da cidade porque é o meio de transporte mais rápido, mas mora aqui na Baixada porque prefere viver com paz, do que morar nesses buracos em que as balas atravessam as janelas de casa. Aliás, se você não tiver mais nada para fazer e resolver realmente passear de trem, tire um dia para ir à Paracambi, que ainda é depois de Japeri - em caso de dúvidas, voltar ao mapa do início do post. Gente, Paracambi é uma cidadezinha linda de morrer! E só tem casarão com piscina.)

Graças a Deus não fomos atingidos por nenhuma pedra, nem estava rolando nenhum tiroteio lá por perto. E então passamos por Del Castilho, Mercadão de Madureira e Rocha Miranda sem parar por lá também. Só que o trem ainda estava MUITO LENTO!!!!! Ele não parava. Mas também não corria!!!!

Já haviam se passado 40 minutos e a gente ainda estava em Deodoro!!!!! No trem normal, semi-direto, com 40 minutos a gente já até passado de Ricardo! Esse trem Expresso era mais devagar do que o outro.

Todo mundo no vagão ficou revoltado. Se é para ser assim é melhor encarar os Jogos Vorazes lá na plataforma 8! Pelo menos lá a briga é só na Central. Depois o caminho é mais seguro, a gente não fica com medo de o trem parar no meio da favela. Uma moça falou: “Valeu a experiência, mas semana que vem eu não venho mais nesse, não”. Uma outra, a experiente, disse: “Da outra vez que eu tinha vindo, o percurso foi rápido, mas hoje deve ter sido mais devagar por causa da chuva”, ao passo que uma outra retrucou em tom de brincadeira: “Ah, para de mentira! Quanto é que a SuperVia está pagando para a senhora defendê-la, hein?”

Quando chegou Ricardo, a galera fez: “Uhuuullll”. E às 19:00 eu desci em Nilópolis. Ou seja, não fez a menor diferença eu pegar esse trem.

Notas para o novo serviço REVOLUCIONÁRIO da SuperVia:
Eu sei que outro dia eu falei que achava uma bobagem esse negócio de ficar dando notas, mas hoje vou abrir uma exceção à regra e dar notas para esse novo serviço REVOLUCIONÁRIO da SuperVia. (Antes que você comece a chiar, vai ver que as notas dadas também são a maior bobagem.)

Emoção: 8
Cada nova estação era sempre uma surpresa. Nunca se sabia onde a gente estava. Novas Paisagens para observar. Um caminho totalmente novo. Sem contar a estação Jacarezinho.
Comércio: 0
Não passou nenhum vendedor. Interprete como quiser.
Conforto: 7
O trem tinha ar condicionado, o que também garante as janelas blindadas contra as pedras. Mas não tinha bagageiro. Muita gente precisou contar com a bom vontade dos outros pra colocar as mochilas perto da janela de maneira improvisada.
Socialização: 9
Os passageiros estavam animados, batendo papo, conversando sobre várias coisas. Todo mundo querendo saber detalhes do novo trajeto, muito bem-humorados e criativos. Alguns ofereceram para colocar a bolsa perto da janela. Sem empurra-empurra e sem funk no celular.
Medo: 10
Cracudos no trilho. Possibilidade de pedras atiradas/balas perdidas. Estação Jacarezinho praticamente no breu. E o medo do trem ficar parado ali pra sempre?
Agilidade: 0
O trem anda mais devagar que uma lesma.

Conclusão: Não vale a pena. #NãoRecomendo 2 estrelinhas só.

Como bem apelidou uma mulher dentro do vagão, esse é o novo trem Expresso. O Expresso Jabuti.

(Pensando agora, o trem podia ter um outro nome também: Trem Bala. Bala Perdida.)

"A SuperVia leva você com rapidez e segurança."
Sei....



PS1. Esqueci de contar ainda que nessa semana eu peguei um ônibus com Zé Pequeno. Quando ele entrou falou assim: “Senhoras e Senhores, desculpe incomodar o silêncio da sua viagem, eu podia estar matando, eu podia estar roubando, mas tô aqui pedindo a sua ajuda”. Brincadeira, ele só entrou e sentou no seu lugar.
PS2. Antes de entrar no Expresso Jabuti, ainda peguei um metrô, no horário de pico, com o candidato a vereador Rocco. Você, como a minha irmã, obviamente não sabe que é o cara, mas é que sempre tem um boneco gigante na Central fazendo propaganda do cara. Minha irmã não achou nada demais no cara pegar o metrô lotado às 17h. Ela disse que ficaria surpresa mesmo se o boneco tivesse entrado também.
PS3. Hoje, segunda-feira, mais um trem quebrou no meio do caminho pela manhã e o Japera operou "com atrasos". Vocês tão de sacanagem, né?

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terça-feira, 18 de setembro de 2012

Happy Go Lucky |:)

Happy-Go-Lucky: Uma pessoa incrivelmente otimista, pra ela não tem tempo ruim. Despreocupado, alegre, numa boa, feliz da vida.

Além de ser nome de um filme nomeado ao Oscar em 2009 (e eu nem sei se foi justo ou não porque não assisti. Pra falar a verdade já até tentei, mas os 15 minutos que vi estavam mais para Happy Go Zzzz, e aí eu larguei), Happy Go Lucky também dá nome de uma canção de um ex-falecido grupo pop do mágico período do final dos anos 90/início dos anos 2000 chamado Steps. Eu tenho certeza quase absoluta que você nunca ouviu falar deles, mas, sabendo que a canção foi tirada da trilha de um filme de grande sucesso na década passada, fica fácil adivinhar de que buraco eu tirei essa pérola da música pop (é tão óbvio que não vou nem oferecer uma bala Juquinha pra quem completar o desafio).
* Ex-falecido porque acabei de descobrir que eles se reuniram novamente no ano passado. E como o Wikipedia é uma dádiva da internet, com um passar de olhos, descobri também que o tal grupo também cantava essa outra canção que você com certeza conhece, porém na voz de uma figurinha fácil do ClipeMania. 

É claro que o arranjo e a produção são altamente datados e causam uma mistura de nostalgia com vergonha (porém, observando o atual mercado musical, eu me arrisco a dizer que está quase contemporânea, uma vez que parecem ressurgir elementos como boys band e músicas pop por pop, sem falar de alguns nomes que parecem ser conservados no formol ou renascem das cinzas depois de anos), mas, a verdade é que, apesar disso tudo, a música, assim como o filme e o resto da trilha sonora, é Pura Sabedoria e vem traduzindo um pouco do meu sentimento nos últimos tempos.

Com certeza você já passou por uma situação parecida em as pessoas perguntam:
- E aí, como vão as coisas? 
E após um 1 segundo e meio de avaliação, você responde:
-Ah, sim, tudo bem! 
Quando na verdade as coisas não vão bem, nada vem, e o mundo parece estar desmoronando.

Problemas, problemas, problemas. E eles se multiplicam. E eles se acumulam. E eles ficam cada vez mais pesados.

Porém, ainda mais pesados que eles é o orgulho. Orgulho esse que não suporta a ideia de receber um olhar condescendente principalmente quando nem verdadeiro ele é. A vergonha de chorar na frente de quem não deve, de não deixar que os outros vejam que às vezes nem tudo está perfeito e que se é mais frágil do que aparenta ser.

E a preguiça de contar a história desde o início. Porque tem coisas não dizem respeito a mais ninguém. E explicar o problema todo só significa tomar o tempo e a paciência do interlocutor que, coitado, só perguntou por educação e também tem suas próprias chateações e não tem a mínima obrigação de aguentar mais as dos outros nas costas. Responder: “Está tudo bem!”, quando está tudo mal é poupá-lo de ficar sem graça, e de não saber o que dizer, até porque o problema é meu e ele não poderá fazer nada para ajudar.

Tem gente que adora um dramalhão. Adora se fazer de vítima. Prefere ficar meia hora enchendo os ouvidos dos outros ao invés de tomar uma atitude. Quer terceirizar aquilo que só ela pode resolver. Como se mais ninguém no mundo tivesse problemas também!!!! Gente que reclama de tudo e repetidas vezes. Gente que depois da 3ª ou 4ª ladainha fica bem claro que inventa os problemas ou coloca a culpa deles sobre os outros e não consegue assumir a responsabilidade sobre os seus atos. Gente que acha que o mundo tem que se adaptar a elas e não o contrário. Gente que não consegue enxergar que a solução é simples e está bem na frente do espelho.

Não suporto esse tipo de gente. Sabe por quê? Por que eu também tenho os meus problemas! E eles também são complicados! Muito complicados! E não fico alugando ninguém, nem me fazendo de coitada!

(Antes que você me chame de insensível, eu sou bastante capaz de sentir compaixão pelas outras pessoas. Desde que elas não sintam pena de si mesmas e estejam dispostas a buscar a felicidade. E principalmente por aquelas que assim como eu, fazem o máximo de esforço para não transparecer que alguma coisa está errada. Porque embora eu não goste de despejar as minhas lamúrias nos outros, sei que às vezes é bom saber que existe um ombro amigo com o qual se pode contar)

Visto meu disfarce sorridente para me proteger dos olhares de pena, mas também para proteger as pessoas de quem gosto. Porque às vezes não dá para jogar o telefone fora e se esconder do mundo e nem eu estou me suportando de tanta amargura. E porque acho o CÚMULO gente que desconta a raiva de problemas particulares nas outras pessoas que não tem nada a ver.

"A máscara não é para você. É para proteger as pessoas que você ama."

Por isso eu coloco um sorriso na cara e respondo na maior cara dura: "Tudo certo", e as pessoas ficam despreocupadas com a minha pseudo-despreocupação. Melhor esconder a dor debaixo do travesseiro no fim do dia.

Vestir o disfarce do "happy go lucky" é mais do que enganar aos outros. Mais do que esconder a dor, o sorriso forçado engana a nós mesmos e distrai um pouco. Faz bem, caso contrário, logo se está acreditando que nada daquilo tem solução e que não existem outras coisas boas acontecendo. 

E quando nem o sorriso amarelo está dando conta, o melhor a se fazer é inventar truques para enganar a dor e perseguir o lema de Timão e Pumba (aliás, O Rei Leão é outro desses filmes cheios de lição de sabedoria). Não demora muito para um sorriso de verdade tomar o lugar daquele outro forçado numa feição cheia de preocupação. E é fácil desse jeito porque se você para pensar um sorriso não passa de uma carranca de cabeça para baixo |:)

Hakuna Matata é Happy Go Lucky em suali :D
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Independência ou...onde é que D. Pedro estava com a cabeça?


Atingir a maioridade é um marco na vida de todo adolescente sedento por Independência. Completar 18 anos (ou 21, não sei exatamente qual a diferença das duas maioridades, quem souber, por favor, não seja egoísta e compartilhe o seu conhecimento com este humilde blog) é daquelas datas aguardadas e comemoradas, já que te tornam livre do domínio dos pais e mudam completamente a sua vida. Só que não.

Há exatos 190 anos, o Brasil também entrava para o rol dos países de “de maior”. O grito do Ipiranga declarou a independência do domínio de nossos colonos portugueses e anunciava que agora o Brasil já era gente grande e mandava no seu próprio nariz. Só que a gente também aprende na escola que o negócio não foi beeeeem...assim. Um brado retumbante e puft! Agora éramos independentes! A tal Independência do Brasil foi sendo construída aos poucos. Vinda da Família Real, liberdade no comércio, diminuição de impostos, condição de Reino Unido a Portugal e Algarves... O Brasil já estava ficando “mocinho”, cheio de marra, com toda a pinta de gente grande. E quando Papai Portugal quis trancar o filhote dentro de casa de novo, aí o moleque já estava todo prosa e não ia agüentar muito tempo dentro do quarto.

A mesma coisa acontece quando a gente faz 18 anos (ou 21. Como disse, não faço a mínima ideia da diferença das duas idades). A data do aniversário pode ser o marco histórico em que a gente faz aquelas piadinhas de que se pode beber, dirigir e ser preso. Mas o nosso processo de independência também acontece do mesmo jeito que o da nossa “mãe gentil”. É aos poucos. Diluído. A gente vai fazendo as coisas sozinho e quando vê já passou.

Primeiro vai comprar o pão na padaria da esquina. Depois pegar o ônibus para ir pro colégio. Dali a pouco começa a perambular por outros cantos da cidade e não sente tanto medo de andar na rua quando o sol já se foi. Então começa a contestar a máxima de que os seus pais sabem o que é melhor para você. Passa a escolher as próprias amizades, não contar tudo o que acontece na sua vida para eles e a filtrar seus conselhos porque têm coisas que, por favor(!), eles simplesmente não entendem (!!!!!!). 

E mesmo assim, quando vem o aniversário de 18 anos, a gente não se sente adulto coisa nenhuma. Ainda moramos com nossos pais e pedimos dinheiro para comprar as coisas que a gente quer e precisamos deles para nos trazer de volta pra casa tarde enquanto não sai a carteira de motorista. (Vendo por um certo ângulo, talvez a carteira de motorista sim seja um documento que autentique alguma coisa próxima da maioridade, mas enfim, divago...)

Segundo a propaganda, ter seu próprio blog é ter Independência. Tá bom, né!

Isso também como o próprio Brasil, que podia ter se declarado Independente, mas por muito tempo teve de pedir dinheiro emprestado para outros países para pagar a merenda, a passagem e os ingressos do cinema no fim de semana. O primeiro débito da famosa dívida externa veio logo assim em o país declarou-se “de maior”, quando o Brasil tomou 3,7 milhões de libras para pagar as contas da época em que ainda era colônia.

Confesso a você que realmente nunca tive problemas com relação a esse negócio de “maioridade”. Sempre tive tudo o que quis e nunca tive esses problemas quanto a horário porque não sou de sair à noite mesmo. Nunca fiz questão de entrar nas matinês das boates. Nem no horário de gente grande também. A responsabilidade da escola sempre esteve presente, mas sem a necessidade de cobrança sem parar porque sempre fiz a minha parte e não dei motivos para preocupação. A relação que a gente tem aqui é em casa é de muita confiança. Meus pais sabem que não vou fazer nada de errado e pronto. Não tem estresse. É até meio sem graça quando eu vou conversar sobre esse assunto com as outras pessoas porque perto delas parece que eu não tenho nada interessante para contar. O que não quer dizer que não tivesse meus próprios contra-tempos com a dependência oficial ou não-oficial porque não liguei para dizer onde estava ou avisei para onde ia sair ou quando ia voltar. Ou que não discutisse por causa de minhas convicções sobre o que eu achava que era melhor para mim.

Lembro de a idade de 14 anos (a mesma de Pedrinho quando virou imperador) ter sido especialmente simbólica, mais até do que a de 18. A gente brigava horrores por causa dessas coisas (por causa de qualquer coisa, pra falar a verdade), e eu comecei a tomar as rédeas da minha própria vida. Também foi a época em que eu de fato comecei a me preocupar com o meu futuro de um jeito mais sério e comecei a tomar as minhas próprias (grandes) decisões. Ironicamente, também foi a época em que, mesmo andando na linha, me senti muito mais livre e me diverti como nunca!!!!

Mas aí o tempo vai passando e esse tipo de coisa vai ficando para trás porque a gente vai assumindo responsabilidades cada vez maiores (porque, como já diria Tio Ben, elas logo aparecem quando ganhamos grandes poderes) para conquistar verdadeiramente a tal independência e começar a traçar própria vida e, quando vê, tem diploma, trabalho, problemas no trabalho, conta no banco, um monte de contas para pagar e operadores de telemarketing te caçando e oferecendo serviços que você não quer.

E aí a gente percebe que ser independente dá muito mais trabalho do que parecia! E quando a gente vê, mesmo assim, não somos independentes coisa nenhuma! Estamos dependentes dos nossos empregos, que nos consideram como plenamente adultos, e sugam nosso tempo, nossa saúde, juventude e noites de sono por causa de um salário no final do mês. E descobre também que realmente a gente não faz a mínima ideia do que é melhor para nós! E na primeira crise de insegurança, veja só, corre pros braços daqueles que um dia a gente tanto desprezou.

Onde é que D. Pedro estava com a cabeça quando veio com esse papo de Independência ou Morte? De que adianta ter Independência se não tem dinheiro, casa, comida e roupa lavada? Como assim “ou Morte”, se na primeira crise, a primeira coisa que Seu Pedro fez foi fugir para o colo do próprio pai também? Ele não teve pena do filho dele, não? Largar o moleque aqui pra governar um país inteiro com 14 anos depois do período de regência? Sério, Pedrinho estava na época de colocar tachinha na cadeira do professor, brincar de queimado, jogar bola de gude, sei lá!

D. Pedro II era tipo Riquinho só que mandava num país inteiro
E não tinha Mc Donald’s em casa.

Para quê essa gente insiste tanto em diminuir a maioridade nesse país? Será que só porque Pedrinho assumiu a responsabilidade de comandar um país inteiro faz sentido declarar a independência de jovens, obviamente dependentes, cada vez mais cedo? Será que realmente vai fazer alguma diferença?

É claro que ser independente tem suas vantagens. Mas, sinceramente, é tanta preocupação que às vezes que dá a maior vontade de ser colônia de novo.


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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Tarde no Centro

Dia 26 de Agosto de 2012

Tem gente que não gosta do Centro da cidade (no meu caso, o Centro do Rio). Acha que é muita bagunça, muita gente aglomerada, uma correria geral. Eu não. Gosto do Centro exatamente por causa disso tudo aí.

Ele é muito democrático, e tem gente de tudo quanto é jeito. Gente rica, gente pobre, gente alta, baixa, gorda, magra, preta, branca... Todo mundo se encontra no Centro. É uma área essencialmente comercial que não “pertence a ninguém”, mas que durante o dia é compartilhada por todos, sem frescuragem.

O Centro está sempre fervilhando, com gente andando de um lado para o outro e eu gosto disso. Gosto de poder resolver tudo o que eu quiser andando apenas alguns quarteirões. De encontrar praticamente tudo (TUDO mesmo!) que eu quiser e a um preço mais barato. Gosto dos vendedores fazendo graça na Uruguaiana. Dos protestos da Cinelândia. Da diversidade da Carioca. Da largura da Presidente Vargas. Gosto de ter a sensação de estar no meio de onde tudo acontece, no centro de tudo. No Centro.

Ao contrário de muita gente, e, como praticamente todo carioca, eu adoro sol. Confesso que tem anos que não vou à praia, mas sou dessas que se deixa influenciar pelo humor do astro-rei. Quando o dia está nublado, assim também fica o meu espírito. Mas se estiver ensolarado, por mais raiva que eu queira ter do resto do mundo, não consigo e um tipo de alegria sem sentido invade o meu coração. Por isso, do mesmo jeito que não consigo me imaginar morando numa cidadezinha do interior, acho que não seria feliz vivendo em um lugar em que não fizesse sol o ano todo. Além de ficar resfriada com muita facilidade, o psicológico também não iria se adaptar a grandes quantidades de frio e chuva durante muito tempo.

Antes que você me chame de maluca, existem estudos que dizem que os países em que faz mais frio lideram os índices de suicídio. (Só por curiosidade, eles também lideram os quadros de educação, e acredite, isso também está relacionado com a ausência de sol do lado de fora. Aliás, essa foi a ideia principal para o desenvolvimento de Hora do Recreio – O Filme, a versão longa-metragem, mas ainda em animação, desse desenho bacanudo que marcou a minha infância. Aliás, fica a dica, o filme é MUITO LEGAL!)

Gosto especialmente do Centro e do Sol quando eles se combinam à tarde, no horário das 15h-16h. É nesse horário que o Sol já dá uma trégua e começa a se encaminhar para seu leito à oeste (ou seria a leste?). As próprias pessoas dão uma pausa para o café ou começam a contar o tempo para as 18h.

E depois de ontem, posso dizer que gosto especialmente do Centro e do Sol quando eles se combinam à tarde, no horário das 15h-16h de um sábado.

A tarde estava linda. O sol brilhando. Eu ia ter que ficar esperando até às 16h pela próxima aula do cursinho e achei um desperdício ficar trancafiada numa sala estudando, ou tendo que aturar gente me neurotizando sobre o quanto eu devo estudar mais. Na maioria dos dias, quando esse tempo da tarde fica livre, eu até fico lá estudando mesmo. Mas não ontem. Havia trabalhado demais no último mês. Não sabia mais o que era um fim de semana livre há um tempo razoável...

Por isso resolvi curtir o dia. Tirar a tarde para mim. Não fazer absolutamente nada pro mundo. Como há muito tempo eu não fazia.

Tomei um picolé depois do almoço e bati perna a tarde inteira. A cidade não estava morta, vazia. O movimento até que era razoável. São Paulo pode ser a cidade que nunca dorme. Mas o Rio faz questão de relaxar. E foi isso que eu vi. Ao invés dos funcionários de roupa social, estavam lá turistas tirando foto, gente exótica, esquisita, de chinelo, que ao contrário do resto das outras pessoas, parece só visitar o Centro no fim de semana por conta de alguma atividade especial. (Experimente observar o metrô no fim de semana. Nem parece a mesma cidade. Difícil encontrar alguém normal por ali). Um Rio relaxado, sem correria. As pessoas sem pressa. A cidade meio preguiçosa. Andando sim, mas a passos de formiga e quase sem vontade.

O próprio sol também estava meio preguiçoso. Brilhava sim. Lindamente. Como uma bela tarde de sábado no Rio deve ser. Mas até ele parecia sem vontade de queimar nossa pele. Só estava lá. Quase que curtindo o fim de semana, tanto quanto nós. E os prédios, sempre altos, como todo centro urbano, faziam sombra para que eu passeasse sem derramar uma gota de suor. Maravilhas da cidade grande.

E aí eu turistei a Biblioteca Nacional e, entre outras coisas, descobri que a Capricho nos seus primórdios era para maiores de 18 (ó ironia), e vi todos os Mc Donald’s com bolas na entrada porque era o McDia Feliz (fiquei até emocionada quando vi que na Uruguaiana estavam rolando umas “atrações” e promoções esquisitas que há muito eu não via) e entrei em todas as lojas de departamento, experimentei um monte de roupas e não levei nada, mas descobri que as sapatilhas da Moleca são os calçados mais cristãos desse mundo (essas eu ainda vou comprar).

Precisava de um tempo assim em que as horas não tivessem pressa para passar, e ninguém para me dizer o que fazer, e o resto do mundo parecesse desacelerar tanto quanto eu.

Quando deu a hora, eventualmente, eu voltei pro curso, cheia de sede. Como boa carioca que sou, acho que para a tarde ficar melhor, só podia ter rolado uma água de coco bem gelada.


Minha irmã já tinha me indicado o vídeo, mas só agora pude conferir. A música é muito boa e acho que combina com o post. [Se você gostou da música mesmo, tem ela inteira aqui. Olha, se passa um comercial de cervejas desses aqui no Brasil, eu começo até a beber... ]
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